Heart By Heart
38 Descobrindo a verdade
Notas iniciais
Feliz aniversário para mim! 18 anos. Conforme Will eu nasci as 23:55, faltando 5 minutos para meia-noite, então provavelmente entrarei em estado de transformação esse horário. Tudo estava quieto, na mesa do café da manhã. Nada mudou no almoço e nem no jantar. Eu evitava falar com Finn e tal. Eu estava na sala observando a lareira. Todos estavam lá e ninguém, ninguém falava nada. Todos encaravam o fogo. Quando deu 23:30 ouvimos uma voz atrás de nós.
–Olha só... — Era uma mulher. — Tem varias pessoas para me dar boas-vindas.
Todos nos levantamos e nos viramos para ela. Ela parecia uma mulher com 30 e poucos anos normal. Toda vestida de preto. Calça jeans preta, blusa preta de manga cumprida. Uma sogra normal. Eu acho.
–Mãe... — Finn e Santana falam juntos.
–Ah, que alegria ver meus dois filhinhos juntos! — Ela fala rindo.
–Não sou sua filha... — Santana fala.
–Não mesmo. — Carol concorda. — Trocou seus poderes por um homem. Idiota!
Santana abaixou o olhar.
–Ela tem sentimento Carol! — Will fala.
–A sim. — Carol o encara. — Will, o tio favorito! O que sempre rouba os meus filhos. Até o Finn você conseguiu hein...
–A culpa não é dele se você é uma péssima mãe! — Finn fala e Carol ri.
–Você sempre reclamando! — Carol fala e seu olhar para em mim. — Então essa baixinha nariguda é minha maior preocupação? Sabe... você me lembra alguém... Aposto que Finn se lembraria...
–Do que você está falando? — Finn pergunta.
–Nada que importe, agora, que tal uma conversa a sós queridos? — Carol fala e com o fogo, antes mesmo que eu perceba faz Santana, Blaine, Quinn e Will desaparecerem. Não sei como. Ela fez com o fogo! Só sobrou eu e Finn no quarto e eu não entendi o porque. Achei que seria eu e ela.
–O que fez com eles? — Finn perguntou.
–Nada de tão importante. — Ela fala e me olha. — Querida você terá três opções.
–O que? — Eu pergunto.
–Ou você luta comigo, morrendo, ou se transforma nas trevas pensando na sua querida mãe, ou eu te transformo nas trevas, a força! — Carol explica se sentando.
–Não tenho mais nenhuma problema com a minha mãe. — Eu falo.
–Então sobraram duas opções. — Carol fala. — Se se tornar das trevas, nós poderemos ter o mundo nas nossas mãos! Com o nosso poder! Posso te ensinar coisas incríveis!
–Não! — Eu falo. — Eu prefiro morrer.
–Claro que prefere. — Carol fala e Finn vem na minha direção ficando atrás de mim.
–Se matar ela terá que passar por cima de mim. — Finn fala e Carol sorri.
–Sabe Finn... — Carol fala se levantando. — Vem aqui.
Finn vai até o ela e fica ao seu lado.
–O que você quer? — Ele pergunta.
–Eu já ouvi essa frase antes sabia? — Carol fala. — Não se lembra? Ah, claro que não.
–Do que está falando? — Finn pergunta confuso.
–Do seu primeiro amor querido. — Ela fala e Finn a encara.
–O que? — Eu pergunto. Aquilo que ele não se lembrava. Finn se senta na cadeira e Carol continua em pé.
–Ah... Você fugia tanto. — Carol sorri. — Sempre indo embora, mas eu sempre te encontrava. Mas teve uma vez que decidiu ir para um lugar imprevisível, a biblioteca! — Ah biblioteca! Por isso que ele ficou estranho quando fomos lá. — Foi lá que você conheceu a garota... Como era o nome dela mesmo?
–Lea... — Finn fala e estranha ele mesmo ter lembrado. O casal que a bibliotecária havia falado.
–Ah sim... — Carol fala sorrindo feliz. — Você se lembrou. Mas vou te contar a história um pouco mais. Você se apaixonou por ela, e ela por você e todo aquele blá-blá-blá! Mas estava chegando o seu aniversario de 18 anos, e uma humana? Tinha que dar um jeito nisso. Imediatamente!
Finn treme na cadeira.
–O que houve? — Eu pergunto.
–Eu esperei até a noite do aniversario dele e sequestrei a garota. — Carol fala. — Ele veio atrás dela. E disso o mesmo que agora. Se lembra querido? — Finn não responde e Carol sorri olhando para mim. — O luto nos faz das trevas!
De repente tudo fez sentindo para mim. Carol havia virado das trevas por matarem seu marido no seu aniversario, e ela fez o mesmo com Finn.
–Você matou ela! — Finn grita se levantando.
–Matei! — Carol fala rindo. — O luto nos faz das trevas!
E de repente eu percebi tudo! Mas já era tarde demais.
A faca já tinha entrado na barriga de Finn.
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