Heart Melting Ice (De volta a Ativa)

19 Capítulo 19 - Jogada estratégica


Notas iniciais
Eu mesma não acredito que fiquei tanto tempo sem postar, e como sempre eu tenho uma desculpa. Há alguns anos cometi o erro de postar vários dos meus projetos e acabei atolada de fics pra atualizar, esses meses me foquei em uma fic e consegui finaliza-la, de 20 fanfics, agora eu devo ter umas duas para finalizar. Desculpas pela demora mais uma vez. Boa leitura.

Depois de algumas horas “socializando” Cassandra percebeu como era chato ser embaixadora, quanto mais tempo passava naquela sala mais vontade tinha para sacar suas armas e ter um pouco de diversão, mas se fizesse tal coisa seu plano de usar Loki iria por água abaixo, então com todo autocontrole que conseguiu reunir, e suas habilidades de espiã, saiu de fininho da festa, pulando da janela mais próxima, o que poderia ter lhe custado à vida se não tivesse arvores por perto para amortecer a queda.

— Nunca fiquei tão contente por fugir de uma festa – comentou Cass aliviada.

— Agente Thompson? – chamou Thor surpreso.

— Oh! Olá – cumprimentou Cass.

— O que esta fazendo pendurada aí? – perguntou o vingador.

— To de passagem – respondeu Cass tentando disfarçar – Será que você poderia ir para debaixo desse galho? – pediu.

— Ah, sim – disse Thor se dirigindo ao lugar apontado, um pouco confuso com o pedido.

— Obrigada, e desculpa pelo inconveniente – disse Cass, soltando o galho, caindo diretamente em cima do vingador.

— Opa! – exclamou o vingador surpreso.

— Estava insegura com a altura, obrigada por amortecer a queda – agradeceu Cass dando um joia com a mão.

— Disponha – disse Thor colocando a agente no chão.

— Você é realmente forte, ai! – disse em quanto verificava se seu corpo estava inteiro.

— Esta bem? – perguntou o Vingador preocupado.

— Caí de costas, estou toda aranhada, mas vou sobreviver – respondeu Cass – Mudando de assunto, será que eu poderia ver o Loki, inseguro como ele é aposto que já amaldiçoou toda a minha linhagem.

— Há! Há! – riu o vingador – Você conhece bem o meu irmão.

— O suficiente para surpreende-lo – piscou.

— Antes vamos cuidar de suas costas, depois a levo ao Loki.

***

Depois de passar na enfermaria e cuidar devidamente de suas costas, como prometido foi levada ao deus da trapaça, que estava devidamente preso em uma sela de contensão.

— Ei! Loki desfaça essa ilusão, quero falar com você cara a cara – pediu Cassandra. A parede negra continuou firme, deixando a agente irritada.

— Já deveria imaginar que ele estaria irritado – disse uma voz conhecida, vinda de trás da agente. Quando a mesma se virou seus olhos se arregalaram pela surpresa.

— FREYA! – gritou Cassandra perplexa – Eu pensei que já estaria morta a essa altura.

— Eu também – respondeu a Valquíria de dentro da sela – Parece que alguém mudou de ideia.

— Fico feliz que esteja viva – disse Cass aliviada.

— Agradeço! Como estão as coisas com Odin? – perguntou a Valquíria.

— Estou aguardando a resposta dele. – respondeu Cassandra.

— Entendi – disse Freya. – Aguarde mais um pouco, Loki – disse se dirigindo ao deus da trapaça.

— Por que ele esta de mau humor? – perguntou Cass.

— Ele esta fazendo algo que odeia – respondeu Freya, deixando a agente confusa – Tenha um pouco de paciência, Cassandra. Estamos contando com você!

Depois de deixar as masmorras seguiu para seu quarto, foi abordada pelos guardas que estavam desesperados com seu desaparecimento.

— Eu só fui pegar um ar – disse aos guardas.

— A senhora se machucou? – perguntou o guarda olhando os braços da agente horrorizado.

— Calma colega, não precisa se desesperar – tentou acalmar o guarda que parecia mais branco que folha de papel oficio – Esbarrei em alguns galhos – não era totalmente verdade, tinha pulado de uma janela e usou os galhos para amortecer a queda, mas não era totalmente mentira – Agora se me derem licença gostaria de me deitar – deixou os guardas para trás e foi-se para seu quarto, quando abriu a porta percebeu que não estava sozinha, por reflexo puxou uma faca da manga do vestido e a lançou em direção ao desconhecido, o mesmo desviou em uma velocidade impressionante, que custou o vidro da janela.

— Costuma agredir aqueles quem pede ajuda? – perguntou o desconhecido que se revelou ser Odin, pai de todos.

Agora era sua vez de se apavorar, tinha acabado de lançar uma faca contra o Rei Odin.

— Ai céus! Perdoe-me majestade! – disse desesperada – Eu achei que alguém tinha invadido o quarto. – finas lagrimas ameaçaram a sair.

— Reflexos rápidos são o que garante sua vida em batalha – disse Odin – São ótimos para guerreiros, embora você não esteja aqui como um.

— Se me permite perguntar, o que faz no meu quarto, tão tarde? – perguntou desconfiada.

— Vim lhe dizer o que sei. – respondeu o rei – Você não esta aqui por que quer ajudar o meu filho, ninguém o ajudaria só por bondade, principalmente uma midgardiana. Você quer algo dele, e é bem importante, já que arrisca a segurança de seu povo.

Não havia mais motivos para esconder o jogo, ele já sabia ou poderia ver se revelava algo, sua mente esperava que fosse só um teste.

— Não consegue acreditar que alguém queira ajudar o seu filho? – perguntou incrédula.

— Sempre existem aqueles que desejam aproveitar-se de seu poder, e Loki certamente sabe como usar isso para sua vantagem – respondeu Odin com postura firme. — E eu sei que é esse o caso.

— Majestade, minhas intenções são puras – afirmou.

— Eu acho que não – rebateu Odin – E eu sei exatamente com o que o Loki esta lhe manipulando. Admiro o quão fiel é pelos seus companheiros, mas seus esforços não são mais necessários.

— Não estou entendo – disse confusa

Odin estendeu a mão, apontando para a porta, nela entrou uma mulher de cabelos loiros com a lateral raspada, dona de olhos claros, Hope Gadael, mais conhecida como a agente 18, vestida com trajes asgardianos.

— Olá Thompson! – cumprimentou a agente 18, com um sorriso.

— Como? – disse de olhos arregalados.

— Odin me resgatou daquele estranho planeta, montado em seu cavalo de oito patas – respondeu – Foi uma entrada impressionante diga-se de passagem – piscou — Ainda mais porque eu estava sendo perseguida por um dementador assustador.

— Eu as deixarei a sós, nos vemos amanhã, agente Thompson – despediu-se Odin, se retirando.

Thompson fechou a porta e encostou-se à parede ao lado.

— Velho esperto – riu de nervoso.

— Sinto que fiz parte de uma jogada estratégica – comentou a agente 18 desconfiada.

— E fez – confirmou — Amanhã ele saberá as minhas intenções – respondeu irritada.

— Você parece mais velha – observou a agente.

Suspirou cansada.

— Tem uma coisa que precisa saber – começou – Pela sua perspectiva, você ficou fora por minutos ou dias, mas para nós, a SHIELD, você desapareceu por cinco anos.