Heart Attack

2 Make me so nervous


Notas iniciais
Olha eu aqui de novo gente com mais um capitulo...Prontos pra conhecer um pouco mais o nosso russo maravilhoso??

Custei a terminar o trabalho, mas finalmente consegui. Agora estou aqui sentada olhando pro teto da biblioteca, esse trabalho me cansou tanto mentalmente que por mim poderia ficar aqui sem fazer nada pelo resto do dia, mas quando olho pro relógio na parede vejo que são 16:40, daqui a pouco a escola vai fechar.

Enquanto arrumo meus materiais sinto minha mente viajar de novo de encontro ao garoto do corredor, definitivamente eu não sei o que está acontecendo comigo, nunca fui assim, mas eu simplesmente não consigo evitar me lembrar do quanto os olhos chocolate dele são bonitos, do quanto o cabelo dele parece ser macio e o sotaque, ele com certeza não era americano, tinha um sotaque carregado, algo que me lembrava russo ou alemão.

Sou tirada dos meus devaneios quando sinto um cheiro forte e delicioso de pós-barba e sinto uma mão em meu ombro. Viro-me e dou de cara com ele:

—Com licença, você esqueceu isso. –Dizendo isso ele me estende o meu celular. Droga, como eu pude ser tão desastrada? Olhei pra ele e me segurei pra não me perder naqueles olhos. –Éééééer, obrigada. –Ele sorriu pra mim e levantou as sobrancelhas.

—De nada? –Percebi que ele queria saber o meu nome. –Rosemarie Hathaway, mas pode me chamar de Rose.

—Ok Rose, eu sou Dimitri, Dimitri Belikov, é um prazer conhece-la. –Ele beijou a minha mão como os caras faziam naqueles filmes antigos e juro que nessa hora senti uma eletricidade passar pelo meu corpo, acho que ele também sentiu já que se afastou rapidamente e deu um sorriso de canto.

—O prazer é meu Dimitri, mas então você não estuda aqui ne? –Eu estudei nessa escola durante a minha vida inteira, se ele estudasse aqui eu o conheceria. –Não, eu morava na Rússia com a minha família, mas nos mudamos pra cá recentemente e então me matriculei aqui, estava resolvendo as ultimas pendencias da transferência.

—Ah sim, é claro. Bom, eu tenho que ir Dimitri, a escola já vai fechar daqui a pouco, a gente se vê por ai. –Sorri pra ele e me virei, logo senti ele segurando o meu braço gentilmente. –Eu também já vou indo, podemos ir juntos até a saída, minha mãe provavelmente deve estar me esperando.

Olhei pra ele e assenti, nunca me senti tão nervosa na vida. Nós caminhamos em um silencio confortável até a saída da escola e quando chegamos lá vi que ele franziu o cenho, afinal só o meu carro estava no estacionamento.

—Que estranho, minha mãe já deveria estar aqui, com licença. –Ele se afastou um pouco, provavelmente pra ligar pra mãe. Esse era o momento em que eu iria embora, mas eu simplesmente não conseguia me mover, então fiquei esperando ele retornar. –Ela disse que está atrasada com umas coisas no banco, então provavelmente vai demorar uns 30 minutos pra vir me buscar. –Ele sorriu e suspirou fundo, se sentando em uma mureta, pronto pra esperar.

Acenei com a cabeça e me virei pra ir embora, no meio do caminho tive uma ideia doida e dei meia volta.

—Sabe Dimitri, se você quiser eu posso te dar uma carona pra casa. Não é legal ficar tanto tempo sozinho aqui fora esperando. –Seu rosto pareceu se iluminar, tenho certeza que o meu também. Ele concordou com a cabeça e se levantou e juntos caminhamos em direção ao carro, vi que ele mandava uma mensagem no celular, provavelmente estava avisando a mãe de que não precisaria ir busca-lo. Assim que entramos no carro ele me disse o seu endereço e não pude evitar sorrir, era perto da minha casa, umas seis quadras de distancia. Ele percebeu.

—O que foi?

—Nada, é só que, a sua casa fica perto da minha, acho que umas seis quadras de distancia.

O sorriso que apareceu em seu rosto podia iluminar o mundo, ele pareceu nitidamente feliz com aquela noticia. Mordi a bochecha pra não sorrir de volta, eu já estava parecendo uma idiota sorrindo tanto, então decidi puxar assunto.

—Então você é da Rússia. O que te traz aos Estados Unidos?

—Minha mãe trabalhava como secretaria de finanças de um banco na Rússia, mas recebeu uma proposta pra trabalhar como gerente de um banco aqui, achou a oportunidade maravilhosa e nos mudamos. –Achei que isso ia me satisfazer, mas ao contrario do que eu pensava, só atiçou mais a minha curiosidade. –Correndo o risco de parecer intrometida, são só você e ela? –Ele sorriu pra mim e inclinou a cabeça. –Não, nós viemos com a minha irmã Victória, minha outra irmã Sonya, ficou na Rússia com o marido e o filho. Mas agora, e você senhorita Hathaway, o que me diz de você?

—Ah, a minha vida nem é tão interessante, eu moro com a minha mãe, ela é medica. Nasci e cresci aqui, estudei na mesma escola a minha vida inteira. O diferencial é que todo final de ano durante as férias dela, nós viajamos pra um lugar diferente ao redor do mundo. –Ele pareceu se interessar por isso e riu. –E depois você diz que sua vida não é interessante? Quais lugares você já visitou?

—Ahn, Brasil, Canadá, Japão, México e Paris. –Amei todas essas viagens, era o momento em que eu podia passar mais tempo com a minha mãe, sempre compartilhamos esse mesmo amor por culturas diferentes das nossas. Meus pensamentos foram interrompidos por Dimitri. –Olha ali a minha casa.

Era uma linda casa, diga-se de passagem, possuía dois andares, era toda em um tom pastel, tinha um jardim na frente simplesmente magnifico e muito bem cuidado.

—Bom, é isso, a gente se vê na escola então Dimitri.

—A gente se vê Rose. –Ele abriu a porta do carro e se preparou pra sair, mas de repente se virou pra mim e me deu um leve beijo no rosto. –Obrigada pela carona.

Ele saiu rapidamente do carro, um tanto quanto vermelho, eu então, acho que estava da cor de um pimentão, nem sei como consegui engatar o carro. No caminho pra casa a única coisa em que eu pensava era que eu tinha adquirido sérios problemas mentais, isso não existe cara, como assim eu estou tremendo porque um garoto que eu mal conheço me deu um simples beijo no rosto? Nossa, isso é tão clichê, e eu odeio clichês, eles são ridículos.

Mas então por que eu não conseguia desacelerar os meus batimentos? Assim que estacionei na garagem da minha casa deitei a cabeça em cima do volante e suspirei:

—Droga, esse garoto vai ser problema.

Notas finais
Huuuum Rose, será que o Dimitri vai ser o problema ou a solução?? Me digam oq acharam gente... Bjjjjjjjjjjjjs