Heart Broken

2 The Salvatores


Notas iniciais
mais um capitulo, espero que gostem :)

Acordei com alguém me chamando “Elena, Elena acorde”. Abri os olhos e vi que era “O cara da moto”, no mesmo instante que ele me viu acordar ele me pegou nos braços e falou algo como: “Saiam da frente, ela está bem”. Todo o meu corpo doía, as pernas e os braços tinham alguns aranhões, mas o pior é que meu vestido estava completamente destruído. Ele foi adentrando na escola, o tumultuo de pessoas diminuía, ele me levou a enfermaria e me colocou em maca que servia para atender os alunos acidentados: “Você vai ficar bem” falou ele em um tom de deboche, tive vontade de bater nele e ir chamar Caroline e Bonnie, eu precisava delas. Eu não disse nada, nunca dizia. Meus pais iam me matar, eu vou ficar de castigo até completar 80 anos, Oh céus, estou ferrada.

-Vamos cuidar desses ferimentos, e olha só, você está com sorte, para um acidente desse porte você quase saiu intacta! –Falou a enfermeira. Sinceramente? Tive vontade de enforcar ela, como assim intacta? Eu estava toda cortada, em todas as partes do meu corpo.

Alguns minutos depois eu estava repleta de esparadrapos, as pessoas que me vissem assim iam achar que o acidente foi algo bem mais sério, achei um tremendo exagero, tinha uma faixa em minha cabeça, mas, ainda bem que meus cabelos a deixava quase imperceptível.

-Bem, vamos para casa!-Disse ele.

-O que? Pra casa? –Perguntei assustada. –Não, não posso, meus pais vão me matar!

-Então... Você pode ficar e assistir aula, mesmo estando toda cheia de esparadrapos. –Ele riu e eu tive vontade de chutá-lo. –Ah, qual é Elena? Falou ele me tirando da enfermaria e me levando para os corredores. –Eu explico aos seus pais que foi um pequeno acidente e...

-COMO VOCÊ SABE MEU NOME? –berrei. –E não você não vai explicar nada aos meus pais, porque eles achavam que eu ia vir de taxi para a escola e de repente vão descobrir que eu subi na moto de um cara qualquer? Você está completamente louco.

-Calma Elena. –Falou ele dando ênfase ao “Elena”, ele sorriu levemente e completou: — Você que é louca, e completamente chata, mas tem uma beleza encantadora, confesso que...

-Cale a boca, já disse! –Eu não sei como fiz aquilo, mas, simplesmente dei uma bofetada em seu rosto, tão forte que minha mão chegou a doer. Fui em direção à sala.

-Ignorando que você acabou de bater no meu rosto... –Disse ele vindo atrás de mim. –Não pode entrar assim na sala, não com esse vestido todo estraçalhado.

Ele tinha razão, mas era um idiota metido a gênio da lâmpada mágica. E eu estava gostando de implica-lo.

-E o que você sugere? –Perguntei.

Ele tirou a jaqueta o que me deixou um pouco constrangida, em seguida colocou em mim, era tão grande pra mim, a única coisa legal era que cobria todo meu vestido.

-Prende o cabelo pra cima. –Ordenou ele.

-O que?-fingi que não tinha escutado direito.

-Prender o cabelo pra cima Elena, fica mais sexy. –Ele riu.

Virei um pouco ficando de costas para ele e prendi o cabelo, talvez ele tivesse razão, droga. Ele me virou de volta para ele e sussurrou algo como “nossa”. Ele não precisou dizer mais nada, porque adivinhei logo como ele queria que eu ficasse. Ele queria que eu tivesse seu estilo, aquele estilo de... Argh, eu mesma com muito sacrifício quebrei os meus saltos, ninguém diria que aquela sapatilha tinha sido um salto, enfim... Eu ia entrar na aula, e ia insinuar que a roupa que estava por baixo da jaqueta só seria revelada na próxima aula ou algo assim, depois Caroline e Bonnie dariam um jeito, eu sei que dariam. Fui para a sala e percebi que ele continuava me seguindo:

-Não preciso de guarda-costas. –Afirmei.

-Não sou seu guarda-costas, esse aqui também é minha sala. –Disse que com um sorriso do rosto, oh céus, eu quase desmaiei.

-Esperaaa! –Gritei. –Você ainda não me disse seu nome.

Vi um sorriso em seu tosto depois ele se virou para mim, segurou minha mão e disse: — Damon, prazer em conhecê-la senhorita, e em seguida beijou minha mão.

O que ele realmente era? Um vagabundo ou um cavalheiro?

Ele entrou na minha frente, pedimos licença ao professor para entramos, logo avistei Bonnie e Caroline nas ultimas cadeiras me olhando com cara de surpresa, imaginei que seria assim, Stephanie estava sentada na cadeira da frente, “aluna exemplar” imbecil. Sentei na penúltima cadeira de trás, Damon sentou bem atrás de mim, do meu lado direito estava Bonnie e do meu lado esquerdo Caroline. Observando melhor Stephanie, percebi que vestia um vestido que parecia feito de ouro, quanta tolice, um salto tão alto que até mesmo eu me assustei! Aquilo era uma escola e não...! Aaah, porque eu estava pensando essas coisas se eu fazia questão de competir com ela, fingindo-me ser alguém que não sou. Isso me dava muita dor de cabeça.

-O-que-aconteceu-com-seu-vestido? –Perguntou Caroline pausadamente.

-Bem... Digamos que tive um pequeno probleminha, vocês sabem do acidente, então só faltam saber que meu vestido... JÁ ERA! –Respondi.

A primeira aula acabou. Eu já tinha desistido de pedir ajuda a Caroline e a Bonnie para acharem outra roupa para mim, acabei até nem notando que por meus cabelos estarem presos, a faixa na minha cabeça estava totalmente à mostra, apenas peguei um livro (A ultima música) e fui ler, eu amava romances. Eles me acalmavam. Fazem-me acreditar que o mundo ainda pode amar, e até me iludiam um pouco.

Meu primeiro dia de aula logo acabou, despedi-me de Caroline e Bonnie em frente de casa, e ao me virar dei-me de cara com Damon.

-Desculpe mocinha, mas por ser maior de idade eu sou responsável pelo acidente. –Falou Damon.

Ele tinha razão, ficava bem mais fácil se ele se explicasse com meus pais.

Não foi nada como eu esperava. Minha mãe gritou com o Damon e comigo o tempo todo, me chamou de irresponsável e falou por Damon ficar quilômetros longe de mim, enquanto Damon dividia a bronca comigo era bem mais fácil, mas depois que ele foi embora eu ainda tive que aguentar um discurso da minha mãe no quarto, ela me tomou celular, computador, e qualquer meio de me comunicar com outras pessoas, eu estava em castigo indeterminado e ia ficar presa no meu quarto olhando para o teto. Que saco! Como eu me arrependia de não ter pegado um taxi! Ouvi um barulho na minha janela, alguém estava jogando pedrinhas, e pro meu azar era Damon, agora sim eu ia morrer pra sempre neste castigo. Abri a janela e falei baixinho para Damon: “-Vai embora, se meus pais te verem aqui eu fico ainda mais ferrada, por favor se manda!”

-Não antes de você descer até aqui! –Disse ele.

Eu tinha que descer, Damon nunca ia sair dali se eu não fizesse isso, ele era tão louco, acho que por ser maior de idade pensava que podia fazer essas coisas.

Ao descer eu quase cai se não fosse por Damon que me segurou eu... Ah, eu não queria pensar essas coisas.

-Eu preciso te falar umas coisas, e há não pode ser aqui, pode dar uma volta comigo?

-Claro que não! Minha mãe vai me matar!

-Há qual é Elena, no fundo ela quer que você viva essas coisas, ela já foi adolescente né? Então... Ela tem medo que você faça coisas idiotas, ou que se machuque, ela teme por sua segurança, mas diferente de você sua mãe já construiu a história dela, e você... Bem, você é um bloco vazio, sem histórias, não é mesmo? É o 3º ano, logo depois vai vir faculdade, e você vai ter perdido o melhor dá vida, eu te aconselho a viver coisas legais antes que o tempo se esgote!

Novamente Damon tinha razão, aqueles olhos azuis pareciam ter visto e vivido muitas coisas, e como ele disse eu não tinha histórias para contar, minha mãe me contou uma vez que ela fugiu da escola pra ir aprender a ser uma skatista com os moleques da rua, eu acho que eu merecia isso, merecia viver coisas legais tanto quanto ninguém. Em 17 anos da minha vida nunca fiz algo que minha mãe não aprovasse, mas agora chegou minha vez.

-E... Hãn, não vamos na sua moto, né?

-É pertinho daqui, vamos a pé. –Ele disse.

Caminhamos por uma estrada quase desabitada, o sol estava se pondo, quando eu era criança costumava dizer que ele estava cansado, e estava indo dormir, e que a lua, amava-o tanto que vinha tentar cobrir seu papel, mas infelizmente era um amor impossível, a lua nunca poderia ficar com o sol e vice-versa, isso sempre me entristeceu, mas dai eu cresci, e todos aqueles planos e pensamentos sumiram de mim, deixando apenas um vazio impreenchível, a criança que eu fui viu como o mundo realmente é, e ficou com tanto medo que se escondeu em algum lugar, um lugar que eu jamais encontrei. Eu mal sabia, mas desejos e planos da minha infância iam voltar à tona, como uma vela apagada que acabará de reacender.

-Nossa! O que estamos fazendo aqui? Essa é... É... A casa dos Salvatores, a família, mas importante da cidade... Quer dizer, eu não entendo, porque estamos aqui?

-Sem palpites? –Ele perguntou.

-Isso é uma piada? Quer dizer, quando eu, Caroline e Bonnie eram crianças, os Salvatores se mudaram para a cidade, todas as mocinhas da época falavam nos irmãos Salvatores, o quanto eles eram lindos e ricos, eu e as meninas passávamos horas a discutir, eu por ser mais velha que Caroline e Bonnie, mesmo sendo pouco tempo, vivia dizendo que o Salvatore mais velho era meu namorado, e elas ficavam discutindo pra ver quem ia ficar com o outro! No final a gente inventava um Salvatore a mais pra dar para todas! –Falei relembrando o passado.

-Nossa! – Damon estava realmente surpreso e feliz, não sei qual o motivo, não era engraçado, Aaah era sim!

-Bem, quer ouvir a verdade? –Perguntou Damon.

-Claro que sim! –Respondi.

Notas finais
gostaram? :D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.