Haunted 🔞

23 Capítulo 23 — If you love him let him go


Notas iniciais
Hey, mi amores! Quis muito atualizar a fanfic hoje porque queria fazer pegadinha com vocês de primeiro de abril, mas já teve tanta pegadinha chata no twitter, que eu acabei perdendo o ânimo kakakaka então não vou dar nenhum susto, não :D Perdão por qualquer erro de digitação ^^ Tradução do Capítulo: Se você o ama, deixe-o ir

No dia seguinte, assim que adentro a cozinha, que é em conjunto com a sala de estar, o aroma de café abraça meu nariz.

Caminho até Darcy, que está passando o café para a cafeteira, antes de piscar para Rebby, que está sentada em frente ao balcão.

— Bom dia! – Darcy me cumprimenta, toda sorridente e pronta para o primeiro dia de trabalho.

— Oi!

— Vai comer hoje? – pergunta Darcy. — Eu comprei pão de manhã.

— Saiu cedo para isso? – indago sem crer. — Darcy, você não precisa...

— Relaxa. Eu gosto de me empanturrar pela manhã. É a refeição que eu mais amo fazer! Portanto, sim, eu fui e comprei coisas para o café. E não reclame. – ela fecha a cafeteira e prende seus cabelos lisos e negros em um rabo de cavalo. — A propósito, como você não veio para casa ontem mais cedo, eu peguei sua correspondência e alguns recados das pessoas que te ligaram.

— Que me ligaram? – repito enquanto me sirvo um pouco de café. — Ligaram para cá e não para o meu celular? – indago, mas agora para Rebby, que dá de ombros e continua calada.

— Parece que sim. – Darcy ergue os ombros e comprime seus lábios. — Bom, o primeiro foi da Rebecca. – ela faz um sinal para Rebby. — Ela disse que tentou falar com você, mas só dava "Fora de área ou desligado".

— O que foi? – pergunto a Rebby, mas ela balança a cabeça.

— Nada. Besteira. Deixa para lá. – diz antes de sair da cozinha.

— Rebby... – tento, mas Darcy cochicha para mim.

— Deixa, Nat. Ela está assim desde que acordou. Converse com ela depois e a sós.

— Hmmm, okay... e o outro recado? – beberico meu café após mesclar com um pouco de leite.

— Ah! O outro era de um tal de Nathan.

— Na-Nathan?

O café-com-leite escorre por meu queixo. Darcy apenas me fita com diversão nos olhos enquanto me apresso em pegar um guardanapo e limpar o rosto.

— Sim, Nathan. – responde. — Ele perguntou por você. Eu disse que estava fora e que era sua prima. E aí ele pediu para você ligar para ele quando der.

— Okay. – pego duas torradas douradinhas e passo manteiga numa enquanto descanso a outra no prato. — Ele deixou o telefone?

— Da casa e do celular. – Darcy morde um pedaço de pão. — Quem é esse cara, Natasha, um ex-namorado?

— Não. – respondo de imediato antes de morder a torrada. — É apenas um cara que eu conheci quando fui para Los Angeles visitar mamãe. Mas não comente nada sobre esse telefonema perto do Steve.

— Okay. – Darcy dá de ombros mastigando outro pedaço de pão.

— Obrigada. – puxo uma uva do cacho. — E as correspondências? Onde estão?

— Em cima do balcão. – Darcy maneia a cabeça para o lado.

— Pode pegar, por favor? – ela me traz as correspondências e as coloca no balcão à minha frente. — Obrigada!

Seguro os envelopes lacrados e vou verificando os remetentes. São contas de luz, água, gás, impostos... nada de diferente... opa! Sorrindo, inspeciono melhor o cartão em minhas mãos: o convite de aniversário de Amy.

— O que é isso? – Darcy pergunta, curiosa.

— Aniversário de Amy. – levanto o envelope rosa para ela.

— Amy?

— É. Nossa prima, Darcy. – rio de sua expressão.

— Ah! E ela te convidou?

— Ela não sabia que você estaria em Nova York. – explico. — Deve ter enviado um convite para Seattle.

— Você acha?

— Claro, Darcy! Você é da família, poxa!

— Mas eu queria um convite também. – ela faz beicinho.

— Pode ficar com o meu.

— Valeu!

— Melhor?

— Sim!

Ponho as contas e os convites sobre o balcão e olho novamente para Darcy. Agora, seu sorriso morreu e ela está mastigando o lábio enquanto encara o café na xícara.

— Ei? Está nervosa?

— Não. – Darcy endireita os ombros. — Quer dizer, não sei. Eu acho que não.

— Como assim? – luto contra um sorriso.

— Acho que eu estou ansiosa. Não sei se isso envolve nervosismo.

— Um pouco. – passo manteiga na outra torrada. — É adrenalina.

— Ahhhh, para! Não preciso de sua psicologia a essa hora da manhã! – Darcy revira os olhos e continua a comer.

Nesse momento, Rebby passa por nós já arrumada para o trabalho.

— Tchau, meninas! A gente se vê mais tarde.

— Rebby? – vou até ela. — Está tudo bem?

— Sim. – Rebby sorri e ergue os ombros.

— Mesmo? – reforço ao cruzar os braços. — Pode me dizer, sabe disso. Estou preocupada.

— Hmmm... – ela pestaneja antes de disfarçar novamente. — Eu estou bem. Mas, se quer ficar preocupada, eu te digo para repensar sobre o seu guarda-roupa da terceira idade. – debocha, apontando para as minhas roupas. — Vai trabalhar ou vai a alguma festa à fantasia dos anos... sei lá... quarenta?

— Rebecca! – exclamo, ofendida. — Não tem nada de errado com o que eu estou usando. – afirmo. — Pior você que está vestida numa calça estilo bainha lona de circo!

— Isso é moda, fofa! – Rebby cerra os olhos. — Preciso ir agora.

— Rebecca! Volte aqui! Isso não foi legal! – grito quando ela está na porta.

— Suas roupas também não são, rosinha! – rebate enquanto sai do apartamento ao mesmo tempo em que a porta do banheiro se abre e Steve vem até nós.

— Bom dia, meninas!

— Oi. – minha prima responde.

— Oi, Sr. Rogers. – digo quando ele está perto o suficiente para eu sentir o calor de sua respiração contra meu rosto. Seu cheiro me embriaga e envolve.

— Oi, Srta. Romanoff. – beija minha bochecha. — Vai sair agora?

— Não, ainda está cedo. – franzo o cenho após checar as horas em meu relógio de pulso. — Por quê? Você vai?

— Sim. – seu rosto se comprime em uma expressão chateada. — Desculpa, baby, preciso ir. Acabaram de me ligar do trabalho. Você me avisa quando chegar ao estágio?

— Okay. – concordo, mas um estalo me surge. — Você também!

— Pode deixar. – Steve ri me dando um selinho. — Eu te amo.

— Também te amo. – aprofundo o beijo e Darcy soca o balcão.

— Com licença... – ela começa pigarreia. — ...o único açúcar que eu preciso agora é o que está adoçando meu café. Vocês dois, controlem-se!

Steve ri e me beija mais uma vez.

— Até mais tarde.

— Até. – aceno, e ele parte para fora do apartamento.

Quando ficamos apenas Darcy e eu, ela grunhe e revira seus olhos azuis.

— O que foi? – cruzo os braços. — Vai me dizer que não se sentiu assim com Bucky?

— Claro que não! – exclama com o nariz franzido. — Tenho vinte e quatro anos, Natasha, pelo amor de Deus! E foi apenas uma noite.

— Bom, a idade não vale como justificativa. – digo. — E por que você não liga para ele?

— Porque não tem por que eu ligar. – Darcy põe a louça suja dentro da pia. — A gente se divertiu, mas foi coisa de uma noite só. – repete, começando a lavar os pratos e xícara que usou.

— Okay, se você diz... – decido não insistir.

Enquanto continuo a comer, sinto minha intimidade dolorida e algo quente vazar para fora. Meu rosto transpira no momento em que a onda de cólica abraça meu ventre. Merda de período!

— Que horas você sai? – Darcy pergunta lavando a louça que usou.

— Hmm... ahn... umas oito. – respondo. — Depende do trânsito.

— Entendi. – ela dá de ombros, secando as mãos no pano de prato e voltando a se sentar ao meu lado. — A propósito... que carrão! – exclama, impressionada. — Deu os dois rins para comprar aquele Sedan ou um só funcionou?

— Eu... não... comprei. – respondo sem jeito.

— Ah. – Darcy pisca. — Você... hmm... roubou?

— É, Darcy. Roubar Sedan em plena Manhattan é meu hobby diário!

— Tá, foi mal! – minha prima ergue os braços e ri. — Então me ensina como economizar dinheiro para...

— Steve me deu, sabe, como... ér... um presente. – revelo de supetão, vendo-a se calar por um instante.

— Ah. – ela balança a cabeça. — Saquei.

— Pois é. – rebato, sem saber o que dizer.

Darcy descansa os cotovelos sobre a madeira do balcão e apoia o queixo nas mãos. Sua expressão emburrada me faz rir e ela me interroga com o olhar.

— Darcy, não tem nada de errado em a garota ligar para o garoto depois de passarem uma noite juntos. – ela me fita com desdém.

— Ahhhh, tá! E logo quem está falando isso para mim!

— Sei que não tenho a experiência que você tem, mas é justamente por você ser madura nesses assuntos que eu estou te falando isso. – explico e ela suspira. — Eu vi que você gostou do Bucky. E ele é jornalista, então pode estar ocupado. Ligue e marque de saírem novamente. O que tem de mal?

— Natasha, isso realmente não vai rolar. Sim, ele é gato e divertido, mas eu não quero um relacionamento agora. E, se quisesse, não seria com ele. – afirma. — Nada contra, sabe. Foi bom, ele é bom, mas só naquela noite. Outras? Eca!

— Darcy... – tento, mas ela ergue a mão.

— Chega disso! – minha prima puxa meu braço e checa as horas no relógio. — Está quase na hora de você sair! Melhor se apressar!

— Okaaaaay! – termino meu café-com-leite e caminho até o banheiro para escovar os dentes.

▪️▪️▪️

Na portaria, sou abordada por Raphael, o porteiro da manhã.

— Bom dia, Srta. Romanoff!

— Bom dia! – cumprimento de volta, sorrindo. Estou quase saindo do prédio quando Raphael toca meu ombro.

— Isto é para a senhorita. – ele me estende um envelope de cor creme.

— Para mim? Essa correspondência veio separada das de ontem? É algum atraso?

— Não, senhorita. Este veio de alguém particular.

— Particular? Quem trouxe isso?

— Uma moça. – revela.

— Ahn... disse quem era?

— Não, senhorita. Apenas que é importante.

— Hm... está certo! Deve ser algo do trabalho. Obrigada, Raphael! – ele sorri enquanto abre a porta para mim.

Eu agradeço mais uma vez e saio para a rua gelada coberta de um céu nublado e cercada de ar frio. Amo inverno, mas não vejo a hora de terminar.

Destranco o carro que Steve me deu usando-o pela primeira vez desde que ganhei.

Assim que repouso os quadris contra o assento de couro, o cheiro de carro novo me consome. Sorrio em resposta, ponho a bolsa no banco de carona ao lado e ligo o Audi. Emocionada, dou a partida.

Atrás de mim, não tão sutilmente, Fury começa a me seguir. Eu balanço a cabeça em descrença. Natasha, se ele realmente quisesse que você não o percebesse, isso aconteceria. Se ele não está sendo discreto é porque não precisa. É... tem razão. Steve tem uma equipe muito bem qualificada.

Levo quinze minutos até a Minds Manhattan. Fury caminha em minha direção quando estou trancando o carro. Ele carrega um copo de café em cada mão. E eu sorrio quando me estende o da esquerda.

— Bom dia, Srta. Romanoff!

— Oi! Bom dia, Fury! – pego o café de sua mão e beberico. Hmmm... canela! Ele acertou! — Obrigada!

— De nada! O Sr. Rogers disse para eu seguir a senhorita por todo o dia.

— Tudo bem. Como era de se esperar. – assinto. — Preciso entrar agora. Até mais!

— Até mais, Srta. Romanoff!

Cruzo a recepção e dispenso o uso das escadas. Uma moça loira para ao meu lado enquanto aguardamos pelo elevador. Olhando de soslaio para ela, noto que é a menina da biblioteca.

Ela faz as aulas de estágio comigo, mas nunca trocamos nem uma palavra sequer. O único contato que tivemos foi o olhar mortal que ela me lançou no dia em que Elliot e eu nos exaltamos um pouquinho na biblioteca enquanto ela estava estudando.

Seus olhos estão cansados e opacos. Há olheiras embaixo deles. Praticamente bolsas. Os cabelos loiros estão ressecados e gordurosos, presos em um rabo de cavalo baixo e murcho. O elástico está desbotado e muito largo, pois nota-se que a menina deve ter precisado de ter dado mais de duas voltas para prender seus cabelos.

Ela percebe que estou a encarando, mas nem se preocupa em cruzar seu olhar com o meu. Aparenta estar tão cansada que nem deve esquentar com as pessoas ao seu redor estudando sua aparência apática e exausta.

Uma culpa cutuca dentro de mim e eu olho para o meu copo de café. Só dei um pequeno e sutil gole. É o meu favorito, mas estou de estômago cheio. Será que ela se importaria...?

— Com licença? – chamo assim que o elevador chega ao térreo. Esperamos as pessoas na nossa frente entrarem antes de as seguirmos.

— Sim?

Amenina me responde ainda não olhando para mim. Ela apenas suspira cansadamente e apoia as costas contra a parede do elevador.

Olho ao redor e noto que há três pessoas conosco e a ascensorista sentada em sua cadeira. Ela já conhece nosso andar, portanto nem nos pergunta.

— Você parece exausta. – comento baixinho.

— E estou. – ela me confirma. — Eu trabalho e estudo.

— Você trabalha fora daqui também? – ela solta um pequeno riso irônico ainda com os olhos fechados.

— Sim. E não dá para chamar isso aqui de trabalho.

— Ah. – assinto. — Bom... você... você aceita um café? – ela abre os olhos castanhos em minha direção. — É de canela. Ér... quer dizer, desculpa oferecer assim. Eu também poderia não gostar se fizessem comigo, mas... ér... eu só dei um gole. E parece que você precisa mais do que eu.

— Puxa! Eu nem comi nada de manhã. – ela sorri e pega o copo. — Obrigada...?

— Natasha. – completo para ela. — Natasha Romanoff. E você?

— Samantha Wisconsin.

— Muito prazer. – estendo a mão para Samantha e ela aperta

— Igualmente.

Estamos sorrindo quando o elevador para em nosso andar e as portas se abrem.

Assim que pisamos no largo corredor do andar onde temos aula, Elliot sorri em minha direção e se levanta da cadeira.

— Bom dia, Natasha! – cumprimenta, em seguida, franze o cenho para Samantha. — Ahn... bom dia... para... para as duas. – conserta, sem saber o nome da menina ao meu lado.

— Eu sou Samantha. – ela responde. — E sei que você é o Elliot. Desculpa. Sou introvertida e fui hostil com vocês aquele dia na biblioteca.

— Não... tudo bem. Os errados fomos nós. – aponto entre mim e Elliot. — Não devíamos conversar lá. É um lugar para estudos.

— É. Nós vacilamos. – Elliot também se desculpa.

— Okay. Então estamos de bem. – Samantha sorri e bebe mais café.

Os dois começam a conversar entre si e eu me volto para o envelope em minha bolsa. Fico tentada em pegá-lo e matar logo a minha curiosidade. Assim que estico a mão para alcançá-lo, Cassandra passa pelo corredor e começa a caminhar para a sala.

Elliot e Samantha estão vindo em minha direção, seguidos de outros estagiários. Portanto, preciso segurar minha curiosidade por mais um tempinho.

▪️▪️▪️

Quando o horário de almoço chega, eu já estou com meu estômago rugindo por comida.

Elliot e Samantha saem sorrindo da sala logo atrás de mim. Eles me perguntam se vamos almoçar juntos, mas eu penso antes de responder e decido negar.

— Por que não, Natasha? – Elliot questiona visivelmente chateado.

— Já tenho compromisso. – eu me desculpo com o olhar. — Sinto muito. Mas fica para uma próxima!

— Okay. – concorda Elliot. — Então vamos? Pelo menos estamos liberados hoje pelo resto do dia!

— Eu sei, eu sei. Mas vou daqui a pouco. Podem descer na frente. Preciso ir à biblioteca fazer algumas pesquisas. – minto novamente.

— Podemos te esperar. – Samantha oferece educadamente.

— Não! Ér... quer dizer, sério, gente, pode ir. Nós nos vemos amanhã. – sorrio para os dois, que assentem e devolvem o sorriso antes de se dirigirem para o elevador.

Eu aceno para eles enquanto Cassandra passa por mim. Ela sorri sobre o ombro e entra no elevador junto com Samantha e Elliot.

Quando os três somem da minha visão, eu repouso os quadris numa das cadeiras atrás de mim e abro a bolsa. Sinto minhas mãos tremendo assim que seguro o envelope, pois não tem nenhum remetente. Apenas meu nome escrito numa caneta de tinta azul.

Ansiosamente, eu rasgo a tira de cola e retiro um papel branco de dentro do envelope. Com os olhos arregalados, começo a ler. Puta merda!

A essa altura, você já sabe quem eu sou. Não estava programado que fosse descobrir logo, mas eu tenho observado você há um tempo.

Eu sempre recomendei submissas a Steve e, nas poucas vezes que era diferente, ele me contava sobre elas. Mas você? Resolveu manter em sigilo absoluto, e eu sou uma mulher atenta, Natasha.

Faço parte do passado dele. E isso nem você nem ninguém pode mudar. Eu fui a primeira mulher dele. Eu ensinei as coisas a ele. Você é apenas mais uma de muitas outras, e todas elas sempre existiram no intuito de substituir a mim.

Eu não sei a quem você está querendo enganar ao deixar seu coração agir por você, mas pare com isso. Eu já estive nesse mesmo barco e te digo que nada dura para sempre. Nada. Nem adianta tentar, Natasha. Você não é o que ele precisa ou quer. Você é apenas mais um fardo que Steve terá que carregar.

A vida dele é controle, mas a tua não é submissão. Você não é o tipo de mulher que diz "sim" para tudo sem discutir. Eu sei disso, Steve sabe e você também. Então, abra os olhos e, se realmente o ama, deixe-o ir.

Ps: se quiser discutir sobre isso mais a fundo, encontre-me hoje no restaurante da esquina da rua onde mora. Eu estarei lá de qualquer forma, você aparecendo ou não. E sim, eu sei seu endereço. E sei seu horário de almoço. Resumindo, sei tudo sobre você.

​Venha até mim e discutiremos melhor sobre isso. Repito: se realmente o ama, leve isso em frente e fale comigo. Afinal, não é por amor que cometemos sacrifícios?

Com os dedos trêmulos, dobro o papel de volta e sinto meus olhos marejados. Meu Deus! Não acredito que essa mulher teve a ousadia de me enviar essa carta. Como ela se atreve a me dizer essas coisas? Como ela sabia que eu já estaria sabendo sobre o que aconteceu agora? Como ela tem me observado há um tempo e eu nunca percebi?

Isso está mesmo acontecendo? Essa mulher quer realmente me encontrar? Por quê? Já não basta as palavras sórdidas que me escreveu, agora também precisa pronunciá-las? Natasha, você indo ao encontro dessa mulher pode acabar retirando o restinho de dúvidas que ainda preenche sua cabeça. Little Red, sua função é me alertar, não influenciar. Eu sou você, Natasha! Não se esqueça disso.

Decidida, levanto da cadeira e me dirijo até o elevador. Em tudo que essa mulher já fez, numa coisa ela acertou: eu amo Steve. E, por ele, farei qualquer coisa.

Notas finais
Obrigada pelos 296 comentários, 134 acompanhamentos, 57 favoritos, 7 recomendações e 16984 visualizações. Têm certeza de que não querem enviar mais recomendações pra fic, amores????? Isso incentiva tanto...... :D Até a próxima! Beijoquitas nos popozitos ;)