Heart Of Stone
3 Chapter Two
Notas iniciais
POV ELENA
O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.
Eu tinha cem por cento de certeza de que eu estava sonhando, aquilo com certeza não poderia ser real, bom na verdade é real, mais aconteceu há onze anos.
" Eu sentia os braços calorosos da minha avó me acolhendo, eu chorava desesperadamente e pedia por sua ajuda, pelos meus cálculos eu estava com seis anos de idade, meus olhos castanhos estavam vermelhos e inchados.
– Calma meu amor, tudo vai ficar bem. — vovó fazia cafuné nos meu cabelo que por sinal estava todo grudento devido ao chiclete que aquela menina que implica comigo todo dia fez.
– Não, vovó nada vai ficar bem, aquela menina chamada Rebekah fez isso de propósito, ela não vai com minha cara, o que eu fiz pra ela vovó?.
– Isso não vai se repetir meu anjinho — vovó deu um beijo na minha bochecha e foi para a cozinha fazer um bolo de fubá que eu adoro. "
De repente, senti alguém me cutucando sem parar, quem foi o filho da puta que atrapalhou o meu pouco momento de paz.
– Senhorita Elena, é hora de acordar. — ouvi aquela voz irritante e fina da empregada maldita que me atormentava todos os dias.
– Desde quando eu tenho horar pra acordar? — perguntei furiosa para aquela maldita.
– Desde que seu pai pediu para eu tomar conta de você — ela respondeu meio nervosa.
– Como se aquele velho se importasse comigo — eu comentei sem ânimo algum.
– Claro que ele se importa, ele é o seu pai. — aquela vadia falou de novo, o que ela tem na cabeça? Ela sempre está se intrometendo na minha vida fodida.
– Meredith minha querida — ela olhou para mim. — Dá pra dar o fora daqui ou você quer que eu te mande pro inferno de onde você veio sua piranha recalcada. — reclamei gritando com ela, que olhou pra mim horrorizada e saiu correndo do quarto.
Peguei uma muda de roupa e fui para o banheiro tomar uma banho gelado, um dia eu ainda dava uma boa surra naquela empregadinha de quinta categoria que não faz porra nenhuma, a não ser atormentar a minha vida.
Vesti a roupa e peguei o telefone e liguei para Caroline, a unica pessoa do mundo que me entendia perfeitamente, por isso que ela é minha melhor amiga para a vida inteira. Ela deixou de ser a rainha dos populares pra ser minha amiga — eu nunca deixarei de agradecê-la por isso.
– Alô — ela atendeu com a voz sempre receptiva e amável.
– Oi — eu também respondi. — Amiga, eu posso passar o dia aí?
– Claro, como quiser.
– Ok, já estou indo.
Peguei meu celular e enfiei-o no bolso e desci as escada quando de repente dou de cara com Meredith.
– Onde você está indo? — ela me perguntou com um pouco de medo na voz.
– Não te interessa. — sai pela porta e deixei ela lá sozinha com cara de quem viu alguém morto.
Fui a pé mesmo em direção a casa de Caroline, chegando lá passei pelo portão que estava aberto, fiquei admirando a mansão linda dela, a minha mansão também era bonita, mais não tinha o mesmo amor e carinho familiar que a dela tinha. Toquei a campainha e ela veio me receber, como sempre vestida igual uma patricinha.
– Elena, tava demorando para você voltar aqui. — ela comentou me abraçando.
– Pois é. — eu retribui o abraço. — As coisas naquela casa estão ficando piores que o normal, aquela empregada puta, está sempre enchendo a porra da minha pouca paciência.
– Elena Gilbert, o que eu disse sobre palavrões? — ela me olhou chamando a minha atenção.
– Caroline Forbes não começa com isso, se não mando você ir se foder também.
– Está bem, não está aqui quem falou. — ela levantou as mãos em sinal de rendição. — Quer almoçar?
– Que horas são? — perguntei sem saber a noção do tempo.
– Já são 13 horas — eu arregalei os olhos, caramba eu nunca dormi tão tarde na minha vida.
– Caramba, eu acordei tarde mesmo, eu aceito almoçar,estou morta de fome.
O dia passou rápido, eu já tinha que voltar para casa pois amanhã tem aula e estava tarde, era 21 horas, Caroline se ofereceu para me levar de carro, mais eu recusei.
– Já ta fumando de novo? — ela perguntou brava.
– Caroline, vai pro inferno vai. — nós rimos juntas e sai da casa dela.
Estava ventando muito apesar de ser verão, mas o cigarro esquentava todo o meu corpo, estávamos em Setembro e Caroline me contou que ia entrar um novo aluno no colégio e que ele era muito gato — cidade pequena é foda mesmo, todo mundo fica sabendo da sua vida.
– Hey gata. — ouvi um homem sujo e bêbado atravessando em minha direção, senti um frio em todo o meu corpo, eu deveria estar branca igual papel, nunca senti tanto medo em toda minha vida, apressei o passo em direção a minha casa.
– Espera aí linda. — ele me alcançou e agarrou meu braço e lascou um beijo no meu pescoço, ali deu lambidas e chupadas, eu já estava a ponto de vomitar, minha vida já era. O pior de tudo é que não tinha uma alma viva na rua.
Ele passou a mão em todo o meu corpo e por baixo do meu sutiã acariciou meus seios, ele me segurava com tanta força que não tinha como eu me defender, eu pedia a Deus para que aparecesse alguém para me ajudar, lágrimas escorriam pelos olhos quando de repente escuto uma voz.
– Larga a garota. — eu nunca tinha ouvido essa voz na minha vida, mas era uma voz sexy e atraente. O bêbado saiu de cima de mim.
– Quem é você, por acaso o namoradinho dela? — ele perguntou com aquela voz embriagada e asquerosa.
– Não, mais acho bom você sair de cima dela.
– Por que, o que você vai fazer comigo? Me matar? — o bêbado nem teve tempo de terminar de falar, e o homem misterioso deu um soco tão forte na cara dele que começou a sangrar, logo depois levou uma sessão de surras que duvido que ficaria em pé por um bom tempo.
– Você está bem? — ele veio em minha direção e me ajudou a levantar e limpou as lágrimas dos meu olhos.
– Agora estou, obrigada. — olhei ele e vi que ele era muito bonito, bonito não perfeito, até um Deus Grego teria inveja da sua beleza, seus olhos ardentes azuis combinavam perfeitamente com seu cabelos negros.
– Qual seu nome? — ele me perguntou com aquela voz sedutora.
– Elena Gilbert ,e o seu estranho misterioso? — ele riu.
– Damon Salvatore. — meu Deus, o nome era tão perfeito quanto ele.
– Você é italiano? — foi a única coisa que me veio a cabeça.
– Sim. — como eu sou otária, só pelo sotaque dá pra perceber. — O que você está fazendo sozinha a uma hora dessa?.
– Voltando da casa de uma amiga. — respondi. — E você?
– Eu moro aqui perto.
– Ah sim, bom agora tenho que ir. — realmente já estava muito tarde. — Obrigada por tudo Damon.
– Não há de quê, tem certeza de que está tudo bem? — ele perguntou preocupado.
– Sim, eu vou chamar um táxi. — ele ficou comigo até aparecer um táxi, quando chegou nos despedimos.
– Boa noite, Elena. — ele me deu um beijo no rosto, me derreti todinha.
– Boa noite, Damon. — entrei no táxi e fiquei pensando que talvez ele pode ser um anjo que apareceu em minha vida.
(..)
O dia amanheceu normal, pelo menos aquela puta não me acordou,tomei um banho e me vesti um pouco melhor hoje, eu odeio segunda-feira, e principalmente odeio ter que enfrentar aquela vadia loira recalcada de farmácia chamada Rebekah Mikaelson, essa piranha me atormenta desde os cinco anos de idade, quando ela vai para de atormentar a minha vida.
Peguei meu carro e fui para a Mystic Falls High School, cheguei lá e vi o grupinho de vadias e mauricinhos sem cérebro que era composto por Rebekah, Klaus, Vicki, Tyler, Matt e outros.
O sinal bateu e fui para o lado de Caroline e de Stefan — ele ja foi meu namorado, mais nosso relacionamento não deu certo.
– Oi — Stefan e Caroline falaram ao mesmo tempo.
–Oi — eu os cumprimentei.
O professor Shane entrou junto com a diretora que estava acompanhada, provavelmente era o novo aluno de que Caroline falou.
– Bom, alunos quero lhes apresentar o novo aluno. — ela gesticulou para que ele entrasse. — Damon Salvatore. — Meu coração parou por um momento, aquilo só podia ser mentira. Ele entrou na sala e percebi um monte de meninas suspirando por ele, inclusive Caroline.
Ele sentou atrás DE MIM, eu vou morrer, será que ele se lembra de mim? Isso eu tenho que comentar com a Caroline.
As três primeiras aulas passaram muito rápido e o intervalo chegou, fomos para o refeitório e sentou eu, Caroline e Stefan como sempre, avistei Damon indo sentar na mesa de REBEKAH MIKAELSON? Eu não acredito que ele foi enfeitiçado por aquela puta oxigenada.
– Car, eu preciso de contar algo — comentei com ela assim que Stefan foi pegar sua comida.
– Pode falar.
– Damon é o homem misterioso que eu te falei que me salvou de ser estuprada ontem a noite.
– Você tá brincando comigo, só pode. — ela falou entusiasmada.
– Não, é verdade, eu nem sei se ele se lembra de mim.
– Claro que ele lembra, mais vai com calma.
– Quero anuncia a todos para irem no Mystic Grill ás 19 horas comemorar a vinda do Damon. — Rebekah subiu na mesa e anunciou a todos.
– Agente vai né amiga? — Caroline perguntou para mim.
– O que eu vou fazer lá?, ninguém me suporta nessa escola.
– Você tem que ser superior a ela, então você vai.
– Está bem. — ela sorriu e Stefan voltou e ficamos em silêncio.
(...)
O dia passou normalmente, fiz todos os meus deveres, estudei para a prova que vai ter amanhã e comecei a me preparar para a ida ao Mystic Grill, só Caroline mesmo para me convencer de ir no mesmo lugar onde estará minha arqui-inimiga. Peguei um cigarro na minha bolsa e peguei uma roupa que Caroline escolheu para mim, por incrível que pareça eu já fui quase uma patricinha quando tinha uns quatorze anos, mais não deu certo, isso não é para mim. Meredith abriu a porta sem bater novamente.
– O que você quer? — perguntei quase gritando com ela.
– A senhorita Caroline te espera lá embaixo junto com Stefan — ela avisou.
– Já estou descendo, agora dá o fora daqui. — ela saiu assustada, mais alguma coisa que ela fizer para me irritar e meto a porrada na cara dela.
Coloquei o salto e desci as escada e lá estavam meus melhores amigos para toda a vida.
– Você está linda — Caroline me elogiou.
– Você também — dei um rápido abraço nela, a roupa dela era realmente linda. — Só um detalhe, é muito rosa pra minha visão. — ela riu. — Stefan, está bonitão — rimos todos juntos.
– Pois é né. — ele estava de camisa e calça social.
Entrarmos todos no carro da Caroline e fomos em direção ao Mystici Grill, eu espero que Damon se lembre de mim, assim como eu me lembro dele.
– Chegamos. — Car exclamou.
Quando chegamos estavam todos lá dançando, alguns estavam até bêbados já, Rebekah estava vulgar como sempre com um vestido vermelho com um decote que quase aparecia seus seios, um salto de uns 20 centímetros, ela olhou para mim com um olhar de INVEJA? Rebekah Mikaelson com inveja de mim? Era para rir mesmo. Realmente eu estava mais bonita que ela.
Stefan e Caroline pegaram uma mesa e eu fui pegar uma bebida com um dos barmen, pedi um licor de menta, quando senti uma mão me segurando.
– Oi! — era aquela voz sedutora que já estava me deixando louca.
– Oi! — cumprimentei Damon com um sorriso, enquanto isso abri minha bolsa e peguei um cigarro.
– É meio nova para isso não? — ele perguntou sobre o cigarro.
– Não, meus pais nem se importam, eu tipo que sou um problema para eles.
– Por que? — ele perguntou curioso.
– Sei lá, eu meio que deveria ser a filha perfeitinha, por ter boas notas, ser quieta e tal, mais não, eles tão pouco se fodendo para mim, começando pela minha mãe que me abandonou quando eu tinha três anos.
– Aposto que eles ainda não enxergaram o que há de maravilhoso em você. — fiquei surpresa com suas palavras, olhei para ele e ele corou.
– Obrigada, ninguém ao não ser Caroline, Stefan e minha avó disse uma coisa dessas para mim. — ele sorriu, olhei ao longe e vi os olhares maldosos de Rebekah, provavelmente estava com raiva de que Damon estava comigo e não com ela.
– Vou ficar um pouco com meus amigos, depois agente se fala. — ele assentiu e fui em direção a mesa deles, quando senti alguém me puxar pelo braço.
– O que você estava fazendo com o meu Damon? — era Rebekah me perguntando, ela estava acompanhada pelo seu irmão Klaus.
– Não te interessa, por acaso ele é propriedade sua agora? Por acaso está escrito seu nome na testa dele? Acho que não. — falei sarcástica.
– Como ousa falar assim comigo sua vagabunda — ela deu um tapa forte na minha cara, agora não aguentei e revidei no mesmo preço, se bobear bati mais forte ainda.
– Eu falo como eu bem entender. — Klaus nos separou, Rebekah saiu dali e eu fiquei sozinha com ele.
– Acho bom não mexer mais com a minha irmã, se não você vai ter o que merece. — ele me deu um olhar ameaçador e saiu.
Eu juro por tudo que é mais sagrado nesse mundo que eu vou acabar com a raça desses desgraçados, agora eu estou decidida, eu vou conquistar Damon Salvatore, custe o que custar.
O amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição. Como são sábios aqueles que se entregam às loucuras do amor!
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