Haunted
6 Surrender
Notas iniciais
Eu to com um já pronto e to fazendo o outro pra deixar já pronto pra só postar, então agradeço a todos que estão acompanhando e comentando o comentário de vocês me deixa muito felizes.
E sejam bem vindas novas leitoras...
E mandem reviews e se quiserem e achar que eu mereço uma recomendação ^^
Então vou parar de enrolo
Boa leitura
http://www.youtube.com/watch?v=WQs8NerS-FY
“O único modo razoável de se viver neste mundo é sem regras!”
Coringa
– Eu disse que voltaria. – Ele diz, abrindo um meio sorriso.
– Vai embora! – Eu digo, levantando-me da cama.
– O quê?! – Ele pergunta, de forma confusa.
– Eu não quero mais te ver! Vá embora, Sasuke!
–Você me fez prometer que voltariaSakura. — Ele diz, em tom acusador.
– Foi há dez anos, você me abandonou. – eu digo, chorando.
Ele vem até mim em uma velocidade nada humana e me abraça.Tento me livrar do contato, mas não havia como. Sinto todo seu corpo colado ao meu, ainda sentia aquela louca atração que eu tinha por ele.
– Desculpe-me a demora. – Ele diz ao pé do meu ouvido.
– Sasuke. – Eu digo, em uma voz rouca que não parecia a minha.
Ele me afasta um pouco do seu corpo e me encara.Sinto meu rosto ficar quente e vermelho, pois sabia muito bem o que ele estava tentando fazer. Abaixo o rosto para que ele não enxergasse meus olhos.
– Pare de tentar ler minha mente,Sasuke. – eu digo rouca.
– Odeio não saber o que pensa. – ele diz serio, soltando-me e indo até a janela, encarando a escuridão lá fora.
Sento-me na cama e sinto um frio terrível no meu corpo. Respiro fundo e tento me controlar, sabia muito bem o porquê de ele estar aqui: Eu tinha pedido pra ele voltar; eu o tinha contratado com o meu próprio sangue.
Ele disse que ficaria comigo para sempre, mas, como todos os outros, ele mentiu pra mim.Deixo as lágrimas escaparem.Fazia três anos que eu tinha o Sasuke do meu lado e, logo agora, que eu completei dez anos, no dia do meu aniversario, ele diz que tem que me deixar.
– Flor de cerejeira, escute-me. – ele diz, já sentado na minha cama.
– Vai embora logo, não quero mais te ver. –eu digo, com a voz chorosa.
– Meu anjo, escute-me. – ele diz, virando-me e fazendo-me encarar seus lindos olhos negros.
– Não quero mais saber, há três anos você disse ‘’nunca irei te deixar.’’ E agora vai embora? Vá logo, então. – Digo, de forma séria.
–Meu anjo, eu preciso ir, pois forças superiores estão me pressionando.
– Como assim Sasuke?
–Tem alguém acima do meu poder que está me mandando voltar para meu mundo, então irei voltar. É coisa de uma semana, logo voltarei. – ele diz, com uma voz misteriosa.
– Promete que não vai me deixar? – eu pergunto, com uma voz manhosa.
–Prometo. – fala, com uma voz baixa.
– Sasuke, não quero lhe perder. – eu digo, abraçando-o com força.
– Há uma maneira... Mas deixa pra lá. – ele diz rapidamente.
– Que maneira?- pergunto curiosa.
–Um pacto, para eu ser eternamente seu. – ele diz, com uma voz incrivelmente sombria.
– Eu teria que lhe dar o quê?
– Sua alma, seu corpo, você. – ele diz, segurando minha mão com força.
– E como a gente faria isso?
– Um pacto de sangue. Nós temos que nos unir de corpo e... Alma.
– Sasuke, eu aceito. – eu digo, com uma voz confiante.
–Tem certeza Sakura? Uma vez que vai fazer o pacto, ele nunca mais poderá ser desfeito.
–Te... Tenho. – digo decidida.
– Ótimo. – ele diz, sorrindo abertamente.
–O que vamos fazer? – pergunto, sentando no seu colo.
–Por agora, iremos misturar nosso sangue... E depois... – ele para de falar, deixando um clima de mistério no ar.
– E depois? – eu o incentivo a continuar.
–E depois, quando eu voltar, teremos que nos unir de corpo e alma, senão... – ele novamente para e me encara sério. – Senão seu corpo morrerá.
– E quando iremos fazer o pacto?
– Agora, dê-me sua mão.
Eu estendo a minha mão e ele segura com força e, com movimentos rápidos e precisos, fura meu dedo e o seu.Vejo o sangue sair e logo se mistura com o dele e, com isso, força-me a tomar a mistura dos nossos sangues.
Não sinto nada de diferente, até que meu corpo começa a queimar por dentro. Olho pra ele, que estava serio do meu lado, apenas fazendo uma careta. Fecho os olhos e sinto como se meu corpo todo estivesse queimando e, antes de cair na escuridão, escuto sua voz calma:
– Calma, meu amor. logo irá passar, não irei demorar muito... Te amo. – Com isso, nunca mais ouvi, nem vi o Sasuke. ‘’
Volto a minha realidade eSasuke ainda olhava algo lá fora. Respiro fundo e me levanto, não sabia nem o que dizer; muito menos como agir perto dele. Já tinham se passado muito tempo, mas sabia que meu coração sempre foi dele.
– Sasuke. – Eu o chamo, fazendo-o se virar pra mim.
– Eu demorei não porque quis, mas porque foi necessário. – ele diz, com uma voz estranha.
– Necessário? Você me abandonou aos 12 anos, achei que tudo era loucura, imaginação até...
– Até que você começou a fazer coisas inexplicáveis. – ele completou a frase que ia dizer.
– Foi quando eu percebi que tudo foi real. – eu termino, olhando dentro dos seus olhos de ônix.
– Sakura... – ele da um passo pra frente, fazendo-me dar um passo pra trás.
– Eu estou perfeitamente bem sem você. – eu digo rapidamente.
– Está bem por enquanto, logo seu corpo vai adoecer e, se não nos unirmos, irá morrer aos poucos. – ele diz tudo rapidamente.
– Falta quanto tempo? – eu pergunto temerosa.
– A verdade? Poucas semanas. – ele diz, dando outro passo pra frente.
– Tem que haver alguma maneira. — eu resmungo, alto demais.
– Não há saída. Pactos não podem ser desfeitos. – ele diz apenas a um passo de distancia de mim.
– Afaste-se de mim. –eu digo, saindo perto dele, mas logo o sinto me puxando de encontro ao seu corpo.
– Sakura, você me pertence. – ele diz no meu ouvido, fazendo-me arrepiar toda.
– Eu vou lutar contra isso. – Eu digo, levantando meu rosto, orgulhosa.
– Tente mais. Pode ter certeza que irá falhar. – ele diz, soltando-me e vai embora, batendo a porta do quarto com muita força.
Arrasto-me até a cama e, diferente de antes, eu não chorei, apenas me deitei e fiquei a pensar em tudo que esta acontecendo desde que ele apareceu na minha vida.Sinto um vazio enorme no meu peito. Fecho os olhos com força e me permito pensar no dia que nós conhecemos.
‘’ — Não vamos fazer nada demais. – disse o Lee.
Ele era um garotinho bastante estranho: Cabelo cortado em formato de uma tigela e sua atitude era bem suspeita. Quase ninguém tinha coragem de falar com ele e agora estava eu aqui, junto com minhas amigas Yumi e Yan, esperando-o chegar com o jogo.
Logo ele aparece e junto um tabuleiro, que pelo o que já ouvi, era o jogo onija. Eu sempre tive um pouco de medo de fantasmas, vejo as meninas se aproximarem e se ajeitarem pra começar o jogo e, como não tenho alternativa,junto-me a eles.
Colocamos o dedo em cima de uma peça de madeira e nada acontecia, até que eu sinto um vento frio passar pelo meu corpo. Olho ao meu redor e nada, foi quando, de repente, sinto a peça se mexer.
Retiro meu dedo mais logo o Lee grita pra eu colocar de volta e logo o faço. Com rapidez, a peça se move formando frases, que a Yan anotava rapidamente. Depois de uns minutos a peça para.
– Qual é a mensagem, Yan? – o Lee pergunta curioso.
– Que droga...
– Yan, fala logo o que diz. – A Yumi diz, impaciente.
– Mexeram com quem está quieto. Agora aguentem as consequências.
Lembro-me que, naquele mesmo dia, Lee foi atropelado, morrendo na hora, na nossa frente e, um mês depois, Yumi e Yan morreram num acidente de carro, deixando-me sozinha. Isso me fez ficar uma criança depressiva. ‘’
Notas finais
Escuto o som de uma canção de ninar logo meu choro acaba e com ele vem a sensação de aconchego e com um pouco de coragem me sento na cama encaro a escuridão é como se ninguém nem nada tivesse no meu quarto.
- Sente medo? uma voz fria se pronuncia pela primeira vez.
- Não. eu digo de uma vez.
- Mentes muito mal. a Voz estava mais perto.
- Vai pro inferno, se for me matar vai logo. eu digo impaciente o fazendo rir.
Fale com o autor