Notas iniciais
Olá meus amores. Devem estar se perguntando o que faço por aqui em um domingo. Bom... Mudei os dias de postar. Agora vou postar um na quarta e o outro no sábado ou no domingo. Agradeço os comentários do capítulo anterior, e digo mais uma vez que estou sentindo falta de certas pessoas. Sobre a coisa que Bucky conta nesse capítulo, qualquer semelhança com a história contata por um dos personagens da série Arrow é mera coincidência.

STEVE

Eu realmente queria saber o que Tony sabia. Queria pressionar Bucky até ele falar, contudo não é assim que as coisas funcionam.
Eu disse à Bucky uma vez que ele teria o tempo que precisar. Eu poderia ligar para Tony e perguntar. Garanto que ele me diria, mas isso seria não confiar em Bucky.
Naquela noite não fizemos sexo. Foi a primeira noite em cinco semanas em que só deitamos e dormimos. Sem sexo. Sem conversa. Dormimos abraçados, mas isso foi tudo.
Dizem que o casamento é assim, com o tempo certas coisas perdem a graça. Eu realmente não queria que fosse assim com a gente.

No sábado passamos o dia comprando coisas para levarmos na viagem, sem dúvidas foi um dia mais agradável. Demos risadas, e fizemos piadas. O clima era muito melhor, e o assunto da sexta anoite parecia ter sido esquecido.
No domingo acordamos cedo para pegarmos o avião. New York não estava tão quente, mas imaginamos que Moscow sem dúvidas estaria, então levamos uma mala a mão, com roupas mais quentes para nos trocarmos durante a viagem.

Estou com a cabeça deitada no ombro de Bucky, enquanto ele assiste um filme na pequena tela à sua frente.
Eu não estou prestando atenção no filme. Estou ocupado demais pensando em um milhão de coisa.
—O que foi?— Ele pergunta acariciando meu cabelo, e só então percebo que ele parou o filme.
— Nada de importante. — Digo e forço um sorriso para ele.
— Traição.— Ele diz com um semblante triste e o olho sem entender.
— Ham?
— Fui expulso do exército por traição. Eu ajudei um cara. Ele era um garoto. Caímos em uma tocaia. Havia um grupo tentando matar um cara que estávamos protegendo, e eu atirei em um cara para salva-lo. Quando tirei o capuz era só um garoto. Ele deveria ter no máximo treze anos, e sangrava muito. Eu o ajudei. O levei até nosso esconderijo. Quando chegamos lá, meu comandante disse que aquilo era inadmissível, e falou que eu deveria me livrar daquele terrorista no mesmo instante. Eu me neguei, então deram um tiro nele e uma passagem de volta pra casa para mim.
Fico olhando para ele sem saber o que dizer. Eu podia ver em seus olhos a dor de se lembrar daquilo.
— Eu não estava com medo de Tony dizer que fui expulso por traição, ou por ele e você me julgarem por isso. Estava com medo do que você, ou seu pai pensariam de mim por eu ter atirado em uma criança.— As lágrimas rolam por seu rosto, e a única coisa que consigo fazer é abraça-lo.
Eu não sei o que dizer. Eu não tenho o que dizer. Nada que eu diga será capaz de tirar essa dor dele. Eu sei que a culpa não é dele. Ele não teve culpa.
Deito nossas poltronas, e o deito em meu peito, o aconchegando em meus braços, e acariciando seu cabelo.
Não demora muito e Bucky acaba dormindo. Seu rosto enterrado em meu peito, sua respiração calma.
[...]
Quando descemos do avião, agradecemos pelas roupas reserva que trouxemos. Contudo mesmo com elas o frio parece nos congelar até a alma.
— Nossa, aqui é mais frio do que eu imaginava. — Ele diz me abraçando de lado para se esquentar.
— Calma. Logo estaremos bem aquecidos na casa da Natasha.— Digo, o abraçando mais forte.
Algumas pessoas no aeroporto ficam nos encarando. Algumas dizem palavra ofensivas. Mas não me importo. Bucky também percebe, mas como grande parte dos sussurros são em russo, ele não entende.
Quando saímos do aeroporto, podemos sentir a neve ricocheteando contra nossa pele. O frio é extremo, e Bucky chega a tremer com a baixa temperatura.
Natasha havia avisado que não poderia nos buscar, e nem precisava. Eu já havia estado muito ali nos últimos dez anos.
Bucky estava diferente. Desde que me contou tudo aquilo, ele estava mais... Frágil.
— Nathali não vem nos buscar?— Bucky pergunta quando vamos para a área de táxis.
—É Natasha, Bucky.— Digo rindo e abro a porta para ele.— Não, ela teve uns problemas com a decoração do evento e teve de ir para lá.
— Ubiraysya iz moyey mashiny, ya ne voz'mu tebya . (Saiam do meu carro, não vou levar vocês.)—O taxista fala rígido e olho para ele sem entender.
— Chto? Pochemu? Chto sluchilos'? (O quê? Por que? Qual o problema?)— Pergunto em meu russo carregado de sotaque.
— Ya ne budu nazhimat' na moyem taksi dva olenya. Ubiraysya pryamo seychas. (Eu não vou carregar no meu táxi duas bichas. Saiam daqui agora)
— Steve...— Bucky começou a dizer, mas eu já havia saindo do carro e puxava ele.
— Vem, Bucky.— Digo puxando ele.
— Poluchite pryamo zdes', vy otvratitel'ny.(Saiam logo daqui, seus nojentos)
— Karguiola. Ya ne nuzhdayus' v etom. (Que se foda. Eu não preciso disso)— Digo, e quando Bucky sai, puxando nossas malas junto, bato a porta com toda a força, e o cara pronúncia um xingamento.
Se Bucky tivesse entendido metade do que aquele cara havia dito, garanto que as coisas teriam ficado bem feias.
— Aconteceu o que eu acho que aconteceu?— Bucky pergunta calmo, até um pouco pasmo, enquanto tento me acalmar.
— Vamos alugar um carro.— Digo com raiva, pegando uma das malas e puxando.
Ele vem logo atrás de mim, com a alça de uma mala passada pelo ombro, e puxando uma outra.
[...]
Como o esperado, as únicas pessoas na casa de Natasha eram seus empregados.
Ela morava em uma enorme mansão, que havia herdado de seus pais. Bucky parecia encantado com o lugar.
— Vai me contar agora o que aquele cara disse?— Ele pergunta depois de entrarmos em nosso quarto e ele fechar a porta.
Bucky está tirando meu casaco enquanto me olha com calma e serenidade.
Ei. Eu sou o calmo e sereno da relação.
— Não quero falar sobre isso.— Digo, ainda nervoso.
Não consigo entender por que fiquei tão nervoso com aquele homem. Talvez por ser a primeira vez que sou atacado por causa da minha sexualidade.
— Você tá muito estressado.— Ele diz, me abraçando pela cintura e me dando beijos pelo pescoço, me fazendo arrepiar.
— Bucky... Acabamos de chegar.
—E daí? Passei a viagem inteira imaginando como seria nosso sexo russo.
— Sexo russo?— Pergunto rindo.
—É. Agora para de reclamar e vem cá.— Ele tira minha camisa e dá um chupão em minha clavícula, deixando uma marca.
Eu estaria mentido se dissesse que não gostei, e que não estou louco para fazer um sexo maravilhoso com ele naquele colchão d'água incrível.
Empurro ele na cama, e o impacto faz o colchão ondular, e balançar. Só percebemos a quantidade de roupas que usamos quando por mais que tiramos, sempre tem mais alguma peça a ser tirada.
Termino de tirar minhas roupas antes de Bucky, pois tenho a vantagem de estar de pé. Vou até ele e só puxo sua calça, junto com a cueca para baixo. Ele ainda está com as meias, e com o cachecol. Era engraçado vê-lo de cachecol, sem mais nada na parte de cima.
Me ajoelho no chão, entre suas pernas e começo a dar leves beijos em sua virilha, até chegar em seu membro semi ereto. Começo a passar minha língua por toda a sua extensão, e dou leves chupadas na glade que o faz estremecer. O gosto agridoce de seu pre gozo me fazer dar um gemido de satisfação.
Bucky tem as duas mãos grudadas aos lençóis da cama, e cada músculo de suas pernas — as quais estou abraçando cada uma com um braço — se encontram contraídos.
Eu adorava ouvir seus gemidos, e sentir seu prazer sendo expresso em cada parte do seu corpo, contudo eu quero ele. Agora.
Havíamos trago preservativos. Claro. O problema é que eles estavam enterrados dentro de uma das malas, e eu não estava com paciência para procura-los.
— Bucky.—O chamo de forma sensual enquanto dou algumas lambidas em seu membro como se fosse um sorvete, e apoio meus braços sobre suas coxas.
— Hum?— Ele pergunta com os olhos fechados, em mistura a um gemido.
— Tem preservativo na sua carteira?
— Uhum.— Ele murmura.
Me arrasto um meio metro até sua calça, e pego sua carteira. Abro e pego a pequena embalagem.
— Vamos fazer sexo nesse colchão balançando desse jeito?— Ele pergunta remexendo um pouco o corpo e o colchão novamente faz ondas, como uma cama elástica.
— Sexo Russo no colchão d'água.— Digo, colocando o preservativo nele e ele ri da frase.
— Acha que só o lubrificante da camisinha será suficiente?— Ele pergunta quando subo na cama, apoiando meus joelhos um de cada lado do seu corpo.
— Uhum.— Respondo começando a me sentar em seu membro.
Mas parece não ser suficiente, pois por mais que eu tente, não entra.
— Acho que vamos precisar de uma preparação antes.— Bucky diz, molhando seus dedos com sua saliva e os leva até minha entrada.
Ele coloca dois de uma vez e dou um gemido baixo. Ele começa a movimentar seus dedos, me alargando um pouco enquanto dou gemidos de satisfação.
— Já está bom, cariño.— Digo.
— Não quero te machucar.
— Você não vai.— Digo e em seguida o beijo.
Ele tira seus dedos de mim, e então me posiciono sobre ele.
Bucky segura segura seu membro para mim, enquanto desço bem devagar. Normalmente usávamos bastante lubrificante, mas no momento só tínhamos o que estava na camisinha, e confesso que isso causou um pouco de incômodo. Quando entrou tudo, eu e Bucky ficamos nos encarando.
Ele passava suas mãos pelo meu peito, quadril, e coxas, depois refazia o caminho de volta.
Depois de um tempo, quando vejo que já não incomoda mais, começo a me mexer sobre seu corpo, dando um leve gemido. Fecho meu olhos e sinto só o prazer. Tudo a nossa volta é silêncio. Só há nossos gemidos roucos. O barulho de nossos corpos de encontrando repetidas vezes. A sensação de prazer... Somos só nós, e esse momento.
As mãos de Bucky dançam pelo meu corpo, e eu me sinto cada vez mais próximo ao ápice. Eu posso sentir seu membro pulsar com mais intensidade dentro de mim, o que diz que ele também está próximo ao orgasmo.
Pego em meu membro, me masturbando para que eu possa sentir esse momento com ainda mais intensidade, e é em meio a nossos orgasmos que ele diz.
— Eu te amo.— Ele fala, e abro meus olhos.
Bucky está me olhando. Sua respiração descompassada. Seus cabelos lisos espalhados no travesseiro, emoldurado seu rosto. Seus olhos azuis intensos. E seus lábios finos firmando um sorriso maravilhoso.
— Droga Bucky.— Dou um tapa em seu peito.
—O que?
— Eu ia dizer primeiro.
Ele ri e me abraça, nos virando e ele ficando por cima de mim.
— Então diz.
— Agora perdeu a graça.— Digo fazendo biquinho.
— Diz pra mim.— Ele morde minha bochecha de leve e então não resisto.
— Eu te amo.
— Eu te amo.— Ele me beija, e sinto seu membro ereto novamente.
Ele se põe na minha entrada, contudo antes que possa entrar, a porta se abre. Droga, eu não posso acreditar no que estou vendo. Ele não pode estar aqui. Não agora.

Notas finais
Tadinho do nosso querido casal sofrendo preconceito. Pra quem não sabe, a Rússia é um país bem homofobico. Bom... Mas Steve resolveu tudo com classe. Espero que tenham gostado, comentem, favoritem, recomendem e até o próximo. Beijos