Haylen And The Obscure Enemy
2 Um magnifico Crisântemo de Ouro
Caminhei pela sala até chegar próximo à porta do escritório. Como vinha na horizontal, não encarei a porta diretamente e sim andei próximo as paredes que separavam a sala do resto. Não fiquei na linha de visão da porta, fiquei coberto pela parede. Não me atrevi a passar para dentro, hesitei por tempo longo.
Enquanto estava coberto, ouvi a Sra. Diretora e a Sterme conversando. Com certeza falavam de mim.
Não sou curioso ou gosto de ouvir a conversa dos outros, mas eu não consegui parar de ouvir o que a diretora falava de mim.
Cheguei bem no fim do diálogo e demorei tempo para me focalizar.
–... Acha que eu devo entregar isso ao garoto? – Perguntou, aparentemente era a Sra. Diretora com um tom crítico.
– Ao Josh? – Ficou com dúvida Sterme.
– É claro! – Disse a Sra. Diretora – Um homem alto deixou isso aqui para ele. Não vi nada de estranho, mas não sei se é seguro.
– A Sra. é quem sabe! – Advertiu Sterme com um estremecer de voz – Eu não sei o que é isso aí, mas não deve ser nada de mais. Porém, esse garoto é muito problemático, pode arrumar encrenca facilmente com isso aí! Se fosse eu, não dava nem a pau e pedra.
No momento em que ela disse isso, eu não entendia bem. Alguém havia dado algo para ser entregue a mim e elas se recusam a isso? Eu me irritei.
– Bem dito, Sterme! – Falou a Sra. Diretora e logo imediatamente o som de uma gaveta fechando – Agora vá! Ele pode chegar a qualquer momento e não quero que você esteja aqui!
Eu não entendia o que era, o que me escondi. Mas tive raiva.
O problema é que eu não posso ter raiva. Por simples 3 motivos. Primeiro: sempre que eu me irrito, eu acabo comprando brigas e sou castigado, ainda mais iria pegar uma briga com a Sra. Diretora. Segundo: eu não sabia como parar depois que me estressava. Terceiro: eu me descontrolava quando me irritava, não era eu, enlouquecia e tinha surtos.
Isso é fruto do meu cérebro. Tenho dificuldade de me concentrar em algo que me impõe e também ajo por impulso. Quase sempre. Quase sempre não! Sempre. Sempre agia por impulso. Dizia algo e me arrependia, porque não pensava nas consequências. Aprendi a fazer primeiro e pensar depois.
Não consigo me concentrar no que faço e por isso sempre acabo errando as tarefas de castigos que me obrigavam a fazer. O pior de tudo era quando me obrigavam a fazer qualquer coisa que envolvesse pensar demais, que envolvesse raciocínio. O que era um problema. Não me concentrava em trabalhos físicos, imagine mentais.
Tinha dificuldade de me encontrar. Vivia sempre no “mundo da lua”. Era sonhado e pensativo, mas só quando minha cabeça cooperava. Meu cérebro trava sempre, por isso não sei como continuar algo, como fazer alguma coisa, como me concentrar, como não me irritar. E isso aumentava sempre que eu estava com raiva ou encrencado, como agora!
Mas isso não importava! Talvez aquilo me fizesse descobrir mais sobre mim, e elas o negaram.
– Ah! Por falar nele... – Prosseguiu com a conversa Sterme, com aquela voz nauseante falando de mim –... Descobriu algo a mais sobre ele?
– Está falando do passado do menino? – Disse a Sra. Diretora com indiferença.
– Exatamente – Hesitou um pouco a mulher velha – É que eu não aguento mais aquele menino! Queria que... Se a Sra. soubesse de algo e mandasse alguém para vir pegá-lo e desaparecer com ele!
– Ele é um problema sério! – Disse a Sra. Diretora com algo na boca.
Eu disparei. Odeio criticas e me chateio e fico estressado por qualquer besteirinha.
– Mas, então... – Recomeçou Sterme –... A Sra. sabe de alguma coisa, além do que já sabemos?
– Não... Nada de novo
Como assim “Do que já sabemos?”. Era óbvio agora! Sabiam de grande parte do meu verdadeiro passado e nunca me falaram, mas eu não esperaria nada de diferente de alguém daquele lugar medonho.
Se eu já estava irritado? É claro!
Sou pavio curto e me estresso facilmente. Mas experimente: Você não sabe quem são seus pais e outras pessoas sabem quem são e o que aconteceu, mas negam a verdade. Aposto que até vocês se irritariam com algo assim.
Eu não quero dizer que eu entendia o porquê de nunca terem me dito nada, ou que sei o que estavam passando. Mas não! Elas não me contaram por maldade mesmo, só porque eu era uma “peste”.
A única coisa que veio a minha cabeça foi: “Idiotas! Odeio vocês duas”.
Mas me acalmei
A conversa já estava acabando e decidi agir rápido. Queria ver a reação da Sra. Diretora e de Sterme de me verem lá bem quando estavam falando de minha pessoa. Queria ver o que elas iam inventar para se safar. Queria ver a surpresa a minha chegada bem na hora!
Continuavam falando sobre mim quando me sobreveio um pensamento. “Agora”, pensei. Então preparei meu corpo rente a porta ainda coberto pela parede, tentei agir naturalmente, como se não tivesse ouvido nada que disseram sobre mim, como se eu acabasse de descer. Então comecei a andar com uma expressão de normalidade, que dizia: “Não ouvi nada”. Andei e fiquei diante a porta. Então entrei em um solavanco. Com uma grande calmaria.
Mal perceberam a minha entrada, mas logo a Sra. Diretora percebeu que tinha adentrado, ficou um pouco surpresa e logo fez um sinal com as sobrancelhas – as levantou como se estivesse pedindo para Sterme olhar para trás e deixar de falar – para Sterme. Olhou para a Sra. Diretora e depois pelos ombros me observou e se calou imediatamente virando-se com uma expressão de frieza no rosto.
– Ah, finalmente... – Começou a Sra. Diretora falando a mim, ainda com surpresa clara no rosto –... Estávamos esperando... Queremos lhe contar algo!
Que mentira vão me contar?, pensei em dizer mas não falei nada, se não ficaria com um castigo bem severo.
– Pode sair, Sterme! – Disse a Sra. Diretora à mulher ao seu lado.
Sem hesitar, Sterme começou a se movimentar pela pequena saleta e saiu dela com frieza. Quando passou por mim, senti tensão no ar. Ela me encarou quando passou com desgosto e frieza. Passou sem demonstrar absolutamente nada.
Depois da velha sair, pude reparar melhor ainda no escritório da Sra. Diretora, muito familiar a propósito. Tinha uma bela escrivaninha nova de madeira marrom reluzente bem no centro. Em cima da bancada de luxo da mesa, tinha computadores, telefones, pastas soltas, arquivos espalhados, fotografias e outras besteiras de escritórios. Tinha um tapete de forma circular preto forrando o chão de palco da escrivaninha. Uma cadeira nova e bonita comportava a Sra. Diretora, era almofadada, tinha rodas para movimentação e tinha detalhes cromados. A parede era recheada de quadros antigos e majestosos. Um mais belo que o outro. Havia umas prateleiras de madeira penduradas nas paredes segurando troféus de ouro falso. Bem atrás da mesa da Sra. Diretora, tinha um enorme quadro que sempre me chamava a atenção quando entrava por lá – Era uma pessoa em meio a uma cidade negra destruída e ao mesmo tempo uma luz de esperança no horizonte. No chão, tinha uns bustos de algumas pessoas e vários vasos de plantas dando ar ao local.
– Já tomou café, menino? – Perguntou com frieza a Sra. Diretora.
Eu encolhi os ombros e virei a cabeça, porque não gostava de encarar ela.
– Não senhora – Respondi calmamente.
– Eu já mandei recolher – Falou a mulher com aspereza na voz – Se está com fome... Perdeu!
– Estou satisfeito, senhora – Menti.
Na verdade eu estava com uma fome forte, mas estava disfarçando para saber o que elas estavam escondendo de mim.
A Sra. Diretora começou a falar, mas eu não dei muita bola para o que ela dizia, o que quiser que fosse de mim. Eu só conseguia prestar atenção no quadro majestoso atrás dela. Olhava para o quadro e tentava descobrir o que era.
Quando ela falou em “castigo”, voltei a realidade.
–... Não tem nada para falar? – Perguntou a Sra. Diretora com desprezo no rosto.
– Não senhora! – Eu disse, sem me encontrar na conversa.
– Sabemos já, menino! – Falou bem alto a Sra. Diretora – Sabemos que foi você que remexeu nossos arquivos ontem, admita!
Minha cabeça se fechou. Não entendi o que ela disse. Como assim “remexeu nossos arquivos”. Eu não sabia direito nem onde era o banheiro daquele lugar, imagine se era capaz de encontrar um esconderijo com vários arquivos. Ainda mais, nada que estava lá me importava, nem sabia que esses papéis existiam. Só soube que elas sabiam do meu passado quando ela falou sem me notar.
As informações daquele lugar não me importavam nem um pouco, então porque eu faria tal coisa, estava sendo acusado injustamente.
É meio difícil você discutir com a Sra. Diretora, porque ela vai atacando e te forçando a dizer até coisas que podem não ser verdade. Ela vai investindo com o que acha verdade até notar a sua brecha e te ataca mesmo. Então ela me pressionou mas eu tentei me manter e confiar na verdade. Será que daria para vencer?
É claro que NÃO!
– Arquivos? – Eu disse sem entender muito bem a insinuação mentirosa da Sra. Diretora – Que arquivos, senhora? Não sei do que está falando!
–Não minta para mim, lesado! – Atacou forte ela com uma expressão de raiva e desafio – Ontem, alguém de dentro da Lex House invadiu minha sala e bagunçou alguns arquivos. Roubou alguns. E todos os roubados pertenciam a você! Que coincidência não?
Nesse momento eu gelei. Se todos os arquivos eram meus, era óbvio que eu estava envolvido, mas dessa vez não estava de certeza. Só há duas respostas consideráveis.
Primeira: Alguém invadiu e roubou os arquivos para me encrencar e me fazer ganhar punições. Era a mais possível porque eu tinha inúmeros "inimigos" lá dentro.
Segunda: Alguém invadiu e roubou os arquivos para descobrir mais sobre mim. Era meio difícil de acreditar, mas podia ser verdade.
Entendi o que a Sra. Diretora disse e insinuou.
Ela sabia que eu queria descobrir mais sobre mim, então, ao saber que todos os arquivos roubados eram de mim, ela teve a insinuação mais perfeita para a situação. Aliás eu já tinha bagunçado e roubado muitas coisas dentro da Lex House, o que não me deixou um favor nessa discursão.
– Sra., eu sei que eu sou capaz disso, mas... – Hesitei um pouco –... Eu não fiz isso, senhora. Eu não sei nem onde fica os arquivos e, é claro que eu tenho interesse neles, mas como é que eu ia conseguir pegar...
– Silêncio! – Berrou a Sra. Diretora, já vermelha com a minha ignorância – Não precisa inventar histórias!
– Mas Sra. Diretora... – Protestei com incredulidade – Por que só poderia ter sido eu? Podem estar armando para mim, senhora.
Naquele momento eu estava a ponto de ter um surto psicótico. Estava estressado com os dois acontecimentos e meu cérebro confuso.
– Meus funcionários não foram, aposto... – Recomeçou a Sra. Diretora – E de todos os internos... Você é o mais impulsivo, o mais perturbado, o que acarreta maiores problemas e, apesar de tudo, é um dos poucos internos que tem “sanidade”, mesmo que pouca!
Aquilo me fez quase enlouquecer. Além dela dizer que eu era doente, ainda dizia que eu era o mais “normal” do hospício. Mas era verdade. Não tinha conflitos psicóticos e, quando não tinha surtos, era uma pessoa extremamente normal. Eu me comportava como alguém normal.
– Vejamos seu castigo... – Analisou a Sra. Diretora – Ira limpar o terceiro e o quarto andar! E sem discussões!
Não havia como protestar. Se protestasse, podia pegar um castigo muito pior do que limpar andares. Mas eram os dois. Se um, eu levava umas 4 horas, dois demoraria muito mais. Aquilo iria me destruir de vez. Não tinha com o que protestar. Tinha acabado os meus argumentos e não tinha como rebater.
Sem nada a fazer, tive que não falar nada. Com uma cara de culpado, parecia ter aceitado as punições.
– Ótimo... – redisse ela – Vai ser isso... E é bom que termine essa advertência até amanhã de manhã. Use a noite toda se preferir! Mas quero que acabe antes de 8 da manhã, entendeu? – Falou ela num tom intimidador.
Eu assenti
Como não podia rebater, fiquei de cabeça baixa, somente pensando no castigo que iria acabar comigo.
Logo depois da Sra. Diretora decretar meu castigo como uma sentença de morte, Sterme chegou correndo, ofegante e se pôs rente a porta. Vinha correndo o mais rápido que podia para avisar a Sra. Diretora sobre o que estaria acontecendo no Salão Nêmeses. Correu até alcançar a porta, se apoiou com o braço na proteção e começou a alertar sobre o que estava acontecendo.
– Senhora... – Hesitou um pouco Sterme, ainda ofegante – Está tendo uma confusão sem tamanho no Salão Nêmeses!
– Que tipo de confusão? – Perguntou a Sra. Diretora se levantando da sua cadeira de escritório com um solavanco, logo depois de Sterme chegar a mil por hora. Tinha se levantado, mantido umas coisinhas no lugar, pronta para ouvir.
– Dois internos estão se matando! – Falou alto a velha. Ainda estava fungando e respirava o mais depressa possível.
– Mais uma confusão, já não bastasse esse menino! – Apontou o dedo para mim.
Nesse momento eu vi a verdadeira forma da Sra. Diretora. Era uma velha gorda de olhos pretos que davam medo. Tinha cabelo preto liso arrumado num discreto coque, como a maioria dos funcionários da Lex House. Era um pouco baixa e, com a sua gordura, parecia mais velha ainda. Tinha rugas por toda a face. A pele era enrugada também, fruto de muitos anos, pelo menos espero. Estava vestindo um vestido horrível longo até os pés de cores mortas, dava medo e parecia uma bruxa velha usando aquela coisa dos anos 40.
Ela se apressou em falar.
– Vamos! Vai que eles morrem e sobra para nós! – Exclamou a Sra. Diretora.
Depois de dizer um breve aviso a Sterme, a Sra. Diretora afastou sua cadeira luxuosa e se moveu em direção até a porta do pequeno escritório. Deu meia volta na mesa, passou pelas cadeiras onde as pessoas sentam – No momento eu estava em pé de cabeça baixa – Passou por mim e chegou até a porta, exalando frieza.
Ela se voltou para mim
– Você também! – Falou diretamente para mim – Venha logo!
Não fiz nada quando ela disse isso. Não tinha prestado atenção, estava pensando no cansaço de tanto trabalho. Mas parece que nem a própria Sra. Diretora pareceu se importar.
Em segundos, logo depois de chegar à porta, ela e Sterme desapareceram pela sala adentro, sem se quer se preocupar ou esperar por mim. Avisaram para eu sair, mas não ficaram para ver se eu saíra mesmo.
Não que eu esteja reclamando. E de certeza não estou!
Elas não perceberam que eu não estava atrás delas e não se preocupavam nem um pouco com isso, queriam era separar a briga que agora estava alarmante.
Foi ai que eu percebi que estava sozinho dentro do escritório da Sra. Diretora, e foi ai também que percebi que ela havia deixado as gavetas abertas.
Então tive uma ideia: “Vou pegar o que é meu e que elas não quiseram me dar”.
Não me entendam mal, mas eu precisava daquele presente. Vai que tinha algo a ver com o meu passado sombrio.
Então decidi agir rápido. Levantei a cabeça, comecei a me dirigir até o outro lado da escrivaninha dela. Passei pelas cadeiras e contornei a mesa de madeira. Cheguei até onde ela estava sentada e vi seis gavetas na escrivaninha luxuosa de madeira vermelha, muito cara.
Todas estavam abertas.
Comecei então a procurar pelo que elas estavam escondendo de mim.
Com violência e numa atitude que consideraria um solavanco, abri a primeira gaveta do lado esquerdo da mesa, a maior e mais espessa. Não tinha nada que me interessasse lá. Só tinha uns papéis que eu nunca roubaria. Tenho preguiça de ler coisas muito longas e prefiro evita-las.
Parti para a gaveta abaixo dela ainda do lado esquerdo, dessa vez a segunda gaveta. Do mesmo modo que a primeira, abri com violência e em atitudes de solavanco ela mostrou o que tinha. Era naquela que estava o que me escondiam.
Tinha um pacote médio lá dentro. Um pacote bem decorado, papelão revestido com papel de presente azul brilhante, um laço e fita vermelha bem feita contornando a caixa e um cartãozinho fora, próximo ao laço, com uma caligrafia bonita e bem escrita.
"Para Joshua Yude"
Lhe mandei um presente, espero que goste e saiba que eu
te amo!
Aquilo me fez sentir uma alegria de enorme tamanho. No mesmo momento, meus pelos se eriçaram e eu gelei. Será que era de alguém da minha família? Será que eles podiam estar vivos?
Eram muitas as perguntas, mas quem me mandara aquele presente gostava de mim. Podia ser da minha família. Fiquei tão surpreso que demonstrava felicidade e medo do que poderia me acontecer se eu pegasse aquilo.
Aquele bilhete havia tocado no meu coração. Hesitei por um tempo, mas decidi abrir. E foi o que fiz. Estendi os braços, tirei a caixa da gaveta e coloquei-a cuidadosamente sobre a escrivaninha. Fechei a gaveta e minhas atenções estavam todas na caixa.
Respirei fundo e abri, tirando a tampa de cima. Por dentro tinha um cartão acima de tudo. Um lindo cartão rosa bem decorado, mas não lhe dei muita atenção e o deixei do lado da caixa, na escrivaninha. Sabia que não podia lê-lo até ver o que me mandaram, por isso, deixei-o de lado e me concentrei no que tinha mais adentro. Eu ia ler a carta quando estivesse pronto, achava que naquele momento não estava. Mas para abrir o presente estava bem preparado. Tinha curiosidade na carta, para saber quem me mandou, mas a maioria dela estava no que tinha no fundo da caixa de papelão.
Embaixo do cartão tinha algum objeto delicadamente embrulhado em papel presente sensível. Dava para ver que era um objeto precioso, frágil e delicado, ou seja, tinha que ser manuseado com cuidado.
Não rasguei o papel, embora meu cérebro só ficasse dizendo “Anda logo! Rasga!”. Eu me controlei e fui desdobrando-o cuidadosamente até desembrulha-lo totalmente.
Quando tirei o papel por cima do objeto que tinham me dado, pude ver o quanto belo o objeto frágil era.
Era uma flor, lindos traços de uma flor que lembrava o cravo ou o crisântemo, minha flor favorita. Sempre que via crisântemos era como se me recordasse do passado, embora não viesse nada em minha mente. Mas estava ali, um belo crisântemo de 8 pétalas macias e sedosas. Só que ele era diferente das flores normais, não tinha cores vivas, só tinha uma cor reluzente, bela e cativante, o dourado. A flor era totalmente dourada. Era uma flor de ouro. Um crisântemo de ouro.
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