Haunted
6 Capítulo VI — Sigilo Enoquiano
Notas iniciais

Estava debruçada sobre os livros na biblioteca de Bobby eu fora para lá após a conversa quase esclarecedora com Ingrid.
Andei folheando alguns livros de Bobby e alguns minutos depois disse a mim mesma que fecharia meus olhos por apenas alguns segundos ainda sim apesar de saber que deveriam ter se passado mais tempo do que esperado parecia realmente que eu acabara de fechar meus olhos por questão de segundos e já havia alguém me chamando.
— Sophia preciso que acorde! — Era Castiel me chamando, havia uma nota de urgência em sua voz. Arregalei meus olhos tentando despertar depressa e levantei com uma das pernas dormentes a qual eu havia sentado em cima.
— Algum problema? — Senti uma vontade de alongar meus braços e pernas mais me contive.
— Isso pode doer um pouco, mas é para seu próprio bem. — Ele me disse, o encarei vasculhando suas expressões buscava algo não sabia exatamente o que, talvez eu buscasse em seus olhos saber se deveria confiar nele — Acredite, não vou lhe fazer nem um mal.
— Sei disso. — Respondi.
Ele pôs uma de suas mãos um pouco abaixo de meu peito e a outra apoiou em um dos meus ombros, encarou-me nos olhos antes de pressionar a ponta dos dedos em minha pele. Minha visão embaçou por questão de pouco tempo e por mais que ele tenha feito o que fez e retirado a mão depressa, eu sentia como se agulhas houvessem atravessado minhas costelas e perfurado meus pulmões os deixando ser ar.
O anjo me estendeu a mão para que eu pudesse me equilibrar e então me recompor.
— O que foi isso? — indaguei puxando de volta o ar para meus pulmões.
— Sigilo Enoquiano esconde você de todos os anjos, demônios e fantasmas. Sugiro que não se afaste de nós o sigilo afeta inclusive a mim se acontecer algo não será possível que eu consiga localiza lá.
— E-eles já sabem quem sou eu? — O anjo assentiu, senti minhas mãos tremerem, minhas pernas ficaram bambas e meus braços se arrepiaram.
— Sei que está com medo e que não imagina o que querem com você. Mas eu quero que saiba que estamos do mesmo lado, que eu estou do seu lado e vou te proteger. — Disse ele segurando um de minhas mãos.
Uma voz atrás de Castiel zombou:
— Que comovente. — Era um homem de cabelos e olhos escuros e terno cinza. Vendo que ele chamará nossa atenção, concluiu: — Por favor, me desculpem foi rude da minha interromper um momento assim, prossigam como se eu não estivesse aqui.Vou dar cinco minutos a vocês. — Ele puxou uma lamina prateada e reluzente de sua manga e deu um sorriso digno de um bad boy tirado de livros modernos. Ele cruzou os braços e fez questão de deixar sua faca bem a vista de Castiel que o encarava atento a cada movimento.
— Bobby tire-a daqui. — Falou Castiel, eu nem havia notado o senhor na biblioteca e de fato ele não estava ali.Virei meu rosto automaticamente para a esquerda onde um um homem de boné azul e branco desse as escadas, era Bobby. Ele caminhou depressa em minha direção e me puxou pela mão sem dizer uma sequer palavra, olhei para o anjo que agora também segurava uma lamina igual a do outro homem e a ultima coisa que vi de relance fora o outro homem de olhos escuros ir para cima de Castiel.
— Bobby! Cas...
— Ele sabe se cuidar, no momento estou preocupado em tirar seu traseiro daqui. — Advertiu.
Saímos da casa e eu segui Bobby até uma picape laranjada com a tintura arranhada e algumas cascas caindo.
— Ele vai ficar bem? — Entrei ao lado do Bobby no carro. Sem me responder girou a chave e o carro começou tremer e então morreu. Bobby tentou ligar o carro pelo menos outras cinco vezes.
Pelo canto dos olhos vi um vulto ao lado da janela tive tempo apenas de usar as mãos para proteger o rosto e quando me dei conta o vidro da janela estava quebrado em vários cacos em meu colo e minha mão sangrava. A última visão que tive de Bobby fora ele apontando uma arma para alguém atrás de mim, então essa pessoa agarrou meu pescoço e tudo ficou escuro.
Eu sabia que não estava inconsciente apenas em um lugar escuro, talvez um galpão. Meu coração se acelerou quando tropecei em alguma lata e cai no chão, só ouvia-se apenas o som da lata rolando era como se tivesse uma pedrinha dentro, me lembrava algum filme de terror. Com as mãos no chão tentando me localizar eu me sentia como se estivesse grudada ao teto me levantei depressa e me senti zonza naquela escuridão.
Entrei em panico ao identificar algumas silhuetas ao meu redor e todas pareciam saber exatamente onde eu estava, mesmo no escuro senti vários olhos em mim.
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