Heart Of Stone
5 Chapter Four
Notas iniciais
POV Elena
“Nós escolhemos o nosso próprio caminho. Nossos valores e nossas ações, eles definem quem nós somos.”
Estava com um ótimo sono quando a porra do meu despertador toca, taquei ele longe, só de lembrar que terei de enfrentar a puta da Rebekah já fico sem vontade de acordar, mas em compensação verei o Damon novamente.
Levantei da cama, fui para o banheiro e tomei um banho quente e gostoso, escovei os dentes, coloquei uma roupa e desci para tomar o café, provavelmente Meredith já devia ter feito, ai dela se não fizer.
Desci as escadas e vi o café pronto em cima da mesa da cozinha, terminei de comer e fui para a garagem, peguei meu carro e fui em direção à maldita Mystic Falls High School. Desci do carro e avistei Caroline que veio toda saltitante em minha direção, essa não perdia o jeito e continuaria se vestindo como patricinha sempre.
– Achei que a ressaca não ia deixar você vir hoje. — Ela me abraçou enquanto dizia isso, saí do abraço e olhei para ela com a cara feia. — Eu só estou brincando Eleninha linda do meu coração. — Mostrei o dedo do meio para ela quando Stefan veio nos chamar pois o sinal estava batendo.
Entrei para a aula, hoje seria Física logo de cara, tinha que acabar com a porcaria da minha terça-feira logo de cara, já basta ter que olhar para a cara de puta da Rebekah, que vinha chegando toda animadinha agarrada com o coitado do Damon, essa tagarela não parava de falar com ele, imagino que ele deva estar sofrendo. Pra piorar tudo que já estava pior ela deu um beijo nele na minha frente, é uma vadia mesmo, acha que eu vou ligar pra isso? Eu não faço parte do seu grupo de cadelinhas não. Todos os alunos se sentaram e o professor entrou na sala.
– Bom dia a todos! — ele nos saudou. — Primeiramente quero vocês se juntem em dupla, mais eu que irei escolhê-las. — Ouvi um monte de reclamações. — Nada de reclamar, eu que escolho e ponto final. — Quero Rebekah e Matt. — Se fodeu vadia não vai com o Damon. — Caroline e Klaus, Stefan e Tatia, Vicki e April, Kol e Jeremy, Tyler e Hayley, Elena e Damon. — COMO ASSIM? EU VOU FICAR COM O DAMON? Quase ri da cara que a Rebekah fez de ódio, Damon pegou sua carteira e a colocou ao lado da minha.
– Oi — ele me cumprimentou com aquele sorriso torto perfeito.
– Oi — cumprimentei-o de volta e abri o meu melhor sorriso possível. O professor explicou o trabalho e nos ajeitamos adequadamente. — Damon? — chamei-o.
– Sim? — ele olhou para mim e me hipnotizou com aqueles olhos perfeitos.
– Você e a Rebekah estão namorando? — perguntei com medo da resposta.
– Sim, a Rebekah é uma pessoa boa e me faz feliz. — Quase desmaiei, como assim? Desde quando Rebekah Vadia Mikaelson é uma BOA pessoa? A única coisa que fiz foi sorrir falso, continuamos o trabalho normalmente.
– Professor, posso ir no banheiro? — ouvi a voz enjoada da Rebekah, o professor assentiu com a cabeça, ela passou pela nossa carteira e me deu um chute no pé. — Desculpe Elena querida eu tropeçei sem querer. — Eu quase saí da carteira pra partir pra cima dela, mas achei melhor ignorar e ficar quieta.
As aulas passaram rapidamente, estava indo para o estacionamento quando alguém me puxa pelo braço. Era Damon.
– Pode falar Damon. — eu disse.
– Se quiser terminar o trabalho hoje, nós podemos nos encontrar, não tenho nada pra fazer a partir das 17 horas.
– Por mim tudo bem, mas aonde? — Isso tava ficando MUITO interessante.
– Aonde você prefere, na minha ou na sua? — NA MINHA NÃO, COM AQUELA VADIA DA MEREDITH NEM PENSAR.
– Pode ser na sua? A minha não vai dar.
– Tudo bem, toma aqui o endereço. — ele pegou uma folha de caderno e uma caneta e anotou o endereço e me entregou. — Nos vemos as 17:30 então. — eu assenti e ele me deu um beijo no rosto e sumiu pelo estacionamento. Senti uma pessoa pulando em mim.
– Lenaaa! Você conquistou o Damon? — Só a Caroline mesmo.
– Não. — falei ríspida.
– Mais ele beijou você no rosto. — ela disse confusa.
– Porra Caroline, ele fez isso por educação, já que a tarde eu vou na casa dele terminar o trabalho. — ela abriu um sorriso, lá vem falar merda.
– Você e ele, sozinhos no apartamento? Olha lá em Elena Gilbert — ela implicou comigo.
– Caroline você só pode ter cú na cabeça né criatura? Eu só vou fazer o trabalho e acabou, aliás ele ta namorando a piranha da Rebekah. — ele parou de me irritar. — E você e o Klaus? Resolveram o quê? Espero que ele não tenha de mal tratado se não ...
– Pode ir parando, pelo contrário, ele me tratou super bem. — olhei assustada. O que foi? Eu nunca fiz nada pra ele, porque ele iria fazer algo contra mim?
– Por acaso eu já fiz algo contra a Rebekah? Acho que não, e olha só como a vadia me trata. — ela assentiu, nos despedimos e fomos para nossas casas.
Cheguei em casa e senti o cheiro de macarrão ao molho branco sendo preparado, meu estômago roncou, olhei para o relógio e eram 13:00 horas, ainda faltavam 4 horas para eu me encontrar com Damon. Coloquei uma roupa qualquer, almoçei e fui fazer os deveres, de repente a campanhia toca, eu resolvi atender. Abri a porta e dei de cara com Caroline.
– O que você está fazendo aqui? — eu perguntei para ela.
– Amiga, já são 16 horas e eu vim te deixar maravilhosa para ir a casa do Damon. — O QUÊ? ELA DEVE TER PIRADO DE VEZ.
– Você está usando drogas Caroline? Está louca só pode, eu só vou fazer um trabalhinho de merda, não vou em um encontro ou algo do tipo.
– Mesmo assim, minha amiga tem que ficar perfeita.
– Não, vaza daqui. — eu quase gritei.
– Por favor, Lena. — ela fez biquinho e carinha de choro.
– Eu já disse que não, eu tenho que terminar os deveres, agora me dá licença.
– Por favor, por favor, por favor, por favor, por favor.- e veio mais uma seleção de por favores, como minha amiga é chata.
– Está bem, mais nada de me deixar igual uma patricinha que nem você. — ela assentiu e fomos me arrumar.
Depois de 20 minutos me arrumando, Caroline finalmente decidiu parar de frescura e terminou de me arrumar, olhei no espelho, eu estava muito bonita mesmo sendo ainda um pouco exagerado. Mais a roupa estava até adequada para a ocasião.
– Você está perfeita! — Caroline me elogiou.
– Tanto faz! — respondi sem dar importância — Você poderia me buscar lá? Ainda estou com trauma de andar sozinha pela noite. — pedi para ela, porque depois daquele dia nunca mais saí de casa a noite.
– Okay! Você me liga assim que for para de buscar. — descemos as escadas e saímos juntas. — Aproveita bem tá? — ela começou de novo com suas chatices.
– Caroline, vai tomar no cú. — ela começou a rir e entrou no carro e foi embora.
Peguei a chave de casa e fui á pé mesmo, graças à Deus não me encontrei com Meredith, antes de ir peguei o papelzinho e olhei novamente o endereço para não me perder, o que eu acho meio difícil, já que Mystic Falls é uma cidade pequena onde todos se conhecem.
Abri minha bolsa e peguei um cigarro, uma das únicas coisas que me faziam fugir dos meus problemas. Cheguei onde era o bairro de Damon, fui para a frente do prédio onde o porteiro me recebeu.
– O que deseja senhorita? — ele me perguntou gentilmente.
– O senhor pode perguntar ao Damon Salvatore se eu posso subir? — ele pegou o interfone e ligou para o apartamento de Damon, o porteiro disse que eu poderia subir, antes de ir joguei o cigarro no lixo.
Entrei no elevador e apertei o botão do 5º andar. As portas se abrirão e dei de cara com a porta de Damon aberta, ele estava sem camisa, eu quase infartei vendo seus músculos definidos, ele deu o meu sorriso torto preferido e vestiu a camisa.
– Entre. — ele gesticulou para eu entrar, o apartamento dele era simples, sem muitos móveis, tudo bem arrumadinho e organizado.
Fomos para o quarto dele, ficamos um bom tempo fazendo o trabalho, eu quase não prestei atenção, eu ainda estava hipnotizada com sua perfeição, eu nunca havia me interessado por alguém assim antes, com Damon eu esquecia de tudo e de todos, desde que ele me salvou, nunca meu pensamentos sobre ele saíram da minha cabeça,
– Quer ir comer alguma coisa? — Damon me perguntou depois de terminamos o trabalho. — Depois eu te deixo em casa.
– Pode ser. — eu aceite claro, eu queria aproveitar cada momento que me restava com ele.
– Então vamos lanchar por aqui mesmo. — ele me estendeu a mão, eu coloquei a minha sobre a dele e fomos para um lanchonete que era bem perto da casa dele.
– O que desejam? — perguntou a garçonete que veio nos atender.
– Um cheeseburger e uma coca. — eu pedi.
– A mesma coisa. — disse Damon, vi que a garçonete não tirava o olho dele, aquilo já estava me incomodando, ela deu um sorrisinho falso e saiu.
(Música: http://www.youtube.com/watch?v=My32el7bqq4
Ficamos conversando coisas bobas, até que veio a comida, nós comemos, cada um pagou o seu, apesar de Damon insistir para pagar o meu.
– Vamos? — ele me chamou para irmos até minha casa, antes de ir liguei para Caroline avisando que não precisava mais me buscar.
Depois de um bom tempo andando a pé, chegamos em minha casa, Damon ficou admirado com o tamanho.
– Bela casa! — ele elogiou, me despedi dele, quando eu estava andando e parei pra falar com ele ainda de costas.
– Damon? — chamei-o e ele me olhou.
– Sim. — ele respondeu.
– Tem algo que quero fazer há algum tempo. — falei determinada.
– O quê Elena? — ele perguntou curioso. Eu tomei toda a coragem que eu tinha, e pulei e o beijei, nossos lábios se tocaram com intensidade, ele ficou surpreso, mas correspondeu, esse com toda certeza foi o melhor beijo da minha vida, minha língua pediu passagem e ele cedeu, nossas línguas se entrelaçavam, ele passava a mão pelas minhas coxas e eu agarrava seu cabelo e o puxava para mim, eu aproveitava cada movimento como se fosse o primeiro e último, nós parecíamos dois desesperados, meu coração batia forte e rápido, paramos o beijo para respirar.
Ele me olhou e me deu mais um selinho demorado, provavelmente ele ainda estava em choque e sem palavras.
– Boa noite! — foi a única coisa que ele conseguiu dizer.
– Boa noite, Damon! — ele foi embora e fiquei admirando cada movimento até ele desaparecer de vista, entrei em casa com um sorriso, olhei no relógio e já eram 21 horas, arrumei meu material, tomei um banho e coloquei um pijama confortável, deitei na cama e ouvi meu celular tocar. Era Caroline.
– Alô — falei assim que atendi.
– Oiiiiiii danadinha, como foi? — não era novidade que Caroline Forbes ia me ligar uma hora dessas para me perguntar isso.
– Nada demais. — nem adiantava eu mentir, aquela criatura me conhecesse melhor do que qualquer um nessa vida.
– Seii, pode ir contando Elena Gilbert.
– Está bem, na hora que ele me deixou em casa, eu não resisti e acabei beijando-o.
– Está de brincadeira! — ela quase gritou do outro lado da linda. — Como ele reagiu?
– Ele correspondeu mesmo estando surpreso e confuso, não sei se ele realmente irá ter sentimentos por mim um dia.
– Fica calma, um dia ele vai se tocar que a Rebekah não passa de uma cachorra ordinária. — ela riu.
– Car, agora eu tenho que ir, estou morta de sono.
– Okay bitch linda do meu coração, também estou doida para dormir, beijos.
– Beijos.
– Cuidado para não sonhar com o Salvatore. — Maldita, amanhã eu mato você Caroline.
– Cala a porra da sua boca e me deixa em paz sua vadia! — ouvi ela rindo e desligamos.
Coloquei o celular sobre a mesinha, fiquei olhando para a janela e pensando no beijo, eu tinha que admitir, eu estava apaixonada por Damon Salvatore, nunca imaginei que eu iria sentir algo assim por alguém, acabei pegando no sono e sonhei com Damon.
Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?
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