Heart Melting Ice (De volta a Ativa)
19 Capítulo 19 - Jogada estratégica
Notas iniciais
Depois de algumas horas “socializando” Cassandra percebeu como era chato ser embaixadora, quanto mais tempo passava naquela sala mais vontade tinha para sacar suas armas e ter um pouco de diversão, mas se fizesse tal coisa seu plano de usar Loki iria por água abaixo, então com todo autocontrole que conseguiu reunir, e suas habilidades de espiã, saiu de fininho da festa, pulando da janela mais próxima, o que poderia ter lhe custado à vida se não tivesse arvores por perto para amortecer a queda.
— Nunca fiquei tão contente por fugir de uma festa – comentou Cass aliviada.
— Agente Thompson? – chamou Thor surpreso.
— Oh! Olá – cumprimentou Cass.
— O que esta fazendo pendurada aí? – perguntou o vingador.
— To de passagem – respondeu Cass tentando disfarçar – Será que você poderia ir para debaixo desse galho? – pediu.
— Ah, sim – disse Thor se dirigindo ao lugar apontado, um pouco confuso com o pedido.
— Obrigada, e desculpa pelo inconveniente – disse Cass, soltando o galho, caindo diretamente em cima do vingador.
— Opa! – exclamou o vingador surpreso.
— Estava insegura com a altura, obrigada por amortecer a queda – agradeceu Cass dando um joia com a mão.
— Disponha – disse Thor colocando a agente no chão.
— Você é realmente forte, ai! – disse em quanto verificava se seu corpo estava inteiro.
— Esta bem? – perguntou o Vingador preocupado.
— Caí de costas, estou toda aranhada, mas vou sobreviver – respondeu Cass – Mudando de assunto, será que eu poderia ver o Loki, inseguro como ele é aposto que já amaldiçoou toda a minha linhagem.
— Há! Há! – riu o vingador – Você conhece bem o meu irmão.
— O suficiente para surpreende-lo – piscou.
— Antes vamos cuidar de suas costas, depois a levo ao Loki.
***
Depois de passar na enfermaria e cuidar devidamente de suas costas, como prometido foi levada ao deus da trapaça, que estava devidamente preso em uma sela de contensão.
— Ei! Loki desfaça essa ilusão, quero falar com você cara a cara – pediu Cassandra. A parede negra continuou firme, deixando a agente irritada.
— Já deveria imaginar que ele estaria irritado – disse uma voz conhecida, vinda de trás da agente. Quando a mesma se virou seus olhos se arregalaram pela surpresa.
— FREYA! – gritou Cassandra perplexa – Eu pensei que já estaria morta a essa altura.
— Eu também – respondeu a Valquíria de dentro da sela – Parece que alguém mudou de ideia.
— Fico feliz que esteja viva – disse Cass aliviada.
— Agradeço! Como estão as coisas com Odin? – perguntou a Valquíria.
— Estou aguardando a resposta dele. – respondeu Cassandra.
— Entendi – disse Freya. – Aguarde mais um pouco, Loki – disse se dirigindo ao deus da trapaça.
— Por que ele esta de mau humor? – perguntou Cass.
— Ele esta fazendo algo que odeia – respondeu Freya, deixando a agente confusa – Tenha um pouco de paciência, Cassandra. Estamos contando com você!
Depois de deixar as masmorras seguiu para seu quarto, foi abordada pelos guardas que estavam desesperados com seu desaparecimento.
— Eu só fui pegar um ar – disse aos guardas.
— A senhora se machucou? – perguntou o guarda olhando os braços da agente horrorizado.
— Calma colega, não precisa se desesperar – tentou acalmar o guarda que parecia mais branco que folha de papel oficio – Esbarrei em alguns galhos – não era totalmente verdade, tinha pulado de uma janela e usou os galhos para amortecer a queda, mas não era totalmente mentira – Agora se me derem licença gostaria de me deitar – deixou os guardas para trás e foi-se para seu quarto, quando abriu a porta percebeu que não estava sozinha, por reflexo puxou uma faca da manga do vestido e a lançou em direção ao desconhecido, o mesmo desviou em uma velocidade impressionante, que custou o vidro da janela.
— Costuma agredir aqueles quem pede ajuda? – perguntou o desconhecido que se revelou ser Odin, pai de todos.
Agora era sua vez de se apavorar, tinha acabado de lançar uma faca contra o Rei Odin.
— Ai céus! Perdoe-me majestade! – disse desesperada – Eu achei que alguém tinha invadido o quarto. – finas lagrimas ameaçaram a sair.
— Reflexos rápidos são o que garante sua vida em batalha – disse Odin – São ótimos para guerreiros, embora você não esteja aqui como um.
— Se me permite perguntar, o que faz no meu quarto, tão tarde? – perguntou desconfiada.
— Vim lhe dizer o que sei. – respondeu o rei – Você não esta aqui por que quer ajudar o meu filho, ninguém o ajudaria só por bondade, principalmente uma midgardiana. Você quer algo dele, e é bem importante, já que arrisca a segurança de seu povo.
Não havia mais motivos para esconder o jogo, ele já sabia ou poderia ver se revelava algo, sua mente esperava que fosse só um teste.
— Não consegue acreditar que alguém queira ajudar o seu filho? – perguntou incrédula.
— Sempre existem aqueles que desejam aproveitar-se de seu poder, e Loki certamente sabe como usar isso para sua vantagem – respondeu Odin com postura firme. — E eu sei que é esse o caso.
— Majestade, minhas intenções são puras – afirmou.
— Eu acho que não – rebateu Odin – E eu sei exatamente com o que o Loki esta lhe manipulando. Admiro o quão fiel é pelos seus companheiros, mas seus esforços não são mais necessários.
— Não estou entendo – disse confusa
Odin estendeu a mão, apontando para a porta, nela entrou uma mulher de cabelos loiros com a lateral raspada, dona de olhos claros, Hope Gadael, mais conhecida como a agente 18, vestida com trajes asgardianos.
— Olá Thompson! – cumprimentou a agente 18, com um sorriso.
— Como? – disse de olhos arregalados.
— Odin me resgatou daquele estranho planeta, montado em seu cavalo de oito patas – respondeu – Foi uma entrada impressionante diga-se de passagem – piscou — Ainda mais porque eu estava sendo perseguida por um dementador assustador.
— Eu as deixarei a sós, nos vemos amanhã, agente Thompson – despediu-se Odin, se retirando.
Thompson fechou a porta e encostou-se à parede ao lado.
— Velho esperto – riu de nervoso.
— Sinto que fiz parte de uma jogada estratégica – comentou a agente 18 desconfiada.
— E fez – confirmou — Amanhã ele saberá as minhas intenções – respondeu irritada.
— Você parece mais velha – observou a agente.
Suspirou cansada.
— Tem uma coisa que precisa saber – começou – Pela sua perspectiva, você ficou fora por minutos ou dias, mas para nós, a SHIELD, você desapareceu por cinco anos.
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