Heart Of Stone
24 Chapter Twenty-Three
Notas iniciais
POV ELENA
Eu não tinha certeza ainda sobre o que eu ouvira, talvez elas poderiam ter me visto ali e ter falado de propósito inventando essa mentira, para eu ter certeza eu perguntaria para Damon mais tarde apenas para confirmar a mentira, eu sinto as mãos de Caroline me puxar para um canto junto com ela está Bonnie.
– O que foi loira? – eu pergunto – Sua unha quebrou? Ai que trágico. – eu rio.
– Elena – Caroline ri – Bom mas agora é sério.
– O que aconteceu? – Bonnie pergunta preocupada.
– Minha mãe falou comigo hoje de manhã seriamente – Caroline fica com os olhos cheio d’água e eu me preocupo.
– O que ela disse? – eu fico nervosa – Você está me assustando.
– Minha mãe irá se mudar para Alemanha e eu vou ter que ir junto, e ela disse que mandará transferência para a Universidade de Berlim, minha avó está com câncer, como só tem nós duas para ficar com ela, eu vou ter que ir – Caroline fala meio triste, ela era muito próxima da avó materna, Care perdera o pai quando ela tinha oito anos de idade, ele havia morrido de câncer do pulmão, ela sofrera muito e eu meio que a ajudei a seguir em frente.
– Ai meu Deus – Bonnie sussurra.
– Vai tudo dar certo, C – eu puxo as duas para um abraço em trio e nós três choramos juntas – Nós te amamos.
– Eu amo vocês – ela beija nosso rosto. – Vai ser difícil me separar de vocês e eu não sei como vou contar para o Klaus, logo agora que nós estamos juntos.
– Você consegue – Bonnie sorri.
– Agora a gente tem que ir, estão nos chamando – eu as puxo para a fila aonde estão os alunos formandos do último ano, vejo Damon e Stefan conversando animadamente. Nós vamos para a quadra e assim cada um de nós somos chamados e aplaudidos, Caroline ficou responsável para falar, nós choramos, eu sentiria falta do colegial, mas saber que finalmente iria me livrar de Rebekah e sua trupe de vadias, me alegrava um pouco. A formatura acaba e eu, Damon, Caroline, Stefan, Bonnie e Jeremy combinamos de nos reunir no Grill para ver os resultados juntos, mas eu já deixei bem claro que só veria em casa, eles respeitaram minha decisão. Assim nós sentamos e eles vêem e todos ficam felizes com o resultado.
– E então passaram para aonde? – eu pergunto.
– Columbia – Damon sorri e isso me enche de orgulho, lhe dou um rápido selinho.
– Eu passei em Brown mas vocês já sabem — Caroline fala meio triste, pela a expressão de Stefan ele também já sabia.
– Yale – Bonnie e Jeremy falam juntos e sorriem.
– Cornell – Stefan sorri.
– Tem certeza que não vai ver agora? – Damon me abraça.
– Eu sou nervosa, tenho que ver com calma – eu falo e ele beija o topo da minha cabeça, assim Matt chega com uma rodada para nós brindarmos.
– Para nós – nós falamos juntos.
– Gente, Klaus está aqui fora, eu vou falar com ele agora – Caroline se levanto se mostrando muito nervosa.
– Boa sorte, C – eu beijo a mão dela e ela sorri.
– Obrigada – ela abraça Bonnie e assim some de vista pela saída do Grill.
– Quer ir lá para casa? – Damon sussurra pra mim, seria uma ótima oportunidade para tocar num certo assunto.
– Claro – eu sorrio e assim nós nos levantamos – A gente se vê amores – eu beijo o rosto de cada um e assim eu entro no carro que ele comprara semana passada com o dinheiro da herança da avó dele, a gente chega na casa dele rapidamente e assim eu me jogo exausta em sua cama e ele ao lado.
– Vai ver agora? – ele ri.
– Depois – eu rio e me viro para ele – Tem algo que eu tenho que te perguntar.
– O quê?
– Bom, eu escutei algo hoje, mas eu não sei se acredito ou não, algo me teme a resposta – eu fico nervosa
– O que foi Elena? – ele pergunta confuso.
– No dia que nós terminamos – eu paro rapidamente mas retorno – É verdade que você transou com a Rebekah? – percebo ele se empalidecer, merda.
– Aonde você ouviu isso? – ele pergunta.
– Não interessa – eu me altero – Só me responda se é verdade ou não.
– É – ele sussurra fraco – Eu estava bêbado e inconsciente, eu jamais faria isso em plena consciência.
– NÃO IMPORTA – eu perco toda a paciência e me levanto, seguro as lágrimas que iriam cair.
– Elena me perdoa – ele vai pegar nos meus braços e eu recuo.
– ISSO FOI IMPERDOÁVEL DAMON, DORMIR COM A REBEKAH? – eu falo completamente nervosa. – Isso foi baixo demais – eu sussurro e me viro para sair – Eu estou terminando com você – não falo nada, não olho para trás e apenas saio deixando-o lá, acho que ele estava me chamando, mas ignoro. Vou a pé para casa e assim passo para aquele maldito lugar que Damon me salvara, memórias viam a tona.
“ – Você está bem? — ele veio em minha direção e me ajudou a levantar e limpou as lágrimas dos meu olhos.
– Agora estou, obrigada. — olhei ele e vi que ele era muito bonito, bonito não perfeito, até um Deus Grego teria inveja da sua beleza, seus olhos ardentes azuis combinavam perfeitamente com seu cabelos negros.
– Qual seu nome? — ele me perguntou com aquela voz sedutora.
– Elena Gilbert ,e o seu estranho misterioso? — ele riu.
– Damon Salvatore. — meu Deus, o nome era tão perfeito quanto ele.
– Você é italiano? — foi a única coisa que me veio a cabeça.
– Sim. — como eu sou otária, só pelo sotaque dá pra perceber. — O que você está fazendo sozinha a uma hora dessa?.
– Voltando da casa de uma amiga. — respondi. — E você?
– Eu moro aqui perto.
– Ah sim, bom agora tenho que ir. — realmente já estava muito tarde. — Obrigada por tudo Damon.
– Não há de quê, tem certeza de que está tudo bem? — ele perguntou preocupado.
– Sim, eu vou chamar um táxi. — ele ficou comigo até aparecer um táxi, quando chegou nos despedimos.
– Boa noite, Elena. — ele me deu um beijo no rosto, me derreti todinha.
– Boa noite, Damon. — entrei no táxi e fiquei pensando que talvez ele pode ser um anjo que apareceu em minha vida. “
Eu o amava demais, eu sempre vivia fechada, mesmo com Stefan eu nunca tive tanta liberdade assim, ou com qualquer cara que eu já me envolvi antes, Damon era o único que havia conseguido quebrar o meu coração de pedra.
“ – Oi! — era aquela voz sedutora que já estava me deixando louca.
– Oi! — cumprimentei Damon com um sorriso, enquanto isso abri minha bolsa e peguei um cigarro.
– É meio nova para isso não? — ele perguntou sobre o cigarro.
– Não, meus pais nem se importam, eu tipo que sou um problema para eles.
– Por que? — ele perguntou curioso.
– Sei lá, eu meio que deveria ser a filha perfeitinha, por ter boas notas, ser quieta e tal, mais não, eles tão pouco se fodendo para mim, começando pela minha mãe que me abandonou quando eu tinha três anos.
– Aposto que eles ainda não enxergaram o que há de maravilhoso em você. — fiquei surpresa com suas palavras, olhei para ele e ele corou. “
Foi inevitável não lembrar de quando ele me deixara em casa e eu o beijara pela primeira vez, foi um beijo inexplicável e inequecível.
“ – Damon? — chamei-o e ele me olhou.
– Sim. — ele respondeu.
– Tem algo que quero fazer há algum tempo. — falei determinada.
– O quê Elena? — ele perguntou curioso. Eu tomei toda a coragem que eu tinha, e pulei e o beijei, nossos lábios se tocaram com intensidade, ele ficou surpreso, mas correspondeu, esse com toda certeza foi o melhor beijo da minha vida, minha língua pediu passagem e ele cedeu, nossas línguas se entrelaçavam, ele passava a mão pelas minhas coxas e eu agarrava seu cabelo e o puxava para mim, eu aproveitava cada movimento como se fosse o primeiro e último, nós parecíamos dois desesperados, meu coração batia forte e rápido, paramos o beijo para respirar.
Ele me olhou e me deu mais um selinho demorado, provavelmente ele ainda estava em choque e sem palavras.
– Boa noite! — foi a única coisa que ele conseguiu dizer.
– Boa noite, Damon! “
Era mais certo que Damon era a minha droga pessoal.
Chego em casa e vou correndo para o meu quarto pegar o notebook para ver os resultados das Universidades, abro e vejo:
Nome: Elena Lilian Gilbert.
Cursos escolhidos e resultado:
Farmácia – Universidade de Columbia: Aprovado.
Farmácia – Universidade de Cornell: Aprovado.
Quase grito de felicidade, eu havia sido aprovada, mas agora deveria chegar outro lugar, digito para ver se havia sido aprovada em Cambridge na Inglaterra, fico esperando carregar e quase pulo de felicidade, eu consegui, quase saio correndo pela casa, eu iria para Inglaterra, precisava de um tempo afastada daqui e de tudo que estava acontecendo, eu me mudaria para Inglaterra hoje mesmo e iria morar com a minha tia e com Katherine, desço até o escritório de meu pai.
– Oi filha – ele sorri para mim – Como foi os resultados?
– Eu fui aprovada nas três – ele sabia que eu também tinha como opção para Inglaterra.
– E vai escolher qual?
– Cambridge – eu falo quase num sussurro.
– Mas por que? – ele pergunta surpresa.
– Eu quero lá, e queria ir agora mesmo, você tem influência, consegue uma passagem para mim agora e posso ir morar com a minha tia e Katherine está lá – eu falo impaciente.
– Katherine irá voltar para Mystic Falls amanhã, ela vai cursar Cornell. – tá, isso sim foi uma surpresa, desde que ela era pequena o seu sonho era ingressar Oxford.
– Depois ela volta para me visitar, ela ama a Inglaterra, não vai agüentar ficar longe tanto tempo – eu rio – Eu arrumo minha mala e você compra, por favor?
– Tem certeza?
– Absoluta, afinal Caroline está se mudando para Alemanha em breve – eu falo – Eu vou ficar mais perto da minha melhor amiga.
– Okay, vai indo arrumar – ele fala e eu subo correndo, tudo daria certo daqui para frente, pego meu celular e disco para Caroline.
– E aí, amiga? – ela fala animada.
– Passei em todas – eu quase grito.
– AH MEU DEUS – ela grita tão alto que eu tenho que afastar o celular. – Parabéns amiga, vai pra Columbia ou Cornell?
– Nenhuma das duas, vou para Cambridge – eu falo.
– Por que? Você não iria estudar junto com o Damon? — ela fica confusa.
– Não mais – eu falo.
– O que aconteceu?
– Nós terminamos, porque eu descobri que ele transara com Rebekah no dia que nós terminamos – eu falo meio mal.
– Eu sinto muito amiga.
– Tá tudo bem, eu não vou morrer por causa disso – eu rio sem humor – Eu estou indo para lá hoje e Katherine chegará aqui amanhã;
– Mas já?
– Sim, e afinal eu vou ficar mais perto de você e nas férias você poderá ir para Inglaterra ou eu para Alemanha. – eu falo.
– Okay, você me convenceu – ela ri.
– Eu te amo minha Barbie – eu sorrio.
– Eu te amo minha morena – ela ri. – A gente se fala.
– Okay – sorrio – Tchau.
– Tchau – eu desligo o celular e começo arrumar as minhas malas, verificando que não esqueceria de nada, nesse tempo recebi várias chamadas de Damon e ignorei todas elas, ninguém merece ele me enchendo sabendo que eu não queria ouvir a sua voz, assim arrumo tudo e olho no relógio e já é nove e meia da noite, meu pai entra no quarto.
– Consegui uma passagem saindo de Richmond – ele pega as passagens impressas e me entrega – Primeira classe e ele saíra meia – noite, eu te levo até lá, okay?
– Está bem – eu sorrio e abraço ele, assim descemos para o carro e ele dirige por uma hora e meia até que chegamos na capital e assim ele me deixa ali.
– Me liga quando chegar – ele me abraça com força – Eu te amo muito filha, se cuida por favor.
– Vou sim – eu aperto ele e seguro as lágrimas – Eu te amo papai. – eu sorrio e beijo o rosto dele, pego um carrinho e coloco as minhas malas e assim vou para a fila do check-in e encontro alguém inesperado. – Kol?
– Elena? – ele fica surpreso – O que faz aqui?
– Vou para Inglaterra, passei em Cambridge – eu sorrio.
– Está brincando? – ele sorri – Eu também.
– Ah meu Deus – eu rio e abraço ele rapidamente.
– A gente vai sentar perto – ele olha meu assento.
– Pelo menos não vou começar sem conhecer ninguém – eu rio – E seus irmãos?
– Klaus passou para Universidade da Califórnia e Rebekah conseguiu com influência dos nosso pais entrar na Universidade de Washington. – ele explica, eu achei até um milagre Rebekah entrar em alguma coisa, com as notas ruins.
– A gente terá uma longa jornada pela frente – eu sorrio e ele pega na minha mão.
– Estou feliz por você estar aqui – ele beija o meu rosto, isso estava ficando meio estranho e tentador, assim nós fizemos o check-in e esperamos abrir os portões e entramos primeiro, esperamos um longo espaço de tempo, assim o avião sobe e vejo o estado de Vírginia diminuir de tamanho cada vez mais, agora era certo, adeus Estados Unidos, Inglaterra que me espere, iria começar uma longa jornada pela frente.
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