Hate Everything About You
1 Caçado
Notas iniciais
Para os que tiverem essa dúvida - o Amaess tem o que seria equivalente a 16 anos, e o Quarfein o equivalente a 18.
O fogo iluminava o vilarejo enquanto trepidava em meio as casas, sem ter que lutar contra a Lua minguante pela soberania da noite. Soldados drow passavam com desdém por entre os cadáveres. Homens, mulheres, crianças — nenhum habitante do vilarejo élfico havia sido poupado, e os sobreviventes agora enfrentavam uma morte lenta e cruel. Em uma casa periférica destinada a ruir, um jovem elfo se esforçava para manter oculta a presença de sua irmã.
– Toror'¹, estou com medo. – Disse a menina, se agarrando ao irmão mais velho. Amaess se esforçava para manter a calma — não podia entrar em pânico — não agora, não antes de tirar sua irmã daquele inferno. Secou os olhos, tentando apagar de sua mente tudo o que havia visto antes de chegar ali... antes de encontrar a mãe à beira da morte, e ter-lhe feito uma última promessa.
– Shhh... vamos tentar sair daqui... – Disse o rapaz, cobrindo os ouvidos da pequena, para que esta não ouvisse os gritos das pessoas que estavam sendo torturadas. Com o máximo de cautela, Amaess se esgueirou para ver se era seguro sair, avistando com um trio de soldados drows.
– Ora, ora... o que temos aqui... – Disse um deles. O rapaz pensou em recuar, mas não poderia deixar que soubessem da presença da irmã.
Não ... tinha que protegê-la a qualquer preço, a qualquer custo. Era a última promessa que havia feito a seus pais — era a única coisa que podia fazer por eles agora. Não poderia deixar que a pequena se ferisse, ou pior ainda — morresse.
– Toror'?– Perguntou a menina, fazendo o irmão puxá-la pelas mãos.
– Corra!– Disse o garoto, puxando a pequena atrás de si. Um dos soldados drows sorriu ao notar que apenas ele havia visto os dois, e os seguiu calmamente — era um caçador solitário, e gostava de suas caçadas serem lentas e cheias de tortura psicológica, seguida por tortura física.
O garoto olhava para trás a todo instante, sem notar seu perseguidor — não que fosse fácil enxergá-lo em meio a escuridão. O jovem e a irmã corriam desesperadamente, sem direção, até mesmo porque em meio àquela noite sem Lua, mal tinham como saber onde estavam pisando.
E foi isso que fez com que, à beira de um declive, Amaess tropeçasse, acidentalmente levando consigo sua pequena irmã barranco abaixo. A queda não fora grande o bastante para matá-los, mas fora o bastante para que se machucassem gravemente, ficando debilitados pela dor.
Com dificuldade, o jovem elfo tentara se levantar, preocupado com sua pequena irmã, quando avistou Quarfein — soldado drow que os perseguia — calmamente indo em direção a eles. Não era possível ver muito dele com clareza, mas era possível ver um par de olhos rubros, sobre o qual alguns fios brancos insistiam em cair empurrados pelo vento.
– Aqueles que protegem a retaguarda vêem a morte vir pela frente, sabiam?– Disse o rapaz, cujos os olhos possuíam a cor de um rubi. O garoto estremeceu, temendo pela vida da pequena. Tinha que protegê-la, mas não estava em condições de lutar — estava ferido demais para isso. Se vira sem muitas alternativas.
– Por favor... poupe minha irmã...– Disse Amaess, se esforçando para ir até a irmã mais nova e se colocando na frente da mesma, como que tentando protegê-la com o próprio corpo. Quarfein ignorou os apelos do garoto, aumentando o desespero do mesmo — havia sido ensinado desde criança a não ter piedade, e a sempre causar o máximo de dor possível a seus supostos inimigos antes de matá-los — se pudesse humilhá-los enquanto os torturava, melhor ainda.
A passos silenciosos e calmos, o drow passou pelo jovem, mas este o segurou pelo tornozelo. — Eu imploro! Ela é só uma criança! – Falou Amaess, temendo pela vida da pequena e indefesa irmã mais nova — não podia deixá-la morrer — prometera a seus pais que iria cuidar dela, que iria protegê-la... não podia deixar que aquele homem a ferisse. A despeito do pedido aflito, a figura gélida, cujos cabelos eram brancos como a neve, chutou a mão de Amaess, parando em frente à menina desacordada. Desesperado, o elfo lançou mão de seu último recurso.– Eu faço o que você quiser, mas por favor poupe Claitae!– Suplicou, sem pensar duas vezes — era a vida de sua irmã que estava em jogo.
Aquilo foi o bastante para intrigar o drow e arrancar um malicioso e cruel sorriso de seus lábios, fazendo com que Quarfein voltasse o olhar na direção do elfo. O jovem estremeceu diante daquele sorriso, mas manteve o olhar fixo no chão — morreria se fosse preciso para ter a certeza de que sua irmã iria ficar bem. – Por favor... apenas não machuque ou mate minha irmã...
Quarfein parou alguns instantes, ponderando a respeito do que faria diante de uma proposta tão desesperada e tão tentadora — ao mesmo tempo, algo dentro de si gritava de forma silenciosa — ninguém de sua família arriscaria um fio de cabelo sequer para protegê-lo. Aliás, para si, a ideia de se arriscar para proteger alguém soava patética e absurda. Ficou alguns instantes em silêncio, apenas observando o rosto de traços finos e delicados do elfo, que juntamente com os cabelos lisos e longos, lhe conferiam uma aparência que por muito pouco não era andrógina. Não pôde evitar se perguntar quantos anos aquele garoto tinha — o equivalente ao que para um humano seriam 16 anos? No máximo, 17? O drow percorreu o corpo frágil e esguio com um olhar cheio de luxúria, já pensando em diversas formas de humilhar aquele jovem de cabelos dourados e fazê-lo engolir cada uma daquelas palavras. Se arriscar para proteger alguém era algo que nunca valia a pena, e tentando imaginar as razões do garoto, só conseguia pensar em uma coisa — na vontade que tinha, por razões desconhecidas para si, de fazê-lo desistir.
– O que eu quiser, você disse?– Perguntou, tentando imaginar o que havia por baixo da túnica branca e da calça clara — o que não era difícil, uma vez que as roupas deixavam em evidência as curvas belas e graciosas. O elfo estremeceu, mas não recuou — era a segurança de sua irmã mais nova que estava em jogo, da única pessoa que restava viva dentre aqueles que amava. Precisava protegê-la a qualquer custo, a qualquer preço.
– S-sim...– Disse, sem ter ideia das intenções do outro.
O drow lambeu os lábios, dando um sorriso maldoso, se deliciando ao ver o medo refletido nas grandes e belas orbes azuis do garoto. Porém, ainda que Amaess se julgasse disposto a morrer, nada no mundo poderia prepará-lo para o que estava por vir. E nada o faria imaginar que era esse o preço que o outro cobraria para não fazer nenhum mal a Claitae.
– Dispa-se.– Falou o drow, fazendo Amaess engolir em seco. O jovem se levantou, e não demorou para a túnica cair no chão, expondo a pele branca e macia do tronco, marcada apenas pelos machucados obtidos na queda. Quarfein apenas observava enquanto, constrangido, o garoto abaixava as calças, deixando expostas suas coxas belas e atraentes.
– O que foi?– Perguntou o drow, fazendo um sinal para que o outro terminasse. Amaess prosseguiu, desviando o olhar, procurando conter um par de lágrimas que brilhava em seus olhos... aqueles olhos belos como duas safiras, irritantemente atraentes, odiosamente amáveis.
O elfo fechou os olhos, terminando de se despir e tentando cobrir o que podia com as mãos. As lágrimas de constrangimento escaparam dos olhos do garoto, que sentiu uma das mãos do drow acariciando sua bochecha.
– Oras, não chore...– Disse Quarfein, com uma voz tranqüilizadora, se divertindo com a humilhação de sua presa. O jovem elfo abriu os olhos, com medo, e o brilho demoníaco no olhar do outro o assustou ainda mais. – Não quando eu sequer comecei.– Completou o rapaz, deixando a faca deslizar pelas costas do garoto.
Amaess tentou não gritar, mas com o corte sendo feito em diagonal, do seu ombro até perto do quadril, aquilo foi um esforço inútil — por mais que o corte não fosse profundo, a dor proporcionada nada tinha de pequena. O elfo pressionou o próprio braço, tentando não se concentrar na sensação. Mas Quarfein queria fazê-lo sofrer, fazê-lo gritar até que ele não tivesse forças nem para pronunciar uma única palavra. Queria empurrá-lo para o mais profundo abismo do desespero, de forma que o garoto implorasse para poder voltar atrás e pedir por uma morte rápida.
– Você não tem a mínima idéia do que eu ainda vou fazer... – Disse Quarfein, cravando a faca na parte de trás do joelho do elfo enquanto o segurava pela cintura, subindo a faca lentamente pela coxa de sua presa, deliciando-se com os gritos de dor que o jovem tentava conter mordendo a própria mão. Quarfein sabia que, se não estivesse segurando o garoto, este já estaria no chão, se contorcendo de dor. – Não abafe seus gritos. As coisas podem piorar muito se fizer isso.– Falou, fazendo um corte profundo no braço do jovem. Deu um sorriso sádico diante da falta de resistência oferecida e do grito de dor emitido pelo outro, jogando-o contra o chão e se sentando sobre seu quadril.
Amaess não reagia — apenas se agarrava a possibilidade de seu agressor manter a palavra e poupar a pequena criança que jazia inconsciente. Quarfein virou o rosto do garoto de frente para si, segurando-o pelo queixo e permitindo que sua mão o pressionasse . O elfo emitiu um gemido de dor. – Você fica tão adorável quando faz essa expressão de dor... e tenta tão obstinadamente não gritar...– Falou o drow, deixando a faca deslizar pelo tronco do jovem, arranhando-o de uma região próxima ao lado esquerdo do quadril e subindo até perto da clavícula do lado oposto. Se deliciou com os gritos e com a expressão de sofrimento no rosto de Amaess, pelo qual lágrimas de dor escorriam. Podia ver o medo refletido nos olhos do garoto, e aquilo o fazia querer torturá-lo ainda mais. O queria fazer desistir, e gritar para ser morto de uma vez.
– Você é tão ingênuo... que sequer parou para pensar que não tem garantia alguma de que eu vá manter minha palavra –Disse Quarfein, rindo ao notar o desespero transparecer no olhar de sua presa. Fez um outro corte no tronco do elfo, que agora começava a se debater diante do fato que não analisara em meio ao pânico. O corte partia de um ponto pouco abaixo do peito esquerdo e ia até perto do umbigo, sendo um pouco mais profundo que o ferimento anterior. — Oras, vamos, não se debata muito... se você se mover de forma tão frenética... eu posso fazer um corte mais profundo do que o planejado... - Falou, propositalmente afundando um pouco mais a faca, rindo diante do fato de que os olhos de Amaess refletiam a mais pura mistura de terror e desespero.
– Por que?– Perguntou o garoto, apavorado diante da ameaça do drow não manter a promessa — passar por tudo aquilo já era terrível o bastante — quem dirá passar por tudo aquilo em vão.
– Oras, não foi você quem disse que eu podia fazer o que quisesse com você? Só estou fazendo isso...– Respondeu o rapaz, deixando suas mãos correrem pelo tronco do elfo, que graças à sua inocência, sequer percebera a luxúria por trás daqueles olhos vermelhos... olhos belos, mas ainda assim aterrorizantes.
Quarfein se deliciou diante de tamanha inocência e ingenuidade, sabendo que as marcaria para sempre — fator que apenas o fazia se deliciar ainda mais com o medo da indefesa criatura sob seu corpo — aquele medo não podia ter uma razão mais real para existir.
– D-desde que poupasse minha irmã!– Protestou o jovem, com uma voz chorosa. Gritou de dor quando o drow enfiou parte do indicador no corte mais profundo feito em seu tronco, percorrendo a linha ensangüentada e arrancando gemidos de seus lábios.
– E...? É tão divertido brincar com os seus medos...– Falou Quarfein, lambendo o sangue que agora estava na ponta de seu dedo. Uma perigosa mistura de ódio, curiosidade e desejo o motivava, e Amaess não tinha noção do que o outro planejava fazer. – Você faz uma expressão tão meiga quando está apavorado... me dá cada vez mais vontade de fazer você chorar e implorar para morrer logo.
Medo. Muito medo. O drow sorriu ao notar que Amaess tremia, com a respiração acelerada e o tórax subindo e descendo de forma rápida. Os sinais do corpo do elfo podiam muito bem ser comparados aos de um coelho pressionado sob as patas de uma raposa. Quarfein abaixou o rosto até perto do abdômen trêmulo de sua vítima, lambendo o corte que ia até a clavícula direita e parando na altura do peito do jovem. Um soluço deixou os lábios de Amaess.
– Mas... seria um desperdício matar um animal de estimação em potencial tão adorável quanto você... – Disse o drow. Aquelas palavras abusivas fizeram o outro estremecer.
– Eu não– A fala do jovem foi interrompida por um violento tapa no rosto. Tal fora a força que os dedos de Quarfein ficaram nitidamente marcados e o rosto do elfo chegou a tombar para o lado.– O que foi ? Você disse que faria o que eu quisesse, não é? – Falou o drow. – Então... não me conteste, ou sua querida irmãzinha sofrerá as conseqüências...
– P-perdão...– Disse o jovem, temendo colocar a irmã em risco. Quarfein mordeu o pescoço branco e esguio do garoto com força, fazendo com que Amaess arqueasse o corpo e deixasse escapar um gemido.
Os lábios de Quarfein desceram para um dos mamilos do elfo, mordendo-o e fazendo com que o garoto finalmente percebesse suas intenções. A vontade de Amaess era correr, gritar, e se possível socar o homem que nesse exato instante deixava uma de suas mãos libidinosamente subir por sua coxa, enquanto a outra trazia consigo a faca, fazendo um corte que ia do joelho até seus quadris — por que aquilo? Ele não o odiava? Então, por que o queria? Não conseguia compreender, e também não queria permitir que o outro cometesse a violência que estava prestes a executar, porém, pouco podia fazer — era a condição imposta para que sua irmã fosse poupada. Mas, se ao menos conseguisse fazê-lo mudar de idéia...
– Uma vez que você disse que se submeteria a minha vontade... isso não é considerado um estupro, certo? - Disse o drow, provocando-o. A voz bela, porém cruel. Lágrimas escorreram pelo rosto do garoto.
– Por favor não isso!– Suplicou Amaess, cobrindo o rosto em meio à vergonha que sentia. Preferia ser retalhado, esquartejado ou o que quer fosse a passar por aquilo. – Por favor!– Disse, chorando, sem saber que estava dando ao outro exatamente o que ele queria. Se recusava a acreditar que não era um pesadelo, mas a dor... a dor, o desespero e os toques de Quarfein eram reais demais para que pudesse negar. Sentiu a língua do drow deslizando por um de seus mamilos, enquanto uma das mãos ardósias-azuladas puxava seus cabelos para trás, a fim de deixar seu pescoço mais exposto.
Um turbilhão de estímulos percorria o corpo de Amaess, confundindo sua mente enquanto os dentes do drow se cravavam em seu pescoço. O garoto se limitou a implorar, temendo que se fizesse algo além disso sua irmã — sua pequenina e frágil irmã — sofresse as conseqüências.
– Não feche os olhos.– Disse Quarfein, se deliciando com o desespero que estava infligindo ao outro — sabia que, se não fosse para proteger a irmã, o elfo jamais estaria se submetendo àquilo. Ria mentalmente de tal fato — ah, como as pessoas da superfície eram estúpidas, abrindo mão de seu orgulho em prol das outras, se submetendo a situações humilhantes por alguém que sequer sabiam se demonstraria algum tipo de gratidão, apenas por possuírem o mesmo sangue! Era tão divertido usar a estupidez delas para conseguir o que queria!
– Eu imploro... não...– Falou Amaess, em meio a soluços, apenas para ter suas súplicas ignoradas pelo drow, que se vira arrancado de seus pensamentos superficiais.
– Veja... você não é muito diferente de uma prostituta...– Falou o rapaz, fazendo as orbes azuis do elfo se arregalarem. — Só muda pelo que vocês negociam seus corpos...– Concluiu, dando um sorriso cruel enquanto erguia uma das pernas do garoto. Sabia o quão amedrontado Amaess estava, e o quão humilhado ele se sentia — seu olhar e sua expressão deixavam transparecer isso, assim como as lágrimas que escorriam de seus olhos cor de safira. Sorrindo, o drow sadicamente utilizou de sua mão livre para acariciar os cabelos de sua vítima.
– Não... por favor não... – Murmurou o jovem, desesperado. Quarfein apenas acariciou-lhe o rosto, deixando sua mão colher uma das lágrimas.
– Shh... poupe seu fôlego...– Falou, antes de desabotoar suas calças e abaixá-las junto com suas roupas intimas.
– Não!– Suplicou Amaess, se recusando a acreditar que aquilo estava prestes a acontecer — havia apenas uma pessoa para a qual planejava se entregar, e agora, não bastasse aquela pessoa estar morta, ainda havia aquilo acontecendo.
A despeito das súplicas do garoto, Quarfein o penetrou sem preparação alguma. Desespero, dor, agonia e medo ficaram evidentes não apenas no grito que deixou os lábios rosados e macios do elfo, mas também em suas orbes azuis, agora completamente arregaladas. Um par de lágrimas escorreu, enquanto o drow forçava a entrada no corpo que não havia chegado a conhecer o toque do amor, e agora estava exposto aos toques de uma luxúria doentia.
– O que foi? Ninguém nunca esteve dentro de você antes? - Perguntou Quarfein, por mais que soubesse que a resposta — negativa — era óbvia. – Você nunca esteve com outro homem? – Provocou.
"Erdan... me perdoe... além de não poder ter feito nada..." Pensou Amaess, soluçando. "Dói... não apenas por isso mas... Por favor... Me perdoe...".
Aquilo, sem dúvida, estava sendo melhor do que o planejado para o drow, que sentia o corpo abaixo do seu tremer enquanto o garoto chorava, soluçando em meio a gemidos e gritos de dor.
O drow abaixou o rosto afim de provar uma das lágrimas, apreciando o sofrimento e o desespero de sua presa enquanto terminava de forçar sua entrada. – Quanto mais você tentar resistir, mais doloroso isso vai ser... entenda que não vejo problema algum nisso, mas não quero que você desmaie antes de terminarmos.– Sussurrou no ouvido do elfo, fazendo-o estremecer. Agarrou os quadris de Amaess com força, terminando de forçar sua entrada no corpo do jovem, que sentia-se como se fosse ser partido ao meio por dentro. Um pouco de sangue escorreu do anus do garoto — prova da virgindade que agora lhe era roubada. Quarfein não se importou — não via motivos para se importar — para ele, tudo aquilo não passava de mais uma auto-recompensa após uma longa viagem feita para travar uma batalha. Uma recompensa por ter derrotado um inimigo, e só.– Eu estou completamente dentro de você agora...– Disse, se entretendo com o pânico da indefesa criatura sob seu corpo.
"Por que? Dói ... dói tanto... alguém ... por favor alguém me salve... " Foi o último pensamento coerente do elfo antes do outro começar a se mover em seu interior. Gemidos de dor deixavam os lábios do garoto, sem que este fizesse força para contê-los enquanto o drow se movia dentro de seu corpo de forma intensa, porém limitada devido a falta de espaço. Quarfein aumentava a profundidade e a velocidade sempre que conseguia.
O elfo apenas implorava para que o outro parasse, enquanto tentava manter sua mente afastada do que estava acontecendo ao rezar em seu pensamento pelo fim daquele suplício. Sentia Quarfein distribuir chupões, mordidas e um ou outro beijo por entre seus mamilos e seu pescoço, e as vezes seu ombro. Os estímulos diversificados faziam com que dor e prazer começassem a se misturar não apenas na mente, mas também na voz do garoto, a medida que o drow parecia roubar-lhe até mesmo a sanidade.
Amaess bem que tentou abafar os gemidos, que a essa altura não eram apenas de dor, mas o outro o impediu, segurando-lhe os braços.
– Não precisa esconder que está gostando... seu corpo já está dizendo isso por você...– Disse Quarfein, enquanto o elfo lhe implorava desesperadamente por clemência.
O rapaz pressionou o penis semi-ereto de Amaess, fazendo com que um grito sufocado de dor deixasse seus lábios. – Ahhh... n-não... ahhh...– O drow ignorou. Sabia o tamanho da dor psicológica que estava causando, e que comparada a esta, a dor física que o elfo estava sentindo era mínima. Amaess não tinha forças para reagir, e apenas sentia seu interior arder enquanto o sangue escorria. Sentia os movimentos do drow, e se desesperava ao notar que seu corpo não mais separava prazer de dor.
Quarfein sabia que o elfo estava no limite do que seu corpo e sua mente podiam suportar, mas vê-lo chorar e implorar por clemência daquela forma servira como combustível para sua excitação de tal forma que não pôde negar a si mesmo o ato de forçá-lo ainda mais.
– Dos ph'natha yinvezz suss.¹– Disse o drow, sadicamente acariciando o rosto do garoto. Amaess estremeceu ao sentir o sêmen de Quarfein jorrando em seu interior. Sua mente ficou em branco por alguns instantes, mas o drow o atingiu no rosto, dessa vez sem muita força — um tapa apenas para tirá-lo da beira da inconsciência. O garoto não reagiu, a não ser se esforçando para manter os olhos abertos, temendo o que o outro pudesse fazer caso desmaiasse. Sentiu as mãos de Quarfein deslizando pelo seu órgão reprodutor, e sentia-se como seu corpo fosse explodir em chamas — se perguntava, a essa altura, como seus sentidos podiam traí-lo daquela forma. Ofegava, tremendo, quando sentiu o próprio sêmen caindo sobre seu corpo. Quarfein sorriu diante da expressão de constrangimento e exaustão no rosto do garoto, levantando-se e se vestindo. Amaess não reagiu, sem forças para se mover — dor e exaustão misturavam-se em seu corpo, de forma que até mesmo respirar estava sendo uma tarefa cansativa. "Claitae... sobreviva, por favor..." Foi a última coisa que pensou antes de ser piedosamente resgatado daquele inferno pela inconsciência, agarrando-se a possibilidade do outro manter sua palavra.
O drow parou alguns instantes observando Amaess — os fios dourados espalhados pelo chão; a pele branca e outrora imaculada agora marcada por hematomas e suja de sêmen e sangue; o rosto belo e delicado carregando uma expressão de dor e... alívio? Pelo que? O drow observou o ambiente a sua volta, só então se lembrando da pequena garotinha, que permanecia inconsciente. Não entendia o porque das pessoas da superfície se sacrificarem tanto para proteger um membro da família, o porque de serem tão leais a alguém sem ter garantia alguma de que essa lealdade seria retribuída — desconhecia por completo coisas como empatia ou altruísmo, e não compreendia sentimentos como amor, amizade e compaixão. Ainda assim, se abaixou ao lado da criança, verificando que a mesma estava de fato viva. Sua atenção novamente se viu sobre Amaess — ainda não tinha intenções de matá-lo — ainda queria mais de suas lágrimas, de seus gritos, de seu desespero, de sua agonia... ainda o queria vivo. Hesitou quanto a manter ou não a garota viva, mas optou por fazê-lo — aquilo lhe pouparia tempo e trabalho no que dizia respeito à manter a obediência do outro. Tirou sua capa, envolvendo o elfo na mesma e deixando-o onde estava.
– Durma bem loirinho... amanhã , eu lhe devorarei novamente...– Disse, depositando um beijo de forma irônica na bochecha do garoto.
Notas finais
No mais... não me matem. Não me linchem. Por favor não reúnam os aldeões com tochas e enxadas na frente da minha casa!
Apenas deixem uma review ou um comentário, não mata ninguém e ajuda as pessoas a escreverem melhor (além, é claro, de deixar a escritora com o coração quentinho ao saber que tem alguém lendo).
A continuação vem em breve.
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