Haunted 🔞
24 Capítulo 24 — This is love, not submission
Notas iniciais
Gente, chorei muito com a Premiere de ontem. Ainda não dá pra crer que os anos passaram tão depressa e chegamos ao fim de uma era ÚNICA, porque ninguém jamais irá substitui-los :(
Anyway, vou parar se não vou chorar de novo kakakakaka eu espero que vocês aproveitem bastante o capítulo, porque eu AMEI escrevê-lo. A princípio, eu iria atualizar a fic apenas na segunda, mas estou cheia de trabalhos/estágio/provas kakaka então estou sem tempo e resolvi aproveitar o feriado.
Perdão por qualquer erro de digitação e aproveitem :D
Tradução do Capítulo: Isso é amor, não submissão

— Não se preocupe, Fury. Eu te ligo qualquer coisa. – afirmo. — Pode ir em paz.— Certo. Até mais tarde, Srta. Romanoff!— Até!Uma atendente está se aproximando de mim prestes a me perguntar algo quando eu ergo a mão e digo que estou atrasada para um compromisso.Sigo para o restaurante que Blanche me indicou na carta. Até seu nome me dá arrepios pelo corpo. E até nisso ela mentiu, pois se apresentou a mim como Stella. Vaca! Mas não. Não posso pensar no que ela transmite a mim, e sim a Steve. Finalmente chego ao meu destino e vejo uma mão se erguer. Suspirando, abro as portas do restaurante e vou até a mesa na qual Blanche está.Ela retira seus óculos escuros e me encara com aqueles olhos verdes e frios de sempre. Meu Deus... seus olhos são realmente iguais aos meus, cristalinos e escorregados para uma mescla azulada. Não! Não! Ela não se parece em nada comigo. Eu não me pareço em nada com ela! Preciso manter isso em mente.— Senhorita? – o garçom segura a cadeira para mim.— Obrigada! – eu me sento em frente a ela.— — Oi, Natasha! – Blanche me cumprimenta. — Quer pedir? — Ahn... sim. – suspiro. — Pode trazer o cardápio, por favor? – peço ao garçom, que assente e se retira.— Seu visual ficou mesmo espetacular! Algum motivo especial? – ela me encara meticulosamente.— Não que te interesse, mas não, nenhum motivo especial. – suspiro. — Mas e aí? Como eu te chamo: Stella ou Blanche? Saiba que falsa identidade ideológica é crime.— Eu não estou usurpando a identidade de ninguém, Natasha! Calma lá! Stella foi apenas uma forma de chegar a você sem levantar suspeitas.— Muito bem...! Mas agora não há mais motivos para se esconder. E então? Do que se trata? – faço um gesto entre mim e ela.— Apenas um amigável almoço de negócios. – Blanche sorri falsamente.— Amigável almoço de negócios? – repito com asco. — Sério? Entre você e eu? Nem nos meus mais sombrios pesadelos!O garçom volta à mesa com dois cardápios em mãos. Ele entrega um para mim e outro para Blanche. Agradecendo, eu abro o cardápio e começo a estudar os pratos. Opto por uma salada de peito de peru apenas para colocar algo no estômago, pois até já me esqueci da fome.Para acompanhar a refeição, Blanche balbucia o nome de um vinho francês ao garçom. Quando ele se afasta, nós voltamos a nos encarar. Ainda é estranho que eu esteja realmente aqui com essa mulher, prestes a realizar uma refeição e conversar. Ela me dá tanto nojo... como e por que eu estou realmente aqui? Por Steve, Natasha. Apenas por Steve. Sim. Sim, está certo.— E então? – Blanche brinca com seus anéis. — E então? Foi você quem propôs esse almoço. – relembro calmamente. — Acho que é você quem deve começar a falar aqui.— Você é uma garota inteligente! Apesar de jovem e ingênua, é inteligente.— Não sou garota. Nem sou ingênua. Sou apenas uma boa pessoa.— Hmmm... e eu não sou? – reprimo a vontade de vomitar em cima dela. Como tem coragem de perguntar isso?— Pedófilos não se enquadram no ciclo de boas pessoas. – censuro com raiva e nojo. — Pedófila? Eu? – ela ri em descrença. — Ahhhh, certo! Ele tinha treze anos! – relembra como se não fosse nada. — Sabe quantos anos eu tinha, Natasha? — Não me interessa! Você era a adulta! Você o usou e depois foi embora sem nem ao menos se preocupar com que aconteceu com ele! Você só acabou com a vida dele!— Não, não acabei. Eu fiz ao contrário. – afirma com a voz mais desesperada. — Eu o salvei.— Você o salvou? – dou um tapa na mesa. Não foi alto o bastante para outras pessoas ouvirem, mas foi alto o bastante para Blanche arregalar os olhos. — E de quê? Tudo o que você fez foi estragar ainda mais a vida dele! Você abusou de uma criança! Ele era uma criança, porra!— Eu sei que parece errado...— É errado! – afirmo. — Foi errado! Meu Deus... você merece cadeia!Minha voz está carregada de ódio. Estou com tanta raiva que só falta eu começar a espumar.— De quantas mais crianças você abusou? – a revolta divide lugar com a dúvida. — Com quantas mais crianças você cometeu pedofilia?— Por Deus! – ela exclama. — Menos, Natasha! Eu era jovem e...
— Essa é mesmo a sua justificativa? Como teve coragem de fazer aquilo? – Blanche desvia o olhar. — Steve era só uma criança! Uma criança! Sabe o que é isso? – espumo e ela continua sem olhar para mim. — Roubou algo dele que jamais poderá devolver. Tirou a inocência dele, a ingenuidade. Você matou a infância dele, sua ordinária!— Não foi assim!Blanche se cala inquietamente quando o garçom volta à nossa mesa com as taças de vinho e a garrafa. Ele nos serve em silêncio antes de se afastar.Precisando de uma bebida para me acalmar, estendo a mão e seguro a haste entre os dedos. Dou o primeiro gole e fecho os olhos, deixando o sabor do vinho correr pela minha boca e descer pela garganta.Blanche apenas me observa enquanto faz o mesmo. Ao mesmo tempo, nós colocamos as taças sobre a mesa. E, quando eu estou prestes a abrir a boca, Blanche toma a frente.— Eu sei que foi errado. Eu reconheço isso. – admite notando minha expressão irônica. — Quer dizer, é o mínimo que eu posso fazer. – completa.— E?— Natasha, eu... eu vi o Steve. Eu realmente o vi. Eu realmente o enxerguei. – reprimo a vontade de chorar. — Ele era tão assustado. Tão maltratado! O pai batia muito nele. E a mãe não fazia nada para impedir.— Não ouse jogar a culpa em outra pessoa! – desminto indignada. — Sarah pode ter errado, mas ela foi tão vítima quanto Steve.— Ela tinha a quem recorrer para salvar a si mesma e ao filho.— Não é assim tão simples. Só quem vive a situação da violência doméstica é que sabe. A vítima se sente reclusa. Ela acredita ser imprestável a qualquer outra pessoa. É um jogo psicológico cruel! Por mais doloroso que seja e por mais patético que soe aos olhos de terceiros, Sarah acreditava no amor.— Amor não é o bastante.— Não para pessoas como você. – alfineto e Blanche suspira.— Quando a fome entra pela porta, Natasha, o amor sai pela janela. Todos sabem que é verdade.— Nem sempre a verdade é a coisa certa. – digo. — E é claro que pessoas pequenas e medíocres como você se agarram a isso em vez de lutar pelo o que acreditam, como Sarah fez. Ela é uma mulher excepcional, uma verdadeira guerreira. Eu sei que ela se culpa por tudo o que aconteceu. Não tem um dia sequer que ela não se arrependa, mas também sei que ela fez tudo isso por amor, por querer um lar, por querer dar a Steve um lar. Ela se sacrificou por depositar sua crença em algo que, infelizmente, não a fez feliz como ela imaginava que faria. Apesar de sofrer, ela ainda tinha fé.— Então você concorda com ela ter submetido Steve, seu próprio filho, a todas aquelas atrocidades?— Com que eu concordo ou não concordo não faz mais diferença. Já aconteceu e nada pode mudar. Na verdade, se quer mesmo saber, foi errado. Mas não posso julgá-la. Nem eu, nem você nem ninguém jamais entenderá pelo o que ela passou. — Eu sei. – Blanche assente. — Ela lutou muito. Eu estava lá e vi, Natasha. – ela faz questão de enfatizar que esteve presente antes de mim. — Mas e se Sarah tivesse ido às autoridades?— Para que isso? – aponto entre mim e ela. — É esse o intuito desse almoço de negócios, Blanche? Vim aqui para ouvi-la depreciar as atitudes de Sarah? – não dou chance para ela responder. — Meu Deus! Olhe só você! Está se ouvindo? – cobro. — Como consegue ser tão hipócrita?! Você está julgando uma mãe que não pôde proteger o filho do pai, mas não acha errado que você tenha abusado de uma criança? É isso mesmo? Não é ninguém para julgar uma pessoa. Jamais será! Você me dá nojo!— Desculpe. – Blanche suspira e ergue as mãos. — Desculpe, desculpe. Eu sinto muito. Eu... eu sei que é errado. Sei que foi errado. E eu reconheço tudo isso. — Mas...? – levanto uma sobrancelha, sabendo que ela quer argumentar alguma adversidade, ainda que não exista.— Eu era o escapismo dele, Natasha. – explodo de raiva por dentro. — Steve encontrava em mim tudo o que não tinha em casa: apoio e liberdade. – Blanche continua. — Eu ensinei coisas a ele. Mostrei coisas a ele. Eu o levei para um mundo diferente. Um mundo em que ele tinha o controle de tudo. Ele se sentia bem e seguro lá, Natasha. Portanto, sim, eu o salvei.— Eu não entendo como consegue dizer essas coisas, como tem coragem de se sentir em paz consigo mesma. – comento com o nariz franzido. — Você fala como se tivesse feito a mais bem elaborada obra de caridade. Fala como se realmente tivesse salvado Steve!— E foi o que aconteceu.— O caralho que foi! Você só piorou o que o pai dele destroçou por anos! Será que não enxerga isso?— Não! Não, não, isso não é verdade! – Blanche nega com a cabeça. — Eu me importava com ele, Natasha. Eu... eu cheguei a amá-lo.— Sério? – ergo uma sobrancelha, irônica. — Chegou a amá-lo? Você se importava com ele? Mesmo? Então diga: se você se realmente chegou a amar Steve, se realmente se importava tanto assim com ele, por que fugiu quando ele mais precisou de você? – ela abaixa a cabeça. — Por que você o deixou, Blanche? Por que o abandonou?— Eu... eu não...— Ele sofreu por isso. Por anos! – levanto o tom de voz. — E todo o sofrimento que ele trancou no peito acabou se transformando em ódio e rancor. Você o fez ser uma pessoa amargurada e fechada para o mundo. Você o matou a cada dia de sua vida por mais de dez anos, Blanche! Vai me dizer que isso é amor, que isso é a importância que você tanto diz ter sentido por ele? — Você não entende, Natasha. – ela volta a olhar para mim.Seus olhos estão brilhando com as lágrimas, mas eu afirmo para mim mesma que não passam de lágrimas de crocodilo: falsas, frias e calculistas.— Eu não podia voltar. Eu não podia deixar que descobrissem.— Que descobrissem o quê? – indago, confusa. — Diga. Diga algo que realmente me prove que você teve seus motivos para partir. Prove que você realmente precisou abandoná-lo. Vamos! Diga alguma coisa!Ela desmorona em mais lágrimas, mas nada disso me comove. Não até ela abrir a boca e revelar algo que quase me faz cair da cadeira.— Eu estava grávida.— Como é? – pergunto sem crer no que eu realmente ouvi. — Você... você...— Eu precisei partir. Não podia ter aquele filho. Eu não mantive a gravidez. – eu me sinto culpada por perceber o quão aliviada fiquei. — Eu o tirei assim que descobri. – Blanche sorri rapidamente e mais lágrimas escapam de seus olhos. — Era um menino. Teríamos um menininho e eu o matei.— Por quê? – engulo o caroço apertado em minha garganta. — Por que... por que não contou a verdade?— Porque eu não podia! – exclama. — Eu estava com medo, não nasci para ser mãe, não tinha ideia de como cuidar de um bebê! Não estava em meus planos engravidar.— Seus... seus planos? – a fúria me atinge. — E o que estava nos planos, apenas abusar de uma criança e esperar que nada disso tivesse um resultado?— Se você puder me ouvir e parar de me julgar, eu...— Não, não posso parar de te julgar! Nunca irei! Você não cometeu um erro simples, Blanche! Você abusou de uma criança por anos! Anos! Nada que você diga ou faça jamais irá suprir tamanha crueldade!— Natasha...— Você me chama para esse almoço, diz que eu preciso abandonar o Steve e ainda tenta me convencer de que você foi a vítima? Pois fique sabendo que, diferente de você, eu amo Steve. E eu daria a minha vida por ele. Diferente de você, eu jamais o magoaria.— Eu me importava com ele. A verdade, Natasha, é que eu nunca deixei de observá-lo.— Típico de criminosos sexuais perseguirem suas vítimas continuamente.— Pare com isso! – ela bate na mesa. — Para de me rotular assim!— Não é um rótulo, sua vagabunda! É a verdade: você é uma pedófila!Mais uma vez, o garçom volta à nossa mesa com os pedidos. A salada é colocada em minha frente, mas eu não consigo comer. É muita coisa para eu absorver além da comida.Notando minha dificuldade, Blanche suspira e diz:— Beba mais vinho. Vai te ajudar a se acalmar. – ela faz uma pausa com o garfo a caminho da boca. — E a processar.— Nada do que eu faça irá me ajudar a processar o que se passou entre você e Steve. – rebato, mas bebo o vinho. — Aliás, nem tem o que processar. Você abusou de uma criança. Isso é tudo. – ponho a taça de volta à mesa.— Eu não vou mais discutir isso com você, Natasha.— É porque não tem o que discutir! – espeto a salada com o garfo. — Você está terrivelmente errada. Não tem saída.
— Eu não te chamei aqui para isso. – ela limpa os lábios com o guardanapo.— E por que diabos chamou?!— Para o que eu escrevi na carta. – Blanche atrai minha atenção. — Você pode amar Steve o quanto quiser. Eu sei que ama. E sei que é difícil não amar. Todas amaram. Mas nenhuma delas se apegou como você, Natasha. Nem mesmo Sharon.— Sharon? – repito, surpresa. — Como sabe sobre ela?Blanche não me responde em palavras. Ela apenas sorri misteriosamente enquanto roda os dedos pela borda de sua taça de vinho.— Saiba que Sharon era e é completamente devastada. – comenta ao ignorar minha pergunta.— Não me admira ela ter feito o que fez.— Eu soube. – largo o garfo contra o prato.— Como você soube?— Conheço pessoas, Natasha. E pessoas conhecem outras pessoas. – Blanche ergue as sobrancelhas. — Enfim, o histórico de Sharon é intenso. Ela precisou recorrer a atendimentos médicos após seu término de contrato com Steve. Inclusive, foi ele quem pagou seu tratamento. – finaliza ao beber mais vinho.— Steve encarou isso numa boa? Ele não... não ficou receoso?— Até então não existia motivos para isso. – ela sorri. — Até que você chegou. Chegou e se apegou, Natasha, assim como ela.— Eu não me apeguei. E certamente não como ela. – falo após engolir. — Eu me apaixonei. Não escolhemos isso. E, assim como eu me apaixonei por ele, ele também se apaixonou por mim. – Blanche solta uma gargalhada, o que me enfurece ainda mais. — Pode rir o quanto quiser. Você só está com inveja porque ele nunca te amou!— Você que pensa!— Não, eu sei! Steve nunca amou ninguém além de mim. Eu sei que te incomoda o fato de que eu tenha o salvado, diferente de você! – ela pisca com raiva. — Eu mostrei a ele o que é o amor. Eu mostrei o que é a felicidade. Comigo, ele pode sorrir e se sentir seguro. E fui eu que dei isso a ele, não você.— Mentira! – Blanche cerra os punhos sobre a mesa.— Steve me ama, Blanche. Comigo é amor, não abuso. Ele só tinha treze anos. Era uma criança assustada, como você mesma disse. E pode até ser que tenha encontrado com você uma forma de escapar do sofrimento que sentia, mas nunca foi amor. Foi apenas um jeito que Steve encontrou de se expressar. Você era um passatempo para ele. Nada mais.— Você está blefando!— Estou longe disso! Você pode até ter sido a primeira mulher dele, mas eu sou a única a qual ele já amou. Eu sou a única da vida dele agora. E nem você nem ninguém mudará isso. Jamais! Sou tão dele quanto ele é meu. E você que não se atreva a voltar à vida dele para magoá-lo ainda mais. – ordeno.— Eu não arriscaria assim tão alto. Você não me conhece...— É você que não me conhece! – deixo a audácia agir por mim. — Você nunca, jamais, entenderá o que existe entre nós porque você não nasceu para isso. Você não nasceu para amar e muito menos para ser amada. Você é oca e fria. – afirmo. — Então, sua mulherzinha barata, fique bem longe de nós!— Sua egoísta de... – não deixo que ela termine.Empurrando a cadeira para trás, fico de pé, pego a taça de vinho e despejo toda a bebida no seu rosto.Blanche arfa e limpa os olhos com as luvas pretas que estão no colo. Os empregados do restaurante assistem à cena com os olhos arregalados junto dos outros poucos fregueses.Não querendo perder mais nem um minuto aqui com essa mulher maquiavélica, abro a carteira e jogo o dinheiro relacionado ao meu pedido. O garçom vem até mim e balbucia alguma coisa sobre troco, mas eu lhe dou as costas e saio do restaurante.O ar frio de Nova York gela o interior de minhas narinas. Olho rapidamente para trás e vejo que Blanche está se levantando, com o rosto e os fios platinados molhados.Eu me viro e começo a andar pela rua, mas colido com peito e braços fortes. O perfume caro e inconfundível me cerca e eu sei quem é antes mesmo de olhar.— Natasha.A voz repreendedora e preocupada de Steve alcança meus ouvidos. Seus olhos azuis e raivosos encontram os meus verdes e surpresos. Steve desvia a atenção de mim por um rápido momento antes de ficar tenso. E eu já sei quem está atrás de nós.— Oi, Steve. – Blanche cumprimenta com a voz firme e ofegante.— Eu te disse, Blanche. Fique longe dela. – Steve me puxa para trás antes que eu possa dizer algo.— Ah, não se preocupe. Eu não fiz nada com ela. – ela olha para mim. — Como pode ver, foi ao contrário.— Você mereceu! – Steve me bloqueia com o braço quando tento avançar. — Na verdade, você merece coisa muito pior!— É melhor tomar cuidado com o que diz, garota. É você que não me conhece...— E nem vai conhecer! – Steve afirma com a voz grossa. — Eu já te disse, caralho, e vou repetir pela última porra de vez: fique longe dela. – exige pausadamente. — Nem sequer olhe na direção dela. Eu não vou medir esforços para te manter afastada da Natasha.— Então você irá quebrar a cabeça tentando. – rebate. — Eu não cometi crime algum. Não a sequestrei nem ameacei. Pelo contrário. Ela que aceitou vir se encontrar comigo. E isso foi por livre e espontânea vontade, Steve. Ela já é adulta. Não é nenhuma garotinha indefesa que você tenha que proteger.— Ele não é você para abusar de uma criança! – cuspo e Blanche atira um olhar de ódio em minha direção.— Garota, você não...— Longe! – Steve exclama assim que Blanche movimenta a perna para se aproximar. — Longe dela. Eu já disse.— Então controle sua cadela sem coleira, Steve!— Não se atreva!A voz de Steve explode em raiva antes que eu abra a boca para me defender. Pessoas na rua passam por nós e nos encaram curiosas.— Você não se atreva a ofender Natasha. A sequer olhar para ela, eu já falei.— Ela está me provocando. É ela que...— Não interessa! – Steve grita e eu pulo, assustada. — Você a manipulou, assim como sempre fez com todas as pessoas. Só que eu não vou deixar que se aproveite dela!— Steve... – sua expressão se suaviza quando olha para mim, mas logo volta a escurecer.— E você... – ele pega meu braço. — ...nunca mais faça isso, entendeu? – Steve me sacode. — Nunca mais aceite nada dela. Nunca mais aceite nenhuma abertura para se falarem. Ouviu? – ele me sacode novamente.— E por quê? – eu me solto com um grunhido. — Já sou grandinha para seguir suas ordens! Não manda em mim. Eu me encontro com quem eu quiser!Essa fala atrai atenção de Blanche, que tem os olhos brilhando quando me encara. E um sorriso diabólico esticando os lábios.— Uhhhh! Ela precisa de um castigo, Steve. E dos fortes. Algo que a faça entender quem manda. Já não basta ter cortado os cabelos? – Blanche balança a cabeça e sorri ainda mais. — Isso é contra suas regras. – ela olha rapidamente para Steve, que está respirando pesadamente. — Isso vale outro castigo. Dois que a farão entrar na linha de uma vez só.Desta vez, não consigo me segurar. Estalo a palma da mão contra sua bochecha com força e raiva. Sua cabeça vira para a direita junto dos fios loiros brancos. Steve apenas suspira e me empurra para trás.— Sua cretina! – Blanche, massageia o local do tapa. Noto que seu rosto ficou vermelho com a marca de meus dedos. — Você vai pagar por isso.— Não se atreva. – Steve se intromete. — Não se atreva, nunca mais, a ameaçá-la. Você vai ficar longe dela, eu já disse.— Ela me agrediu, Steve! — Foda-se! Você que tente fazer algo contra ela para ver o que te acontece!— Isso é uma ameaça? – Blanche ergue uma sobrancelha.— Isso é um aviso. – Steve afirma com olhar focado. — A Natasha é parte de mim agora. Ela é minha, Blanche, coisa que você nunca foi. Nem você nem nenhuma outra.— Do que está falando?— Natasha não é minha submissa. – ele murmura. — É minha mulher. – agora, atrai tanto minha atenção quanto de Blanche.— Sua mulher? Já estão com esses nomes bonitinhos?— Eu estou apenas adiantando o que vai acontecer. – Steve suspira e olha rapidamente para mim, encontrando os meus olhos arregalados. — Nós vamos casar. – ele continua a olhar para mim. — Ela será minha esposa e somente minha para a vida toda, assim como eu serei dela. – afirma antes de se voltar para Blanche. — E você não vai mais nos importunar. Nunca mais. Fique longe de Natasha e de mim ou eu darei um jeito disso acontecer. Eu já disse que não medirei esforços para proteger o que é meu. Fique longe de toda a minha família. – Steve a encara diretamente nos olhos e Blanche perde a batalha. — Não quero mais vê-la perto da Natasha nem do seu local de trabalho. Simplesmente não quero mais vê-la em lugar nenhum que Natasha frequente. Vá embora. Volte para onde você nunca deveria ter saído.— Steve, a rua é públi... – ela inicia, mas Steve apenas pega minha mão e entrelaça nossos dedos em direção ao rosto de Blanche.— Está vendo isso? – ele sacode nossas mãos unidas. — Isso é um relacionamento. Isso é o que Natasha sempre me forneceu: segurança. Você me ensinou a foder e ela me ensinou a amar. Natasha é tudo o que eu sempre quis e nunca tive, muito menos com você. Portanto não pense que irá afastá-la de mim, porque isso jamais vai acontecer. Eu já disse que ela é minha. E não uma submissa, mas a mulher da minha vida. – afirma e olha para mim. — Eu a amo. – sorrio rapidamente antes de ele se voltar pra Blanche. — E você está avisada: Fique.Longe.Dela. – Steve pronuncia cada palavra separadamente.Blanche nos encara com raiva e inveja. E, antes que diga alguma coisa, Steve lhe dá as costas e nos encaminha para o carro. Ele abre a porta para mim e eu entro sem discutir. Rapidamente, prendo o cinto de segurança ao redor de meu corpo e o vejo entrar do lado do motorista.Ele pega o celular e fala para Fury pegar meu carro no trabalho enquanto um tal de Wade volta com o dele para o apartamento. Eu não falo nada, pois ainda estou assustada e confusa demais para abrir a boca e tentar iniciar uma conversa com Steve.Quando ele encerra a ligação, joga o celular dentro do compartimento do carro e olha para mim numa clara expressão de "Vamos conversar, mocinha!"
Notas finais
Link que não abriu no capítulo (garçom) --> https://data.whicdn.com/images/235096105/original.gif
Obrigada pelos 304 comentários, 136 acompanhamentos, 58 favoritos, 7 recomendações e 17508 visualizações ♥
E aí??? Me contem nos comentários, hein!
Gente!! Dando uma pausa da fic agora: alguém aqui conhece "After" ou assistiu ao filme? Eu preciso surtar com alguém kakakakaka
Até mais, gente, e essa semana que nos despediremos dos nossos originais e eternos vingadores :'(
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