Heart Of Courage
5 It's now or never.
Notas iniciais
Novamente, agradecimento pelos leitores lindos que tenho ♥ vocês são uns amores! ♥
Espero que tenham uma boa leitura! ^^
Bowling Green – Ohio
Apartamento de Sam Winchester e Tom Hanniger
24 de Setembro, 2012 – 06h15min p.m.
— Ora, vamos! — o moreno sorriu, tentando persuadir a garota. — Me perdoa Jo, por favor!
Emburrada como uma criança, Harvelle fez um biquinho com os lábios e virou-se de costas para Sam.
— Não! — reclamou, batendo o pé. — Você me deixou esperando lá a tarde inteira, Samuel!
— Foi sem querer! — mordendo o lábio inferior, Winchester andou até que estivesse frente a frente com a loira e abraçou-a, apoiando a testa em seu ombro. — Vamos, Jo, me perdoa... Eu estava fazendo uma coisa importante!
A garota finalmente pareceu amolecer um pouco, pois descruzou os braços alguns instantes antes de retribuir o abraço, tentando conter um sorriso bobo que já começava a crescer em seus lábios.
— Posso ao menos saber o que era essa “coisa importante”?
No momento em que Sam abriu a boca para responder, Tom entrou na cozinha com um sanduíche meio comido numa das mãos e um copo vazio na outra.
— Ei, ei, ei, Sam, lembra do que combinamos? Sem agarração na cozinha, cara. — com uma expressão quase entediada no rosto, Hanniger foi até os dois e separou-os, passando entre eles e deixando o copo vazio sobre a bancada da pia; recebendo um olhar irritado de Jo e uma gargalhada do amigo. — Eu também vivo aqui, e não seria muito divertido saber que você estava aos amassos com alguém no lugar onde eu costumo tomar meu café da manhã.
— Nós não estávamos “aos amassos”! — Sam lentamente apagou o sorriso divertido de seu rosto. — Fala sério, Tom, você realmente acha que eu faria isso com você? — fingiu-se de indignado. — Posso ser um pouco chato, mas nós dividimos o apartamento e eu respeito seu espaço, cara.
— Hm... Que seja. — Tom deu de ombros, enquanto Jo revirava os olhos, impaciente. Podia estar fingindo que não se importava, mas a verdade é que ele realmente acharia estranho se entrasse naquela cozinha e encontrasse Samuel e Joanna aos beijos. Winchester não parecia muito a fim da loura, mas se dependesse da Harvelle, ele sabia que essa seria a cena que veria todas as manhãs, então... Bem, Tom apenas preferia não se arriscar. — Seria muita curiosidade da minha parte perguntar qual foi o motivo da briga dessa vez?
“Sim, seria!” foi o que Jo sentiu vontade de responder, mas apenas sorriu sem graça, voltando-se logo para Sam.
— Preciso ir agora. Minha mãe vai ficar uma fera se eu chegar tarde sem ter avisado antes. Você se explica aí com o Hanniger. — falou, desejando por tudo no mundo não estar corada. — A gente se fala amanhã?
— Sim, pode ser. — o moreno deu de ombros, um pequeno sorriso nos lábios. — Até amanhã, então.
— Tchau, Sam. — Jo deu um rápido abraço no garoto, e acenou um adeus não muito animado para Tom antes de sair da cozinha.
Hanniger esperou até que o som da porta da sala fosse escutado, indicando que a loura tinha realmente ido embora, antes de se virar para Sam.
— O motivo? — questionou novamente, puxando uma cadeira e sentando-se em frente ao amigo.
O moreno suspirou, abandonado de vez o sorriso e também puxando uma cadeira para sentar-se.
— Mandei uma carta para o meu irmão. — respondeu, inquieto e nervoso. Envergonhado.
De todos os amigos que Sam já fizera, Tom era o único que sabia de todo o seu passado; desde a morte de Mary até a internação de Dean. Não que ele não confiasse nos outros, mas Hanniger sempre foi o único que lhe deixou confortável o suficiente pra falar sobre o assunto. Winchester sabia que o amigo não passaria a mão em sua cabeça, e de certa forma, era o que ele queria. Queria enxergar a história pelo ponto de vista de outra pessoa.
“Eu não tenho o direito de te julgar, Sam.” Foi o que Tom disse quando, numa noite, chamou-o até aquela mesma cozinha e contou toda a história, sem deixar nada de lado. “E eu sei que você já deve se culpar o suficiente pelo que fez, caso contrário não estaria me contando nada disso. Mas, meu amigo... Se eu fosse seu irmão, nunca mais olhava na sua cara. Não sem que antes você me provasse que merece.”
Foi com base no que Hanniger disse que Sam resolveu ir com calma nas coisas e mandar a carta; caso contrário assim que se mudou ele teria corrido, nem que fosse a pé, diretamente para Benton Harbor.
— E...? — Tom fez um gesto com a mão, pedindo que Sam continuasse.
— E eu não sei se ele vai me responder. Acho que não. — Winchester mordeu o lábio inferior, ainda nervoso. — Isso foi dia 17... Você acha que ele responde? Ou... Ou que ele não quer mais olhar na minha cara?
Hanniger franziu o cenho, pensativo, observando a expressão do amigo com cuidado. A verdade é que não sabia ao certo o que pensar. A situação de Sam não era uma coisa para a qual ele podia apontar o dedo e dizer o que ele devia fazer; até porque ele não era da família, e não pensava ter o direito de fazer algo assim. Sendo assim, estava com as mãos atadas.
— Talvez. Você tem que ter calma, Sam. Faz quanto tempo que vocês não se falam? Pense nisso... Ele pode estar tentando entender a situação. Pode estar tão confuso quanto você.
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Benton Harbor – Michigan
Clínica Psiquiátrica de Benton Harbor
24 de Setembro, 2012 – 09h45min p.m.
Havia um momento, mais ou menos perto das 00h15min em que as enfermeiras de plantão checavam o quarto dos pacientes. E perto das 10h00min, os “guardas” dos corredores trocavam de turno. No geral, não demoravam muito mais que 15 minutos para encontrarem seus lugares e ali permanecerem. Todos como sentinelas silenciosas da loucura.
Ainda que seus nervos aflorassem por todos os poros do corpo, ele não ia recuar, não ia voltar atrás. Porque esteve esperando esse momento por tanto, tanto tempo... Era agora, ou nunca.
Lá fora, no Céu estrelado, a Lua parecia um sorriso.
Notas finais
Previsão de atualização: 12/11
Estou pensando em tornar as atualizações da fic semanais, o que acham? :)
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