Notas iniciais
Hellou, amoras!! Ah, esse é outro capítulo que simplesmente amo! Alguém do passado de Lilly está de volta e ela terá uma surpresa tremenda com o que esta pessoa está envolvida. Um fã de Stark aparecerá e dará uma "mãozinha" à essa dupla sensacional!! Falando em sensacional, ainda estou esperando os reviews de vocês, hein galerinha?! Minha fé é inabalável e eu creio que vocês aparecerão. Já aproveito pra dizer também que finalmente dei conta de responder os últimos comentários e estou muito contente com isso. Milla princesa e Sophy apareceram também e isso me deixou MUITO contente! Vocês duas são uns anjos e dedico esse capítulo à vocês ♥ Aproveitem esse capítulo!

Percebemos que não havia tempo para perder, então Stark pisou fundo no acelerador e começamos a raciocinar um modo de desvendar o mistério dos corpos explosivos.

De certo, sabíamos que havia uma alta tecnologia por trás dos ataques, então usei o celular que Tony conseguira para pesquisar as possíveis macro indústrias tecnológicas na Ásia e África, de modo que localizássemos possíveis parceiros em potencial aqui nos E.U.A. que poderiam servir como base operacional para os ataques do Mandarin.

Haviam um zilhão de potencias em listas e usei uma caneta que encontrei no porta-luvas para criar uma lista com as siglas das possíveis empresas, pois, assim, eu gravaria o nome de cada uma e seria mais fácil para descarta-las depois de pesquisas maiores.

Ao todo, quando avançamos o suficiente para o norte na estrada, já estávamos com um total de 8 empresas que entendemos como possíveis potencias para destruição em massa dos Estados Unidos. Todas elas haviam similaridades: principais investidores árabes e/ou asiáticos; todas investiam e/ou fabricavam armamento pesado que já foram encontrados em porte de terroristas; uma vasta quantidade de capital para investimento de guerras posteriores e, o principal, todas possuíam um histórico de envolvimento com a oposição do atual mandato da presidência.

ㄧTudo bem, vamos lá, repita as siglas novamente. ㄧStark pediu, quando estávamos prestes a fazer a primeira parada no posto de gasolina para abastecer.

Por sorte, o antigo dono do carro esqueceu sua carteira repleta de dinheiro vivo, o que me ajudaria na compra de algo para comer, já que meu estômago roncava loucamente.

ㄧOk, em ordem alfabética, temos: AIA, FAM, GHI, IJK, IIA, OAM, OAP e, por último, a Ômega, que, como eu já disse as outras quinze vezes, não possui sigla, pois a companhia só tem este único nome.

O sono já estava forte, talvez por conta do cansaço físico e mental que eu fizera em todas essas horas iniciais na Terra. Era loucura pensar que eu não estava nem mesmo metade de um dia inteiro na Terra e já havia vivenciado experiências além do normal para apenas um dia.

Era exatamente isso: eu havia chegado no meio de uma batalha e tomar partido imediato pela causa do nosso país, gerou como consequência um desgaste imenso.

ㄧEstamos deixando passar alguma coisa. ㄧele alertou, mais uma milionésima vez.

Encarei a lista por um instante e, decidida a não me render, assim como Tony, virei a folha e observei as informações digitadas no arquivo que ele conseguiu com a mãe de Chad Davis.

Nitidamente, o que mais chamava atenção era a sigla MIA, escrita com alguma espécie de caneta permanente vermelha de ponta grossa.

Virei a folha e busquei alguma sigla com as mesmas iniciais ou que utilizasse letras similares, mas nada. A sigla foi tão bem marcada que ela era visível, de trás pra frente, no verso da folha, ficando como AIM.

ㄧVocê conhece alguma empresa com a sigla MIA? ㄧ indaguei para o homem que possivelmente tinha decorada todas as empresas concorrentes à antiga modalidade de vendas da Stark Company.

ㄧPor que? ㄧele retribuiu com outra pergunta.

ㄧEssa sigla escrita na página avulsa do arquivo da mãe do Chad. ㄧlevantei a folha e mostrei a parte da frente para que ele observasse o que eu falava. Depois girei a folha com a intenção de mostrar as siglas que nós havíamos selecionado. ㄧNão faz parte das nossas siglas, mas vai que tem alguma ligação?

Stark não pareceu prestar atenção no que eu falava, na verdade, ele focou-se rapidamente num ponto fixo da folha e depois voltou sua atenção para a estrada.

ㄧAIM. ㄧseu tom endureceu um pouco e acelerou o carro, dando a entender que havia realmente feito uma descoberta.

ㄧQue empresa é essa? ㄧquestionei enquanto voltava-me para a folha que continha sua descoberta.

ㄧComo eu fui idiota. Idiota! ㄧgrunhiu enquanto batia uma das mãos no volante. ㄧPreciso que faça uma ligação pra mim, Lizzie. E é com urgência.

Peguei o celular em mãos, sem contestar seu pedido que parecia mais uma ordem.

ㄧPra quem devo ligar? ㄧencarei o homem ao volante que olhava furioso para a frente.

ㄧRodhes. Preciso que ligue para o Rodhes.

Depois que ele deu as coordenadas para realizar a ligação, coloquei o celular no viva-voz e esperei que fosse completada a chamada.

Alô. ㄧera quem aguardávamos atender a ligação.

ㄧJá pegou uma mulher esquisita que, aí, quando você olha, ela tá brilhando como se fosse como uma laranja... brilhante? ㄧStark dirigia, falava ao telefone e, ao mesmo tempo, virava as páginas das folhas do arquivo que estavam dispostas sob minhas pernas.

Já, muitas vezes. Quem fala?

ㄧSou eu, cara. Da última vez que desapareci, se me lembro bem, você foi atrás de mim. Tá fazendo o que?

Ah, andando por aí, fazendo amizade no Paquistão. E você? ㄧa ironia de Rodhes foi uma das coisas que mais senti falta na Terra.

ㄧEsse seu design novo, essa repaginada, foi a IAM, né?

Foi. ㄧRodhes concordou prontamente, com um ar de curiosidade por trás de sua única palavra dita.

Com a confirmação precisa, Stark pegou a folha da minha mão que continha a sigla e amassou-a forte, até jogá-la no fundo do carro.

ㄧTenho que encontrar um bom satélite de comunicação, me dá seu login. ㄧStark acelerou mais ainda o carro e me olhou de uma forma estranha e tive que desvendar se ele esperava que eu gravasse os dados que viriam a seguir ou se queria matar alguém naquele instante.

É o mesmo de sempre ㄧRodhes falou ㄧMáquiaDeCombate68.

ㄧVamos precisar da sua senha, senhor. ㄧindaguei, enquanto preparava a caneta e olhava atentamente para o celular, aguardando uma reação imediata.

Stark, quem está aí com você?

Tony revirou os olhos e bufou.

ㄧUma mendiga que achei na estrada. Fala logo a senha, Rodhes. ㄧsem paciência para muita coisa, ele me olhou frustrado, pois, ao meu ver, ele preferiria se eu não tivesse dito nada.

Olha, eu mudo sempre que você invade. ㄧa acidez em sua voz era visível e uma certa chateação também.

ㄧNos anos 80 se falava invadir. ㄧTony revidou e olhou atento para o pequeno trânsito acumulado que se formava mais a frente.

ㄧMe dá a senha, Rodhes. ㄧinsisti e aguardei pela resposta.

Puta merda! Lilly? É você? ㄧele berrou ao viva-voz, estupefato pela revelação.

ㄧA senha, Rodhes. ㄧStark e eu gritamos em conjunto.

ㄧMaquina de combate arrebenta, tudo em maiúsculo.

Olhei para Tony que me encarou de volta, e num ato unânime soltamos uma gargalhada alta e exagerada, achando totalmente graça daquela senha.

ㄧÉ... ㄧStark suspirou ao meu lado antes de prosseguir: ㄧMelhor que Patriota de Ferro.

E antes que nos aproximássemos do pequeno aglomerado de carros não tão longe, Stark, num ato impulsivo, puxou o freio de mão do carro que estava em alta velocidade e deu um cavalinho de pau ali mesmo, no meio da estrada, e em um giro de 180º formado, voltou a acelerar o carro desenfreadamente.

Agora me fala, Lilly, é você mesmo?

ㄧAs companhias Stark agradecem a sua generosa colaboração. ㄧTony pressiona o botão “desligar” e finaliza a chamada.

Quando percebeu que eu estou o encarando horrorizada, me devolve um olhar ofendido.

ㄧQue é? Ele já sabe que você está aqui, não precisa fazer perguntas idiotas e nem perguntar como anda a vida. Terão muito tempo pra fazer isso, depois de pegarmos o Mandarim.

Stark virou o volante grosseiramente em direção à uma entrada à nossa direita e parou de qualquer maneira em frente ao hotel Memorial Hall em que ali, na beira da estrada, ocorria um concurso de Miss Chattanooga.

ㄧEi! O que viemos fazer aqui? ㄧperguntei olhando em volta, horrorizada com sua mudança radical de direção.

Ele simplesmente apontou para um furgão de televisão e disse:

ㄧSinal. Satélite. Login de Rodhes. ㄧpegou o boné que ainda carregava consigo, escondido num dos bolsos do grosso casaco que usava e me ofereceu, enquanto tomava para si um chapéu de caubói que encontrou perdido no banco de trás do carro. ㄧVamos, não temos tempo a perder.

Ergui uma das sobrancelhas e apontei para minhas vestes.

ㄧComo espera que eu saia do carro assim?

ㄧAh... Espere um segundo, eu já resolvo este problema. ㄧsaiu do carro tão rápido que eu nem tive tempo para perguntar o que ele ia fazer.

Pude vê-lo correr em direção as portas dos fundos do Memorial Hall e desaparecer pela porta que fora aberta pelo que parecia ser um organizador do evento. Não esperei mais que dois minutos, pois Stark logo saiu apressado pelo mesmo lugar que entrou, carregando consigo algum tecido escuro o suficiente para eu definir a cor à noite.

Abriu a porta, jogou o tecido dentro do carro e a fechou novamente, dando-me uma espécie de privacidade.

ㄧVocê tem um minuto para se vestir, Lizzie. Espero que não me decepcione e faça isso em menos tempo. ㄧsua voz era abafada, pois todos os vidros do carro estavam fechados, mas eu sabia que ele conseguiria ouvir uma resposta minha.

ㄧE o que ganho em troca, nesta aposta?

ㄧUm ano de cookies de embalagem azul, de graça, e um almoço de domingo no Chattu’s, uma vez por mês.

Enquanto desembolava o tecido do que agora eu entendia como um vestido de tom azul marinho e passava-o pela cabeça, com o meu casaco já lançado para longe, resolvi continuar com a conversa aleatória.

ㄧNão conheço esse Chattu’s.

ㄧAh, vai adorar! Abriu perto de casa, uma maravilha!

Abri a porta do carro e, enquanto colocava o casaco e o boné, apesar de descalço, e notei que nada poderia ser mais chamativo que aquilo. O vestido tinha lantejoulas por toda a saia, formando desenhos floridos e iluminados, enquanto o casaco e o boné, de aparência velha, davam a impressão que eu era algum tipo de mendiga que assaltei uma loja de grife. Para completar, decidi esconder meu cabelo no chapéu e, assim completou meu look de mendigo, de cabelos curtos e assaltante de lojas finas.

ㄧVocê tá ridícula com esse cabelo escondido. ㄧFoi tudo o que Tony observou, enquanto eu o acompanhava pelas sombras até o mais próximo que conseguiríamos da van.

ㄧHá! Sério que é o cabelo que mais te assusta aqui? ㄧrevidei e revirei os olhos.

ㄧEnfim, o plano é o seguinte: eu distraio quem quer que esteja responsável pela van, você entra, faz o login e me avisa quando estiver pronta.

Sem nem esperar que eu confirmasse qualquer coisa, ele abaixou sua cabeça o suficiente para esconder sua identidade, enquanto se aproximava de um outro grupo de repórteres, roubava um rolo de fiação e fingia organizá-la enquanto, sem querer, esbarrava num dos homens e deixava café cair sob uma das câmeras sob um pequeno banco ali presente.

Aproveitei a distração para caminhar apressadamente pelas pessoas tumultuadas e entrei na van em disparada. Como lá dentro estava extremamente vazio, aproveitei-me da situação para dar duas batidas na porta, indicando que aquele seria um sinal para que Stark entrasse. Ele ouviu, prontamente, abriu a porta e entrou sem parecer deixar vestígios do lado de fora.

ㄧTudo limpo? ㄧ perguntei, enquanto começava a realizar a sincronização dos dados iniciais de abertura do satélite.

ㄧÉ, na verdade, tudo bem sujo de café. ㄧele zombou e logo estava ao meu lado, agora sem seu chapéu ridículo de caubói e ajudando-me a conhecer melhor aquele monte de botões, teclas e telas.

Stark conectou um dos cabos de conexão no notebook ali presente e eu iniciei o navegador de contagem de velocidade da internet.

ㄧHá! Isso não vai rolar mesmo. ㄧaveriguei, quando foi constatado que nem mesmo o alcance daria para abrir um vídeo no YouTube.

Assim que terminei de dizer aquilo, ouvimos um movimentar na porta do furgão e não era necessário dizer nada para entendermos que seríamos descobertos naquele exato instante. Tony sentou-se numa das cadeiras rotatórias dali, como se posicionasse para uma cena de peça de teatro. A porta se abriu e um cara entrou falando ao telefone:

ㄧNão, a gente já conversou. ㄧele reclamava com o aparelho e, ao perceber nossa presença ali, de costas para ele, falou: ㄧCom licença, senhores, eu não sei quem...

O homem, que usava óculos de sol à noite e um boné nada estiloso, paralisou por completo sua fala quando Tony rodou sua cadeira e posicionou um dedo nos lábios, pedindo silêncio à ele.

ㄧShhhh. ㄧe sorriu quando percebeu que a reação do carinha era a melhor possível.

ㄧMãe, eu te ligo depois. Está acontecendo uma coisa mágica. ㄧele simplesmente abandonou o celular, depositando-o no bolso do seu e começando a ter um ataque ali fora mesmo ㄧTony Stark tá na minha van!

ㄧNão, não! Ei, shiu! Fala baixo! ㄧTony tentou fazê-lo calar a boca, mas ele continuava a falar, até que eu decidi interceder.

ㄧSe você não calar a merda da boca agora e entrar na van, sem fazer escarcéu, eu quebro a sua cara. ㄧassim que falei isso, ele notou a minha presença e no exato momento respondeu à minha ordem.

ㄧEu sabia que estava vivo! ㄧele disse, quase se jogando em direção à Stark, depois de ter certeza de que a porta estava fechada o suficiente para ninguém lá fora ouvi-lo.

ㄧShhh. ㄧTony insistiu no silêncio, mas o cara entendeu que era apenas para falar mais baixo.

ㄧPosso dizer uma coisa, senhor? ㄧele sussurrou e Stark assentiu, concordando com o pedido ㄧEu sou seu maior fã.

ㄧTá, beleza. Essa van é sua ou vai aparecer mais alguém? ㄧTony não queria e nem tinha tempo para perder, então foi direto ao ponto.

ㄧNão, não, só nós!

ㄧTá! Qual é seu nome? ㄧStark ergueu-se da cadeira e encarou o seu precioso fã diretamente.

ㄧGary. ㄧele sussurrou, enquanto apertava a mão estendida de Tony.

ㄧGary. ㄧele repetiu e depois apontou para mim, para fazer as apresentações ㄧOlhe, Gary, aquele cão raivoso é a Ellizabeth. Ela late e morde, então tenha cuidado.

O rapaz encarou-me um pouco assustado, mas logo em seguida franziu o cenho e indagou.

ㄧFoi você que salvou a vida do senhor Stark em Mônaco, não foi? ㄧquestionou e seu rosto se iluminou antes de eu dar uma resposta ㄧCaramba! Você é aquela outra vingadora que pegou fogo em New York.

ㄧOlha, olha, Gary, estamos sem tempo aqui, beleza? ㄧTony tentou prosseguir, mas foi interrompido.

ㄧEu só queria te dizer... eu não sei se você reparou, mas... ㄧretirou o boné ridículo e passou a mão no cabelo, para dar um volume ㄧfiz todo meu visual baseado em você. Meu penteado tá meio... tá meio ruim, porque eu não passei nada.

Deixei escapar uma risada sem som e tive que colocar a mão na boca para não causar mais constrangimento ao rapaz ali, que humildemente demonstrava todo seu amor ao Homem de Ferro.

Já de saco cheio, Stark interrompeu os devaneios do garoto para, mais uma vez, ir direto ao ponto.

ㄧEntendi, tá. . ㄧa cara de insatisfação dele já mostrava que talvez aquilo tudo já estivesse o deixando constrangido e de mal humor.

ㄧEu não quero te deixar constrangido, mas eu ㄧcomeçou a levantar a manga da camisa do lado direito enquanto falava ㄧtenho que te mostrar... booom! ㄧe lá estava uma tatuagem extremamente mal feita, preta e branca, e extremamente cabeçuda da face de Stark.

Eu ia explodir ali, de tanto que segurava minhas gargalhadas. Meus olhos já lacrimejavam e eu estava segurando minha boca com as duas mãos e bati os pés no chão do furgão algumas vezes, enquanto deixava escapar algumas risadas abafadas e descontroladas. Eu ia zoar Tony para o resto das nossas vidas.

ㄧQuem é esse? O D’artagnan*? Ah, desculpe! Sou eu? ㄧa ironia por trás de suas palavras era evidente, mas o jovem fã não reparara nisso.

ㄧÉ... Sabe o que é? É que o cara fez de um desenho que eu tinha feito e não de uma fotografia, então tá assim, um pouquinho- ㄧfoi interrompido antes de finalizar suas explicações, por um cabeçudo Stark real muito ansioso que o puxou pelos ombros, para mudar sua atenção.

ㄧGary, olhos nos meus olhos! Eu não quero cortar seu barato. Nós três estamos meio... agitados. Eu tenho problemas... melhor, eu e o cão raivoso temos problemas. Estamos atrás de bandidos. Nesse exato momento estamos tentando pegar umas coisas de uns arquivos bem criptografados e, apesar da Lizzie ser um gênio de hacker, a conexão tá meio caída. Agora, preciso que você suba no telhado, recalibre a rede e aumente em cerca de 40%.

ㄧTá... ㄧele sussurrou, desnorteado.

ㄧÉ uma missão. ㄧacrescentou Tony

ㄧDiretamente de um dos dos vingadores. ㄧenfatizei, para aumentar a sua moral.

ㄧLizzie precisa do Gary. Tony precisa do Gary. ㄧStark falou de forma lenta e pausadamente, parecendo que havia um retardado mental à sua frente.

ㄧE o Gary precisa do Ton-

ㄧAgora sossega e vai. ㄧfinalmente soltou os ombros do rapaz, que saiu desnorteado do furgão, carregando consigo a fiação que o auxiliaria em sua missão.

Cruzei as pernas, quando finalmente ficamos sozinhos, e olhei para o homem a minha frente com um sorriso de deboche.

Gary precisa do Tony. ㄧforcei a voz de forma fina e romantizada, para zombar dele.

ㄧQue é? ㄧgrunhiu ㄧTá é com inveja porque o único fã seu tem 11 anos. ㄧpuxou a cadeira de volta e voltou-se a sentar ao meu lado, preparado para a recalibração da velocidade da internet.

O período de espera não demorou muito. Alguns minutos olhando para o nada, balançando no encosto da cadeira que estava sentada, e ouvi batidas no topo do furgão, vindas de Gary que anunciava o fim do seu trabalho. Tony bateu de volta, afirmando que havia ouvido as batidas e eu já estava digitando as coordenadas para a verificação da conexão.

ㄧEstamos em 45% de velocidade acima. Prontos para acessar. ㄧalertei e logo iniciei o processo de descriptografar o arquivo que Stark indicara.

Uma aba da Segurança Nacional foi aberta e Stark posicionou-se ao meu lado, enquanto eu entrava no sistema com o login e senha que Rodhes nos fornecera.

ㄧÉ agora, Lizzie.

Inicialmente a página anunciara que o acesso foi negado, mas curtos segundos depois, o acesso foi imediatamente autorizado e estávamos dentro do que precisávamos.

ㄧAgora deixa comigo. ㄧpediu enquanto empurrava minha cadeira para o lado e tomava o controle do notebook.

Ao seu lado, pude notar que ele estava entrando no sistema da Advanced Idea Mechanics, que, por sua vez, era a empresa que possuía como sigla AIM.

ㄧNão faz sentido. ㄧsussurrei ㄧEla não possui nenhuma ligação com vendas de armas para o exterior. Pesquisei para elas. O financiamento era inteiramente nacional.

ㄧÉ, gracinha, mas tem algo sobre eles que ainda não foi divulgado. ㄧuma nova aba abriu, com o título Extremis e, em seguida, um vídeo de um rapaz loiro foi iniciado.

Uma voz, atrás da câmera, podia ser ouvida ao fazer o questionamento:

ㄧQual você diria que foi o momento mais importante da sua vida?

A câmera pegava somente a imagem do ombro para cima de um rapaz caucasiano, de olhos claro se cabelos curtos, estilo militar, e loiro.

ㄧBom, é... ㄧele respondeu ㄧfoi quando eu decidi não deixar a dor que eu sentia vencer.

Tony, impaciente, trocou imediatamente de vídeo, e um outro, similar, foi iniciado.

Agora, era possível ver todos membros superiores da mulher ruiva, que consistia em um deles sendo um braço amputado. Ela não me era estranha e eu demorei a perceber de quem se tratava aquele vídeo, afinal.

ㄧPoderia dizer o seu nome para a câmera? ㄧa voz misteriosa indagou para a moça.

ㄧEllen Brandt. ㄧquando a luz focou mais em seu rosto, eu rapidamente a assimilei com a mulher que atacara Stark em Rose Hill, horas atrás.

ㄧTudo bem. ㄧa voz confirmou ㄧAs injeções serão aplicadas periodicamente. ㄧde repente, o take da câmera mudou e era possível ver o dono da voz. Seu rosto não me era estranho e eu podia jurar que eu o conhecia de algum lugar.

ㄧSó pode estar brincando comigo. ㄧeu sussurrei quando, finalmente, reconheci aquelas feições.

ㄧNão. Não pode. Esse é mesmo quem você deve pensar que é, se, no caso, for Aldrich Killian. ㄧStark falou brevemente quando pausou o vídeo para fazer aquele comentário.

Eu conhecia Killian, mas não podia acreditar que ele estava por trás de qualquer uma daquelas coisas. Sejam lá o que for.

Notas finais
*Referência a um dos três mosqueteiros. Oh, oh... O que será que a Ellie sabe sobre o Killian para ficar tão abalada assim? Qual será a história desses dois? Tudo isso vocês descobrirão no próximo capítulo!! A partir de hoje ficará mais difícil postar os novos capítulos, pois estou numa frenética rotina de cuidar da minha saúde e agora entrei numa parte chata de fazer vários exames de sangue, vários testes chatos e, adivinhem só, eu to fazendo FISIOTERAPIA. Isso mesmo (eu sempre rio quando lembro disso). Seria cômico, se não fosse trágico. Eu brinco sempre com meu fisioterapeuta que parece que eu estou reaprendendo a respirar. Gente, eu nem sabia que tinha esse negócio de "força" de respiração. Uma loucura! Mas enfim... Vejo vocês nos comentários?