Notas iniciais
Desculpa a demora gente, estou de castigo! Vou tentar postar nas férias, mas não é garantido. Aproveitem o cap!

"Que mal tempo" Clary pensou consigo mesma quando acordou naquela manhã de sexta.

Fazia alguns dias desde que ela e Elijah haviam dito as "três palavras que mudam tudo" e ela não podia estar mais feliz. Os dois estavam sempre juntos quando podiam. A garota riu sem motivo. Era um novo hábito. Clary não precisava mais de motivos para ter um grande sorriso no rosto.

A manhã começou normal. A híbrida preparou o café da manhã para a mãe e os primos, deixou-os na escola e depois foi andando para a própria escola com Gina.

Mas então, no meio do segundo período, algo fora do comum. O sr. Peterson, coordenador, a chamou no meio da sala.

–Srta. Kent, favor venha comigo. Traga seus materiais.

Olhando confusa para Gina e Henry, a garota pegou as próprias coisas rapidamente e seguiu o coordenador.

–Por que o senhor me chamou? — a garota perguntou.

–Ocorreu uma emergência familiar. — isso foi tudo que o homem respondeu.

A garota voltou a pensar. Emergência familiar? Definitivamente não era sua mãe. Não podia ser Derek, ninguém além dela, Elijah e Gina sabiam sobre ele. Sua tia Liz estava em Mystic Falls com Caroline, então não podia ser nada cm elas.

O medo a tomou. "Será que é algo com os gêmeos? Por favor, não seja nada com a Candy ou o Carson."

Sr. Peterson a levou em direção a um carro. Dirigindo a luxuosa Mercedes, estava um rosto bastante familiar. Dando graças a Deus pela "emergência" não ter nada haver com os gêmeos, a garota sorriu falsamente e, com ironia, disse:

–Tio Eric? Não sabia que estava na cidade.

O homem de terno riu debochadamente.

–Como poderia? Eu queria que fosse uma surpresa.

–Entendo. — a garota disse, seu tom deixando óbvio que a surpresa não era nada agradável. O homem suspirou.

–Só entre no carro, tá legal? Preciso falar com você.

Clary pensou um pouco, mas acabou entrando na Mercedes. Afinal, o que tinha a perder?

–-------------------

Clary ficou calada o caminho inteiro até o restaurante que o tio a estava levando. Sua mãe sempre havia lhe dado avisos sobre seu irmão, Eric Kent.

Logo após a faculdade, Eric subiu rapidamente de posição em uma poderosa empresa que praticamente controla o mercado farmacêutico. Eleonor costumava dizer que seu irmão era uma cobra e mais outros nomes impronunciáveis por adolescentes educadas como Clary.

Eric havia cortado todos os laços com a família um pouco antes da morte de Emma e Phill, pais dos gêmeos. O que ele quer agora, depois de anos?

Chegaram a o restaurante mais caro da cidade, que Clary nunca nem havia cogitado a entrada por conta dos preços exorbitantes.

–Peça o quiser, não se preocupe. Eu pago. — Eric disse quando viu a cara de Clary ao olhar o menu.

Clary sentiu o estômago roncar. Havia feito o café da manhã de todo mundo, menos o dela. Suspirando, ela pediu um Croque Madame, um croissant de chocolate e um chocolate quente. Seu tio pediu caviar e foie grass.

"De manhã? Sério? Cara, não precisa esbanjar" a garota não pôde deixar de pensar.

Eric quebrou o silêncio que se seguiu:

–Então... Sei que minha irmã não deve ter falado muito bem de mim para você.

"Pode apostar"

–Mas posso dizer com certeza que ela nunca me chamou de mentiroso.- ele continuou e Clary assentiu. Sua mãe não gostava do irmão, mas uma coisa ela sempre dizia: Eric nunca mentia.

–Então, por isso, não vou enrolar para falar o que eu quero. Você tem as notas mais altas de seu colégio. Se quisesse, provavelmente já teria se formado.

Clary ficou impaciente.

–Vamos ao ponto, sim?

Eric sorriu.

–Tudo bem... Clary, o que acha de Nova York?

–Bela cidade. Por que? — Clary perguntou enquanto se preparava para dar a primeira garfada em seu prato, que já havia chegado.

Eric riu.

–Não, você não entendeu... o que acha de morar lá?

–Provavelmente não seria bom para minha mãe ou para os gêmeos.

Seu tio riu.

–As vezes esqueço que você está desacostumada a possibilidade de usar o dinheiro.

Clary resolveu não levar a frase com um insulto.

–O que eu estou propondo, cara sobrinha. — seu tio disse -É que você faça um teste de coclusão do ensino médio e entre para uma boa faculdade, tudo pago por mim. Você seria emancipada, de modo que não precisaria de um adulto responsável. Eu ficaria com a guarda dos gêmeos e sua mãe iria para uma instituição médica, onde ela deveria estar.

Clary largou o garfo.

–O que você ganharia com isso?

–Meu chefe valoriza muito a família, entende? Como eu, ele sabe que laços de sangue são os mais fortes. — Eric disse, um sorriso irônico em seu rosto. Clary levantou-se bruscamente.

–Você não vai usar meus primos para seus meios mesquinhos. Só por cima do meu cadáver, e acredite, eu sou bem resistente. Faça sequer contato com eles e eu te denuncio para a polícia.

E com isso, pegou o croissant com um guardanapo e saiu do restaurante. Pegou o celular.

Pode me encontrar agora, no hotel? É importante. — C.K

Claro. Te vejo logo.- E.M

–--------------------

Elijah olhou o celular. E respondeu a mensagem de Clary rapidamente e voltou-se para Carter.

–Então, Rose e Trevor estão realmente em posse de uma doppelganger humana? — Elijah perguntou surpreso.

–Sim, senhor. Eu mesmo confirmei.

Elijah assentiu.

–Se é assim, parto amanhã. Está dispensado, Carter.

Seu subordinado assentiu e saiu do quarto. Elijah suspirou pesadamente.

Ele teria que ir embora de Fells Church para enfrentar seu irmão. Talvez não saia vivo.

Não podia envolver Clary nisso. E se ela se machucasse? Doeria demais.

Seja lá o que ela tivesse a dizer, ela também teria muito a ouvir.

Notas finais
Então? O que acharam? Uma hora Elijah teria que ir. E esse tio de Clary... Será que ele é tão verdadeiro como Eleanor pensa? E NY? De onde seus pais eram? O que a espera por lá? Xoxo