Hate Everything About You

14 Tempestade - Parte I - Culpa


Notas iniciais
Desculpem a demora para postar, eu realmente não consegui pensar em um título para esse capítulo por um bom tempo. No mais, estamos chegando no final, o que será que vai acontecer?

Ah! Adamantite é um mineral ficticio, que existe apenas no subterrâneo... lâminas de amadamantite perdem o corte se expostas ao Sol por um período prolongado.

Quarfein observava a forma como Amaess dormia — a expressão serena no rosto angelical, as costas expostas pelo lençol bagunçado... a pele nua e vulnerável... tão doce, tão meigo... se aproximou do elfo, se debruçando sobre o mesmo. Suas mãos deslizaram pelos fios dourados espalhados pelo travesseiro... como uma pessoa tão inocente podia ser tão tentadora?

Seus lábios tocaram a nuca de Amaess, que apenas se remexeu, sem mudar de posição. – Amaess, acorda...– Sussurrou, voltando a beijar a nuca do garoto. – Vamos, hã?

Contrariado, Amaess abriu os olhos, temendo o que o drow poderia fazer para acordá-lo. Quarfein deixou uma de suas mãos deslizarem pelo rosto do garoto, que fechou os olhos, agarrando o lençol da cama com força — ao contrário do que o drow havia lhe prometido, ele se lembrava do que aconteceu na noite anterior, e como se aquilo não fosse o bastante, estava com uma forte dor de cabeça.

"Quando foi?" Pensou Quarfein, sentindo-se inseguro. "Quando foi que eu me apeguei a algo tão frágil? Será... que a essa altura... eu seria capaz de me desfazer dele?" Indagou-se, deixando suas mãos envolverem o pescoço do elfo.

Amaess chegou a sentir alívio quando o drow começou a pressionar sua garganta, sufocando-o — a morte seria sua passagem só de ida para fora daquele inferno — era o que pensava, então nada a temer. Não resistiu, não lutou, não tentou se soltar. Porém, quando o ar começou a faltar de fato nos pulmões do elfo, Quarfein desistiu, soltando-o. Amaess tossiu algumas vezes, involuntariamente buscando por ar.

– Por que? – Perguntou, sem obter resposta do drow. Quarfein respirou fundo, tentando não se desesperar diante da confirmação — não mais era capaz de matar Amaess. Não conseguia sentir vontade de fazê-lo, e mesmo quando conseguia, a vontade logo desaparecia, fazendo-o desistir de levar a idéia adiante.

– Se arrume. Nós vamos para a outra estalagem. – Falou. – Eu irei pegar os cavalos, mas não sei se eles já estão acostumados... de qualquer forma, não faça nada do que possa se arrepender na minha ausência.

Silêncio. Bastou que Quarfein deixasse o quarto para que o elfo se encolhesse, tremendo.

"Por que? Tudo o que eu passei... tudo ao que me deixei submeter para proteger Claitae... ela não está mais aqui, mas ainda assim... ainda assim eu tenho medo... medo de que ele descubra onde ela está... de que ele vá atrás dela... medo de que... de que eu não consiga mais pensar em escapar... medo de que eu esteja enlouquecendo... eu estou com tanto medo..." Pensou, tentando encontrar uma forma de pôr a angústia para fora. Então, seus olhos recaíram sobre o punhal antigo de Quarfein — a lâmina estava desgastada pela exposição ao Sol, mas ainda assim possuía algum corte. O garoto hesitou, deslizando a lâmina pela palma de sua mão, e observando uma pequena quantidade de sangue emergir. Ponderou seriamente sobre tirar a própria vida, e estava pensando seriamente em fazê-lo, mas ainda assim, estava em dúvida — deveria fazer aquilo? Ou deveria tentar agüentar apenas mais um pouco? Hesitava...

~*~

Quarfein terminou de prender as bagagens nos cavalos, analisando-os — não eram tão diferentes assim dos lagartos usados como montarias no subterrâneo — quer dizer, eram mais bonitos e dóceis, mas nem tão diferentes. Suspirou, indo de volta para o quarto, e seus olhos se arregalaram ao verem os cortes feitos nos pulsos de Amaess.

– O que você fez?! Você tentou se matar de novo?! – Falou, agarrando o garoto pelos braços, visto que os pulsos estavam cobertos de cortes não fundos o bastante para pegarem uma veia, mas fundos o bastante para precisarem de cuidados.

– Sim, eu tentei... – Admitiu o elfo, ao que o outro jovem o olhou com incredulidade devido à calma com que tais palavras foram ditas. Porém, o garoto não conseguiu permanecer muito tempo sem desabar. – Eu tentei me matar, porque eu não agüento mais viver desse jeito. Algum problema com isso? Por que você faz tanta questão de me manter vivo apenas para me torturar? – Falou soluçando. Quarfein se deteve, sem saber como responder. – Por que? O que foi que eu te fiz?!

Silêncio. O drow apenas acariciou o rosto do garoto, empurrando-o para a cama — não queria ter de responder, porque não queria admiti r o fato que tanto queria negar — o fato de que algo dentro de si havia mudado, e de que um sentimento novo surgia dentro de si, colocando-o contra a parede, e também contra tudo o que havia sido ensinado.

– Olha Amaess, eu não quero mais ver aquela vadia, muito menos ver ela perto de você de novo... – Disse, se referindo a Nádia. – Nós vamos lavar isso e enrolar em um pano, e então vamos em um boticário para colocar algumas ervas medicinais. – Falou, agradecendo mentalmente pelo punhal de adamantite ter perdido o corte. Amaess permaneceu em silêncio, se encolhendo.

"Que droga... quando eu me apeguei tanto a ele? Quando foi... e afinal, o que é isso que eu sinto por ele? É realmente amor? Eu não consigo compreender... por que eu me importo tanto?" Pensou o drow, pegando um balde e uma toalha. Deixou a água esquentar até ficar quente, pois sabia que o pano a faria esfriar um pouco, e então molhou a toalha, indo até o elfo e segurando-lhe o braço.

– Eu não posso te deixar sozinho nem por cinco minutos, não é mesmo? – Disse, passando a toalha sobre os cortes. Amaess desviou o olhar, ao que Quarfein deixou a toalha sobre seu braço e pegou uma das roupas que estavam mais limpas, cortando uma duas tiras da mesma e jogando no balde. Após alguns instantes, o drow enfaixou os punhos do garoto, com certa dificuldade — cuidar de ferimentos não era algo em que era exatamente bom... mas quando se tratá-la de abri-los, em compensação... suspirou, verificando se as faixas estavam bem amarradas, e então se ergueu. – Isso deve dar. Vamos.

Ainda assim, apenas pelo susto, o drow voltou a colocar a coleira no pescoço do garoto. – E isso é apenas para refrescar um pouco a sua memória. Se tentar se matar de novo, eu não respondo por mim. – Falou, indo até a porta. Sentindo-se sem muitas alternativas, Amaess se ergueu, seguindo o drow até o estábulo. O caminho até a outra pousada foi incomodamente silencioso. Quarfein suspirou, amarrando os cavalos em frente à estalagem. Ainda assim, não sabia o que podia acontecer naquele lugar — era da periferia de uma cidade humana que estavam falando.

– Amaess... vigie os cavalos, eu já volto. – Falou. Estava prestes a se afastar quando se lembrou do que acontecera das últimas vezes que deixara o mais jovem sozinho — algo que não era difícil de se repetir considerando a situação- Amaess era apenas um adolescente bonito e praticamente indefeso, em uma periferia onde viviam apenas pessoas pobres e aqueles que não queriam ser encontrados — e por aqueles que não queriam ser encontrados entende-se: todo tipo de criminoso. O drow hesitou, mas tocou o queixo do garoto. – Se acontecer qualquer coisa, grite, está bem?

Amaess permaneceu em silêncio, desviando o olhar. O rapaz apenas beijou-lhe o rosto e se afastou, deixando o elfo surpreso. O garoto se voltou para os cavalos, sorrindo quando um aproximou o focinho de seu rosto.

– Oi para você também... – Riu, com o lampejo de um brilho no olhar enquanto acariciava a testa do animal.

Quarfein sorriu de leve ao observar de longe, se questionando o porque de nunca ter reparado naquele sorriso tão doce e inocente. Se aproximou devagar do garoto, lembrando-se do motivo — nunca o havia visto sorrir — não sinceramente: a única vez que o vira sorrindo fora quando o jovem estava tentando acalmar a irmã, fingindo estar bem para que ela não se preocupasse. Sentiu-se culpado, e de certa forma sentiu inveja da irmã e do garoto por um se importar tanto com o outro, mas não pretendia ceder àquele sentimento estranho.

– Vamos? Um funcionário irá levar eles até o estábulo... – Falou, fazendo o sorriso no rosto do garoto desaparecer. Amaess deu alguns passos para trás, tentando se manter afastado do drow. Quarfein suspirou, notando a expressão de tristeza no rosto do garoto. – O que foi? – Perguntou.

– Eu não consigo parar de pensar na minha irmã... – Disse o elfo. Apesar da insegurança, o drow puxou Amaess para si, acariciando-lhe os cabelos.

– Eu posso te levar até sua irmã... – Falou, por mais que uma voz cada vez mais fraca dentro de si o dissesse para não fazê-lo. – O que acha?

Os olhos do elfo chegaram a se iluminar diante da possibilidade de rever a irmã, mas aquilo durou pouco.

– Por que eu deveria confiar em você?– Disse, desviando o olhar. Quarfein hesitou, sem ter muitas formas de contra-argumentar. Acabou soltando a primeira resposta na qual pensou.

– O que você teria a perder?– Perguntou o drow. Amaess ficou em silêncio por alguns instantes, sem responder. Sim, o que teria a perder? Ele talvez nada, mas e sua irmã? E Nádia? Se perguntar isso era doloroso. – Está bem, não precisa me responder agora. Apenas vamos ver onde fica o quarto para não termos que ficar procurando ele à noite.

A idéia de ficar sozinho com o drow em um quarto o apavorava, mas não havia muita coisa que pudesse fazer — se perguntava o porque de ainda estar vivo, e o motivo pelo qual Quarfein ainda não o havia matado.

– O que foi?– Perguntou. Amaess apenas abaixou o olhar, fazendo o rapaz perder a calma. – Vem.– Exclamou o drow, puxando o garoto pelo braço até o quarto, onde um cama de casal jazia ao lado de uma cômoda, sobre a qual se encontravam dois livros extremamente surrados e um vaso de flores. O elfo parou na beirada da porta, amedrontado, sem tirar os olhos do outro rapaz. Quarfein apenas fechou as cortinas, jogando as malas no chão e desfazendo-as o mínimo possível.

– Nós vamos ficar apenas três dias aqui. – Falou, sendo interrompido.

– Não importa... – Disse Amaess, se sentando sobre a cama. O drow suspirou.

– Ia ser menos tempo, se você não saísse por aí confiando em qualquer pessoa que-

– Eu disse que não importa! – Falou de forma impulsiva, interrompendo o outro. Quarfein ergueu a mão pronto para agredir o garoto pelo tom de voz usado, mas se deteve ao ver que o elfo simplesmente apertava o lençol com a mesma força com que mantinha os olhos fechados.

"Merda, o que eu estou fazendo?!" Pensou, se detendo por alguns instantes e limitando-se a observar o elfo, antes de deixar as costas de sua mão deslizarem pela face de Amaess devagar, colhendo uma lágrima.

– Você definitivamente não sabe mentir... – Disse o drow. – Parece até um cristal, de tão frágil e transparente... – O garoto estremeceu ao sentir a respiração do outro ainda mais próxima de seu rosto, e entreabriu os olhos, tentando não sofrer por antecipação ao pensar no que viria a seguir. — Você diz que não se importa, mas o que você mais queria era justamente conseguir não se importar com o que eu faço com você, não é mesmo?

O elfo mordeu o lábio inferior, tentando não admitir o quanto o que Quarfein dissera era verdade. Sentiu a mão do outro deslizando pelo seu rosto, até chegar perto de seus lábios.

– Pare de morder os lábios e me responda. – Falou o drow, tocando os lábios macios e rosados do garoto. Silêncio. Apenas a agonia refletida nos olhos azuis do jovem, que durante todo o tempo se vira atormentado pelas memórias de tudo o que o outro lhe fizera — a coleira em seu pescoço, então, o fizera lembrar das vezes em que o outro lhe trancafiara no quarto, preso ao pé da cama de uma forma degradante. Quarfein tocou a coleira no pescoço do elfo, que apenas desviou o olhar, tentando não se prender àqueles pensamentos. O drow não deixou aquele desconforto passar despercebido. – Se você se comportar, eu posso remover isso. Aliás, posso remover no mesmo instante em que você responder minha pergunta.

Amaess permaneceu em silêncio antes de responder — estava com medo — medo de ter que viver pelo resto da vida com aquelas memórias, com aqueles fantasmas torturando-o incessantemente em seu pensamento. Ainda assim, o drow insistiu.

– Me responda. – Falou, se debruçando sobre o garoto.

– Por que precisa que eu te diga o óbvio? – Respondeu Amaess, com a voz suave carregando um tom de tristeza. Quarfein pegou um punhal, inserindo sob a tira de couro e cortando-a, notando pequenos hematomas na pele macia do pescoço do garoto — havia alguns pequenos ferimentos, resultado do incidente ocorrido quando o vira com Nádia. Seus lábios foram de encontro a um ferimento que parecia ser mais recente — um pequeno arranhão deixado pelo punhal. Sua língua seguiu a linha vermelha na pele branca, fazendo Amaess estremecer, e o elfo recuou um pouco quando uma das mãos do drow deslizou pela sua coxa.

Quarfein se deteve, notando o medo nos olhos do garoto... aqueles olhos, tão doces... tão belos... sempre o puxando-o para aquele mar vasto e azul... para aquelas águas suaves e perigosas, nas quais sempre terminava se afogando.

– Eu imagino que seja porque... eu gosto da sua voz... – Confessou, deixando a mão que repousava sobre a coxa do elfo subir para a cintura do mesmo. Amaess estremeceu. – Ela é tão doce quanto você...– Disse, acariciando os cabelos do elfo, que permaneceu em silêncio. Apesar disso, Quarfein notou uma mudança na respiração do garoto e achou melhor se afastar um pouco. – Talvez seja por isso que eu sempre sinta vontade de ouvi-la, no fim das contas. Bem, eu queria poder deixar você ficar no quarto descansando, mas como é época de inverno, eu acho que convém comprar alguns agasalhos... eu não estava planejando ficar tanto tempo na superfí- O drow se viu interrompido.

– Sem detalhes. – Disse o garoto, deixando evidente o quanto o abismo entre os dois havia aumentado ainda mais devido às ações do outro.

– Como preferir... – Falou o drow, apesar da dor que aquilo lhe causava. Amaess se levantou, seguindo-o em silêncio. Escolheu, propositalmente, os agasalhos mais largos que encontrou. Esperava voltar logo para o quarto e poder manter sua mente afastada daquilo, mas logo reconheceu o lugar para o qual estavam indo. Se perguntou por que estavam indo naquela direção — a direção da pousada da mãe de Nádia. O garoto se encolheu, lembrando das experiências desagradáveis que tivera ali.

– Está com medo? – Perguntou o drow. Amaess permaneceu em silêncio, mas sentiu o braço do outro lhe envolvendo a cintura. O garoto estremeceu, mas Quarfein apenas prosseguiu até a pousada de Amélia.

– Pois não? – Disse a mulher, indiferente.

– Eu gostaria de falar com uma de suas funcionárias.– Disse o drow. – Nádia ou Alvina, qualquer uma delas.

– Aguarde um instante. – Disse a mulher, antes de desaparecer atrás do balcão. Alguns instantes depois, Alvina apareceu no pátio, estreitando os olhos ao reconhecer Quarfein.

– Você! – Exclamou, com raiva. O drow permaneceu em silêncio por algum tempo.

– Que bom, você se lembra. Eu vou ir direto ao assunto — onde está a irmã de Amaess? – Perguntou.

­– Por que eu te diria?! Para você- O drow se voltou para Amaess.

– Espere aqui. – Falou, puxando Alvina para fora da estalagem pelo braço. O elfo se assustou um pouco, mas não se atreveu a sair de perto do balcão.

~*~

Alvina sentiu a parede atrás de suas costas, e se encolheu, fitando o drow com raiva. Quarfein apenas a observou por alguns instantes, notando que ela estava com medo.

– O que foi? Eu só quero saber onde a irmã dele está. – Falou.

– Oh sim, para então usar ela para ameaçá-lo não é?! Saiba que ela está a salvo, eu deixei minha irmã cuidando dela, junto com meu sobrinho! Eu fiz eles virem até aqui apenas por isso! — Falou a humana.

­ — Não, não é para ameaçá-lo. – Disse o drow.

– Então é para quê?! Eu não vou cair nessa e colocar minha família em perigo, desista!– Falou a garota. Quarfein estava seriamente pensando em ameaçar cortar a garganta dela, quando pensou em outra alternativa.

­ — Está bem. Não precisa dizer onde ela está. Apenas a traga um dia aqui. E apenas um dia, para que ela possa ficar sozinha com Amaess. Eu irei deixar ela ir depois, prometo.– Disse, sentindo uma angústia dentro de si. A humana suspirou diante da insistência.

– Está bem. Me dê um bom motivo para confiar em você, e eu posso pensar nisso. ­ — Falou. Obteve como resposta o silêncio, mas Quarfein apenas abaixou o olhar.

– Você não tem. Você e qualquer outra pessoa não têm motivo algum para confiar em mim. Principalmente Amaess. – Admitiu. Porém, o que sentia pelo garoto agora falava mais alto que seu orgulho, e naquele instante, o que o drow mais queria era que os olhos de Amaess voltassem a possuir o brilho que tinham antes. – Mas... ele... ele simplesmente... Alvina, eu não estou pedindo por mim. Se fosse por mim, eu estaria apontando uma faca para você nesse exato instante. – Disse.

– Você não me engana. Pode fingir se preocupar com ele o quanto quiser, eu não irei — Quarfein a interrompeu.

– Ele não confia em mais ninguém, Alvina. Eu só quero que ele possa ver a irmã. – Falou. – Ele... tentou se matar de novo, e-

– E desde quando você se importa?! – Respondeu Nádia. – Se é que se importa!

– Eu me importo - O drow se viu interrompido. Faeremma apenas observava, ao longe.

– Então deixe ele ir! Pare de manter ele preso e usar ele como um brinquedo! Você não se importa e nunca se importou -

– Você é quem não está se importando agora! – Disse o rapaz, aumentando o tom de voz.

– Eu ESTOU me importando com a segurança de Claitae e de minha família! Nada disso estaria acontecendo se VOCÊ não existisse! A culpa disso é sua! – Falou a garota, furiosa. Quarfein se recusou a recuar.

– Mesmo?! Não foi eu quem drogou ele — O drow se viu interrompido.

– Do que está falando?! Eu NUNCA faria algo assim! Você é quem estuprou e torturou ele repetidas vezes! – Exclamou a humana, silenciando o rapaz. Furiosa, ela se afastou, a passos largos, voltando à tarefa da qual havia sido tirada. Ter aqueles fatos expostos de forma crua fazia o drow sentir raiva de si mesmo. Quarfein voltou para o pátio, com os olhos fixos no chão, e foi em direção ao elfo.

Notas finais
Ressaca... não é algo divertido... nem a ressaca ressaca, nem a ressaca moral...