He fell in love with her best friend
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Almoçaram e voltaram a diversão, Pedro comei um monte de besteira, Tomtom estava adorando o João pois ele sempre ia nos brinquedos que a garota queria. Karina ficava entre aproveitar a coragem da irmã de Pedro e de João e zoar com a cara do melhor amigo.
Pov Karina
Já era tardinha quando eu e Pedro paramos um pouco, estava cansada e o frouxo parecia muito enjoado. As luzes dos brinquedos começaram a ser acesas e eu estava fascinada, mesmo sendo fã de brinquedos radicais chamei o Pê para ir comigo na roda-gigante. Ela era enorme e linda, e a cidade é maravilhosa vista de cima.
– Pê, vamos comigo na roda-gigante?
– Pensei que seu negócio era aqueles brinquedos do demônio, você sempre me surpreendendo esquentadinha
– Pra você ver, tem muita coisa sobre mim que você não sabe. Eu adoro rodas-gigantes
– Melhor que todos os brinquedos que me fizeram ir o dia inteiro
– E seu enjoou, já passou?
– Relaxa, já estou bem
E lá fomos nós, como duas crianças encantadas com as luzes. O sol se pondo atrás de nós, tudo estava lindo. O dia foi maravilhoso, me diverti tanto. Até esqueci que meu pai cabeça dura não vai me deixar competir, isso estava me matando a dias
– Então esquentadinha, o que acha da vista?
– Nossa, eu poderia morar aqui e ver essa cena o resto da vida
– Meu Deus, quem é você e o que fez com a minha amiga?
– Boba, só você que pode ser sensível e ver poesia nas pequenas coisas?
– Poxa, desculpa. Seja você quem for, fica! Eu tô adorando – sorrimos e continuamos a admirar aquela paisagem linda
– Seus olhos conseguem ficar ainda mais lindos com essa luz – ele me fitava
– Que lindo Pê, ultimamente você está inspirado – corei um pouco
– Verdade, deve ser carência misturada com essa proximidade toda de uma menina tão linda – ele suspirou e desviou o olhar
– No que você está pensando? – eu realmente queria o mesmo que ele, malditos hormônios. Ele é meu melhor amigo
– Deixa pra lá, vamos continuar observando esse visual – ele passou o braço por cima do meu ombro e me deu um beijo na testa
Estávamos naqueles momentos fofos sabe, até que a roda-gigante parou do nada. Tomei um susto mais não maior que o Pedro. Meu Deus esse garoto não existe
– Ai, o que foi isso esquentadinha? Será que a gente vai cair? Não, eu não quero morrer – gargalhei
– Deve ter sido só um probleminha técnico, já eles arrumam. Relaxe moleque exagerado – ele segurava a minha mão com tanta força
– Sério Pê, a gente tá em uma roda-gigante o que de tão grave pode acontecer?
– Sei lá Karina, e se a gente cair e ficar todo esmagado lá em baixo. Já viu a altura disso aqui?
– Já sei, canta e esquece a altura. Assim você faz o favor de poupar meus ouvidos dos seus berros – ele apertou meus ombros enfiando a cara na curva do meu pescoço
– Nossa esquentadinha, tá cheirosa hein – ele disse me dando um beijinho no pescoço
– Caramba, covardia beijinho no pescoço. Você sabe que eu fico toda arrepiada – falei envergonhada mas tentando não demonstrar
– E o que mais te deixa arrepiada? – ele aproximou seu rosto do meu
– Para que seu charme de lagartixa pegadora não cola comigo – retirei meus olhos que estavam fixos nos seus
– Será que não? – ele aproximou-se ainda mais, agora segurando minha cintura
– Pê ... – estava claro, eu queria aquilo tanto quanto ele. Ele me fitava e eu me perdi naqueles olhos castanhos. Ele me tomou em seus braços e me deu um beijo terno porém feroz
Eu estava maluca, tive certeza no momento em que permiti que meu melhor amigo me agarrasse em cima de uma roda-gigante que havia parado de funcionar sabe Deus por que. Nos desvencilhamos apenas quando o ar se fez necessário. Depois desse beijo eu realmente não sabia como olharia para Pedro novamente.
– WOOOOOW! – foi a única coisa que ele conseguiu dizer, eu apenas sorri fraco e baixei minha cabeça morrendo de vergonha
Pov Pedro
Eu estava sonhando eu havia acabado de beijar a minha melhor amiga esquentadinha? Fiquei esperando ela me bater, mas pra minha surpresa ela queria aquilo tanto quanto eu. Que beijo, meu Deus, como nunca reparei nela antes. Todas as vezes que ela dormiu lá em casa, quando eu dormia na casa dela, todas as nossas conversas de todas as pessoas com quem a gente ficou e agora aqui estou eu babando por ela.
– Ka, fingi que eu falei algo genial – ela apenas sorriu timidamente
– Tudo bem, esse negócio bem que podia voltar a funcionar né – sim, ela estava absolutamente constrangida e mal esperava a primeira oportunidade para fugir de mim
– Ei, não precisa ficar com vergonha. Desculpa eu não devia ter te beijado assim – fiz carinho em seu rosto
– Relaxa Pê, você não beijou sozinha, sabemos muito bem disso -
Formou-se um silêncio absurdo, até que do nada aquela coisa voltou a funcionar. Senti Karina respirar aliviada ao meu lado, ela parecia querer sumir dali o mais rápido possível. Assim que descemos Tomtom e João nos esperavam, fazia pouco tempo que estavam ali então não haviam presenciado nosso beijo o que me deixou bastante aliviado. Karina saiu correndo com a desculpa de que não estava se sentindo bem, fui atrás dela e disse para o Jonny e a Tomtom irem comprar sorvete.
– Ka, você tá bem? – batia na porta do banheiro, e nada de ela abrir.
– Pê, por favor me deixa sozinha um pouco. Eu vou ficar bem – ela respondeu depois de alguns minutos
– Minha linda por favor, deixa eu cuidar de você – ouvi a porta ser destrancada
– Entra – ela disse com uma carinha péssima, e me puxou para dentro
– O que tá acontecendo, por que você fugiu desse jeito? – foi inevitável me aproximar e tomar suas mãos
– Sei lá, minha cabeça tá uma bagunça. Desculpa ter fugido assim – ela me deu um sorriso lindo e como eu ficaria bravo com ele. Na realidade fiquei preocupado quando ela saiu correndo
– Fiquei preocupado, fiz alguma coisa errada? – ela balançou a cabeça negativamente me causando um certo alivio
– Quer conversar sobre o que aconteceu? Mandei a Tomtom e o Jonny irem tomar um sorvete
– Pê depois a gente fala sobre isso, agora vamos que isso não é lugar para ter conversas confusas e complicadas entre amigos que se pegaram – nós rimos das suas palavras
Saímos daquele banheiro nojento e fomos encontrar as crianças, Karina deu a desculpa que tanto tempo parada fez mal pro seu estomago, bom eles acreditaram. Tudo o que nós não precisávamos era de mais gente metida nessa confusão.
Fomos embora, depois de um dia divertido e cheio de grandes emoções. Deixamos o Jonny em casa e seguimos para a minha. Chegando lá, deixei a Tomtom tomando banho e fui levar a esquentadinha até a porta de casa.
– Então é isso, vou subir moleque. Obrigada pelo dia maravilhoso – me deu um abraço meio sem jeito
– Ka, e a nossa conversa?
– Amanhã falamos sobre isso, estamos cansados e melhor colocar as ideias no lugar
– Então, boa noite esquentadinha! – ela sorriu
– Boa noite moleque! – em um impulso dei um selinho nela e sai correndo, consegui ouvi-la sorrindo antes de entrar em casa
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