Layla me afrontou no corredor no dia seguinte. Ela estava com Pan.

– Que grande amiga você – disse Pan.

– Você pensou que eu não saberia? – disse Layla.

AimeuDeusdocéu. Ela sabe.

Ela sabe que eu gosto de Oscar.

Como ela descobriu?

Eu fui tão discreta...

– Eu posso explicar.... Não é bem o que parece – eu comecei a falar, começando a me desesperar.

– Teve uma festa na sua casa ontem e você não nos convidou! – disse Pan.

O que?

– O que? – eu disse.

– Seu irmão postou isso ontem no facebook – Pan disse mostrando-me seu celular.

Era uma serie de fotos da noite anterior, deles com os amigos, e eu estava em algumas das fotos. Na verdade, uma das fotos era de Max eu.

– Oh... isso... Bem, não foi uma “festa”. Klaus convidou alguns poucos para comemorar um negocio da faculdade. Nem eu sabia. Nem pensei em chamar vocês, desculpa...

– E quem é esse? – Layla perguntou apontando para Max.

– Max... é um dos amigos do meu irmão – disse devolvendo o celular para ela.

– Ele é bonitinho – disse Pan ampliando a foto.

– Ele é legal – eu disse.

– “Legal” – disse Pan me dando um olhar malicioso.

– Não se preocupem, quando houver uma festa de verdade na minha casa, vocês serão as convidadas de honra – eu disse ignorando Pan.

– É bom mesmo – disse Layla. – Oscar e eu...

Oh Deus... e lá vamos nós...

Para o bem da minha amizade, eu desliguei parte do cérebro e não prestei atenção no que ela dizia.

– O que você acha? – perguntou Layla.

– Sobre o que? – eu perguntei voltando para a realidade.

– A gente sair esse final de semana?

– Ok. Claro. Que dia?

– Sabado?

– Pode ser domingo?

– Por que domingo?

Porque no sábado eu vou fingir ser a namorada perfeita para meu melhor amigo gay enquanto ele e o avô jogam tênis.

– Tenho planos com Mick – eu disse, e logo vi a expressão de Layla.

– Oh... claro... Mick. – Layla disse revirando os olhos.

– Hum..podemos fazer o seguinte: vocês podem dormir na minha casa de sábado para domingo. Uma festa do pijama! – eu prôpus.

– Isso parece interessante – disse Pan.

– Eu topo. – disse Layla.

– Ok, então. Vou falar com meu pai. – eu disse para Layla. – Eu, você, Pan e Spencer.

– Seu irmão vai dar outra festinha de comemoração com os amigos essa semana? – perguntou Pan animada.

Klaus e Hector estava sentados no sofá jogando vídeo-game na hora que eu cheguei.

– Minhas amigas vão dormir aqui esse final de semana – eu disse para Klaus.

– Não vão não – Klaus disse sem tirar os olhos da televisão.

– O que? Por que?

– Porque eu tenho um trabalho em grupo para fazer, e a gente decidiu fazer aqui. – Klaus respondeu.

– Quem está no seu grupo?

– Eu e Hector ...– ele começou.

– Não estou perguntando pela parte obvia – eu o interrompi.

– ... os gêmeos e Tyler. – ele continuou.

– Max não está no nosso grupo, se é isso que você quer saber – disse Hector, olhando para mim e sorrindo.

– Max? Quem disse que eu queria saber dele?

– Olly, por favor, nós vimos vocês conversando – Hector disse.

– E?

– Você não ficou nem um pouco interessada nele? – Hector perguntou.

Olhei para Klaus e vi seu rosto completamente inexpressivo. Eu já conhecia aquela cara. Ele não gostava do que estava ouvindo.

– Claro que não. – eu respondi. – Converso com você desde que eu 7 anos, e até hoje, você nunca me interessou – eu disse Hector e ele calou a boca.

Eu pude ver em seus olhos que ele tinha uma resposta, mas com Klaus sentado ao seu lado, ele jamais abriria a boca.

– Enfim – eu continuei falando. – Minhas amigas vão vir aqui sim. Eu vou sair com Mick no sábado e no sábado á noite elas vão dormir aqui. Eu já falei com o nosso pai. Eu tenho carta verde.

– Tanto faz. – disse Klaus. – Depois a gente resolve isso.

Sai da sala e fui para meu quarto. Joguei a mochila no chão e cai na cama.

– Ei, Olly – Hector me chamou aparecendo na porta.

– O que você quer? – perguntei para Hector.

– Eu tenho uma pergunta.

– Diga.

– Você finge ser namorada do Mick, certo?

– Sim.

– Vocês se beijam?

– O que?

– Você e Mick se beijam? Quer dizer, você é a “namorada” dele.

– Por que você quer saber?

– Sei lá... curiosidade.

– Ah ta...

– Então?

– Então o que?

– Vocês se beijam?

– Vou deixar você na curiosidade. – eu disse me levantando e fechando a porta.

– Sério Olly? Sério?

Voltei para minha cama e fiquei encarando o teto. Me revirei na cama um pouco, e me lembrei de quando Hector ficou ali comigo, no dia do meu ataque de pânico.

Fui até a porta e a abri.

– Mudou de ideia? – ele perguntou.

– Eu não te agradeci por ficar comigo naquele dia... no dia que Klaus e meu pai brigaram.

A expressão de Hector suavizou e ele olhou para o chão.

– Você sabe que eu não te deixaria sozinha daquele jeito.

– Eu sei, obrigada.

– Você... não é louca. E você também não é nenhum pouco parecida com a sua mãe. – ele disse olhando para mim.

– Você não sabe, você não conheceu a minha mãe.

– Mas eu conheço você. Muito bem, alias.

– Até parece – eu disse revirando os olhos.

Nessa hora, ouvimos Klaus chamando Hector da sala.

– Falando sério agora – Hector disse. – Você se interessou pelo Max?

– Ciúmes, Hector?

– Até parece – ele disse revirando os olhos.

– Relaxa. Eu só acho ele legal. Ele não vai roubar seu lugar no meu coração.

– Eu tenho um lugar no seu coração?

– Claro que sim Hector. Você foi o meu primeiro beijo. O primeiro a gente nunca esquece.

– Meus Deus, eu nem sei porque eu gosto de você – Hector disse revirando os olhos mais uma vez e indo em direção a sala.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.