Notas iniciais
OOOOOOOOOOOOOOOOI!
Já entenderam como funciona o esquema aqui, né?
Eu passo três anos sem postar one e, quando posto, são duas de uma vez. Scumbag brain (:
Enfim, não vou ficar com um blablablá gigante aqui, simplesmente porque estou com preguiça (-q)
Enjoy!

Gerard Way era professor de artes plásticas na universidade de New Jersey. Era considerado um professor agradável e divertido, mas era conhecido principalmente por dar as piores provas da universidade e por ter o maior número de alunos reprovados na matéria. Surpreendentemente, mesmo apesar disso, seus alunos gostavam dele, principalmente por suas aulas serem divertidas e descontraídas.

Certo dia, Gerard estava andando pelos corredores da tão conhecida universidade, rumo à sala aonde sempre dava sua aula todos os dias. Chegando lá, pôs suas coisas na mesa, como sempre, e se sentou na cadeira, aproveitando o tempo que ainda tinha livre para corrigir alguns trabalhos e coisas do tipo, até que ouviu uma batida suave na porta.

Era um de seus alunos, aliás, o mais intrigante. Chamava-se Frank Iero. Era um garoto pálido, baixinho, de cabelos negros e olhos cor de avelã. Gerard sempre achou o rapaz particularmente interessante por um motivo: quase nunca falava na aula e, quando falava, corava fortemente, mas, ao vê-lo no espaço entre as aulas, conversando com seus colegas, ele parecia ser superextrovertido, ao contrário do que mostrava ser nas aulas. Talvez fosse por isso que Way estranhou a chegada repentina de Frank Iero na sala.

Mas essa não era a parte que mais lhe intrigava. A pior (ou melhor) parte era que...

... Frank Iero era lindo, na opinião de Gerard. Mas não só fisicamente como mentalmente também. Pelas provas que corrigia, podia ver o quanto Frank era inteligente, sabia escrever bem e, ainda por cima, realmente gostava da matéria.

Por que isso era ruim? Simplesmente porque ele sentia certa afeição que foi crescendo ao longo do semestre, até que se tornou algo insuportável e, ao mesmo tempo, estranho para Gerard. Ele já não sabia mais o que sentia por Frank.

-Ah, eu... Er... Desculpe... – disse o rapaz, corando violentamente.

-Tudo bem. – Gerard riu – Pode ficar.

-T-tem certeza? Eu p-p-posso esperar lá fora...

-Não, fica aí. Eu tinha que falar com você mesmo.

Gerard notou que o mais novo tremeu levemente, mas nada disse, simplesmente andou até a mesa e aguardou.

-Eu queria saber se, por acaso, seu trabalho sobre luz e sombra estava aí, porque eu não o vi... Eu acho.

-Ah, está sim. – um Frank totalmente vermelho e corado correu até a mochila e entregou ao professor um desenho de uma paisagem cheia de sombras. Não era o melhor desenho do mundo, mas estava razoavelmente bonito.

-Obrigado.

-Não há de que, Sr. Way.

-E... Mais uma coisa.

-Sim?

Gerard suspirou.

-Você tem medo de mim?

Frank arregalou os olhos.

-Q-que? Não! P-p-por quê?

-Porque eu sinto que você tem. Você é tão tímido quando fala comigo... Eu te fiz algo de mal?

-C-claro que não! – seu tom de voz era sincero – Eu... – ele suspirou – O problema é comigo, ok? M-me desculpe.

-Com você? Como o problema pode ser com você? – indagou ele, franzindo a testa.

-Eu só acho que... Que eu estou me apa... – naquele minuto, o sinal tocou e vários alunos começaram a entrar na sala. Frank suspirou, um suspiro com um misto de alívio e desapontamento, e se sentou em sua cadeira.

A aula foi passando e Gerard foi ficando cada vez mais intrigado com o aluno. Primeiro porque, durante a aula inteira, Frank assumiu uma posição de tristeza. Segundo porque queria muito saber o que o menor tinha a dizer. Por esses motivos, Gerard aguardou ansiosamente até o termino da aula para chamar a atenção de Frank novamente.

Quando, finalmente, o sinal tocou, Gerard viu o outro guardando seu material e aproveitou a chance para se aproximar um pouco.

-Ei, Frank...

-Ah, oi! – ele corou novamente.

-Você... Tem aula agora?

O menor fez que não com a cabeça.

-Você quer... Ahn... Conversar sobre o que estava prestes a me dizer antes?

-Não tem o que conversar, eu só... Só acho que... Quem sabe... – a voz do menor morreu no fim da frase.

-O que?

-E-esquece, não é nada demais. – Frank saiu correndo porta afora e com os olhos levemente cheios d’água. Gerard, sem entender nada, correu atrás dele e o seguiu até o banheiro, onde bateu na porta de uma das cabines.

-Frank, o que aconteceu?

-Nada, vai embora. – respondeu uma voz abafada.

-Eu não vou sair daqui até você me dizer o que aconteceu.

-Pra que?!

-Porque eu me preocupo com você. – admitiu Gerard. O menor prendeu o fôlego, um pouco surpreso com o que o outro havia acabado de lhe dizer. Terminou abrindo a porta da cabine e deixando o professor entrar. Era uma cena estranha de se ver e ambos deram graças a deus que o banheiro estava vazio. Gerard trancou a porta do banheiro e puxou Frank para fora da cabine.

-O que houve?

-Eu... Ah, droga, Gerard, eu me apaixonei por você! – disse ele, chorando.

-C-como assim?!

-Eu gosto de tudo em você! O jeito como você ri, como você fala, como você anda... O seu sorriso, os seus olhos, o seu rosto, o seu cabelo... Tudo em você me causa vontade de ficar mais e mais perto de você, de te proteger... De fazer parte da sua vida! – seu tom era desesperado.

Gerard observou o rosto pálido e molhado do aluno. Agachou-se e fitou seu par de orbes cor de avelã por uma fração de segundo antes de seus lábios colidirem com os do menor de uma maneira delicada. Frank, por um lado, estava confuso e surpreso com a ação do maior, enquanto Gerard sentia um misto de alegria e alívio.

Ao se separarem, Frank ficou em silêncio por uns bons dois minutos, até que gaguejou:

-O-o... O que f-foi isso?

-Frank... Eu não sabia até agora, mas eu também te amo... – ele passou a mão no rostinho infantil do menor. Este último fechou os olhos e respirou fundo antes de tocar na cintura de Gerard com seus dedinhos frios. O maior sorriu e puxou-o mais para perto para outro beijo, mas Frank rejeitou.

-Não... Nós não podemos... Você é professor, lembra? Alunos não podem ter qualquer relação com os professores...

-Frankie, eu não vou te deixar. Entenda isso.

-M-mas você precisa, Gerard! D-desculpa ter sequer mencionado isso... Eu... – ele nunca terminou sua frase, pois saiu correndo, ainda com os olhos vermelhos por causa do choro. Gerard permaneceu estático, um pouco confuso, aflito e desesperado.

Porém, ele já sabia o que fazer.

-X-

Muitas horas mais tarde, Frank, que acabava de voltar da universidade, abriu a porta de casa e praticamente se jogou no sofá. Morava sozinho e seu apartamento era uma bagunça, mas ele mesmo chamava sua bagunça de “bagunça organizada”.

Frank tomou banho, fez o jantar e assistiu TV. Enquanto procurava algum canal bom para assistir, ouviu alguém bater na porta. Levantou-se e foi atendê-la. Adivinhe quem estava do outro lado?

-Professor Way?! O que está fazendo aqui?!

-É Gerard. – corrigiu ele – E eu vim aqui pra correr atrás de você.

-Como... – ele o interpelou.

-Eu me demiti.

Frank arregalou os olhos.

-Você não fez isso.

-Fiz sim. – ele deu de ombros.

-Seu idiota, por que fez isso?! Ficou maluco?!

-Porque agora eu não sou mais seu professor e posso fazer o que bem entender com você.

-Por mais que eu ache isso... Muito muito fofo... Eu não posso aceitar! Você vai ficar sem emprego por minha culpa?! Ah, não vai mesmo!

-Não, Frankie. Fui eu que escolhi. A decisão foi minha. Se eu tinha que escolher entre um emprego e você... Bom... Eu escolho você. Mil vezes você.

O baixinho não pôde deixar de ficar emocionado e sorriu antes de abraçar o maior com intensidade. Segundos depois, para a surpresa e alegria do ex-professor, Frank beijou-lhe os lábios. Não precisavam dizer mais nada, não precisavam de nada, contanto que tivessem um ao outro.

-Você sabe que, agora, vai ter que conviver comigo, não sabe? – disse Frank, rindo ironicamente.

-Eu sei. E mal posso esperar para isso. – ele depositou um beijo na testa de Frank.

-Pode deixar que eu te ajudo a arrumar outro emprego. Ainda me sinto culpado por fazer você sair do seu.

-Fui eu que escolhi, Frankie. Você não tem culpa de nada.

-Eu sei, mas eu me sinto culpado, com licença?

-Toda. – disse Gerard, rindo levemente. O menor acompanhou sua risada e pôs os braços em volta do pescoço dele.

-Gee, você me promete uma coisa?

-Sim, pequeno?

-Você nunca vai me deixar, né? – sua voz era como de uma criancinha perdida. Era fofo.

-Claro que não, meu amor. Nunca faria isso... – disse ele, selando seus lábios mais uma vez.

-Eu te amo, Gee.

-Eu também te amo. – disse Gerard, abraçando o menor.

Notas finais
Ao invés de eu tomar vergonha na cara e ir escrever capítulo pras minhas fics, nããão, eu estou aqui postando one!
Daora a vida!
Enfim...
Beijo.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!