Heart Attack

3 Capítulo 3 - Amigos e Inimigos


Notas iniciais
Pessoas lindas, as fanfics saíram finalmente do hiatus e eu estou finalmente de férias!
Olhem, eu sei que foi muito chato estar dois meses sem capítulos novos para ler, mas ainda bem, porque eu estudei tanto tanto tanto que não escrevi uma única palavra! Nesta última semana só tenho pegado nas fanfics e feito reviews de TVD, enquanto estava a estudar para os exames não tive tempo nenhum! Eu chegava a estudar oito horas História! Ainda bem que a High School já acabou para mim! hahaha
Bom capítulo!
Look da Jo: http://asminhasfanfics.blogspot.pt/2013/07/heart-attack-fanfic-look-jo-capitulo-3.html
PS - por favor, leiam as notas lá em baixo.

Capítulo 3 – Amigos e inimigos


–Jooooooo! – chamou a minha prima e eu sorri.

–Sim, Caroline?

–Leva estas caixas até às traseiras do Grill – apontou para as caixas de cartão que estavam aos seus pés e avisavam que o conteúdo era frágil.

–Entrego-as ao Matt?

–Sim – afirmou.

–Já vou a caminho – peguei em dois caixotes mas ela tirou-me um das mãos. – Car…

–És humana. Humanos não conseguem levar duas caixas de cartão, supostamente pesadas, ao mesmo tempo.

Anuí com a cabeça, obrigando-me a sorrir.

–Que seja uma só caixa, então.

Atravessei a praça que tinha crianças pequenas a correr de um lado para o outro, a levarem na cara com a neve falsa. Infelizmente, não me conseguia sentir livre como elas.

Desci as escadas que davam acesso para as traseiras do Grill e a porta abriu-se imediatamente.

–Ah, Caroline mandou-me uma mensagem – disse Matt, pegando na minha caixa. – Há mais alguma?

–Sim, mais uma – informei.

–Que está aqui – disse April, aparecendo a sorrir, com a sua tiara e faixa de Miss Mystic Falls. – Caroline pediu-me ajuda e eu não pude recusar.

–É, ninguém recusa os pedidos, que se tornam ordens, de Caroline – brincou Matt e April gargalhou. Havia ali algo entre os dois, uma espécie de flerte que era inofensivo. Conhecia April, era uma pessoa muito doce e fácil de lidar, assim como Matt. Mais tarde tinha que fofocar com Caroline sobre o assunto.

–Vou ver se é necessária a minha ajuda em mais algum lado – falei, subindo as escadas num passo rápido, deixando-os a sós.

Dei um meio sorriso, pensando em como estava feliz por April estar a recomeçar a sua vida, apesar da morte do seu pai. Bati em algo que parecia uma rocha e quase caí para trás, mas umas mãos largas e fortes agarraram-me.

–Oh, peço descul… — olhei para cima e encontrei os seus olhos lindos. – Elijah.

–Olá – ele sorriu e deu-me um beijo nos lábios. Afastou-se um pouco e pegou na minha mão, incitando-me a dar uma voltinha. Rodei com o seu braço por cima de mim e o meu sorriso alargou-se instantaneamente. – Estás linda.

O conjunto que Caroline me deu era o mais sofisticado que ela tinha arranjado para mim até à altura. Era um vestido tomara que caia branco em que a saia era azul escura. O casaco que só tinha mangas também era do mesmo tom de azul-escuro. Os sapatos de salto alto pretos eram a minha parte favorita do conjunto: uns Jimmy Choo pretos com flores. Caroline disse-me que os tinha conseguido comprar com 50% de desconto. Gostava de saber como é que uns Jimmy Choo entram em saldos, mas decidi não lhe perguntar. A minha bolsa branca era discreta e tinha apenas lá dentro algum dinheiro e o meu telemóvel. Tinha pintado as unhas de cor-de-rosa, que eram da mesma cor que o meu gloss. Um pouco de rímel só para realçar as pestanas e estava perfeita. Bem, perfeita para mim, porque Caroline quis acrescentar alguns acessórios: brincos de pérola, anel com uma figura de um gato e um colar com o símbolo do infinito. Escusado será dizer que eu amei o colar.

–Obrigada – corei um pouco e ele colocou um braço por cima dos ombros. Começámos a caminhar sem pressa nenhuma.

–O que queres fazer hoje? – perguntou.

–Não sei. Mas estou a sentir-me um pouco pressionada com as ordens da Caroline.

–Hum… — ele começou a pensar e fisgou Caroline com os braços no ar, a discutir com alguém da equipa do catering. – E que tal sairmos um pouco desta confusão?

–Parece-me excelente. Ashley anda por aí com os miúdos, pelo que seremos só nós os dois – sorri para ele, que retribuiu o sorriso.

–Só preciso de ir cumprimentar o meu irmão ao Grill – o meu sorriso desfez-se completamente.

–Porque é que queres falar com ele? Ele matou-me, Elijah!

–Fala mais baixo – o seu tom foi frio e olhou para os lados, certificando-se que ninguém nos tinha ouvido. – Estás no meio da cidade. Queres denunciar-nos a todos?

Afastei-me dele e cruzei os braços sobre o peito.

–Não vejo o motivo para ainda falares com ele.

Elijah suspirou e foi só então que notei que ele estava tão exausto com tudo como eu. Mas não me deixei abater, não me deixei levar pelas emoções de culpa que me assolavam. Tinha que desviar essa emoção para outra: a ira.

–É como o ditado diz: mantém os teus amigos próximos e os teus inimigos ainda mais.

–Ele matou-me – resmunguei, olhando para o chão e começando a bater o pé. Mordi a bochecha com tanta força para não começar a gritar ali mesmo, que começou a sangrar.

–Eu sei. Mas apesar de tudo, ele ainda é meu irmão – fuzilei-o com o meu olhar. – Tu não percebes, Jo. Imagina que Caroline me tinha atacado, pronta para me matar. O que farias?

Não respondi. Sabia o que faria. Jamais conseguiria ficar com ódio da Caroline.

–Ele não é a Caroline. Ele é um híbrido maldito que mata todos os que vê.

–E tu também não tiveste tento na língua para lhe dizer algumas verdades – deu um passo na minha direção, mas eu afastei-me. O seu olhar de desilusão fez-me lágrimas nos olhos. Não gostava de o magoar, mas eu estava demasiado irritada. Tinha que focar todas as outras emoções para a ira que tinha em relação a Klaus. Não ia ceder, não tão facilmente.

–Eu pensei que fôssemos uma dupla.

–E somos! – o seu tom mostrava desespero. – Céus, Jo, eu não posso simplesmente passar a ignorar o meu irmão! – não respondi, continuei com a mesma expressão. – Por favor, tenta entender.

–Eu não consigo! Ele matou-me, Elijah. Como esperas que eu vá perdoá-lo?

Ele baixou o olhar para o chão, visivelmente desiludido com a minha opinião e teimosia. Suspirou, derrotado.

–Muito bem. Vai para casa e eu encontro-me contigo mais tarde.

Arregalei os olhos.

–Tu vais-me deixar para trás para ires ter com o teu irmão? – resfoleguei e meti-me a caminho do Grill.

–O que estás a fazer?

–Bem, se não podes lutar, junta-te a eles, não é verdade? Então vamos lá ter com o teu querido irmãozinho e depois vamos embora – continuei a caminhar, sabendo que ele me conseguia ouvir na perfeição. No segundo seguinte já estava ao meu lado.

–Tu estás muito bipolar, Jo – comentou baixo.

–Da última vez que verifiquei, sou uma vampira. Bipolaridade faz parte de mim agora – respondi, mal-humorada.

Elijah abriu a porta do Grill para eu passar. Revirei os olhos, mas não consegui disfarçar o meu sorriso. Apesar de estarmos zangados, ele mantinha-se um gentleman.

A sua cabeleira loira era facilmente reconhecível. Estava de frente para uma pintura pós-modernista.

–Bonito floco de neve – comentei e ele virou-se para nós, sorrindo.

–Obrigado, Jo.

–Quem assassinaste para pintar um quadro tão belo?

Ele sorriu, fazendo covinhas no seu rosto. Elijah ficou tenso ao meu lado.

–Quer acredites, quer não, fui eu mesmo que pintei – aquele sorriso era terrivelmente irritante. Aproximou-se de nós e deu-me um beijo no rosto. – A teimosia imortal fica-te bem, Jo. Fazes beicinho quando estás zangada – ele pegou no meu queixo e percebi que estava a gozar comigo.

Revirei os olhos e afastei-lhe a mão, dando-lhe uma palmada.

–Tanto faz.

Ele abriu ainda mais o seu sorriso, o que me irritou mil vezes mais.

–Vocês fazem um casal bonito – comentou na brincadeira para o irmão mais velho e Elijah não expressou nenhuma emoção.

–A rapariga loba está por aqui – informou ele. – Assim como Tyler.

–Sim, eu sei – o sorriso de Klaus desapareceu. – Não gosto de os ver juntos. E Caroline já me tentou distrair. Não sei o que se passa, mas algo vai acontecer hoje.

Inclinei a cabeça para o lado.

–O mais comum em Mystic Falls é acontecerem assassinatos. Oh, espera, o causador deles és tu.

–Tu sabes alguma coisa? – o seu tom de voz assustou-me subitamente. Klaus semicerrou os olhos, aproximando o seu rosto do meu. Parecia um perfeito maníaco.

–Não, mas mesmo que soubesse, jamais te diria – rangi os dentes e ele apertou-me o braço com força. Era uma força descomunal, como uma barra de aço a apertar-se em volta do meu braço, prendendo-me a respiração. Engasguei-me com a respiração e os seus olhos azuis esverdeados era tudo o que via.

–Irmão – alertou Elijah. – Há pessoas a olhar.

Mas ambos não lhe ligámos.

–Cuidado, Jo. Não me queres como teu inimigo.

–Hum, acho que és tu que não me queres como inimiga – pronto, a ameaça estava feita, não havia nada que pudesse fazer para voltar atrás. A sua mão apertou ainda mais o meu braço e agora eu estava a ver estrelas.

Ele encostou a sua boca ao meu ouvido, arrepiando-me de medo.

–Eu matei-te uma vez, poderia facilmente voltar a fazer isso, colocando uma estaca bem no teu coração. Cuidado, Jo. Não brinques com o fogo, és capaz de te queimar.

Klaus afastou-se de mim e largou-me o braço. Procurei o ar, ofegante. Ele continuava com aquele olhar maníaco.

–Até logo, irmão. Tem cuidado por aqui.

–Terei – assegurou o maldito híbrido e Elijah encaminhou-se para a saída do Grill. Deitei mais um olhar mortal, e tenho que admitir que agora era meio assustado, a Klaus e segui-o.

©AnaTheresaC

Notas finais
Primeiro de tudo, estas duas fanfics - Love Doesn't Exist...Does It? e Heart Attack - vão fazer parte de uma saga a que eu chamei ORIGINAL LOVE. Por isso, quando forem ao meu blog, o separador Original Love tem lá as duas fanfics.
XOXO, até domingo!