Haunted
3 Capítulo III — Enquanto eu espero.
Notas iniciais

Me peguei encarando o nada, confundindo pensamentos me perdendo em devaneios sem me dar conta de que meu passado morrera e quase me levou com ele variadas vezes.
Aprendi a não temer a morte mesmo com a certeza de que sei quais são os riscos depois da vida, com a certeza que o céu não é o meu destino, com a certeza desta escuridão envolto meu coração e de que eu não mereço estar com pessoas como os Winchester's.
Sam e Dean salvam vidas e eu? Sou aquela que deve ser salva ou a vilã que precisa ser sacrificada?
Passei a noite na casa de um senhor que eu acabara de conhecer, ainda sim, me abrigou no quarto que fora de sua falecida mulher. Falou que não precisava me sentir um peixe fora d'água por que confiava em mim pelo fato que os irmãos Winchester's confiavam, se sua decisão fora sabia? Não sei.
Pela manhã Sam e Dean saíram para buscar alguém, uma mulher vidente que deveria ter cerca de setenta anos.
Tive que esperar aqui na casa, os rapazes foram buscar a moça por que seria mais fácil protege lá aqui.
A manhã não fora nada de empolgante Bobby só falou comigo para perguntar se eu quisera comer alguma coisa. Castiel foi embora não o vi sair, por educação eu iria me despedir mas ele não vez questão disso afinal porque faria? As únicas palavras que trocamos foi ''é um prazer conhece-lôs'' e ''igualmente''.
Estou encostada á um balcão na cozinha a pia está cheia de louças sujas e alguns minutos atrás matei uma aranha perto de um calçado na porta. É claro como o dia que nenhuma mulher mora nesta casa a séculos, metaforicamente.
Eu vi algumas fotos dela no quarto onde dormi a mulher do Bobby era muito bonita em todas suas fotos mantinha as mesmas expressões doceis, aos olhos de qualquer um poderiam imaginar que foram um ótimo casal e que eram felizes. Exceto pelos meus olhos o que eu vejo é diferente, mesmo que por fotografias com sorrisos maravilhosos sei que a moça sorrindo estivera infeliz, seus olhos brilhantes denunciavam isso.
A maior mentira já contada é aquela cujo nos diz que quando nos apaixonamos nossos olhos brilham, por parte é mentira.
Nossos olhos brilham quando a alma chora seja por amor, por saudades, maus tratos ou uma decepção.
Não aguentando o cheiro de álcool e o ar úmido caminhei até a porta e sai para fora continuei caminhando entre os carros me afastando da casa e sentindo subitamente um alivio.
Vi um vulto pelo canto dos olhos e me virei depressa, pela janela quebrada de um dos carros vi um vestido amarelo, eu pensara que estava só. Fiquei na ponta dos pés para olhar por cima dos carros amaçados que haviam naquela parte do ferro velho, não vi ninguém.
— Você consegue me ouvir? — perguntou uma voz feminina, olhei para trás me surpreendendo com uma moça loira usando um vestido amarelo justo, me parecia tão jovem e seus olhos mostram a mesma infelicidade que eu vira em suas fotos essa noite.
— Sim posso. Mas não entendo como vocês está aqui? — Se ela estivesse quando cheguei eu poderia te lá visto, espíritos não tem livre arbítrio estão sempre ligados a alguma coisa.
— Não sei — Seus olhos marejavam — Uma hora estou sozinha na terra outra vivendo minhas lembranças boas no céu. Não quero ficar aqui! É frio, é sozinho pareço estar vendo o mundo através de um espelho! — Falou depressa como se a qualquer momento seu tempo fosse acabar.
— Você estava no céu e agora está presa na terra? Impossível...
— Você pode me ver mesmo que não consiga passar pro seu lado no véu, ouvi muito sobre você, precisa tomar cuidado. — sua voz soou mais calma.
— Porque? — Ela desapareceu, continuei procurando ao meu redor, se a moça me dissera a verdade agora está no céu.
— Com quem está falando? — Eu acabei de olhar ao redor!
— Eu acabei de olhar não tinha ninguém — Caminhei para trás me afastando dele.
Castiel só pode ter brotado do chão.
— Não precisa ter medo a não ser que tenha algo a esconder.
— Você é o anjo que Sam falou — Me lembro da conversa que tive com Sam a caminho da casa de Bobby. Deveria ter me tocado antes ''terno e sobretudo''. — Sophia, meu nome é Sophia.
— Eu sei.
— Ah — me esqueci que Sam havia nos apresentado. — Como você pode se parecer tanto conosco?
Caminho para próximo dele e toco seu rosto ele parece-me surpreso.
— Nós temos regras — Ele me disse — Se quero andar entre humanos, precismo me parecer com um.
— É completamente diferente de como imaginei. — Ele sorriu deveria ter ouvido aquilo pelo menos cem vezes.
— Você não respondeu minha pergunta.
— As vezes eu falo sozinha coisa de gente louca. — Digo a ele, não existe um motivo para eu não dizer-lô que estava falando com a falecida mulher do Bobby talvez possa ser uma informação útil o que ela me dissera.
— Você não é insana.
— E-eu estava falando com a falecida esposa de Bobby. — minha voz saiu como um sussurro.
Abaixei a cabeça para não vê lo rir de mim e se fosse preciso taparia meus ouvidos para não ouvir o som da sua risada.
— Do que você está falando? Em teoria isso é impossível.
— Foi a mesma coisa que eu disse à ela. — Não vejo problema em dizer a ele, Sam falou que Castiel não é como os outros. — A moça disse que seu tempo estava dividido entre a terra onde era frio e solitário. E entre o céu onde podia viver seus bons momentos enquanto viva. Me deu a entender que alguém esta tentando sequestrar as almas do céu.
O anjo me parecia surpreso seus lábios abriram e se fecharam novamente, não sou vidente mais eu já podia imaginar que a palavra ''Impossível'' sairia de sua boca.
— Se o mundo espiritual estivesse agitado eu saberia. — Seus olhos se estreitaram.
— A não ser que isso tudo tenha acabado de começar.
Não vejo o que isso tudo pode ter haver comigo tudo que eu faço é ver fantasmas através de um véu.
— Tem mais alguma coisa que precisa me dizer?
— Não, quer dizer agora não.
Virei de costas para voltar a casa do Bobby quando ouço o anjo perguntar:
— Você está bem?
— Sim.
Talvez o anjo pudesse me ajudar a conseguir resposta, mais fui idiota de não lhe perguntar se já ouvira falar de pessoas como eu.
Subi as escadas direto para o quarto onde pediram que eu ficasse e sentei a beira da cama, apertei forte meus cabelos sinto tanta raiva é assim do nada, um sentimento folgado que vai e volta quando bem entende não pede com licença, chega arrombando portas em minha mente e tomando conta.
Não fiquei com raiva do anjo, tenho raiva da minha ignorância porque não pedi sua ajuda? Porque virei de costas e vim pro quarto?
— Eu sinto falta daqui. — Uma voz ecoou pelo quarto a mesma cujo falará comigo minutos mais cedo.
— O que faz aqui? — Pergunto a ex-mulher do Bobby.
— Por qual motivo eu não poderia visitar meu próprio quarto? — Percebo uma nota de raiva em suas palavras.
— Desculpe.
— Sabe porque ele não me deixam em paz? Porque ele quer que a encontremos.
— Ele quem?
— O gigante, é tudo que sei. — Ela me disse então lamentou: — Sinto muito por isso menina.
Seus braços se abriram e abraçaram meu corpo, senti um calafrio e comecei a tossir minhas pernas fraquejaram então caio de joelhos no chão. As expressões da fantasma ficara mais séria.
A mulher do Bobby tentou me possuir! Não fora a primeira vez cujo tentaram se apossa de meu corpo me previni a tempos com uma pulseira anti-possessão.
Me levantei do chão e abri a porta. Desço correndo as escadas, não posso chegar até Bobby e dizer ''sua esposa voltou dos mortos e está tentando me matar''.
Corro até o ''ferro'' velho onde seria mais fácil eu me defender ou ao menos eu espero que sim, estou longe da casa agora, no meio de um monte de carros caminho para trás tentando ampliar ao máximo meu campo de visão.
Sou arremessada para frente caindo no chão e ralando minhas mãos e joelhos, me viro depressa — ainda caída — e lá estava ela com expressões furiosas.
— Nós estamos sofrendo por sua culpa! — Cuspiu as palavras a moça doce que eu conhecera a poucos minutos desapareceu completamente.
Preciso me focar em mante-lá o mais longe que puder levanto com cautela sem desviar meus olhos sei exatamente que eu poderia pegar a chave de fenda perto do mustangue antigo com capo aberto, tintura acabada e sem portas.
Tentei correr mais ela apareceu na minha frente colocando suas mãos em meu pescoço sufocando-me. Minhas pálpebras pesam a vontade que tenho é de fechar os olhos e perder logo a consciência.
Mas ao invés de ainda sentir as mãos daquela fantasma me sufocando, sinto mãos ao redor de minha cintura impedindo que eu caia no chão, entre abri os olhos antes de apagar completamente e vi os olhos azuis do anjo.
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