Notas iniciais
Voltei Brasel, como foi o natal de vocês? Tô no chão raparigo om todos esses apegos santovitti, e a quase primeira vez perina? Espero de todo meu coração que esse capítulo agrade vocês, bjs meu leitores mais lindos da galáxia ♥

– Vai Pedro, conta – Karina me encarava curiosa

– É brother, conta logo

– É que, acho que vocês vão gostar – fiz suspense

– Fala logo filhote de cruz credo – ouvi o mestre falar e não segurei a gargalhada

– Tá, é que a Galera da Ribalta vai fazer um show sexta à noite em um barzinho – abri um sorriso de orelha a orelha

– Sério Pê, que demais, adorei — esquentadinha disse me abraçando

– Filha, não precisa abraçar tanto

– Menos seu Gael, olha o ciúme. Parabéns parceiro! – agora Jonny quem me abraçava

– Pronto moleque atrevido, chegamos. Fala pra Dandara que mandei um beijo

– Até parece que eu vou dar recado seu, obrigado pela carona

– Até manhã João – eu e Ka dissemos em uníssono, isso sempre acontecia

No percurso de volta o Gael foi o caminho inteiro calado, Karina muito cansada encostou-se em meu ombro e caiu no sono. Não pude evitar olha-la dormindo e recebia um “tô de olho” com os dedos do mestre que observava pelo retrovisor todo meu encantamento ao vê-la dormir.

***

– Ka, acorda, a gente chegou – chamava gentilmente próximo de seu ouvido

– Nossa, já chegamos – disse com a voz sonolenta

– Vou colocar o carro no estacionamento, me esperem aqui

– Sim senhor, mestre

– Meu Deus, quando começou a fazer tanto frio? – a esquentadinha tentava se aquecer

– Vem cá, deixa eu te esquentar – ela me lançou um olhar de reprovação –

Calma, sem maldade, só quero ajudar

– Só porque meu frio está maior que meu orgulho – aninhou-se em meus braços

– Deixa de ser tão marrenta, eu sei muito bem que você adora um cuidado, um mimo – acariciei seu rosto

– E agora você vai espalhar isso pro mundo?

– Claro que não tá louca. Se só eu souber, só eu vou te cuidar – sorri com a ideia de cuidar dela

– O pai tá demorando, tá mó esquisito aqui

– Está com medo esquentadinha? – a abracei ainda mais apertado

– Ih, o frouxo aqui é você

– Olha, seu pai está voltado, E acho que vou apanhar por manter a filha dele esquentadinha – imediatamente ela se desvencilhou dos meus braços

– Vamos garotos – caminhamos até a praça e dali eu seguiria para minha casa e Gael e Karina para a deles.

– Boa noite esquentadinha – ela sorriu

– Boa noite mestre, valeu pela carona. Recomendo um banho quente e um chá, acho que a loirinha está ficando resfriada

– Obrigado pelo conselho e boa noite moleque – fui correndo para casa

***

Pov Karina

Acordei com dores por todo o corpo, mal consegui raciocinar, minha cabeça estava pesada e nem cogitei levantar. Peguei meu celular e liguei pro Pedro

Ligação on

Karina: Não precisa passar aqui, não vou pra aula hoje. Estou me sentindo mal

Pedro: O que você tem esquentadinha, tá precisando de alguma coisa?

Karina: Deve ser só um resfriado, não precisa se preocupar. Qualquer coisa ligo pro pai ou pra Bianca

Pedro: Ainda tenho tempo antes da aula, vou ai te ver

Karina: Você vai se atrasar, não se preocupa eu vou ficar bem

Pedro: Deixa de ser chata, já falei que vou ai e pronto

Karina: Então vem, implicante

Ligação off

Ainda estava jogada na cama quando a campainha tocou, não estava nem um pouco afim de ir abrir a porta, mas já que ele veio não ia deixa-lo plantado na porta. Fui abrir, o mundo girou, me segurei na parede e consegui abrir a porta.

– Realmente, você está ótima. Tá parecendo um papel de tão branca – ele me segurou quando me desequilibrei

– Eu vou ficar bem, só estou um pouco tonta. Daqui a pouco a Bete chega e ela me dá algum remédio – minha cabeça rodava ainda mis

– Vamos, vou te levar pro quarto. Você precisa deitar e tomar um remédio pra dor

– Desde quando você virou médico?

– A Tomtom sempre fica doente quando meus pais viajam, tive que aprender a cuidar da pequena – chegamos ao meu quarto, ele me ajudou a deitar e foi na cozinha pegar água pra mim

– Toma, vai passar rapidinho essas dores – ele havia passado na farmácia e comprou remédio

– Nossa, obrigada. Agora vai pra aula e passa aqui mais tarde para me passar a matéria – Disse me aninhando entre as cobertas

– De nada fofa, mais tarde eu volto. Se cuida e qualquer coisa me liga – me jogou um beijo e foi embora

Dormi até Bete chegar, foi no meu quarto e me acordou preocupada com a hora do colégio. Expliquei que estava me sentindo mal e ela foi logo me fazer um chá milagroso. Já me sentia melhor, mas resolvi não ir treinar, não podia arriscar ficar mais tempo doente. O campeonato estava se aproximando. Meu pai veio pro almoço, ele achou ótimo eu não ir treinar, ele era todo paranoico comigo e com a Bi. Acho que isso é coisa de pai solteiro, acabou se tornando super protetor.

***

No meio da tarde mais ou menos, Bete já tinha ido embora, Bianca estava na Ribalta e o pai na academia. Me encontrava na mais pura solidão, assistindo a um programa chato de trocas de famílias, até que a campainha tocou

– Você?

– Não gostou de me ver esquentadinha?

– Não é isso, mas você não deveria estar na Ribalta essa hora?

– Deveria, mas não rolou ensaio e eu vim te vem. Ah, e trazer o caderno para você pegar as matérias de hoje

– Verdade, lembrei que pedi que você trouxesse

– De nada, esquentadinha

– Valeu moleque

– Vai me deixar aqui plantado

– Entra, ainda estou meio grogue dos remédios

– Eba, vou me aproveitar um pouquinho

– Vai aproveitar minha mão n sua cara, isso sim – disse enquanto ele se jogava no sofá

– A Tomtom te mandou um beijo

– Por que não trouxe ela para me ver?

– E perder a chance de ficar sozinho contigo? Tá de bobeira

– Pê não começa, isso não vai ajudar – me sentei ao seu lado

– DR agora? Sério isso? – fiquei bicuda

– Não ôh bicudinha, só queria vir ver como estava

Pov Pedro

Eu estava ali, no sofá da esquentadinha, não parava de provoca-la, jogar indiretas, e ela fingindo que nada daquilo era real. Senti seu corpo estremecer ao se aproximar do meu, sorri por saber que causava tal sensação a ela

– Se não é DR, o que é então? – ela me olhava curiosa e eu aproximei nossos corpos

– É que eu estava com saudades desse cheiro – fiz uma trilha de selinhos no seu pescoço

– Ai já é covardia Pê

– O que esquentadinha? – continuei beijando seu pescoço, aumentando a intensidade dos beijos

– Isso – ela falou manhosa dando leves puxões nos meus cabelos

– Mais eu nem fiz nada ainda – olhei no fundo daqueles olhos azuis

– Não quero nem imaginar quando fizer – ela estava corada

– Então não imagine, deixa eu te mostrar

– Pe-dro – foi a única coisa que ela conseguiu dizer antes de toma-la em meus braços e beija-la com todo desejo que havia em mim. Quando menos esperei ela tomava conta da situação, nossas bocas eram o encaixe perfeito um da outra, nossos beijos se tornavam mais intensos e profundos a cada segundo. Foi quando percebi que não me controlaria e meu amigo já dava sinal de vida, que me afastei bruscamente a deixando confusa

– Me agarra desse jeito, depois foge?

– É que tava ficando difícil de parar – ela riu direcionando o olhar para o meu amigo

– Temos que conversas sobre novas regras dessa nossa amizade- corei levemente e passei a mão em meus cabelos

Notas finais
Curtiram? Consegui me redimir do ultimo cap. que foi uma merda? Comentem pra eu saber o que acharam. Bjs e até o próximo amorinhos ♥