Heart Key
1 Último Suspiro
Notas iniciais
Decidi fazer essa fanfic porque já estava na minha cabeça já fiz um tempo, então resolvi "solidificá-la" logo. q
Espero que vocês gostem, boa leitura. ♥
Mas era inverno.
A neve caía delicadamente, cobrindo os grandes campos de colheita. Eventualmente, a pequena criança que vivia ali estaria sorridente — ou até mesmo recreando-se — senão sucedesse a enfermidade que, aos poucos, consumia a vida de sua mãe.
Estava deitada, trajando apenas um vestido simples de seda, seus cabelos loiros aparentavam uma cor desbotada, e os antes olhos vívidos, agora eram pálidos. Tossia levemente, contudo, evitava retirar o sorriso em frente a sua filha. Segurava-lhe a mão. A menina chorava soluçante.
— Eh? Lucy? — Limpou as lágrimas que caiam sobre seu rosto avermelhado com a ponta do dedão, logo arrumando sua franja espalhada — Por que choras?
— Eu não quero que a senhora vá embora... — Os olhos chocolates já começavam a lacrimejar — ...por favor, não me abandona. — Abraçou-a intensamente.
— Quem disse que eu irei lhe abandonar? — Exibiu uma expressão confiante. — Estarei olhando por ti lá no céu. E sei que você nunca vai me esquecer, não é? — Suspirou. — Minha filha, estenda suas mãos. — Lucy obedeceu-a, recebendo então, um pingente de coração e uma pequena chave. — Estou lhe dando isto para que você nunca me esqueça. Use sempre, tudo bem? — Com a voz um pouco falha, Layla apenas deitou-se e esperou o último suspiro enquanto fazia carícias no rosto de sua pequena.
A garota, com sua chave, abriu o pingente. Nele estava uma foto de sua mãe. Fechou-o e deu um beijo, colocando no pescoço em seguida. Desta vez, quem arrumava a franja de Layla, era Lucy. Com um inesquecível olhar, ela partiu. Seus olhos cerraram-se aos poucos, até finalmente descansarem.
...
Algumas semanas após o ocorrido, aquela mesma criança dos fios dourados passeava pelo quintal de sua casa, vagando além dos vales floridos. Algo chamou-a atenção. Nunca notara aquele girassol. Era exuberante, suas pétalas brilhavam ao encontro com a luz solar. Seu aroma era um perfume doce e familiar. Com a chave entre os dedos, cavou um pequeno buraco e enterrou-a ali.
Afinal, aquele coração tristonho nunca mais poderia ser aberto. E nada melhor do que dar a confiança da chave a uma flor, que era a favorita de sua mãe. Não é?
Afagou bem a terra, voltando para a casa em seguida. Olhava o céu enquanto punha a mão perto do peito. Com certeza ela estava vigiando-a.
...
— Vamos, Happy! — Gritava o garoto de cabelos rosados. O mesmo vinha logo atrás.
— Me espere, Natsu... — O gato azulado com asas parecia cansado, sentando ali mesmo.
— Uh? Cansou já? — Riu provocante, fazendo o mesmo.
Um pouco mais tarde, os dois começaram a brincar naquele lugar, até então desconhecido para ambos. Não se importavam.
— Vamos brincar de caça-ao-tesouro! — Natsu deu a ideia.
Os sorrisos divertidos iluminavam o dia. Pareciam determinados enquanto cavavam. Notaram aquele mesmo girassol, então procuraram em volta dele, já que havia prendido suas atenções por sua beleza.
— Ahwa... não tem nada aqui! — Choramingava.
— Espere ai, Natsu. — Happy havia encontrado algo. — O que é isso?!
O rosado analisou. Parecia uma chave. Sua ponta possuía um formato de coração, além de ser tudo revestido a ouro.
— Não sei... parece ser algo importante — Happy concordou com a cabeça. — Vamos guardar! Agora temos uma nova missão: encontrar o lugar em que isto se encaixa!
— Aye!
Partiram para casa. O que não sabiam é que, da janela da grande casa próxima aonde estavam, uma garota observava-os. Sorriu delicadamente e pôs o queixo entre as mãos enquanto via-os desaparecerem entre as árvores.
O tempo passou.
Lucy caminhava pelas ruas de Magnolia. Estava preocupada sobre o que faria quanto ao aluguel, já que não havia dinheiro este mês. Podia-se notar o pingente pendurado em seu pescoço.
Perdida em devaneios, a mesma andava sem prestar muita atenção no caminho. Já era de esperar no que ocorreria em seguida. Trombou com um rapaz. A loira já caída no chão, pediu desculpas pelo incidente, ajudando o mesmo a levantar. Seus cabelos rosados destacaram-se nos olhos chocolate, como se já tivesse os visto antes. Ele tirou o pó da roupa — pedindo desculpas, também — e notou que havia algo derrubado um pouco a frente. Era um pingente, e sua fechadura era familiar. Não demorou em devolve-lo a Lucy. Despediram-se e foram embora.
— Onde eu já vi aquilo...? — Ambos perguntaram-se baixinho. Pareciam aflitos por não se lembrarem.
Estava tarde, o Sol estava se pondo. Já podia-se ver com mais facilidade a Lua.
Notas finais
Espero que tenham gostado. o~
Até a próxima. ~o/
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