Notas iniciais
Oi oi gente, me perdoem pela demora, mas o meu note quebrou e eu machuquei o pulso. Demorei dias pra escrever esse capitulo, porque meu pulso doía demais quando eu digitava, mas eu finalmente consegui e aqui está!

—Querida, é um prazer conhecê-la finalmente.

—Digo o mesmo senhora Belikov. –Eu carregava um sorriso tímido nos lábios, a mulher parada à minha frente me transmitia algo bom e eu me sentia confortável, mas não deixava de estar nervosa afinal sabia que precisava causar uma boa impressão pra mãe do meu namorado.

—Não precisa dessa formalidade toda, me chame de Olena. –A mãe de Dimitri voltou a me abraçar e eu respirei aliviada. –Vem, vamos comer antes que o jantar esfrie. Espero que aprove minha comida Rose.

—Tenho certeza de que vou adorar senh...Olena! –Vi pelo canto do olho Dimitri guardando o celular com uma expressão confusa, mas logo que viu a interação da mãe dele comigo, pareceu se esquecer de qualquer outra coisa que estava passando pela sua mente e sorriu.

Meu russo se aproximou e pegou minha mão, Vikka segurou a outra e fomos pra sala de jantar da casa dos Belikov.

O jantar foi divino, a comida estava deliciosa e eu realmente precisava pegar a receita do purê de batatas da Olena, nós não havíamos conversado muito, acho que ela quis deixar as perguntas pra hora da sobremesa. Vikka e Dimitri foram pra cozinha buscar o sorvete e logo quando voltaram, meu namorado me serviu uma taça generosa e olhei pra ele agradecida.

—Então Rose, Vikka comentou comigo que a sua mãe é medica. –Parei de comer o meu sorvete e engoli tudo o que estava na minha boca o mais disfarçadamente possível. –Sim, ela é cardiologista e trabalha no Hampton Medical Center. –Olena pareceu surpresa e depois sorriu. –Espera , sua mãe é a Janine, Janine Hathaway? –Ok, agora era a minha vez de estar surpresa. –Sim, vocês se conhecem? –Olena pareceu ficar mais relaxada ainda e vi que os Belikov mais novos estavam tão surpresos quanto eu.

—Sim, eu a conheço. Quando nos mudamos pra cá o banco exigiu que todos os funcionários novos passassem por um check-up completo sabe e eu fiz os meus exames no hospital onde sua mãe trabalha, ela foi muito solícita comigo e ainda me ajudou quando eu fiquei completamente perdida naquele hospital, eram tantos corredores que comecei a ficar tonta. –Quais eram as chances da mãe do meu namorado conhecer a minha mãe? Eu achava que eram completamente inexistentes, mas parece que não. –Isso com certeza é uma coincidência e tanto, mas não é ótimo mama? Agora fica tudo em família. –Vikka estava completamente agitada e eu não estava muito diferente dela, mas estava me controlando melhor. Olena já conhecia minha mãe e gostava dela, ponto pra mim.

—Mas e você Rose, quer seguir a área da medicina também?

—Não, eu vou fazer direito, quero ser advogada. –Todos sorriram pra mim e Olena pareceu feliz com a minha escolha. –É uma ótima área Rose, meus parabéns. –Sorri pra Olena e senti Dimitri passando um dos braços pelos meus ombros. –Rose vai ser a melhor advogada que esse país já viu mama. –Revirei os olhos pro elogio exagerado do meu namorado e dei um leve selinho nele. Quando virei o rosto vi Olena e Vikka nos encarando com os olhos brilhando. –Oooooooooooooooooown, eles são tão fofos não é mama? –A mãe de Dimitri revirou os olhos pra mais nova. –Sim querida, eles ficam lindos juntos. Agora pare de querer constranger o seu irmão mocinha. –Vikka sorriu arteira enquanto Dimitri bufava no meu ouvido. –Eu já expliquei pra vocês que essa é a minha função como irmã mais nova.

Todos deram risada e continuamos a comer o nosso sorvete. Assim que acabamos Olena se levantou.

—Vikka me ajude a tirar a mesa e lavar as louças e Dimka vá mostrar a casa pra Rose, seja um bom anfitrião querido. –Vikka se levantou rapidamente e começou a seguir para a cozinha atrás da mãe, ela estava quase completamente fora do nosso campo de visão quando se virou e sussurrou. –Mostre pra ela o seu quarto Dimka, nós vamos demorar aqui. –Depois disso ela piscou e se retirou de vez, eu não pude evitar a gargalhada, Viktória sempre conseguia deixar o meu russo vermelho de vergonha, como era o caso agora.

—Ei camarada, você está parecendo um pimentão.

—Há-há-há muito engraçado Rosemarie. Vem, vou te mostrar tudo. –Ele me mostrou a área de serviço, a área dos fundos, o quarto do hospedes, os quartos da mãe e da irmã dele e me mostrou até os banheiros, acho que ele estava nervoso.

—Bom e por último aqui é meu quarto. –Dimitri suava frio, acho que ele ainda estava se lembrando da brincadeira que Viktoria fez com ele.

—Muito organizado o seu quarto, imaginei que fosse ser assim mesmo. Bem diferente do meu. –Nada estava fora do lugar, será que o meu russo tinha TOC? Caminhei calmamente e me sentei em sua cama, ele veio logo atrás respirando fundo e se sentou ao meu lado.

—Fazia tempo que eu não as via tão felizes, muito obrigada por ter aparecido na minha vida Roza. –Senti minha voz embargando, eu realmente amava esse garoto. –Eu que agradeço, antes de você eu fugia do amor. E a proposito a sua mãe é incrível. –Dimitri abriu um sorriso enorme, o meu sorriso e então aproximou o seu rosto do meu. –Eu te amo Roza! –Sorri pra ele e encurtei ainda mais a distancia entre nós. –Eu também te amo.

Dimitri segurou o meu rosto e aproximou os seus lábios dos meus, demos um longo selinho, mas ele se afastou abruptamente antes de podermos aprofundar o beijo.

—Você está testando o meu autocontrole Roza!

Me levantei calmamente e sentei em seu colo, eu sei que a família dele estava lá embaixo, mas o que eu posso fazer? Sou uma adolescente cheia de hormônios que nesse momento estão gritando pelo namorado.

—Calma camarada, eu não mordo. –Dimitri pareceu se divertir com a minha afirmação. –A menos que eu peça? –Me aproximei dele e o vi engolir seco, rocei meus lábios nos seus e sua respiração ficou acelerada. –Não camarada, a menos que você implore.

E esse foi o fim do controle de Dimitri, ele grudou sua boca na minha de forma faminta e logo sua língua estava conhecendo cada canto da minha boca, eu me controlava pra não gemer diante daquilo e senti o russo me deitando no colchão. Dimitri subiu em cima de mim e começou a desabotoar minha blusa de renda, ele abriu os três primeiros botões, deixando o meu sutiã totalmente a mostra e vi quando os seus olhos adquiriram aquele brilho feroz momentos antes dele abaixar o rosto e começar a morder e chupar o meu colo.

Eu mordia os lábios na tentativa de conter todos os gemidos enquanto o russo fazia um verdadeiro estrago em mim, ele depositava incontáveis beijos no vale entre os meus seios. Eu não tinha paciência pra abrir todos os botões daquela camisa, então apenas a puxei pra cima e infiltrei minhas mãos por dentro dela, eu arranhava Dimitri com toda a força que tinha e o sentia gemendo contra minha pele.

—Você é tão linda Roza!

Dimitri voltou a grudar a sua boca na minha com volúpia e o senti pegando em minhas coxas, ele abriu minhas pernas pra que pudesse se instalar melhor e eu logo as cruzei atrás da sua cintura, isso fez com que nossas intimidades se tocassem e eu mordi o seu lábio com força pra não soltar um gemido alto, eu me sentia molhada e louca pra me livrar de todas aquelas roupas.

Deus, eu estava quase transando com o meu namorado sendo que a família se encontrava no andar de baixo. Malditos hormônios e maldito russo gostoso.

Eu arranhava seu abdômen agora enquanto nossas intimidades continuavam se tocando, Dimitri voltou a percorrer meu colo e quando suas mãos se aproximaram da taça do meu sutiã pra poder afasta-lo e liberar os meus seios, escutamos um pigarreio e nos afastamos. Dimitri deu um pulo tão grande que acabou caindo no chão.

—Eu sabia que vocês iam aceitar a minha ideia, só não precisava se empolgar tanto né maninho. –Viktoria se divertia com as nossas caras de desespero, eu fechava minha blusa rapidamente e tentava arrumar os cabelos. –Rose, você esqueceu o seu celular lá em baixo e sua mão ligou, ela disse que já está na hora de você voltar pra casa, pois amanha vocês dois tem aula. Se recomponham e desçam, embora eu ache difícil esconder isso ai Dimitri. –A irmã de Dimitri olhava diretamente pra calça dele e o russo rapidamente se virou de costas. –Tudo bem Vikka, agora saia daqui.

—Cuidado irmãozinho, se a mamãe te pega nesse amasso. –Vikka saiu rindo do quarto enquanto eu respirava tentando controlar as batidas do meu coração.

Vi uma porta no quarto do russo e cogitei que fosse o banheiro, me levantei e andei até lá. Tentava me recompor enquanto me arrumava frente ao espelho, coloquei a blusa no lugar certo e passei os dedos pelo cabelo para poder arruma-lo, meu pescoço e colo estavam vermelhos, mas nada que meu cabelo não cobrisse. Eu estava praticamente perfeita, só espero que a mãe de Dimitri não seja tão perceptiva quanto a minha.

Demorei uns 10 minutos no banheiro e quando saí de lá dei de cara com um Dimitri já arrumado e controlado (lá em baixo, se e que você me entende), sorrimos um pro outro e ele segurou minha mão, descemos as escadas calmamente e vimos Olena e Viktória sentadas no sofá. Vikka mexia no celular e vi pelo canto do olho Dimitri respirar aliviado pelo fato de a irmã não ter comentado nada com a mãe dele, mas acho que ela não faria isso.

—Olena o jantar estava maravilhoso, a noite foi incrível, mas agora eu preciso ir afinal temos aula amanha e já está tarde. –Olena se levantou e veio em minha direção. –Eu entendo querida e nós vamos ter outras oportunidades pra conversar mais, estou muito feliz que meu Dimka tenha encontrado uma garota como você. –Sorri emocionada pra ela e senti um peso sumindo do meu coração, eu queria muito a aprovação da mãe de Dimitri e parece que eu a tinha conseguido. –Obrigada, fiquei muito feliz de te conhecer e acho que só posso agradecer por ter decidido se mudar pros Estados Unidos. –Todos demos risada e Olena me abraçou, logo Vikka se levantou e me deu um abraço apertado também.

Eu me despedi das duas com a promessa de que mandaria lembranças de Olena pra minha mãe e Dimitri foi comigo até o meu carro.

—Tchau Roza, até amanha!

—Tchau meu amor. –Dimitri sorriu e me abraçou. –Amor é? –Sorri pra ele e fiquei na ponta dos pés. –Bom se eu sou a sua Roza, você é meu amor! –Dimitri me ergueu alguns centímetros do chão. –Eu posso me acostumar com isso. –Sorrimos um para o outro e ele me deu incontáveis selinhos.

Assim que nos separamos, minha atenção foi puxada pra casa que ficava em frente à de Dimitri, eu estaquei atônita, mas assim que pisquei e olhei novamente, tinha sumido.

—Rose, o que foi? –Dimitri parecia preocupado.

—Nada, eu achei ter visto algo, mas é coisa da minha cabeça. –Dimitri sorriu aliviado e eu sorri de volta. Nos beijamos mais uma vez e eu entrei no carro.

Dirigi pela rua dele olhando pra trás o tempo todo e só comecei a me concentrar na direção quando virei à esquina. Eu acho que o sono já estava me dominando, ou a minha paranoia com ela estava me deixando louca porque o que eu vi do outro lado da rua e sumiu num piscar de olhos não tinha nexo.

Eu definitivamente precisava dormir porque quando eu olhei pra casa em frente a do meu namorado eu a vi.

Tasha

Olhando diretamente pra mim!

Notas finais
Que pegação foi essa em? As coisas estão esquentando entre os dois e esse vislumbre que a Rose teve no final? Será que ela imaginou ou realmente aconteceu? Comentem, favoritem e recomendem. Até o próximo meus amores!