Heart Of Stone
7 Chapter Six
Notas iniciais
Quando a porta da felicidade se fecha, outra porta se abre. Porém, estamos tão presos àquela porta fechada que não somos capazes de ver o novo caminho que se abriu.
POV ELENA
Acordei com o sol refletindo na minha pele, levantei da cama e fui fazer a higiene matinal, sai do chuveiro e fiquei pensando no beijo que dei em Damon, fiquei pensando em cada toque, cada olhar, ele me deixava sem ar, eu não tinha palavras para descrever como era estar com ele, ele era simplesmente perfeito, eu estava completamente apaixonada por ele.
Coloquei uma roupa, peguei meu celular e vi 5 sms da Caroline, já vi que ela vai me atentar hoje, irei mandar ela ir para o inferno se não a calar a porra da boca, porque quando a Caroline começa a falar, é dificl achar alguém que a pare.
Tomei meu café normalmente, Meredith estava fazendo a sua faxina e não deu uma palavra para mim, só um simples "Bom Dia", ainda bem acho que ela já entendeu que não é para me incomodar, peguei a chave do meu quarto e vi uma carta, fiquei curiosa e abri e vi que era uma carta do meu pai, pela primeira vez depois de dois meses o velho deu notícias de vida.
" Querida filha Elena,
Eu entendo que eu não sou um pai presente para você, eu lhe peço mil desculpas por não poder estar ao seu lado em todos os momentos, mais saiba que eu sempre tenho você na minha mente, você pode até me odiar, mais saiba que você sempre será minha menininha, daqui a um mês eu estou voltando para Mystic Falls e ficarei por um bom tempo se precisar, mais tudo depende se você quiser que eu fique ao seu lado, sua mãe ligou para mim querendo saber de você, depois de quinze anos ela resolveu se importar com você, mais eu só irei dar notícias se você me permitir. Saiba que eu te amo muito.
John "
Fiquei chocada, meu pai nunca me escreveu algo assim, eu sempre soube que ele se importava comigo do jeito estranho dele, mais ele nunca se expressou comigo desse jeito, mais o que mais me intrigou foi o fato de Isobel — sim, eu não chamo ela de mãe, pelo fato daquela vadia não merecer. – resolver querer saber de mim depois de vários anos sem querer saber de mim, algo ela quer em troca, eu nunca irei perdoar o fato dele trocar eu e meu pai por um homem qualquer, isso me dá todos os motivos para odiá-la, apesar de tudo, meu pai é tudo que me resta.
Guardei a carta na minha escrivaninha no meu quarto e peguei as chaves e fui para a escola, estacionei meu carro e dei de cara com uma Caroline toda saltitante que pelo jeito não devia ter calado a boca um segundo, coitado do Stefan, ele estava com uma cara de "Por favor tira essa louca daqui".
– Bom dia Leninha linda do meu coração. — Caroline por algum milagre de Deus não estava de só rosa.
– O que você quer Caroline? — eu perguntei sem ânimo algum.
– Saber todos os mínimos detalhes do seu beijo com o Damon — ela falou saltitante.
– Caroline depois eu falo, na hora do recreio ok? — eu disse andando com pressa, até que tropecei e quase caí de cara no chão, se essa pessoa não fosse me segurar.
– Cuidado. — ele abriu aquele sorriso torto perfeito, que me derretia todinha.
– Sabe sou um pouco desastrada. — olhei para aquele mar de olhos azuis.
– A gente se vê depois? — ele me perguntou e eu assenti, ele saiu e eu fiquei observando-o, mais caí na realidade quando uma certa pessoa pula em mim.
– Está gamadinha no Salvatore. — empurrei Caroline e fomos para a aula, sentei na cadeira e Damon chegou e sentou atrás de mim, logo depois chegou Rebekah com a tropa das vadiazinhas, ela chegou e foi quase se esfregando em Damon, que eu percebi que recuou um pouco, ela como é uma burra nem percebeu. O professor entrou na sala e avisou que teria prova surpresa, ouvi várias pessoas reclamando, eu não me importei já que eu não preciso de tanto esforço para ir bem.
A prova não estava difícil, as aulas iniciais passaram até que rápido, fomos para o refeitório, eu fui sozinha no banheiro e avistei longe Damon conversando com uma Rebekah que estava em prantos, ri da situação dela, mais com certeza aquilo era apenas drama de patricinha vadia mimada, sai do banheiro e esbarrei na puta que me encarou com o maior ódio que eu já vi, ignorei-a e me juntei novamente a Caroline e Stefan e para minha surpresa eu vi Damon em nossa mesa. Almoçamos e conversamos coisas típicas, o sinal bateu e voltamos para aula, mais antes Damon me puxou e disse que queria conversar comigo.
– Pode falar. — eu disse.
– Bom, eu não sei por onde começar, mais eu terminei com a Rebekah porque eu não consigo mais parar de pensar em você. — assim que ele disse isso, parecia que a gravidade tomou conta de mim, eu não acreditava eu só podia estar em um sonho, o qual eu não queria acordar.
– Sério? — foi a única coisa que saiu da minha boca, ele assentiu e me deu um beijo na bochecha e entramos na sala.
A aula acabou e eu falei para Caroline e Stefan que eles podiam ir que eu tinha que terminar de anotar, quando acabei vi que eles tinham ido embora, fui ligar meu carro quando eu sinto alguém me puxar e me dar um soco na cara, senti um pouco se sangue escorrendo pelo nariz, e vi que quem tinha me batido era ninguém menos que Rebekah.
– Sua vadiazinha, acha que pode ser melhor do que eu? — ela me deu vários chutes e socos, eu já estava fraca, essa covarde me pegou desprevenida, ela nunca me bateu na vida, mais agora era pra valer, ela me deixou jogada sangrando, eu estava com a vista embaçada, eu devia ter ficado ali jogada por uns cinco minutos, até que vejo duas pessoas correndo em minha direção. Quando eles se aproximaram eu vi que eram Jeremy e Kol.
Eu só senti os dois me ajudando a ficar em pé, eles me colocaram no carro e me levaram pro hospital, ouvi Jeremy ligando para Caroline e Stefan que em menos de dez minutos já estavam lá do meu lado. Car foi a primeira a entrar na sala.
– O que houve? — ela perguntou desesperada.
– Rebekah fez isso comigo. — minha voz estava completamente fraca, meu corpo estava todo dolorido,
– Aquela vadia vai se ver comigo. — Caroline fechou os punhos e ficou vermelha de raiva. — Agora você precisa descansar porque daqui a dois dias eles te darão alta, e você não vai acreditar no que eu vi antes de vir para cá.
– O que foi? — eu perguntei com um pouco de curiosidade.
– Eu vi Klaus dando uma enorme bronca na Rebekah. — entranhei, porque geralmente ele sempre apoiava tudo que a vagabunda da irmãzinha dele fazia. — Agora estou saindo e vá descansar.
– Antes de ir. — chamei-a e ela se virou. — Agradeça Kol e Jeremy por mim.
– Pode deixar. — aquele projeto de Barbie saiu, o único defeito dela era ser muito patricinha, mais isso era o que menos importava, as nossas diferenças nos tornaram grandes amigas e nó fazemos de tudo uma pela outra. Eu peguei logo no solo, deve ser porque eles me sedaram, eu tive vários sonhos ao mesmo tempo, de repente eu senti alguém beijando a minha testa, acordei assustada e vi Damon.
– Vim ver como você estava. — ele me da um selinho, eu queria mais que isso, mais não estava em belas condições.
– Caroline te ligou né? — ele assentiu e nós ficamos um bom tempo conversando, estar com ele era maravilhoso, eu me sentia em um mundo onde não existia problemas e só nós dois.
– Tenho que ir trabalhar, depois a gente se vê, se cuida. — ele me deu outro selinho e se foi, passei o dia com Stefan e Caroline me entretendo no hospital, Jeremy e Kol também vieram fazer uma visita e eu os agradeci por terem me ajudado. Fiquei pensando em que desculpa dar, porque eu não tinha provas de que Rebekah teria feito aquilo comigo, com certeza ela ia negar e ia ser a minha palavra contra a dela.Meu celular tocou e vi que era de um número desconhecido, atendi para ver quem era e o que queria.
– Alô? — atendi e ninguém do outro lado respondeu, ouvi apenas uma respiração ofegante. — Quem é? — falei novamente e só ouvi a respiração e a pessoa não disse nada e desligou, algum filho de uma puta devia estar passando trote, esse imbecis não tem nada pra fazer na vida. Recebi dois sms de Caroline e Stefan escrito "Boa Noite", respondi e desliguei e fiquei olhando as estrelas na janela, o sono logo bateu e eu dormi em um sono profundi.
( . . . )
Acordei com a enfermeira me dando uns remédios e comi o café da manhã do hospital, ela disse que eu me recuperei bem rápido e minha alta se antecipou pela tarde, liguei o celular e vi dez chamadas não atendidas do meu pai, ele deve ter ficado sabendo e ficou preocupado, retornei e ouvi a voz desesperada dele do outro lado da linha.
– Filha o que houve? — ele me perguntou com a respiração ofegante.
– Nada pai, eu já estou recuperada e vou ter alta ainda hoje. — respondi confiante.
– Como isso aconteceu? — ele perguntou ainda com um tom de preocupação na voz.
– Eu fui assaltada. — menti.
– Recebeu a minha carta? — ele perguntou.
– Sim, mais agora tenho que ir tomar banho e a tarde Caroline vai me buscar.
– Tudo bem, se cuida. — ele desligou.
A tarde chegou e Caroline veio me buscar, ela trouxe uma roupa pra mim, graças a Deus não era cheia de frescura, ela me levou para a casa dela onde eu ia dormir, meu pai já tinha sido avisado e autorizou.
– Está afim de ir na balada hoje? — ela me perguntou animada.
– Pode ser, preciso mesmo me distrair um pouco. — coloquei uma roupa bonita e encontrei ela que para variar estava de rosa, mais sua roupa caia bem sobre seu corpo, saímos e chegamos lá, bebemos, ela dançou que nem uma louca, eu quase não dancei devido a alguns machucados que não foram cem por cento curados, quando deu quatro horas da manhã voltamos para a casa dela e ficamos acordadas conversando até que o sono veio e fomos dormir e eu fiquei pensando em Damon a noite toda.
O verdadeiro vencedor é aquele que mesmo nos momentos de dificuldades jamais desiste dos seus objetivos e enfrenta o sofrimento de cabeça erguida, sabendo que mais a frente a grande vitória chegará.
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