Heart Attack
12 You make me glow
Notas iniciais
Meu Deus que barulho infernal...
Me levantei rapidamente e desliguei o despertador, maldita a hora em que eu decidi comprar essa porcaria. Infelizmente eu não podia me livrar dele, já que essa é a única forma de me fazer acordar na hora certa.
Espreguiço-me calmamente e vou em direção ao banheiro, faço minha higiene matinal e vou me arrumar. Assim que termino desço as escadas rapidamente e vou tomar café da manhã com minha mãe, esse é um dos raros dias em que temos tempo pra fazer alguma refeição juntas.
Me aproximo dela e dou-lhe um suave beijo no rosto, em seguida me sento e pego um pote com salada de fruta e começo a comer calmamente.
—Então querida, se sente melhor? Tem certeza que está bem o suficiente pra ir pra escola hoje?
—É claro mãe, a febre passou e eu me sinto ótima, mas de qualquer jeito vou levar o remédio na mochila então pode ficar tranquila. –Ela apenas sorriu e assentiu.
Não fui à escola ontem, os acontecimentos com Dimitri na segunda refletiram em meu corpo e no dia seguinte eu acordei com febre e enjoo. Minha mãe ficou preocupada, mas eu logo tratei de acalma-la dizendo que deveria ser algo que eu havia comido embora eu soubesse que tudo isso era emocional, mesmo estando mais calma o meu corpo havia passado por um stress muito grande e eu sabia que ele iria reagir de alguma forma. Lissa passou a tarde aqui e eu tive que me controlar quando ela disse que Dimitri parecia abatido, eu não queria que ele ficasse triste por minha causa e precisava urgentemente resolver as coisas com ele embora eu não fizesse a mínima ideia de como fazer isso.
—Rose, querida acorda. Rose? –Me assustei com o leve toque da minha mãe, sacudi a cabeça e espantei qualquer pensamento relacionado ao russo. –Desculpe mãe, estava pensando longe, o que você estava dizendo? –Janine se limitou a sorrir pra mim. –Que você vai se atrasar pra escola se não sair de casa nesse exato minuto mocinha.
Eu olhei pro relógio que ficava na parede da nossa cozinha e vi que ela tinha razão, me levantei rapidamente e apenas lhe desejei bom dia, corri pra sala e peguei minha mochila, logo estava no carro a caminho do colégio.
Dei graças a Deus quando estacionei e percebi que o sinal ainda não havia tocado, minha primeira aula era geografia e eu precisava entregar um trabalho valendo 30% da minha nota bimestral. Caminhei rapidamente pelos corredores do colégio de cabeça baixa, queria evitar encontrar o olhar do russo agora pra poupar o meu coração de solavancos inesperados. Eu me perguntava como era possível se tornar dependente de uma pessoa em tão pouco tempo, eu o havia visto e discutido com ele há apenas dois dias, mas eu sentia uma saudade tão grande que chegava a me doer fisicamente e o que eu mais queria era encontra-lo e me jogar nos braços dele embora eu soubesse que isso não resolveria coisa alguma. Eu sabia que ainda não era hora.
Foi com esse pensamento que eu consegui chegar a minha sala sem cometer nenhum deslize, o professor já estava sentado em sua mesa então apenas tirei o trabalho da mochila e o entreguei, por um tempo ficamos apenas nós dois no recinto até que o sinal tocou e os outros alunos começaram a chegar, confesso que tive que fazer um esforço sobre-humano pra prestar atenção na matéria, apesar de tudo eu tinha uma vida e me recusava a ser como aquelas garotas que brigavam com os namorados e passavam o dia todo olhando pra janela e suspirando. Não, eu não seria assim.
Triste ou não eu sabia que tinha que viver porque o mundo não ia parar pra que eu pudesse me recuperar.
As aulas seguintes foram da mesma maneira, eu me esforcei ao máximo e posso dizer que consegui não perder o foco. O sinal tocou e eu caminhei pra minha penúltima aula que era filosofia, eu tentava a todo custo não pensar que daqui a pouco eu teria aula de química.
—Acorda mulheeeeeeeeeeeeeeeer. –Pulei pra longe da voz por puro reflexo e quando me virei dei de cara com Mia. –Tá maluca? Quase me matou. –Eu ainda respirava pesadamente e meu coração estava acelerado devido ao susto, a loira apenas ria e me puxava pelo braço. –Eu tô te chamando há um século Hathaway e você não olha pra mim, as pessoas já estavam começando a pensar que você estava me ignorando. –Percebi que ela me olhava pelo canto do olho e sorria divertida. –Mas eu vou te dar um desconto porque sei muito bem onde a sua cabeça estava mocinha, se te conforta certo russo não parava de olhar pra entrada do pátio na hora do intervalo esperando que você magicamente aparecesse. –Eu me limitei a suspirar e acenar, não queria falar sobre isso agora. –Olha, eu sei que sua última aula é de química, mas por hora vamos esquecer isso sim? Vamos pra aula de filosofia ver o maluco do professor falando de Platão como se eles fossem amigos íntimos, se bem que com a idade dele eu não duvido que ele realmente tenha conhecido o cara.
Mia tinha esse poder de me fazer rir quando eu menos esperava, quando chegamos à porta da sala eu ainda estava gargalhando, mas logo me recompus e entramos calmamente. Eu dava graças a Deus por ter essa aula com ela porque só assim pra aguentar, o nosso professor era realmente maluco e não falava coisa com coisa.
Depois de algum tempo daquela bizarrice eu decidi conversar um pouco com Mia pra me distrair.
—Então, você e o Eddie em? Já se resolveram? –Eu sussurrava o mais baixo possível, pois o senhor Stácio mesmo com 71 anos possuía uma audição incrível.
—Ainda não, é complicado e sei que você sabe como é, sinto que ainda não é o momento de conversar com ele, acho que quando for pra ser vai surgir uma oportunidade e as coisas vão se resolver. –Eu apenas assenti e peguei em sua mão, ela retribuiu o aperto e sorrimos uma pra outra, aquele gesto era claro e dizia que entendíamos a situação que ambas passavam e que iriamos nos ajudar sempre que fosse necessário.
O resto da aula foi até tranquilo, o velhinho maluco apenas pediu um resumo do capitulo 6 e se sentou em sua cadeira, ele estava de olhos fechados e parecia dormir, mas por experiência própria sabíamos que ele estava bem acordado, apenas esperando algum sinal de bagunça pra começar um sermão de meia hora sobre como os adolescentes de hoje são mal educados.
Quando o sinal tocou eu posso dizer que meus ossos pareciam ter virado gelatina e se Mia não estivesse me segurando eu provavelmente já teria caído, caminhamos lentamente em direção à aula de química enquanto eu respirava fundo e contava mentalmente até 10. Tasha sabia que estávamos brigados e provavelmente já estava tentando se aproveitar disso, eu sabia que vê-los de risinhos me incomodaria, mas eu estava disposta a não deixar isso me afetar aos extremos.
—Eu queria muito poder entrar com você e te ajudar, mas nós duas sabemos que não dá. Apenas ignore a Vacasha e caso as coisas fiquem muito difíceis peça pra ir ao banheiro, jogue uma água no rosto e respire fundo, agora se nada der certo a gente espera a aula acabar, pega ela na saída e mata ela, eu assisto The Vampire Diaries então eu sei como esconder um corpo! –Eu já disse que Mia me fazia rir quando eu menos esperava certo? –Tá bom senhorita assassina, qualquer coisa a gente faz isso.
Dei um beijo no rosto dela, entrei na sala e dei graças a Deus quando reparei que o casal sensação(ok, o sarcasmo está nas veias) ainda não havia chegado. Me acomodei ao lado da Bianca e começamos a conversar animadamente, alguns minutos haviam se passado quando eu senti aquele cheiro de pós-barba e olhei pra cima, por alguns segundos os nossos olhos ficaram presos um no outro, castanho com chocolate, mas isso passou rápido já que em seguida os outros alunos começaram a chegar e Dimitri e Tasha tiveram que se dirigir ao lugar deles. Eu apenas respirei fundo e dei de ombros, eu era mais forte que isso, não era nenhuma garotinha fraca.
Logo o professor entrou na sala com um sorriso no rosto, Stan até que era um professor bem legal, ele tinha os seus dias de TPM, mas na maior parte do tempo podia-se dizer que a aula dele era agradável.
—Pessoal, hoje vamos fazer algo diferente. Aqui na sacola existem papeis com vários números de experimentos. Vocês vão tirar um papelzinho e vão entrar na pagina da escola e ver o vídeo do experimento que tiraram, no vídeo não consta nada além dos materiais usados, vocês vão ter que analisar e relatar pra mim quais as reações esperadas de cada experimento e o que elas implicam no ambiente em que vivemos, além de é claro falar se o experimento foi bem sucedido ou não. –Nesse momento já se ouviam alguns murmúrios na sala. –Ei calma gente é muito fácil, eu não coloquei nada sobrenatural pra vocês, é só prestarem atenção que tirarão de letra ok? Agora eu quero que venham aqui tirar os papeis os alunos que se sentam sozinhos, em seguida um representante de cada dupla vem retirar um papel também.
Calmamente os alunos foram pegando seus papeis, eu pedi pra que Bianca fosse tirar o nosso e quando ela voltou decidimos ver pelo celular dela, compartilhamos o fone de ouvido e entramos na página da escola, tínhamos tirado o experimento numero 9. Sorri ao ver do que o vídeo se tratava, eu já tinha visto algo muito parecido na TV e quase me matado quando tentei repetir em casa, se tratava de uma lâmpada química que funcionava sem eletricidade. Peguei os dados muito rápido e as poucas coisas que não consegui entender Bianca me explicava, ela realmente estava pegando o jeito pra química. Quando terminamos de ver o vídeo começamos a fazer anotações e assim que acabamos sorrimos pra nossa obra de arte, realmente o relatório estava muito bem feito.
Me levantei pra entregar o relatório ao professor Stan e não consegui impedir os meus olhos de vagarem até a mesa dele, Dimitri e Tasha estavam quase colados um no outro vendo o vídeo que deveria ser engraçado já que os dois não paravam de rir. Meu coração doeu vendo aquilo e antes de conseguir desviar o olhar, meus olhos se encontraram com os dele novamente, eu apenas abaixei a cabeça e entreguei o relatório ao professor.
—Professor, já que terminamos o relatório eu posso ir ao banheiro?
—É claro Rose.
Eu apenas agradeci com a cabeça e saí da sala, assim que cheguei ao banheiro decidi seguir o conselho de Mia e jogar água no rosto enquanto respirava fundo e contava até 10 novamente. Aquilo não era nada demais, eles estavam apenas rindo, mas eu não conseguia evitar que meu coração patético doesse ao ver aquilo. Eu era uma maldita idiota apaixonada por Dimitri Belikov.
Quando achei que estava mais calma sequei o rosto com algumas toalhas de papel e saí do banheiro a passos lentos, nem preciso dizer qual não foi minha surpresa ao bater no corpo do russo. Como eu sabia que era ele? O cheiro de pós-barba do Dimitri era inconfundível.
Ele parecia envergonhado e Lissa estava certa, ele estava abatido e seus olhos estavam muito tristes.
—Rose, sobre a Tasha, nós apenas estávamos rindo porque a experiência era divertida e...-Cortei-o imediatamente. –Você não me deve satisfações de nada Dimitri, não precisa se explicar. –Eu não fui grossa, mas usei um tom um pouco mais duro, eu sabia que aquilo não era nada demais, mas isso ainda não impedia de querer chamar a Mia pra poder matar aquela vaca. Dimitri respirou fundo e olhou nos meus olhos. –Rose, por favor vamos conversar? –Agora foi a minha vez de respirar fundo e olhar nos olhos dele, minhas mãos formigavam pra toca-lo, agora que estávamos tão perto a saudade parecia ter se intensificado. –Não aqui e definitivamente não agora. Saberemos quando for o momento certo porque eu tenho quase certeza que você tanto quanto eu, sabe que agora não é a hora.
Ele apenas assentiu com a cabeça e vi em seus olhos que ele concordava. A saudade que sentíamos um do outro era imensa, mas sabíamos que nada de bom aconteceria se conversássemos agora, pois ainda precisávamos refletir sobre tudo pra evitar que mais palavras ácidas fossem jogadas contra o outro. Dei um pequeno sorriso pra ele e comecei a caminhar em direção a sala, estava chegando ao final do corredor quando ouvi sua voz.
—Rose? –Eu me virei pra ele e vi que Dimitri parecia mais acanhando ainda. –Eu sei que temos que conversar depois, mas será que você podia me dar um abraço? É que eu...eu...sabe. –Não deixei que ele terminasse, apenas corri de encontro a ele e pulei em seu colo, Dimitri me segurou firme e me colocou contra a parede enquanto eu apenas me ajeitava melhor com a cabeça em seu peito e sentia o russo colocando o rosto na curva do meu pescoço. Eu entendia o que ele falava, precisávamos conversar e esclarecer muitas coisas, mas aquele abraço servia pra abrandar a saudade que estávamos sentindo um do outro. Ficamos assim por alguns poucos minutos até que eu me soltei calmamente dele e fiz o caminho até a sala de aula sem olhar pra trás.
Entrei na sala calmamente e me sentei em meu lugar logo em seguida o percebi entrando, mas não nos olhamos. Apesar disso eu sentia o clima um pouco mais leve, como se aquele abraço tivesse ajudado a apaziguar os nossos corações.
Eu passei os minutos finais da aula conversando assuntos triviais com Bianca, eu realmente estava aprendendo a gostar muito dela, ela era divertida e tinha um coração gigantesco. Quando o sinal tocou nos despedimos com um abraço e eu segui pra fora da sala, quando cheguei ao estacionamento fui em direção ao meu carro, mas parei quando ouvi o meu nome.
—Rose, aqui!- Me virei pra trás e vi o pessoal perto do carro de Lissa, eu realmente não estava animada pra ficar em uma rodinha com a Vacacha, mas não queria que pensassem que eu estava me isolando de novo então decidi ficar ali apenas por alguns momentos e ir embora logo em seguida. Caminhei calmamente até lá e quando cheguei Lissa me abraçou de lado.
Rapidamente Mia se colocou ao meu lado também.
—Rose, estamos pensando em ir almoçar no Takito´s de novo e passar à tarde no cinema. O que acha?
—Poxa gente foi mal, mas dessa vez não vai dar mesmo. Minha mãe mal me deixou vir pra escola devido ao meu mal estar de ontem e ela não vai ficar confortável comigo comendo fora de casa e pegando ar condicionado do cinema. Pra vocês terem uma ideia, ela ontem a noite preparou um prato com frango grelhado e salada com pouquíssimo tempero e colocou na geladeira pra que eu almoçasse hoje. –Todos riram, fazer o que? Minha mãe é medica e por isso tende ao exagero quando fico doente. –Mas você está bem agora né? Ou você ainda está sentindo algo? –Lissa sempre tão preocupada.
—Sim Lissa estou bem agora, é só preocupação da dona Janine mesmo, você sabe como ela é.
—É uma pena Rose, mas na próxima você não escapa da gente em! –Eddie sorria pra mim, ele era como um irmão mais velho.
—Pode deixar gato.
Todos deram risada e eu estava prestes a ir embora quando escutei a voz enjoativa da Vacasha.
—Dimitri, fala alguma coisa em russo pra gente, achei tão legal escutar você falando hoje mais cedo na biblioteca. –Ok, ela quer jogar pesado? Tá legal. Quer dizer que ele fica falando coisas em russo pra ela? Espero que essas coisas não sejam sussurradas ao pé do ouvido. –É Dimitri, fala alguma coisa. Estamos com medo de você perder o jeito com sua língua materna andando tanto assim com os americanos. –Christian é um bobo da corte, mas eu gosto dele mesmo que eu negue isso em voz alta até a morte.
O russo parecia envergonhado agora que todos olhavam pra ele.
—Tá bom. –Ele coçou a cabeça e respirou fundo. — Я люблю тебя больше, чем я могу понять.
A língua dele nos era totalmente estranha, mas ainda sim era gostosa de ouvir.
—O que significa Dimka? –Ai meu Deus, era Dimka pra lá, Dimka pra cá. Garota insuportável. Dimitri olhou pros próprios pés e falou em uma voz suave. –Eu te amo mais do que eu posso entender.
Todos soltaram um sonoro “Owwwwwwwwwwwwwwwwwn” e eu apenas olhei pros lados, aquelas palavras mexeram comigo, queria que tivessem sido ditas pra mim.
—Bom gente, eu já vou indo!
—Tchau Rose. –Ok, esse povo tinha que parar de falar em coro porque era muito estranho, me limitei a rir e balançar a cabeça em sinal de descrença enquanto ia em direção ao meu lindo carrinho.
Quando cheguei em casa, coloquei a comida no micro-ondas e comi vorazmente, nem havia percebido que estava com tanta fome. Após deixar a cozinha arrumada, decidi dar um jeito no meu guarda-roupa que estava uma bagunça e horas mais tarde com ele totalmente arrumado fui tomar um banho pra me refrescar.
De banho tomado e sem nada pra fazer, acabei optando por ver algum filme e desci preguiçosamente as escadas, fiz um rápido desvio até a cozinha pra tomar um remédio pra dor de cabeça e então segui pra sala e me esparramei no sofá. Devo ter pegado no sono enquanto assistia ao filme e pela primeira vez em muito tempo, eu sonhei.
Sorri divertida pra Dimitri e me lembrei que nunca havia o escutado falar nada em russo. –Sabe o que eu estava pensando ontem, você é da Rússia e nós já nos conhecemos há algum tempo, mas nunca vi você falando russo.
—Provavelmente é porque ninguém vai entender, acho que vocês americanos achariam a nossa língua bem estranha. –Eu apenas revirei os olhos –Que nada, eu adoraria ouvir mesmo não entendendo, fala alguma coisa em russo pra mim? –Eu estava realmente interessada e vi Dimitri respirar fundo e olhar nos meus olhos – Я люблю тебя больше, чем я могу понять.
Eu estava encantada, mesmo não entendendo o que o russo havia falado, achei lindo de ouvir. –O que isso significa? –Antes que Dimitri pudesse responder, escutei uma voz atrás dele e levantei os olhos me deparando com Adrian. –Pequena Rose!
Acordei assustada com o barulho da TV, eu acho que sou a única pessoa que consegue dormir vendo um filme de terror. Me sentei no sofá e fiquei encarando o nada enquanto me lembrava do sonho, aos poucos fui percebendo que não era um sonho e sim uma lembrança do dia que nós fomos naquela sorveteria.
Meu coração parou quando percebi que a frase que ele disse na sorveteria era a mesma de hoje, o que ele disse que significava? Eu te amo mais do consigo entender.
AI MEU DEUS...
Ele tinha dito que me amava aquele dia e eu não sabia, por isso ele não olhou pra mim hoje enquanto repetia a frase, porque mesmo estremecidos aquela frase continuava sendo pra mim.
Senti lágrimas escorrendo pelos meus olhos e sorri.
Comecei a procurar o meu celular como uma louca e quando o encontrei comecei a digitar com as mãos tremendo, talvez fosse uma loucura gigantesca afinal eu não havia me esquecido de que precisámos conversar e esclarecer muitas coisas, mas o meu coração batia tão rápido que a única coisa em que eu me concentrava era na imagem dele me falando aquilo na sorveteria e em quanto eu precisava dizer de volta. Quando terminei de digitar o que meu coração gritava há tanto tempo, olhei pra mensagem e cliquei em enviar!
“Eu também te amo mais do que posso entender camarada”
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