Heart Of Stone
20 Chapter Nineteen
Notas iniciais
POV Damon
Assim que cheguei ao hospital paguei o taxista, e entrei apressadamente no hospital.
Logo que cheguei correndo a sala de espera vi John o pai de Elena, Caroline e Stefan com as expressões nervosas.
–Cadê ela? Ela está bem? – Perguntei completamente desesperado.
–Ainda não sabemos. – Stefan diz e eu sinto meus olhos se encherem de lágrimas.
Passamos um bom tempo sentados esperando por notícias, conforme o tempo ia passando alguns conhecidos de Elena, e até mesmo de Caroline ligavam perguntando como ela estava.
Não tenho idéia de quanto tempo havia passado até que avistamos um médico se aproximando, não pude deixar de sentir uma pontada de esperança.
–Doutor, a minha filha está bem? – John pergunta nervoso.
–Eu sinto muito, mas a queda foi grave e ela está em estado de coma profundo – Ele fala meio mal e eu não consegui evitar as lágrimas que já encharcavam meu rosto. Eu chorava totalmente desesperado, isso não podia estar acontecendo, só podia ser o pior dos meus pesadelos. – Nós não sabemos, ela pode acordar a qualquer momento, tudo que temos a fazer é pedir a Deus e orar muito, e se quiserem já podem ir vê-la, mas apenas um por um.
Decidi parar de escutar o que o médico dizia e me afastar de todos, porque quanto mais ele falava, mais eu não conseguiria parar de chorar.
Eu sussurrava para mim mesmo que isso era apenas um sonho ruim, e que eu acordaria nos braços de Elena com ela dizendo que tudo ia ficar bem. Eu realmente queria acreditar nisso.
–Damon. – Ouço a voz de Caroline embargada pelo choro.
–Por que ela Caroline? Eu ainda me sinto pior sabendo que Elena está nessa situação com nós brigados, eu a amo demais, ela pode ter feito um erro, mas eu fui muito cruel com ela. – Eu começo a chorar ainda mais.
–Ela vai ficar bem – Ela me abraça, e por um momento eu me permito acreditar que ela realmente iria. – Vai lá ver ela.
–Eu não sei se devo.
–Vai. – Caroline me levanta e eu involuntariamente sigo direto para o quarto dela.
Vê-la naquele estado mexeu completamente comigo, eu conhecia bem aquela sensação de dor, eu só não esperava ter que passar por ela novamente.
Eu me joguei de joelhos no chão ao lado da cama, peguei a mão dela e deixei as lágrimas me dominarem por completo.
–Elena – Eu sussurro. – Sei que está ai, sei que pode me ouvir, eu estou colocando toda esperança que me resta nisso. Eu só quero que saiba que eu posso ter sido o maior idiota de todos com você, mas não duvide por nem um segundo que eu deixei de te amar, porque eu não deixei, nunca vou deixar. E não importa quem, ou o que entrar no nosso caminho daqui pra frente, eu te dou a minha palavra que nunca mais vou sair do seu lado. – Eu me levanto e dou um beijo demorado em seus lábios.
Quando eu saio do quarto, Caroline vem diretamente em minha direção e me dá um rápido abraço. Minha expressão deveria estar ainda mais abalada do que antes.
Vejo Caroline entrando no quarto e eu vou até uma cadeira, me sento e começo a rezar silenciosamente, pedindo pela vida da minha Elena.
(...)
DIAS DEPOIS...
Havia passado alguns dias após o acidente de Elena, e eu a visitava freqüentemente, mas ia principalmente quando não havia muita gente.
Era de manhã e eu havia combinado de me encontrar com Stefan antes dele viajar, precisava desabafar com alguém e Stefan era uma das únicas pessoa que eu confiava junto com Alaric.
Estava no meu apartamento esperando ele chegar até que ouço a campainha e vou até a porta atender.
– Damon. – Ele me dá um abraço rápido e entra. – E ai cara, o que queria falar?
– Bom, tem um tempo que eu recebi a notícia de que eu tinha uma avó materna e que ela havia falecido um tempo depois de descobrir da minha existência, ela me deixou uma carta explicando o porquê de nunca ter entrado em contato e também deixou uma herança, muito grande. Eu não tinha tido a chance de conversar com ninguém sobre isso e precisava desabafar com alguém de confiança.
– Nossa cara, eu não sei nem o que falar. – Stefan me lança um olhar triste — Sinto muito por ter descoberto sobre ela desse jeito.
– Tá tudo bem. Obrigada por me ouvir. – Eu dou um sorriso fraco.
– Que isso, estou aqui pro que precisar. – Ele diz e o celular dele toca apontando uma nova mensagem. – Tenho que ir, Caroline está me esperando no aeroporto pra se despedir.
– Tá bem. A gente se fala.
– Até depois cara. – Ele me da um abraço e sai.
Logo depois que Stefan saiu, eu fui até a cozinha, peguei uma garrafa de Whisky e comecei a beber.
Eu bebia por tudo, pela morte dos meus pais, pela minha avó e agora por Elena, são coisas que eu nunca conseguiria superar, mas Elena era a única que conseguia amenizar a minha dor. Ela trouxe luz para minha vida, e sem ela tudo voltava a ficar escuro de novo.
Resolvi parar de beber antes que ficasse bêbado, ainda iria visitar Elena no hospital, mais tarde eu poderia continuar.
Tomei um banho, troquei de roupa e escovei os dentes para disfarçar o hálito de bebida. Assim que terminei sai do prédio e peguei um táxi para o hospital.
Cheguei, me identifiquei no balcão de entrada e fui para o quarto de Elena. Sentei-me na poltrona do lado da cama dela e peguei sua mão, fazendo carinho.
Isso já havia virado a minha rotina. Eu acordava, bebia, ia para o hospital, ficava um bom tempo com ela, voltava para casa e bebia até cair na inconsciência. Eu só queria que ela melhorasse logo.
Estava envolto em meus pensamentos até ouvir a voz de Caroline gritar meu nome.
–DAMON. – Ela me chama.
–Oi. – Eu me viro para olha-lá. – O que foi?
–Eu tenho que te mostrar isso. – Ela aponta para o gravador.
–O que é isso? – Eu pergunto e ela me puxa para um local mais silencioso, eu aperto o play e nós começamos a ouvir a voz da Rebekah conversando com alguma amiga dela que não lembro o nome sobre o plano que armaram para me fazer acreditar que Elena realmente havia me traído. Eu me sinto empalidecer, deveria estar quase tão branco quanto uma vela.
– Damon você tá legal? – Caroline pergunta preocupada.
– NÃO TÁ NADA LEGAL CARAMBA – Eu surto totalmente, não acredito que eu tinha feito aquilo. – EU SOU UM MERDA, UM BABACA, EU NÃO ACREDITEI NA MINHA NAMORADA E ACREDITO NUMA VADIA QUE NÃO TEM UM PINGO DE AMOR NA VIDA, EU SOU O PIOR SER QUE ALGUÉM PODERIA TER AO LADO.
– Damon não fala isso – Ela pega minha mão. – Se acalme, Elena vai acordar e você vai tê-la de volta eu acredito.
– EU MAGOOEI ELA CAROLINE – Eu começo a sentir as lágrimas escorrendo pelo meu rosto e saio dali apressadamente em direção a minha casa.
Quando eu chego não consigo me agüentar de raiva e começo a quebrar tudo que vejo pela minha frente. Eu não acredito que eu tenha sido tão idiota ao ponto de acreditar na puta da Rebekah e não na Elena. A única pessoa de qual eu sentia mais raiva nesse momento além de mim mesmo era Rebekah. Eu queria matá-la.
Comecei a beber todas as garrafas de Whisky que possuía em casa, que infelizmente eram poucas. Logo que elas acabaram eu fui andando até o Grill e cheguei a tempo de ver a surra que Caroline estava dando em Rebekah.
– QUE PORRA É ESSA? – Rebekah grita.
– APENAS ME VINGANDO, VOCÊ É PIOR QUE UM LIXO REBEKAH. –Ela dá um tapa de volta em Caroline, e Caroline a chuta jogando-a no chão e distribuindo uma sessão de socos e tapas, as ‘‘amigas’’ de Rebekah ficaram nervosas aclamando por ajuda, aposto que era só encenação da parte delas. Caroline terminou de socá-la até ver o sangue escorrer por seu nariz. Ela sussurrou alguma coisa que só quem estava perto conseguiria ter ouvido e saiu dali com todos a olhando.
Eu não poderia ter dito nada mais que foi muito bem feito, Rebekah merecia muito mais que só aquilo.
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