Heart Challenges
37 Nosso Steve
Notas iniciais
TONY
— Steve.— Digo segurando o celular com força em minha orelha.
— Tony. Cadê você? Era para você está aqui comigo. Perdeu a abertura. — Steve diz, parecendo com um pouco de raiva na voz, e também um pouco chateado.
Não preciso colocar no viva voz para Bucky ouvir. O silêncio do local faz o que o volume do celular seja o suficiente para nós dois.
Um peso parece ter sido tirado de meus ombros. E o ar parece voltar a correr normalmente por meus pulmões. Ele está vivo. E está bem.
— Tony. Você tá me ouvindo?— Ele pergunta. Eu quero muito responder, mas não consigo.
A emoção de saber que ele está bem é tanta que eu não consigo dizer nada.
Sinto o celular ser tirado das minhas mãos e então olho Bucky.
— Steve, você tá bem? Está sozinho? Tem alguém do seu lado agora? Alguém estranho ficou muito perto de você?— Bucky pergunta, e então um silêncio se faz do outro lado da linha.
Será que aconteceu algo? Será que pegaram ele? Não, pera.
Merda.
Eu esqueci que Steve ainda não sabe que Bucky está vivo. E pelo jeito Bucky também se esqueceu desse pequeno detalhe.
Credo. Já passamos por uma porrada de coisas desde que Bucky voltou, e Steve ainda não sabe de nada? Atrasado.
— Ste. Sou eu de novo. Sim, Bucky está vivo. Sim, ele está aqui do meu lado só de cueca. Não, eu ainda não comi ele, mas eu beijei ele. E beijei muito.
—O-o que? Eu sabia que não devia ter bebido tanto. É melhor eu ir dormir. — Ele diz do outro lado da linha.
— NÃO.— Eu e Bucky gritamos juntos.
— TÁ TUDO BEM?— Jack grita da barraca ao lado.
— SIM, ESTAMOS BEM.— Bucky grita de volta.
— SE ME ACORDAR DE NOVO VOU QUEBRAR A CARA DE VOCÊS.
— VAI SE FUDER, LOKI.— Grito para ele.
— Loki? Onde você tá? Espera. É mesmo o Bucky do seu lado? Mas ele não...?
— Não, eu não morri. Sim, é o Loki. Ele tá com o Bruce na barraca do lado.
— Bruce? Quem é Bruce? E que história é essa de barracas? Vocês estão me deixando confuso. Muito confuso.
— Se tá assim agora, imagina quando a gente contar que estamos fugindo da polícia?— Digo e Bucky solta uma risada pelo nariz.
— VOCÊS O QUE? ANTHONY STARK, QUE MERDA TÁ ACONTECENDO?
— Eu também estou aqui. E também estou fugindo da polícia.— Bucky diz com uma voz carregada de ciúmes, e dou uma risada.
— Cala a boca que ainda estou tentando processar o fato de eu ter quase morrido de tanto chorar por você, sendo que você não morreu. Como você não morreu?
—É tanto amor que até emociona.— Bucky diz e rio.
— Não morrendo. Ele é uma barata.— Bucky me dá um soco, não muito forte, no ombro quando digo isso.
— Barata é o que vou te fazer comer.
—Eca, eu não quero comer uma barata.—Digo e então rimos juntos.
— Bucky.— Steve o chama e ambos voltamos a olhar para o telefone.
—Oi cariño.— Bucky diz de forma carinhosa, e pela primeira vez na vida fico feliz com uma troca de palavras doces entre eles.
—Como você escapou? Está bem? Por que não deu noticias?—Ele pergunta e sei que esta segundo para não chorar.
— Eu tô bem. Vou te explicar tudo quando chegarmos aí.—Ele responde com delicadeza.
Awnt, eles são tão fofinhos. Dá vontade de morder essas bundas gostosas que eles tem.
— Temos que contar pra ele.— Digo, mudando de assunto. Chega de adiar o inevitável.
— Contar o que?— Steve pergunta, adquirindo um tom sério na voz.
— Sabemos quem está fazendo tudo isso contra nós. Você tem que tomar cuidado, Steve. Ela quer as chaves. Ela vai tentar a todo custo tirar isso de você.— Digo.
— Nós estamos indo para aí. Vamos te ajudar. Vai dar tudo certo, você vai ver.— Bucky diz.
— Quem está atrás de nós? Quem diabos quer tanto as nossas cabeças? Quem foi o infeliz que ousou mexer com meus moreninhos?— Ele pergunta.
—Ai, que fofo. Também te amo, meu loirinho gostoso.
— Vai falar logo ou eu falo?— Bucky pergunta.
Sei que ele também gostou. Adorou o Steve massageando seu ego.
—Eu vou falar. Dá pra esperar? É a...— Antes que eu possa dizer ouço o som do meu celular quando ele desliga.
— Tony, não me diz que...
— EU VOU QUEBRAR ESSA DESGRAÇA. CELULAR FILHA DA PUTA. BATERIA VICIADA DO CARALHO. QUE RAIVA. QUE RAIVA. QUE RAIVA. — Começo a bater o celular no chão, quebrando o aparelho.
— QUE DESGRAÇA. SERÁ QUE DÁ PRA CALAR A PORRA DA BOCA? TÁ TODO MUNDO TENTAR DORMIR, SEU RETARDADO. TENHA CONSIDERAÇÃO.— Loki diz, dentro da minha barraca.
Como ele entrou sem que eu percebesse? E mais importante, COMO ELE ENTROU TÃO RÁPIDO?
— OLHA AQUI...— Bucky coloca sua mão sobre minha boca, me impedindo de gritar mais.
— Ele vai parar de barulho. Pode ir agora.— Bucky diz e Loki sai da barraca.— Bons sonhos.
Mordo a mão dele com força e ele me solta, me empurrando para fora de seus braços fortes e gostosos.
— Cachorro. Doeu.— Ele diz, massageando a mão.
Acho que acabei descontando minha raiva na mão dele.
Ah. O que é uma mordida na mão pra quem tem teve uma bala atravessada pelo corpo e o cu arrombado, tudo no mesmo dia? Isso é picada de inseto.
— Acha que ele vai ficar bem?— Pergunto, de repente.
— Ele é mais forte do que parece, Tony. E ele aguentou até agora. Só não entendi por quê estamos indo para Vegas.
— Tenho um jatinho lá. Um que não está no meu nome, e sim no de um velho amigo sem ligações aparentes comigo. Ninguém vai saber que estamos saindo do país.
— Boa ideia.— Bucky diz e me olha.— Como ele tá? Eu não te perguntei isso em nenhum momento. A última vez que o vi ele estava perdendo feio pra uma infecção.
— Ele está bem, só sentiu a sua falta, mas acho que você percebeu isso enquanto falava com ele a alguns minutos atrás.— Começo a dizer, e faço Bucky deitar sua cabeça em meu colo, então começo a acariciar seu cabelo.— Como você mesmo disse, o Steve é forte. Ele aguentou a nevasca, e depois aguentou uma série de cirurgias. O infeliz continua com o braço, relaxa. Ele só ficou desolado quando pensou que você estivesse morto.
—É. Ele é realmente muito forte. Por que ainda assim se preocupa tanto? Eu me preocupo, mas acho que você se preocupa mais.
— Eu me preocupo, pois diferente de você, Steve tem medo. Todos temos. Nem todos somos fodões como Bucky Barnes.
Digo e então ficamos um tempo calados.
— Eu te odiei tanto, Tony. Pensar que você era capaz de puxar meu tapete e tirar tudo de mim...
— Me fazia o vilão da sua história. E você era o vilão da minha. O cara que apareceu do nada e tirou minhas chances de ficar com meu loirinho. Mas aqui estamos nós agora, apaixonados um pelo outro, e dispostos a morrer pela nossa princesa em apuros.— Digo e ele dá uma leve risada.
— Eu também estou com medo, Tony. — Ele diz, e então o olho.— Só não posso deixar isso tomar conta de mim. Eu preciso cuidar de vocês. Preciso manter a calma para você e Loki não se matarem, e preciso salvar o Steve.
— Você deveria voltar a dormir. Ainda está cansado. E precisa.
— Dorme comigo.— Ele pede, se deitando de volta em seu lugar.
— Eu já estou aqui do seu lado, seu bobo.— Digo, me deitando também.
— Dormir, Tony. Agora que você sabe que Steve está bem, você pode dormir. Estar cansado não vai ajudar.— Ele diz e então me puxa, fazendo com que eu deite atrás dele, e o abraço.
— Bucky.—O chamo, de forma sorrateira.
— Que foi?— Ele pregunta com leveza na voz.
— Sabe... Eu tô aqui, só de cueca. Você tá aqui, só de cueca. Steve está bem. Ele não disse nada contra estarmos nos pegando. Sua bunda extremamente gostosa encostada no meu pau tá me deixando meio animado...
— É. Deu pra perceber sua animação roçando na minha bunda.— Ele diz, e então fecho meus olhos e dou um beijo em seu pescoço, pouco abaixo da sua orelha.
—O que me diz?— Pergunto em um sussurro.
— Que você fala muito e faz pouco.— Ele responde, no mesmo tom.
Dou um sorriso e então colo ainda mais nossos corpos. Minha mão começa a dança pelo quadril de Bucky.
— SE EU OUVIR GEMIDOS, JURO POR TODOS OS DEUSES QUE EXISTEM E JÁ EXISTIRAM QUE VOU PEGAR UM PEDAÇO DE PAU E BATER TANTO EM VOCÊS QUE VAMOS NOS ATRASAR TRÊS DIAS NO MINIMO.— Loki grita.
Desgraçado. Faz mais de um mês que não faço sexo.
— Me lembra de montar nossa barraca bem longe da do Loki na próxima noite.— Digo com raiva.
— Não se preocupe. Não vou esquecer.— Ele diz e então se vira para mim e me virando de costas para ele.
Esperto, pois se continuassemos na posição de antes eu acabaria comendo ele.
— Boa noite, Tony.
— Boa noite, Bucky.— Digo, e então fecho meus olhos, com sua respiração em minha nuca, e seu corpo colado no meu.
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