Heart Like A Boat
2 Capítulo 2
Notas iniciais
- Me promete uma coisa? — Perguntou ela ainda segurando o meu rosto e eu balancei minha cabeça positivamente — Me promete que a gente só vai beijar quando for maior de idade?
— Prometo! — Disse sorrindo
— De verdade?
— De verdade! — Falei e ela me abraçou. Eu não havia entendido que tipo de sentimentos eram aqueles que eu tinha sentido, quando Gabriela tocou meu rosto. Era o mesmo de quando eu me pegava imaginando o seu sorriso.
Nos anos seguintes era a mesma coisa de manhã, ela acordava cedo, subia na minha barriga e me acordava sorrindo (só que a única diferença é que ela estava gigante e pesada). Até que um dia ela não estava lá.
— Mãe, onde está a Bri hoje? — Perguntei pra minha mãe que estava concentrada em uma massa de pão, que eu odiava.
— Parece que está doente... — Me respondeu ela socando a massa na bancada.
Eu estranhei ela ficar doente, porque nada abate aquela menina. Corri até a casa dela pra ver o que estava acontecendo. E lá estava ela deitada no seu quarto com um termômetro enfiado na boca, marcando 40°C e uma bolsa de gelo na cabeça.
- Nossa você ta horrível... O que aconteceu? – Perguntei ao ver ela naquele estado desanimado
- Sei lá, apenas amanheci assim... Devo ter pego uma gripe – Disse ela mudando o canal da TV. Ela colocou num canal de musica e estava passando o clipe de Untouched, que na época a gente tinha acabado de descobrir as The Veronicas. Hoje em dia essa banda é o nosso vicio!
- Essas meninas são umas fofas! –Eu disse pra quebrar o clima meio pesado
- Elas parecem duas vampirinhas... – Disse ela meio desanimada.
- Quer que eu toque alguma coisa pra você animar? – Perguntei. Com 13 anos tomei gosto pela musica e com 14 eu já sabia tocar algumas coisas só de ouvir mesmo.
- Não, quero dormir... – Respondeu ela tirando a bolsa de gelo da cabeça e se ajeitando na cama.
Eu passei o dia todo mimando ela aquele dia.
Alguns dias se passaram e ela já tinha melhorado da gripe e eu a vi chegando da escola com algumas outras meninas. Ela é da mesma classe que eu na escola, Por que é adiantada. Mas como eu não tinha ido hoje, ela veio acompanhada das “amigas” dela.
Aquilo me deixou meio... Não era bem ciúmes. Era... Ah eu fiquei com ciúmes!
Corri pro meu quarto e fui pra janela espiar a janela do quarto dela. Ela estavá lá, brincando com as "amigas" dela. Não gostava de ver ela com aquelas meninas.
Meus olhos pararam no Fernando, um garoto loiro dos olhos azuis que era afim de mim, da casa da frente. Ele estava andando de skate no calçamento com alguns meninos daqui da vila. O clima estava ótimo no norte da Austrália, perfeito pra aprender a andar de skate e ver se eu esquecia aquela coisa que eu sentia pela minha melhor amiga.
- Me ensina a andar? — Cheguei mais perto
— C-Claro! — Gaguejou o menino quando me viu e alguns amigos dele riu.
— Demais! — Disse largando os braços em volta do pescoço dele e beijando seu rosto que ficara vermelho com o gesto.
Passei a tarde toda aprendendo a como subir e curvar em cima de um skate. Ele ensina muito bem, era engraçado como ele segurava nervosamente a minha cintura pra eu "tombar" pra trás pra tentar fazer uma curva no skate ainda parado.
— Está aprendendo muito bem Priscila! — Disse ele sorrindo e eu também sorri. Todos os amigos dele já tinham ido embora aquela hora, eram quase sete da noite. Só restara eu e ele.
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