Hate to see your heart break
4 Capítulo 4
Layla me afrontou no corredor no dia seguinte. Ela estava com Pan.
– Que grande amiga você – disse Pan.
– Você pensou que eu não saberia? – disse Layla.
AimeuDeusdocéu. Ela sabe.
Ela sabe que eu gosto de Oscar.
Como ela descobriu?
Eu fui tão discreta...
– Eu posso explicar.... Não é bem o que parece – eu comecei a falar, começando a me desesperar.
– Teve uma festa na sua casa ontem e você não nos convidou! – disse Pan.
O que?
– O que? – eu disse.
– Seu irmão postou isso ontem no facebook – Pan disse mostrando-me seu celular.
Era uma serie de fotos da noite anterior, deles com os amigos, e eu estava em algumas das fotos. Na verdade, uma das fotos era de Max eu.
– Oh... isso... Bem, não foi uma “festa”. Klaus convidou alguns poucos para comemorar um negocio da faculdade. Nem eu sabia. Nem pensei em chamar vocês, desculpa...
– E quem é esse? – Layla perguntou apontando para Max.
– Max... é um dos amigos do meu irmão – disse devolvendo o celular para ela.
– Ele é bonitinho – disse Pan ampliando a foto.
– Ele é legal – eu disse.
– “Legal” – disse Pan me dando um olhar malicioso.
– Não se preocupem, quando houver uma festa de verdade na minha casa, vocês serão as convidadas de honra – eu disse ignorando Pan.
– É bom mesmo – disse Layla. – Oscar e eu...
Oh Deus... e lá vamos nós...
Para o bem da minha amizade, eu desliguei parte do cérebro e não prestei atenção no que ela dizia.
– O que você acha? – perguntou Layla.
– Sobre o que? – eu perguntei voltando para a realidade.
– A gente sair esse final de semana?
– Ok. Claro. Que dia?
– Sabado?
– Pode ser domingo?
– Por que domingo?
Porque no sábado eu vou fingir ser a namorada perfeita para meu melhor amigo gay enquanto ele e o avô jogam tênis.
– Tenho planos com Mick – eu disse, e logo vi a expressão de Layla.
– Oh... claro... Mick. – Layla disse revirando os olhos.
– Hum..podemos fazer o seguinte: vocês podem dormir na minha casa de sábado para domingo. Uma festa do pijama! – eu prôpus.
– Isso parece interessante – disse Pan.
– Eu topo. – disse Layla.
– Ok, então. Vou falar com meu pai. – eu disse para Layla. – Eu, você, Pan e Spencer.
– Seu irmão vai dar outra festinha de comemoração com os amigos essa semana? – perguntou Pan animada.
Klaus e Hector estava sentados no sofá jogando vídeo-game na hora que eu cheguei.
– Minhas amigas vão dormir aqui esse final de semana – eu disse para Klaus.
– Não vão não – Klaus disse sem tirar os olhos da televisão.
– O que? Por que?
– Porque eu tenho um trabalho em grupo para fazer, e a gente decidiu fazer aqui. – Klaus respondeu.
– Quem está no seu grupo?
– Eu e Hector ...– ele começou.
– Não estou perguntando pela parte obvia – eu o interrompi.
– ... os gêmeos e Tyler. – ele continuou.
– Max não está no nosso grupo, se é isso que você quer saber – disse Hector, olhando para mim e sorrindo.
– Max? Quem disse que eu queria saber dele?
– Olly, por favor, nós vimos vocês conversando – Hector disse.
– E?
– Você não ficou nem um pouco interessada nele? – Hector perguntou.
Olhei para Klaus e vi seu rosto completamente inexpressivo. Eu já conhecia aquela cara. Ele não gostava do que estava ouvindo.
– Claro que não. – eu respondi. – Converso com você desde que eu 7 anos, e até hoje, você nunca me interessou – eu disse Hector e ele calou a boca.
Eu pude ver em seus olhos que ele tinha uma resposta, mas com Klaus sentado ao seu lado, ele jamais abriria a boca.
– Enfim – eu continuei falando. – Minhas amigas vão vir aqui sim. Eu vou sair com Mick no sábado e no sábado á noite elas vão dormir aqui. Eu já falei com o nosso pai. Eu tenho carta verde.
– Tanto faz. – disse Klaus. – Depois a gente resolve isso.
Sai da sala e fui para meu quarto. Joguei a mochila no chão e cai na cama.
– Ei, Olly – Hector me chamou aparecendo na porta.
– O que você quer? – perguntei para Hector.
– Eu tenho uma pergunta.
– Diga.
– Você finge ser namorada do Mick, certo?
– Sim.
– Vocês se beijam?
– O que?
– Você e Mick se beijam? Quer dizer, você é a “namorada” dele.
– Por que você quer saber?
– Sei lá... curiosidade.
– Ah ta...
– Então?
– Então o que?
– Vocês se beijam?
– Vou deixar você na curiosidade. – eu disse me levantando e fechando a porta.
– Sério Olly? Sério?
Voltei para minha cama e fiquei encarando o teto. Me revirei na cama um pouco, e me lembrei de quando Hector ficou ali comigo, no dia do meu ataque de pânico.
Fui até a porta e a abri.
– Mudou de ideia? – ele perguntou.
– Eu não te agradeci por ficar comigo naquele dia... no dia que Klaus e meu pai brigaram.
A expressão de Hector suavizou e ele olhou para o chão.
– Você sabe que eu não te deixaria sozinha daquele jeito.
– Eu sei, obrigada.
– Você... não é louca. E você também não é nenhum pouco parecida com a sua mãe. – ele disse olhando para mim.
– Você não sabe, você não conheceu a minha mãe.
– Mas eu conheço você. Muito bem, alias.
– Até parece – eu disse revirando os olhos.
Nessa hora, ouvimos Klaus chamando Hector da sala.
– Falando sério agora – Hector disse. – Você se interessou pelo Max?
– Ciúmes, Hector?
– Até parece – ele disse revirando os olhos.
– Relaxa. Eu só acho ele legal. Ele não vai roubar seu lugar no meu coração.
– Eu tenho um lugar no seu coração?
– Claro que sim Hector. Você foi o meu primeiro beijo. O primeiro a gente nunca esquece.
– Meus Deus, eu nem sei porque eu gosto de você – Hector disse revirando os olhos mais uma vez e indo em direção a sala.
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