Hasta que llegues tu
37 Penúltimo Capítulo
Notas iniciais
Sergio chegou cantando pneu na casa onde escondia Luiza, entrou batendo a porta e não dirigiu a palavra a nenhum dos empregados, foi direto para o quarto de Luiza, Zuleide não gostou do jeito dele então o seguiu escondido para ver o que acontecia.
Sergio entrou no quarto de Luiza de supetão, assustando Luiza que estava sentada de frente a varanda tomando um sol, Sergio vai até o guarda roupa e começa retirar duas malas que estavam lá.
Luiza: Sergio, o que você está fazendo?
Sergio: Teremos que fazer uma viagem meu amor, anda coloque os sapatos e pegue um casaco, vamos sair agora.
Luiza: Viagem? Pra onde Sergio.
Sergio: Luiza, faça o que te mandei fazer. Rápido.
Zuleide ouviu atrás da porta e entrou em desespero, não podia permitir que aquele monstro tirasse Luiza do país, ela sabia que para Sergio querer ir embora rápido assim, só podia ter dado algo errado. Então ela decidi fazer algo para ajudar Luiza, ela tinha se apegado a ela, e não podia permitir que Sergio a levasse embora. Então ela saiu de casa dizendo que ia ao supermercado, como ninguém sabia que Sergio sairia do país então deixaram ela ir, e foi na mercearia que sempre frequentava que ela pediu para usar o telefone.
**Na delegacia**
Fernanda: Amor, você precisa se acalmar.
Luiz Henrique: Como Fernanda, estão acusando meu pai de sequestro.
Fernanda: Luiz, tudo indica que ele tenha feito isso.
Luiz Henrique: Pois eu não acho que ele faria isso. Eu acho que Lucas inventou essa história para se safar e se vingar do meu pai.
Fernanda: E porque ele se vingaria do seu pai?
Luiz Henrique: Sei lá Fernanda. Talvez ele seja um psicopata.
No outro extremo da sala.
Marina: Luiz Henrique não aceitou ainda que o Sergio que está com a Luiza.
Daniel: Deve ser difícil para ele aceitar, eu mesmo não saberia o que fazer se descobrisse que meu pai é um sequestrador.
Marina: Você com certeza não estaria agindo feito um babaca, Luiz Henrique está agindo feito criança.
Daniel: Calma amor, a ficha dele já vai cair.
Otavio estava sentado no sofá, alheio dos assuntos que rolava pela sala, até que Lucas se aproxima dele.
Lucas: Posso me sentar?
Otavio: Pode, fique à vontade.
Lucas: Sergio sente muito ódio de você, a alegria dele era saber que você passaria o resto da vida sofrendo por ter perdido Luiza.
Otavio: Pois ele me atingiu direitinho.
Lucas: Já a mim, a vingança que ele escolheu foi a morte.
Otavio: Ele é um lunático.
Hanna adentrava pela sala e viu que Lucas e Otavio estava perto e sentiu receio de uma suposta briga, então decidiu se aproximar.
Capitã Hanna: Tudo bem por aqui?
Otavio e Lucas: Sim.
Otavio: Alguma novidade para nós.
Capitã Hanna: Nada ainda.
Nesse momento uma policial entra correndo na sala.
Policial: Capitã, tem uma ligação anônima, uma mulher que afirma saber o paradeiro de Luiza.
Todos correm atrás da Capitã até o telefone que recebeu a ligação, ela pede silencio a todos e coloca o telefone no viva voz.
Capitã Hanna: Capitã Hanna com quem eu falo?
Zuleide: Moça, ajuda minha menina, ele vai tirar ela do país.
Lucas reconheceu a voz na hora, seu coração se alegrou em saber que Zuleide estava tentando ajudar Luiza.
Lucas: Zuleide.
Zuleide do outro lado da linha estremeceu, mas não por ter sido reconhecida mas sim por ter ouvido a voz dele. Então com lagrimas nos olhos e a voz embargada ela pergunta.
Zuleide: Lucas, é você?
Lucas: Sou eu sim Zu.
Zuleide: Que bom saber que está bem, Luiza estava desesperada, se culpando por sua morte.
Capitã Hanna: Zuleide, eu quero que você vá para um lugar seguro até nós chegarmos, repete para mim o endereço.
Zuleide repetiu o endereço e todos correram para o local, estavam aflitos, mesmo em alta velocidade e com carro de polícia levariam pelo menos 30 minutos para chegar lá.
**** Cativeiro****
Luiza: Sergio, você está fugindo?
Sergio: Não Luiza, nós estamos fugindo.
Luiza: então descobriram que estou aqui.
Sergio: Luiza faça o que eu estou mandando.
Luiza: Eu não vou para lugar nenhum Sergio.
Sergio parou o que estava fazendo, endireitou o corpo, ele estava de costas para Luiza, então ela não pode ver o rosto vermelho e furioso dele. Ele se vira e avança até ela em passos largos, segura forte Luiza pelos braços, estava machucando ela, mas Luiza não expressava a dor que sentia, não expressava medo, estava esperançosa de sair dali.
Sergio: Você vai fazer o que eu mando, por bem ou por mal Luiza, eu se fosse você escolheria fazer por bem.
Luiza: Você não pode me obrigar Sergio.
Sergio riu sarcástico, um riso assustador, aquele riso sim deu medo em Luiza.
Sergio: Ah Luiza, eu posso sim te obrigar a fazer o que quero, você quer ver?
Sergio atacou a boca de Luiza com violência, ela se debatia mas não conseguia se soltar, ele a prensou na parede e a apertava forte pelo pulso, ela tentou lutar contra ele mas em vão, ele sentia tanta raiva que nem se importava com as mordidas que ela dava em seu lábio. Sergio parou o beijo e olhou Luiza nos olhos, viu ali o pânico que ela sentia, e gostou de saber que estava lhe causando isso, ele então sem soltar os pulsos de Luiza a arrastou para cama.
Luiza: Sergio me solta, está me macucando.
Sergio ignora os apelos dela, ele a joga na cama e fica alguns segundos observando Luiza, que tenta se afastar dele.
Sergio: Eu disse para você facilitar as coisas meu amor, agora não vai adiantar reclamar.
Luiza: O que vai fazer Sergio.
Ele vai pra cima dela, volta a segura-la pelos pulsos, começa a beija-la a força, beija a boca o pescoço.
Luiza: Sergio me solta. Por favor me larga.
Ela suplica aos prantos.
Sergio: Shh… quietinha. Quanto mais resistir pior vai ser.
Ele volta a beija-la e ela todo momento tenta resistir, em certo momento Sergio solta o pulso dela para poder passear a mão pelo corpo dela e é nessa hora que Luiza consegue esticar o braço e pegar um abajur que ficava ao lado da cama e bate na cabeça dele, ele fica zonzo na hora é então que ela o empurra e sai correndo escada abaixo, ela lembrou de quando Zuleide contou de uma porta que ficava na cozinha e dava nos fundos da casa, Zuleide lhe garantiu que deixaria a porta destrancada, Luiza levou pouco mais de um minuto para achar a cozinha, a porta dava para os fundos da casa, ela então corre para fora, os fundos da casa era um matagal, e Luiza correu para dentro dela, tentaria se afastar o máximo que pudesse daquela casa.
Luíza corria sem rumo, rezava para encontrar um a estrada ou chegar em alguma casa ou cidade para pedir ajuda, estava com tanto medo se ser capturada que nem olhava para trás.
Sergio saiu cambaleando do quarto de Luiza e começa a gritar pelos capangas.
Capangas: Senhor Sergio o que houve?
Sergio: Aonde esta Luiza?
Capanga 1: Ela não passou por nós senhor, estávamos na frente da casa.,
Capanga 2: Ela deve ter ido para cozinha, ela gosta da Zuleide, mas Zuleide não esta, ela foi ao mercado.
Sergio esbraveja e vai em direção a cozinha seguido pelos capangas, ele já adentra a cozinha gritando por Luiza, ele se dirige a dispensa para ver se ela se escondeu, e os capangas vão procurar no resto da cozinha.
Capanga 1: Senhor, as portas dos fundos esta aberta, acho que ela saiu.
Sergio: Maldição. Andem, vão atras dela, cada um para um lado, se a acharem me liguem.
E assim os três adentram a mata, cada um para um lado.
Poucos minutos depois a Capitã Hanna chega a casa aonde Luiza estava sendo mantida presa, alem de sua equipe estavam com ela todos próximos a Luiza, exceto Mariana e Felipe que ficaram cuidando de Victoria, sua equipe de força tarefa se posicionou rápido e aguardavam o comando da Capitã para entrar.
Capitã Hanna: Minha equipe e eu vamos entrar na casa, eu quero que todos aguardem aqui fora, ok?
Otavio: Não, eu quero entrar.
Luiz Henrique: Eu também.
Capitã Hanna: Por favor não complique meu trabalho, preciso que fiquem aqui, eu darei um sinal a Fabian quando poderem entrar.
Otavio não gostou de ter que ficar la fora mas aceitou, o mesmo se deu a Luiz Henrique.
Hanna então se posiciona junto a sua equipe e da sinal para entrarem. Cerca de 20 policiais bem armados entraram na casa, la dentro eles foram se dispersando, cada um seguiu um caminho mas sempre em grupo de no minimo três. Hanna subia as escadas com um grupo maior, enquanto subia ouvia dos policiais que cobriram a área do primeiro andar que estava tudo limpo. No andar de cima també não havia ninguém.
Policial: Capitã, não tem ninguém aqui, mas as malas ainda estão aqui, e parece que houve luta.
A capitã correu para quarto onde Luiza estava sendo mantida presa, viu cacos do abajur espalhado pela cama e chão, viu sangue também. Ela pega o radio e pede para Fabian entrar com os outros e aguardar na sala e segue para avisa-los que Luiza não estava lá.
Ao descer, todos estavam de frente a escada, olhando ansiosos
Otavio: Aonde ela esta?
Capitã Hanna: Ela não esta aqui.
Lucas: Então ele conseguiu sair com ela?
Capitã Hanna: Acredito que não, a sinais de luta no quarto, acho que Luiza atingiu Sergio com um abajur.
Zuleide: Ela deve ter fugido pelo porta dos fundos, fica la na cozinha. Eu disse a ela que deixaria destrancada para caso ela tivesse oportunidades de fugir.
Capitã Hanna: Me mostra aonde fica essa porta Zuleide.
Zuleide balança a cabeça e segue para cozinha, ela mostra a porta e então a Capitã organiza sua equipe e sai mata adentro atrás de Luiza.
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