– Duas semanas atrás, Sam e Dean desapareceram. Eles estavam numa caça, atrás de um ninho de vampiros quando desapareceram. Achamos o Impala abandonado no meio da estrada, com o motor ainda ligado e a chave na ignição. Em um segundo eles estavam lá e no próximo não. — explicou Castiel para Mary e John, que agora sentavam no sofá de couro velho de Bobby.

– Espera, eu acho que ouvi você dizer "ninho de vampiros"? — Mary disse.

– Mary... — John começou.

– Por favor, alguém me diz que os meus meninos não foram criados como caçadores. — Mary disse, interrompendo seu marido. O que Mary mais temia era ter seus filhos criados naquela vida. Depois que seus pais morreram, ela fugiu com John para ter uma vida normal, e deixar suas crianças o mais longe possível dos perigos e da responsabilidade que ela teve quando foi criada por uma família de caçadores. Isso era o que ela mais queria: uma vida normal para os seus filhos que ela nunca teve.

– Eu sinto muito mesmo, Mary. — Castiel disse para a ex-caçadora, com um olhar de pena. Mary fechou seus olhos e engoliu em seco, se esforçando para não deixar as lágrimas escorrerem por seu rosto.

– Mary, a culpa é minha. Eu criei os meninos daquele jeito, obcecado em tentar achar o demônio que te matou. Eu confesso que eu não fui o pai do ano, mas como você sabe sobre isso tudo...? E-Eu achava-

– Eu sei, John. Eu venho de uma família de caçadores. Eu nunca te disse porque o que eu mais queria era ter uma vida normal. Eu não queria vocês envolvidos nisso tudo. E está tudo bem. Eu te perdoo. Você não sabia, e eu deveria ter te contado a verdade. — Mary disse soluçando e passando as mãos no rosto para limpar as lágrimas.

– Está tudo bem, Mary. — John disse enquanto abraçava-a. — Eu ainda te amo. Eles ainda te amam. — Mary sorriu e beijou John docemente nos lábios.

– Eu também te amo, John. — Ela disse enquanto seguravam as mãos um do outro. Ela sorriu novamente para ele e olhou de volta para os anjos. — Como vocês sabem, eu não vejo meus filhos desde que o Dean tinha quatro anos e o Sam só seis meses, então, vocês se importariam em... vocês sabem... me deixar a parte do que tem acontecido nas vidas deles?

– Essa vai ser um longo dia. — Bobby disse, enquanto dava mais um gole do seu copo de uísque.

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– Seu filho da puta, d-deixa ele em paz! — Dean gritou enquanto ouvia seu irmão mais novo gritar novamente, ignorando as lágrimas que escorriam pelo seu rosto sardento. — D-Deixa.. ele em p-paz.

O mascarado fez um sinal com a mão e o seu assistente retirou a faca do abdômen do Sam, fazendo-o gemer, sua respiração rápida e desesperada. O mascarado sorriu e andou até o Dean. Ele deu uma risada rápida e o chutou no estômago, fazendo o gemer e cuspir sangue. Ele tirou a sua venda e agarrou o rosto de Dean, apertando suas bochechas fazendo-o olhar pra cima, bem dentro dos seus olhos.

– Nós não deixamos bem claro quem está no controle aqui, ein, Winchester? — disse, soltando seu rosto. Dean sorriu, seus dentes sujos de sangue.

– Vá se ferrar. — disse. Isso só resultou em ele levando um soco no rosto. O mascarado andou até o Sam e retirou a sua venda abruptamente. Sam piscou várias vezes enquanto seus olhos se acostumavam com a luz. Ele olhou para seu irmão e sorriu quebramente, ganhando um triste sorriso de volta.

– Agora, eu quero vocês dois olhando para essa câmera bem aqui e dizendo olá para a mamãe e o papai. — disse o mascarado, posicionado atrás do tripé. Dean e Sam arregalharam os olhos e olharam um para o outro confusos. O máscarado sorriu malvadamente. — Sim, seu amiguinhos anjos procuraram uma ajuda especial para lhes procurar. Parece que o Sr. e Sra. Winchester estão de volta no jogo, meninos.

– Você t-ta me-mentindo. — Dean disse.

– Estou? — disse o Mascarado sorrindo. — E porque eu mentiria? Fazer os Winchesters chorarem por seus dois filhinhos enquanto os ouvem gritar e os vêem sangrar é uma opurtunidade e tanta! — O mascarado disse enquanto pegava uma lâmina bem afiada e andava em direção ao Dean. — O Natal chegou mais cedo, meninos! Sorriam para a mamãe e para o papai. — Ele disse, enfiando a lâmina no abdomêm de Dean, fazendo-o gritar novamente.

Sam desviou os olhos de seu irmão e fechou os olhos, lágrimas escorrendo por seu rosto, misturando-se com o sangue em suas bochechas machucadas, tentando afastar os gritos de Dean de sua mente. Era nesses momentos que ele se lembrava do inferno com Lúcifer e Miguel.Um ano parecia pouco mas ele lembrava de cada minuto no inferno, como ele sabia que o seu irmão lembrava dos dele. Ele deu graças à Deus — literalmente — quando de repente se viu de volta na Terra. Corpo e alma. Dean, Gabriel e Castiel estavam tão surpresos quanto ele, e eles até chegaram a acreditar que Deus havia o trazido de volta, mas a essa altura do campeonato nem se sabe mais. Sam se distraiu de seus pensamentos quando ouviu Dean parar de gritar e começar a soluçar. Ele olhou para a sua direita e viu o Mascarado rindo.

– Vocês Winchesters se acham tão fortes e poderosos. Sam e Dean Winchester: o menino com sangue de demônio e o homem justo. Vocês podem tentar se livrar de mim, como vocês se livram de monstros por ai todos os dias. Vocês não vão conseguir, mas vão tentar, pois é isso que vocês fazem: tentam. Como é aquela frase mesmo? — O mascarado disse enquanto limpava a lâmina ensopada de sanguecom um pano e olhava para cima pensando. — "Salvar pessoas, caçar coisas, o negócio da familía"! As pessoas que vocês salvam não passam de desculpas que vocês usam para justificar as suas vidas patéticas. O alcoolismo, os efeitos colaterais, a dor que vocês causaram... A única coisa que lhes permite dormir à noite é saber que essas pessoas ainda estão por ai. Felizes e saudáveis por causa de vocês. Seus grandes heróis. — Ele disse, aumentando seu tom de voz aos poucos. — Eles são tudo aquilo que vocês têm e eu vou destruir cada parte de vocês que ainda lhes dá esperaça, porque uma vez que ela estiver destruída, o que vocês terão sobrando? Dor. Sofrimento. Nada mais do que o que vocês causam nos outros. Pensem na Ellen, na Jo, no Cas, no Gabe, até nos seus pais, e em todos aqueles que já derramaram uma gota de sangue porvocês e pensem: "porque tudo aquilo que eu toco se quebra?". Porque vocês são assim. O mistério de como vocês conseguemviver dia após dia sabendo que houveram, e há pessoas sofrendo por causa de vocês continua escondido. Me digam, como vocês conseguem dormir à noite? — disse o mascarado abaixando seu tom de voz novamente.

Ele olhou para os irmãos para vê-los olhando para baixo, lágrimas escorrendo por seus rostos ensanguentados. Ele sorriu e se virou para a câmera. — Lição número um aprendida. Vejo vocês semana que vêm para o resto. — E parou a gravação. O mascarado andou até seu sócio de deu a fita para ele.Depois voltou para Sam e Dean — agora já inconscientes — e tirou seus casacos ensanguentados com a lâmina. Pegou a fita e os casacos e os entregou ao seu sócio. — Entrega especial para os Winchester no endereço de Bobby Singer. Diga à eles que Sam e Dean disseram 'olá'. — Seu assistente assendiu com a cabeça e, com um bater de asas, desapareceu.

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– ... e então, o Sam voltou do nada. Nós não sabemos como, mas sabemos que, quem o tirou da jaula do Lúcifer, o queria de volta. E eu acho que isso. Essa é a historia dos meninos Winchester. — Gabriel disse.

Os anjos têm observado esses meninos desde o momento que Mary engravidou deles. As famosas cascas de Lúcifer e Miguel. Para Gabriel eles não passavam de dois meninos, mas eles conseguiram lhe provar o contrário. Eles eram heróis. Gabriel e Castiel contaram a história deles desde o momento que Dean carregou Sam para fora da casa em chamas até o seu desaparecimento duas semanas atrás. Castiel realmente não esperava ver tanto Mary quanto o John em lágrimas, mas esse fenômeno estava acontecendo bem na sua frente. Ele também que até os olhos de Bobby estavam úmidos.

– Eu sinto muito pelo o que os seus filhos passaram, John e Mary, mas o destino não pode ser mudado. Seus filhos foram destinados à isso no momento que o mundo foi criado. Está no sangue deles. — Castiel disse com um olhar triste. Mary soluçava nos braços de John e este tinha lágrimas escorrendo por suas bochechas.

– E-Eu nunca queria i-isso para os m-meus filhos... Sim, e-eu sei que eu n-não fui o melhor pai do mundo, m-mas eu nunca imaginei isso. — John disse, desviando o olhar dos anjos.

– Eu sei, John. Eu entendo, mas vocês não podem se culpar disso. Mas como meu irmãozinho aqui falou, isso tudo já estava pré-destinado. Não se culpem, isso não é culpa de vocês. — Gabriel disse.

– Exatamente. Vocês deveriam estar orgulhosos dos homens que seus filhos se tornaram. Eles salvaram o mundo e, dentro de tudo isso, continuaram juntos, até o final. Eles- — De repente Castiel parou de falar. Ele arregalou os olhos e olhou para Gabriel que tinha o mesmo olhar no seu rosto. Mary se afastou de John ao perceber que Castiel parou de falar de repente. Ela trocou olhares com John, seus olhos vermelhos de tanto chorar.

– Tem outro anjo aqui. — Gabriel disse.

– Fiquem atrás de nós. — Castiel disse, enquanto Bobby, Mary e John corriam para trás da dulpa de anjos, que estavam com suas lâminas angelicais na mão.

– Isso é jeito de receber seu irmão? Irmãos... — disse o sócio do mascarado, ao aparecer à direita de Castiel e Gabriel, que tomaram posições de defesa.

– O que você Zufiel? — disse Gabril trincando os dentes.

– Nada, nada. Só vim trazer uma entrega especial. — Disse Zufiel. Ele tirou uma fita de DVD de seu paletó e jogou na direção de Bobby, que a pegou firmemente. Zufiel sorriu e retirou dois casacos verdes, sujos de sangue e os atacou aos pés de Gabriel e Castiel. Os dois anjos olharam para os casacos confusos e depois desviaram seus olhares de volta para Zufiel. — Sam e Dean disseram olá. — E assim, com um bater de asas, ele sumiu.

– Alguém está entendendo alguma coisa aqui, porque eu to meio perdido. — disse Gabriel. Castiel ajoelhou e pegou cada casaco com uma mão. Seus olhos arregalaram e ele engoliu em seco.

– S-São os casacos do Dean e do Sam. — disse. Por uns vinte segundos niguém falou nada.

– O-O que? — Mary disse com lágrimas nos olhos ao pegar os casacos de seus filhos das mãos do anjo.

– Eles estavam usando esses casacos a última vez que os vi. — Bobby disse. Ele levantou e pegou o laptop de Sam, que estava na mesa central de sua casa perto de alguns livros. Pegou um adaptador na bolsa de Sam e plugou a fita ao computador, sentando em frente à ele. Os outros quatro residentes de posicionaram atrás de Bobby, temendo o pior. Ao plugar notou que só havia um arquivo.

– É um video. De umas duas horas de duração. O título é 'Lição número um'? — Os adultos se entreolharam e Bobby prescionou 'play'. A respiração dos cinco parou ao verem Sam e Dean. Eles estavam posicionados um do lado do outro, acorrentados à cadeiras de madeira. Eles estavam vendados e suas roupas estavam totalmente ensaguentadas. Eles observaram quando um homem mascarado se posicionou atrás de Dean enquanto Zufiel se posicionava atrás de Sam. "Bom dia, crianças." Ele disse. "Sejam bem-vindos à Escola do Inferno, onde, depois de um dia de aula, vocês vão desejar estar no inferno." Ele disse sorrindo, enquanto puxava uma longa e afiada faca de seu bolso. "Hoje, eu vou lhes ensinar as regras principais. Regra número um: heróis. Essa coisas não existem." O mascarado disse enquanto enfiava a faca no ombro de Dean, ganhando um grito agonizante do caçador. Naquele momento, Castiel poderia jurar que os corações de todos pararam na mesma hora.

Notas finais
Obrigado por lerem *-* Desculpa pela demora no upload, mas como vocês sabe o site estava em manutenção. Espero que gostem, e não se preocupem, já estou trabalhando do quarto capítulo! ~ Bella
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.