Heart in Flames
6 City on Fire
Notas iniciais
Tive de redobrar as forças para virar meu corpo e encarar quem me jogara no chão para perceber que era um homem negro, extremamente grande feito um armário e que me encarava como se meu moletom fosse um insulto à sua existência. Não demorou a se recompor do tombo que ele mesmo causou e logo já estava disposto a me atacar com uma adaga que surgiu do nada. Girei meu corpo para o lado e pude ouvir a lâmina afundar no asfalto ao meu lado.
Girei de novo e fiz força com o corpo para me erguer o mais rápido que me foi permitido, devido aos ferimentos que ainda eram incômodos.
Meu adversário, por não estar ferido, conseguiu reerguer-se sem problemas e já estava a postos para me atacar. Queria ter tempo para observar a minha volta, porém ele veio tão rápido me empurrando que a única reação que tive foi de projetar fogo em ambas as mãos e pressiona-las de encontro a lateral do abdome dele enquanto eu era arrastada até quebrar a vitrine de alguma loja e cair no meio dos manequins de roupas.
É, talvez esse tempinho em Asgard tenha me feito pegar o jeito com a coisa da luta.
Antes que eu pudesse me erguer, o homem já estava lá dentro e começara a pressionar ambas as mãos entorno do meu pescoço. Uma luz avermelhada começou a surgir de dentro de sua pele e irradiar seus dedos, projetando uma espécie de calor em seu corpo que rapidamente era absorvido pelo meu pescoço.
Acho que ele não estava preparado para lidar com uma deusa, porque quando percebeu que o calor que suas mãos transmitiam em meu pescoço nem fazia cócegas, perdeu o fogo e foi meu momento para atacar.
Ergui uma das pernas o suficiente para fazer um passo de malabarismo que sucedeu num rasgo na calça entre as minhas pernas, mas consegui alcançar o pescoço dele e lançar minha perna de forma diagonal e puxando seu pescoço para o lado com meu pé encaixado em sua nuca, com força o suficiente para jogá-lo para o lado, pois se ele resistisse eu arrancaria sua cabeça fora ali mesmo.
O homem ficou desnorteado e por conta disso tive alguns segundos de vantagem para montar em seu colo e fazer o mesmo que ele fizera anteriormente: lacei minhas mãos em seu pescoço e seguirei firme o suficiente para apenas para imobilizá-lo para conseguir falar:
ㄧQuem são vocês e o que querem com o Stark? ㄧquestionei firmemente e o vi me olhar revoltado, tentando contra-atacar com suas mãos, lançando-as em direção ao meu pescoço ㄧVocê já tentou isso e sabe que falhou. Agora vamos lá e me diga: onde encontro o Mandarim? ㄧera óbvio que aqueles caras foram enviados por Mandarim para terminarem o que começaram antes: matar Stark.
ㄧVo-você... ㄧele parecia querer dizer alguma coisa, então afrouxei as mãos levemente para lhe deixar algum ar entrar nos pulmões. O que eu não contava era com sua tática ridícula de me fazer ceder, porque logo em seguida ele surgiu com aquela maldita adaga novamente e a fincou na minha cintura.
ㄧSeu filho da... ㄧ grunhi, mas não soltei o pescoço. Ao invés disso, prendi ainda mais, até que soubesse que ele estaria sem ar ㄧVocês vão pagar pelo que estão fazendo com o meu povo, entendeu bem? Você entendeu?
A luz que emanava de seu braço começou a se espalhar pelo corpo, como se fosse uma corrente de água densa e veloz. Aos poucos seu corpo foi tomando uma coloração avermelhada reluzente, até que seus olhos esbugalhados mudaram de cor, ficando tão avermelhados como o resto do corpo. Foi aí que todo meu corpo começou a reagir àquele acontecimento, se preparando para o pior.
E o pior veio. Inimaginavelmente explosivo, mas veio. O corpo daquele imenso homem explodiu em um zilhão de fagulhas e, como resposta àquele ato, tudo à nossa volta voou pelos ares, assim como meu corpo que foi lançado para metros de distância, até cair do outro lado da esquina, no centro da rua e eu quase ser atropelada por um carro desenfreado que perdeu o controle após a explosão.
Por sorte, o casaco de moletom absorveu todo o fogo e não fiquei tão exposta. Haviam alguns buracos na calça, além do que eu já havia feito, mas nada demais. Neste trajeto, perdi os dois pares de sapato e uma das minhas pernas estava ralada por conta do derramamento do meu corpo no asfalto gelado.
Havia muita gritaria. Pessoas correndo desesperadas, carros freando e acelerando, fogo, neve, tudo se misturando em cor, luz e som, e deixando-me levemente entorpecida com toda aquela confusão novamente.
Onde estava Tony?
A pergunta ecoou na minha cabeça no mesmo instante que vi um amontoado de pessoas se aproximarem para verem que tipo de estrago eu havia sofrido.
Olhei em volta, em busca do paradeiro dele, mas nada de nem mesmo seu semblante surgir em minha visão periférica. O jeito, então, era buscar por qualquer confusão, pois, se bem me lembro, ele estava sofrendo alguma perseguição macabra pela mulher de rosto deformado que, adivinhe?, isso mesmo, também reluz laranja feito o homem que explodira agora a pouco.
Uma segunda explosão, bem próximo dali, exatamente onde Tony estava e eu tive certeza de que ele estava em perigo. Encarei a minha volta, procurando por sinais de sua presença, mas como não o encontrei, resolvi que era o momento perfeito para brincar com fogo mais uma vez.
Enquanto todos se afastavam da enorme chama viva que se tornara a doceteria, tive dificuldades para atravessar a pequena multidão ali formada e aproveitei aquele momento para rasgar o que restava do moletom antes de invadir o espaço em chamas à minha frente.
Rapidamente meu corpo se ascendeu feito um vaga-lume alaranjado, pois as chamas que agora meu corpo emanava se misturavam com o fogo à minha volta e na medida que ia caminhando, minha pele parecia absorver cada pequena partícula de poder no espaço e, aos poucos, as labaredas iam diminuindo, pois eu as estava absorvendo.
Não havia vestígios de Stark no hall onde deveriam ficar as mesas e onde eu poderia encontrar o que restou da bancada de atendimento. Entendi que ele poderia ter saído pela área de trás, então segui aquele caminho até me deparar com a cozinha e reconhecer o que sobrou de um corpo em chamas jogado ao chão.
Aproximei-me às pressas indo direto em direção à um pedaço de mão torrado, buscando qualquer sinal de identificação do corpo. Aquele não podia ser Tony. Não ia aceitar isso, nem agora e nem nunca. Por sorte, ao chegar mais perto, percebi que se tratava do resto de um manequim, principalmente pelo forte cheiro de plástico derretido.
ㄧTony? ㄧberrei em volta, levantando-me do chão em buscas de sinais de vida ㄧTony, você tá aí?
Um estrondo agoniante ao lado de fora, fez-me sair às pressas da cozinha destruída, rumo a porta dos fundos.
Quando saí, percebi que possivelmente a explosão havia derrubado a enorme caixa d’água que possivelmente acoplava a água de toda a região bem ali. Com sua queda, uma imensa onda de água se formou do outro lado, próximo à um terreno baldio.
Um senhor que passava pelo beco onde me encontrava, ficou paralisado ao me encontrar ali, fitando-me horrorizado.
ㄧMenina... suas roupas. ㄧquando apontou para mim, percebi que eu havia acabado de deteriorar o que restava do tecido externo em meu corpo, deixando como sobrevivente apenas minha calcinha de renda que ainda possuía uma fina linha que segurava um dos lados, prestes a arrebentar. Antes que eu pudesse cobrir minha nudez com as mãos, o senhor, condescendente com minha situação, retirou o grosso casaco e jogou-o em minha direção. ㄧCubra-se mocinha. ㄧ esperou que eu vestisse seu casaco para se aproximar mais ㄧTome, vista isso também. ㄧretirou o gorro e ofereceu, mas eu neguei rapidamente com a cabeça.
ㄧObrigada, senhor, mas estou bem. ㄧcomecei a andar rumo à rua e já usei em potência máxima minha audição, em busca de qualquer mínimo sinal de Tony por aqui.
Olhei em volta e pude perceber que, pendendo na fiação, estava o corpo da mulher que outrora duelara com Stark. O que significava que ele havia vencido aquela maldita batalha.
Quando pensei em voltar para a casa de Harley, esperando, do fundo do coração, que Tony estava fazendo o mesmo, ouvi um pedido se corro vindo de longe.
Olhei em volta e notei que uma senhora estava presa no prédio ao lado, que já começara a pegar fogo em sua parte externa e as chamas estavam se alastrando para a parte interna, exatamente na pequena loja em que ela se encontrava. Diferente das outras lojas, a vitrine daquele lugar era feita com pequenas janelas de borda de madeira maciça, o que obviamente tornada difícil para a senhora conseguir escapar.
Aproximei-me o suficiente da janela, pisando abertamente nas chamas que já se formavam no canteiro em frente a vitrine, só para pedir que ela se afastasse. Fiz sinal com as mãos enquanto gritava:
ㄧSe afaste da vitrine! ㄧantes que conseguisse pronunciar a última palavra, algo estourou dentro do prédio, fazendo com que o fogo começasse a invadir a pequena saleta onde a senhora se encontrada, limitando ainda mais o espaço em que ela poderia usar para se proteger.
Talvez ela tivesse compreendido o que eu estava gritando, mas, temendo que as chamas a sua volta a consumisse, ela preferiu ficar parada no lugar em que estava e, eu, apavorada com a possibilidade de vê-la queimar ali, bem na minha frente, soquei a vitrine e puxe com força toda a estrutura de madeira que a impedia de sair.
Alguns cacos de vidro voaram até a senhora, porém ela não fez alarde. Simplesmente começou a empurrar a madeira para fora, na tentativa de me ajudar e quando percebeu que o fogo a minha volta estava cessando, paralisou por um segundo e me encarou abismada. Por fim, consegui remover a estrutura de madeira e tive de me afastar para vê-la cair para fora antes da senhora conseguir sair com segurança dali.
Ela olhou para meus pés, buscando sinais de queimadura, mas quando não avistou nada, simplesmente falou:
ㄧVocê é um anjo, não é? Você é um anjo que o Senhor enviou do céu para me salvar! ㄧfalava alegremente enquanto pulava na madeira para escapar do fogo bem atrás de si que só aumentava.
ㄧÉ, eu posso ter caído do céu recentemente, mas não sei se foi o seu Senhor que me enviou. ㄧrespondi de supetão e ignorei completamente a mulher quando ouvi um grito similar a uma voz conhecida não muito longe de mim.
Tudo ali estava acontecendo rápido demais. Muita movimentação, muita correria, muitas chamas e gritaria. Eu tive que focar, mais uma vez, minha audição em meu entorno para tentar visualizar de onde havia ecoado o grito que ouvira. Foi então que senti uma pontada no coração ao assimilar o grito ao de Harley e, quando dei por mim, meus pés já estavam se movendo entre os destroços, seguindo o caminho que eu acreditava ser o certo.
Naquela mesma direção, pude ver um clarão vindo não tão longe de onde a caixa d’água caiu e eu sabia que estava no caminho certo.
Correndo em disparada, deparei-me com uma versão assustada de Harley vindo em minha direção.
ㄧEi, ei! Garoto! ㄧberrei para o menino que ao me reconhecer, veio em minha direção desesperado e abraçou minha cintura, buscando por proteção.
ㄧEu sinto muito, sinto muito! Prometi que ia correr, mas ele veio tão rápido! Me pegou no beco e me usou como isca. ㄧele falava rápido e seu sotaque, além do medo, não me deixavam compreender muita coisa.
ㄧIsca pra que? ㄧforcei-o a parar de me abraçar para me encarar, mas não foi necessário, pois de onde ele veio, pude ouvir um som similar ao ataque do traje e eu sabia onde poderia encontrar Tony agora. ㄧFica aqui, ouviu bem? ㄧordenei para o menino enquanto corria rumo à onde sabia que Stark estaria.
Havia destroços para todos os lados. Uma mistura de vigas destruídas, com cercas caídas e restos de um trailer eram visíveis, misturados ao pequeno volume de água aglomerado naquele espaço. No meio disso tudo, encontrei um corpo caído, do que parecia ser um homem caucasiano de face torrada e um outro, de pé, com as mãos na cintura, me olhando irritado.
ㄧObrigado pela ajuda! ㄧTony trovejou enquanto saia do centro de uma viga caída no chão ㄧE eu estou bem, obrigado por perguntar.
ㄧSe você me desse tempo para perguntar, eu teria feito. ㄧrevidei e o olhei afetada ㄧTive que enfrentar um armário lá atrás, você não viu, por acaso?
ㄧNão, me desculpe. Estava ocupado enfrentado dois doentes psicopatas. ㄧ ele se aproximava pisando firme e espalhando água por todos os lados.
ㄧEu devo ter me atrasado quando tive que invadir um prédio em chamas para procurar por você. ㄧ franzi o cenho e ergui as mãos para o alto enquanto era irônica ao responder.
ㄧAh, aquilo? Fui eu quem tive que fazer para conseguir fugir da megera e adivinha só? Depois quase fui morto afogado por outro cara. ㄧsua voz estava mais elevada e aquilo fazia-o parecer uns bons centímetros mais alto que eu.
ㄧE eu contei que tive que salvar a vida de uma senhorinha lá atrás também? Depois de perder minhas roupas para tentar salva a sua, claro!
ㄧParece que se deu bem, afinal, está usando um casaco muito style Que moda é essa? Bazar para idosos? ㄧfranziu o cenho enquanto apontava para a única peça de inverno que eu vestia.
ㄧQual é o seu problema, Tony? Você está bem, não está? Você está a salvo, seguro, não perdeu nenhum braço! Agora a culpa é minha que aqueles caras queriam te matar? ㄧgrunhi em resposta, já cansada daquela discussão tosca.
ㄧSe você tivesse aparecido uns minutos antes, eu não teria ficado preso na maldita viga e o moleque não teria sido usado como isca para me assustar! ㄧTony gritou de volta, tentando passar a responsabilidade da situação para mim.
ㄧ Se você não tivesse ameaçado o Mandarim, nada disso teria acontecido hoje! ㄧrespondi na mesma altura enquanto erguia os braços para nossas voltas, sem me importar com o fato de que agora minha calcinha ficou levemente toda à mostra.
ㄧEle quase matou o Happy. ㄧsua voz, um pouco mais baixa agora, grunhiu em minha direção, enquanto ele apontava para mim, justificando sua atitude. ㄧEra o mínimo que poderia fazer pelo meu amigo. Sabe o que é isso, princesa asgardiana? Ter um amigo de verdade?
ㄧVocê ainda tá nessa história, Tony? Que é? Foi um dos que apoiou minha partida para Asgard! Ou se esqueceu que mudou de lado naquela sala de reuniões votando contra a minha vontade?!
ㄧFoi pra salvar sua vida, sua criatura irritante! ㄧele esbravejou novamente ㄧ Você corria risco de vida, se esqueceu? Eles encheram as nossas cabeças com aquela suposição da sua morte e o que você esperava que eu fizesse? Cruzasse os braços e a visse agir como uma criança mimada que não queria fazer o passeio com a família, porque é uma medrosa?
ㄧE eu quase morri lá! ㄧquando soltei as palavras, cortando seu discurso, fiz o paralisar por um momento, desnorteado pela revelação ㄧA todo maldito instante eu tinha uma puta recaída e eu me aproximava um pouquinho da morte. Eu quase morri, Tony!
ㄧE ver você voltar dizendo que a minha amiga, Ellizabeth, morreu, não é o mesmo que realmente ter morrido? ㄧele espalmou as palmas no ar antes de soltá-las novamente e deixa-las cair até baterem nas laterais do seu corpo ㄧVocê voltou, querendo mudar de novo, dizendo que a mulher que eu considerava uma irmã havia morrido e espera o quê? Que eu te receba com flores e chocolates? Mais o quê? Uma faixa de boas-vindas?
ㄧFoi você um dos motivos para eu ter resisto e não me entregado para a alma negra da Ignis. ㄧeu estava farta de gritar, cansada demais para continuar com aquela disputa de exaltação, então simplesmente soltei as palavras no vento, quase sussurrantes e ele cessou, mais uma vez, seu discurso quando ouviu o que eu havia falado. Não sabia de onde havia saído a súbita vontade de conversar sobre aquilo, mas eu precisava falar. Aquele era o momento ou então seria tarde demais e nossa amizade teria um ponto final ㄧ Houve um momento em que... naquele momento... naquele curto instante em que eu estava me afogando... eu precisei lutar, lembrar pelo que estava lá e aí... eu lembrei o que me fazia Ellizabeth. Lembrei pelo o que eu lutava, por quem eu lutava. E você era uma dessas pessoas, Tony. Você estava lá, me dando forças. Não só lá, mas como em vários outros momentos... Eu simplesmente podia te imaginar naquele lugar me ajudando a seguir em frente. Mas, por favor, precisa entender... voltar daquilo tudo, de tudo o que vi... não dá pra simplesmente... Eu não podia vir achando que seria como antes. Eu não sou como antes, Tony. Não sou mais aquela Ellizabeth que você conheceu quando estava em Miami e nosso único desafio era lutar contra uma infinidade de armaduras projetadas para o mal. Também não sou mais aquela mulher que um dia tentou ser centrada e um objeto da S.H.I.E.L.D., uma guerreira e apenas isso. Por mais que eu queira ser ela novamente... Nossa! Você não faz ideia de como eu daria tudo para voltar naquela época em que as coisas eram mais fáceis e eu... eu não era o que sou hoje. Eu luto contra esse pensamento a todo instante, porque, Tony, eu não posso viver do passado. Não posso mais fazer isso. Porque, se eu o fizer, nem mesmo Ellizabeth eu serei... me tornarei a que veio antes, Ignis, e isso, sinceramente, é o que eu mais temo.
Ele ficou em silêncio, olhando para um espaço vazio no chão, por tanto tempo que acreditei que ia cavar um buraco ali mesmo e só parar quando chegasse do outro lado do mundo.
ㄧEu acho que... ㄧele fungou, antes de prosseguir ㄧ Bom... você ainda é Ellizabeth pra mim. Mudar seu nome não significa nada. Ainda acho que você está lutando contra o fato de que ser Ellizabeth é algo mais grandioso agora do que antes e, por isso, decidiu que mudar seu nome mudaria tudo... Mesmo que exista essa tal de Ignis, mesmo que exista qualquer outra versão sua anterior... Você ainda é e sempre será Ellizabeth. Só precisa de um tempo para se acostumar com a ideia de um único nome, uma única identidade.
ㄧOu você precisa de um tempo para perceber que não sou como antes.
Ele sorriu, apesar de um sorriso seco, era o mais próximo de sincero que recebi a tempos.
ㄧNão, Lizzie. O que acabei de ouvir de você foi exatamente o que atesta que você ainda é a teimosa da minha melhor amiga. Só com argumentos mais confusos do que antes, porém... ainda é a minha Ellizabeth.
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