Notas iniciais
Esse é o primeiro yaoi que escrevo, então espero realmente que gostem. Esse primeiro capítulo é mais uma introdução. Esse primeiro capítulo vou deixar a minha amiga Rah que foi quem me deu inspiração para essa história. Há um pequeno poema no inicio desse capitulo. Esse poema é como se fosse dito pelo Steve, e caracteriza essa primeira parte da historia. Espero que gostem, e boa leitura.

PARTE 1

Aquele amor que chega como um furacão,

Tão intenso,

Tão avassalador,

Tão envolvente.

Um amor capaz de virar

sua vida de ponta cabeça.

Mas como um furacão,

Ele irá embora.

E só quando for

Você verá o estrago que deixou.

STEVE

Eu odiava me atrasar. Sempre acordava às cinco e meia para poder me arrumar com calma, tomar meu café da manhã, e chegar nas indústrias Stark às oito, mesmo se eu tivesse algum imprevisto.
Infelizmente Tony não tem esse mesmo bom senso, e essa é a parte ruim de se precisar de carona para poder ir trabalhar.
Já se passara das oito a muito tempo, e agora eu já estava duvidando que fossemos chegar antes das nove.
Claro que para ele isso não era um problema. Tony achava que o fato de sermos filho do fundador, poderíamos chegar quando quiséssemos.
Eu não sou exatamente filho. Meus pais morreram quando eu tinha treze anos, e Tony era meu melhor amigo, então seus pais meio que me adotaram.

Já era quase nove quando Tony começou a buzinar insistentemente na frente do meu prédio, ignorando o fato de setenta por cento dos inquilinos dali serem idosos já aposentados.
Saí do prédio rapidamente e entrei no carro.
— Já pode tirar a mão da buzina, Tony. — Falei para ele quando entrei, pois ele ainda buzinava por alguma razão que eu desconhecia.
— Espera. — Ele falou e continuou buzinando em um ritmo irritante.
— Por que está fazendo isso?
— Porque aquela velha chata que mora no apartamento do lado do seu disse que sou um otário infantil e mimado.
—O que? Por que ela te disse isso?
— Porque eu estava buzinando para você. Agora estou buzinando para ela.
Coloco meu rosto em minhas mãos, dando um suspiro longo. Aquilo era a cara do Tony.
— Eu vou acabar sendo expulso por culpa sua.— Falei em um tom derrotado.
— Ótimo. Assim você volta a morar comigo.— Ele falou dando um sorriso.
— Já conversamos sobre isso.
—É. Já conversamos. — Ele diz, e percebo que seu sorriso agora é forçado.
Tony para finalmente de buzinar e dá partida no carro, cantando pneu no asfalto, e vejo a Sra. Clark xinga-lo pela sacada dela.
Passamos todo o caminho em silêncio. O fato de Tony ter tocado no assunto de voltarmos a morar juntos fez com que qualquer outro assunto desaparecesse de nossas mentes, ou parecesse muito banal e insignificante para perdermos tempo falando sobre aquilo.
— Você tem uma coletiva de imprensa hoje. — Eu disse quando entramos na empresa.
Tínhamos um trato de só falar de negócios na empresa, ou na Mansão Stark, já que o pai de Tony não tinha muitos assuntos além dos da empresa da família.
— Você estará comigo, não estará?!— Ele perguntou, parando subitamente e me olhando.
— Tony...
— Vamos. Podemos ir jantar em algum lugar. Por favor. Você é meu braço direito aqui.— Ele disse me dando um soco no ombro.
— Na verdade seu braço direito está caminhando até nós agora mesmo.— Falei, olhando para a assistente de Tony caminhar até nós enquanto falava ao telefone e fazia algumas anotações.
—É. Seus cabelos loiros ao vento e sua incrível capacidade de não querer me matar me fazem gostar tanto dela.
— Bom dia, Sr. Stark. Bom dia, Sr. Rogers.— Pepper Potts diz, parando em nossa frente.
— Bom dia, Srta. Potts.— Digo, reparando que minha assistente não veio me receber como é de costume dela fazer.
— Bom dia, Pepper. Obrigado.— Tony diz, pegando o café que Pepper lhe entrega.
— Pepper, sabe onde está Sharon?— Pergunto, sentindo um pouco de inveja, pois o café de Tony parece tentadoramente delicioso.
—A avó dela morreu nessa manhã. Não que eu goste de fofocas, Sr. Rogers, mas ouvi dizer que ela irá pedir demissão, já que agora o avô dela irá precisar de alguém para cuidar dele. Ele tem Alzheimer.
— Irei ligar para a Srta. Carter desejando meus pêsames.— Digo um pouco triste pela perda dela.
— Pepper, liga pra mim. E mande alguma coisa. Flores, bombons, uma garrafa de whisky para ela afogar a tristeza. Você escolhe.— Tony diz.
Aquilo não me impressiona. Tony Stark definitivamente não é a pessoa mais delicada do mundo. Na verdade eu acho que essa palavra nem existe no vocabulário de Tony Stark.
— Meninos. Vocês demoraram. — O Sr. Stark falou se aproximando de nós.
— Tivemos alguns imprevistos.— Tony falou sorriso para o pai.
Eu sempre admirei muito a relação entre eles. Algo realmente encantador.
Espera. Desde quando tentar me me fazer ser expulso é um imprevisto?
— Steve. Fiquei sabendo que bateu seu carro ontem. Está tudo bem?— O Sr. Stark pergunta, parecendo preocupando.
O fato de eu ter crescido junto ao seu filho, sempre o fez me ver como um filho também.
— Eu estou bem.— Digo dando um sorriso sincero.
— Só o carro novo que não está muito.— Tony diz pegando alguns papéis das mãos de Pepper e assinando.
Tony confiava cegamente em Pepper. Eu sempre me perguntei o que ela fez para conseguir tal confiança, justamente de Tony.
— Acho que preciso de um novo assistente.— Digo, quebrando o silêncio. Mesmo que o silêncio tenha sido causado pelo fato de estarem todos ocupados.
— Fique a vontade. Você sabe que a empresa também é sua, Steve. — O Sr. Stark diz, me dando um tapinha no ombro e caminhando empresa a dentro.
—"Um assistente"?— Tony pergunta arqueando uma sobrancelha.
— Se Sharon irá se demitir, preciso de outro. Não?
— Mas por que um homem?
— Por que não? Por que tem que ser necessariamente uma mulher?— Pergunto desafiadoramente.
— Por que não uma mulher? Mulheres são mais eficazes. Olha só para a Pepper.— Ele responde no mesmo tom, onde desafiamos um ao outro de forma sorrateira, e sem que ninguém perceba.
Para qualquer um, nosso diálogo está sendo uma simples conversa entre amigos. Mas nós dois sabemos que não é exatamente isso o que está acontecendo.
— Não me envolva nisso, por favor.— Pepper pede um pouco nervosa, demonstrando que ela também sabe que Tony não está só me aconselhando.
— Não vejo problema algum se eu quiser um assistente homem.— Digo o desafiando. Tony odeia ser desafiado.
— Mas por que não uma mulher?
— Porque estou cansado de assistentes dando em cima de mim quando obviamente não tenho nenhum interesse nelas.— Digo e só depois percebo que aquela frase ficou com um significado a mais, e que Tony o percebeu.
— Você faz o que bem entender da sua vida.— Tony falou ríspido e meu deu as costas.
— Tony...—O chamei em vão. Ele continuou caminhando em passos firmes, e sumindo segundos depois no elevador com Pepper.
Droga.
Entrei em minha sala e me joguei em minha cadeira. E me concentrando no meu trabalho.

[...]

O dia passou torturosamente devagar. Tentei falar com Tony na hora do almoço, mas ele havia saído para um almoço de negócios.
Sei que não deveria me preocupar, e que Tony ligaria mais tarde. Ele sempre ligava. Ainda assim eu sentia aquele desconforto e ansiedade. Eu jamais gostei de ficar brigado com ele.
Tony não me ligou para irmos embora juntos, e quando sai, ele já havia ido.
Eu poderia pegar um táxi, mas demoraria muito tempo, então por que não caminhar um pouco?
Meu apartamento não era tão longe assim. Ficava a uns quinze minutos se eu fosse caminhando.
Saí das Indústrias Stark por volta das oito. Passei no Mcdonalds e comprei um milk shake de cappuccino.
Tony costumava me criticar por minha sempre e frequente escolha de sabor. Mas eu realmente tenho um problema com a cafeína.

Eu estava andando pelas ruas não tão movimentadas de New York -o que poderia ser um milagre, ou o fim do mundo, se as Instituídas Stark e minha casa não ficassem em um bairro afastado e mais calmo.
Eu estava quebrando a regra de Tony de não trabalhar fora da empresa, e respondendo alguns e-mails, quando senti meu celular ser arrancado de minhas mãos e vi um homem correndo com ele nas mãos.
Deixei meu delicioso milk shake cair no chão e comecei a correr atrás dele.
Meu pobre milk shake. Estava tão saboroso, e o copo ainda estava cheio. Me deu até vontade de chorar, e eu o teria feito se não estivesse ocupado demais correndo atrás do meu celular.
Pode parecer estupidez, mas o meu celular continha todos os meus contatos importantes, sem falar de setenta por cento do meu trabalho estar nele. Quase tudo estava ali, e agora um idiota estava correndo com ele enquanto eu corria atrás.
Por que ele não levou minha pasta? Teria me dado menos prejuízo.
Por sorte eu era uma pessoa ativa em relação à exercícios, e estava em boa forma. Isso me ajudou a alcançar ele, e me joguei em cima do homem, nos fazendo ir para o chão.
Eu me sentei em cima dele o prendendo e joguei o capuz de sua blusa ,que me impedia de ver seu rosto, para trás.
Eu não sei o que esperava, mas definitivamente aquele homem não era o que eu esperava. Ele tinha traços fortes, e belos no rosto. Sua barba por fazer o deixava com um tom sério e sensual, e seus olhos azuis vibrantes eram capazes de hipnotizar qualquer um, e era o que eu estava. Hipnotizado.
Mas fui logo tirado do meu transe por um soco forte no rosto, me jogando no chão, e então o vi correr.
Maravilha. Fiquei sem meu milk shake, sem meu celular, e agora estava com um belo hematoma no rosto.

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado. Por favor, não deixem de comentar me dizendo o que acharam.