Haru Haru
11 Dia 7/ Resolvendo casos, a madrugada e areia.
Notas iniciais
Demorei? Se sim, desculpe. Esse feriado esta meio 'corrido' para mim. Mas deixando isso de lado, vamos de capítulo novo!
Boa leitura.
POV GD
Todos estavamos encostados na parede, praticamente colados, enquanto o barulho ficava cada vez mais perto. Apaguei a lanterna e mandei Dara apagar a dela e todos nós ficamos em silêncio. O barulho continuava a se aproximar e iluminada com a luz do luar, pude perceber que a coisa não identificada estava com um pato de borracha na mão. Não entendi mais ainda.
–Rawr rawr! — A coisa disse. Ficamos em silêncio. De repente escutamos outro barulho vindo provavelmente da cozinha. Meu pai, é agora que a gente morre! Escutamos passos rápidos, e pareciam ser mais de um. A coisa foi de encontro ao chão enquanto luzes azuis se acendiam direcionadas á nossos rostos apavorados.
–Ói vocês aí! — Disse Seungri segurando uma das lanternas.
–Onde você estava Panda burro? — Dara perguntou irritada.
–Oras, eu estava lá fora. Fui buscar algumas lanternas naquela casinha de coisas do quintal.
–E o Daesung? — Minzy indagou pegando uma das lanternas na mão de Seungri.
–Estou aqui Min. — Ele direcionou a luz a seu rosto, fazendo-o parecer uma assombração.
–Tá então o que é essa coisa? — Perguntei e todas as luzes ali existentes direcionaram-se á pessoa gorda estatelada no chão com o pato de borracha.
–Meu pato! — Seungri exclamou e pegou o pedaço de borracha amarela.
–Quem é essa pessoa não identificada? — Bom perguntou.
–Parece um homem. — Daesung disse franzindo os lábios.
–Parece uma mulher, olha. Tem peitos! — Só Seungri poderia dizer isso.
–Mas tem uma marca de barba. É um homem.
–Não podemos dizer que é um ser indefinido e jogá-lo ladeira abaixo? — Sugeri. Todos me fuzilaram com os olhos. — Tá bom então.
–Então para acabar com as dúvidas, quem vai abrir o zíper da calça? — Tae perguntou.
–Eu que não vou. — Responderam todos em unissono.
–Quem acha melhor nos preocuparmos em acordar CL e Top, deixando essa coisa de lado enquanto esperamos amanhecer? — Sugeriu Dae.
–É acho isso mais importante. — Sussurrei. A coisa pareceu acordar, sentou-se com muita dificuldade e nós fomos tão inúteis que deixamos ele se debater até conseguir levantar.
–Quem é você? — Perguntei.
–Eu sou... O APRESENTADOR DO CONCURSO DE CASTELOS DE AREIA E VOCÊS ESTÃO SENDO CONVOCADOS A SER JURADOS!-Minha boca se abriu em um perfeito ''o'' em pura surpresa, e percebi que não fui só eu.
–O truque da luz... foram vocês? — Minzy indagou atônita.
–Sim.
–E nossos amigos desmaiados?
–Nós estávamos fingindo! — CL e TOP levantaram-se e tocaram as mãos gritando um "conseguimos" e sorrindo para nós. Fechei a cara sabendo que minha vingança foi uma total perda de tempo. Mas por outro lado... eu vou ser jurado!
–Apenas 3 de vocês poderão ser jurados então decidam-se entre si e amanhã, ou mais tarde, passem por onde estamos organizando o concurso. — Ele disse indo embora e nos deixando estáticos.
–Vocês nos enganaram. — Bom disse sem expressão.
–Foi por um bom motivo. — Top alegou.
–Quem liga se fomos enganados? Vamos ser jurados, vendo várias gatas de biquíni construindo castelos de areia. Tem coisa melhor? — Perguntei, recebendo olhares mortais das meninas, inclusive a minha mulher-gato. — Tá bom então.
–Só 3 podem ser jurados, então vamos eu, GD e Seungri. — Daesung afirmou.
–Por quê vocês? Eu também quero! — Taeyang declarou.
–E por acaso, alguém perguntou se você queria? — Seungri disse.
–Não, mas eu quis deixar bem claro.
–Você é comprometido, não pode ficar vendo gatas de biquíni construindo castelos. — Murmurei.
–Você tem um compromisso maior mocinho. Eu não gosto de você, mas não quero acabar com a minha testa enfeitada. — CL disse puxando a minha orelha, provocando-me uma careta. Todos riram.
–Tá, tá, de 'descompromissados' só temos o Seungri. O resto todo sobra? — TOP perguntou.
–Então, vamos tirar no palitinho? — Sugeri.
–Não, tem que ser algo mais difícil. — Daesung disse.
–Já sei. As meninas vão se reunir em um dos quartos e decidir quem vai.
–Aé, mas aí vamos estar sendo manipulados.
–Então, uma aposta? — Pensei alto.
–Nem pense em apostar algo relacionado ás minhas calcinhas. — CL sussurrou agressivamente em minha orelha.
–Então vamos fazer assim, as meninas escolhem uma aposta ou desafio para nós. — Declarou Taeyang. As meninas concordaram e se reuniram em um canto. Minzy direcionou-se á cozinha e voltou com um pote de cerejas na mão.
–O desafio é o seguinte...-Kitty começou a falar, com um sorriso perverso no rosto, o olhar direcionado apenas á mim.- Vocês terão que tentar tirar a cereja da boca de suas respectivas namoradas. Detalhe, não poderão usar as mãos, apenas a boca. Nós teremos que impedir vocês, mas também sem usar as mãos. Não podemos correr, virar de costas, se jogar no chão e coisas do tipo.Os dois primeiros que conseguirem tirar a cereja da nossa boca, vence. Entendido?
–Sim. — Gritamos em unissono. Seungri foi o juíz, já que ele não poderia participar. Ficamos frente á frente. Eu e CL, TOP e Bom, Dara e Tae, Dae e Minzy. As meninas estavam com as cerejas na boca e com os braços atrás do corpo. Nós estavamos na mesma posição.
–Preparados e... peraê. — Ele levantou-se do sofá e conferiu se estava tudo direito, depois foi até o aparelho de som digital e colocou uma música romântica. Top olhou para ele com uma cara de "que merda é essa?" e ele logo colocou uma música mais animada. — Já.
Avancei rapidamente para os lábios á minha frente, beijando apenas a bochecha já que em defesa ela virou o rosto.Continuei tentando acertar os lábios dela e ela continuou se defendendo virando o rosto ao lado oposto ao qual eu atacava. Então decide virar para o mesmo lado que ela. No começo meio que deu certo mas ela começou a sacudir o rosto o que fez a cereja escapulir da boca dela. Seungri teve que colocar outra.
Já estava ficando cansado e reparei que ela também, fiz um esforço para continuar. Quanto mais cansada ela estivesse, maior seriam as minhas chances de tirar a cereja dela. Tae já tinha conseguido tirar a cereja da boca de Dara, que não ficou nada feliz. TOP fazia um esforço enorme, mas Bom era muito determinada. Dae se concentrava mais em palavras silenciosas trasmitidas apenas com o olhar. E eu continuava com a minha tática para cansá-la, o que estava dando certo. Ela já estava ficando ofegante.
Em um dos intervalos que ela pediu para recuperar o ar, não perdi tempo e avancei sobre seus lábios. Capturei a cereja, mas meu corpo não me obedeceu e continuou ali. Meus lábios estavam colados aos de CL a qual também não se movia. Trocávamos olhares com sentimentos irreconhecíveis. Parti a cereja, não sei ao certo se ao meio e uma metade ficou em minha boca, a outra se encaminhou para a língua da garota á minha frente. Não sei o que me deu mas acompanhei a cereja dela com minha língua e quando me dei conta, percebi que eu a estava beijando. Ela correspondeu o beijo, não sei se o corpo dela sentiu o mesmo que o meu. Nosso beijo estava com gosto de cereja, uma delícia. Vasculhei cada canto daquela boquinha maravilhosa, á procura de satisfação. Ela também não perdeu tempo e fez o mesmo.
Fomos interrompidos por um pigarro alto. Nos separamos bruscamente e vimos Seungri, sentado numa mesa de vidro que misteriosamente apareceu á nossa frente.
–Então, o último jurado vai ser o GD. — Ele declarou, com um olhar malicioso direcionado á mim. Comemorei internamente, depois olhei para CL que passava a mão no cabelo, sentada no sofá.
–Hum, os instintos do matrimônio começaram a aflorar em vocês dois? — TOP perguntou sorrindo malicioso para ambos.
–A cereja deve ser afrodisíaca! — Seungri disse pegando o pote de cerejas á seu lado.
–Hum, acho melhor eles dormirem em quartos separados. Nós com certeza não queremos acordar com gemidos, gritos, urros de prazer. Certo Gd? Certo CL? — Taeyang abriu os braços.
–Vamos parar de brincar com o casal que a propósito já deveria ter se acertado á muito tempo. O que vocês acham de nós irmos dormir lá fora? A luz do luar, a brisa marítima. Deve ser ótimo! — Bom exclamou.
–Eu pego os colchões. — Eu disse me apressando, andando rumo aos quartos reserva. CL foi junto para pegar os lençóis enquanto os outros foram trocar de roupa. No quarto o clima foi silenciosamente tenso. Não trocavamos palavras, nem olhares. Peguei os colchões e antes de ir para fora, peguei tapetes. Fui ao quintal, espalhei os tapetes e depois voltei para pegar os colchões. Quando estava indo esbarrei em um colchão maluco andando sozinho.
–Ai pai, aqui tem fantasmas em colchões! — Me assustei pois o colchão estava zanzando para lá e para cá na minha frente.
–Não seu tolo, sou eu. — A voz de Kitty estava abafada. Tirei o colchão de suas mãos e levei para fora.
Espalhei-os em cima dos tapetes e quando estava voltando para pegar o resto, Chaerin os estava tentando leva para fora.Tentei arranca-los da mão dela, mas não consegui.
–Me dá os colchões, você não vai conseguir levá-los. — Declarei.
–Eu consigo sim! — Ela exclamou convencida. Que garota marrenta!
–Se você diz...- Abri caminho e com muita dificuldade ela conseguiu ao menos chegar ao quintal. Enquanto ela lutava para conseguir achar um tapete para os colchões eu apenas estava encostado na porta de vidro, observando-a. Ela ia jogar o colchão no tapete mas, por algum erro, ela foi junto. Por sorte, ela caiu em cima dos colchões, evitando machucados. Cheguei perto dela e coloquei as mãos nos bolsos da calça.
–Está convencida de que era melhor me deixar trazer os colchões?
–Não. — Ela levantou-se, dirigindo-se á porta quando lhe segurei o braço. Não precisei olhá-la para saber que ela ficou surpresa com o meu ato.
–Quando você vai deixar de ser mimada, e abrir os olhos? — Perguntei, o olhar longe de seu rosto, minha cabeça estava parcialmente virada.
–O...O que você quer dizer com isso? — Sua voz saiu em um sussurro quase inaudível.
–Quando você vai admitir que não pode fazer tudo sozinha? Quando você vai crescer e aprender á olhar ao seu redor e perceber que existem outras pessoas que estão dispostas a lhe ajudar? Quando você vai deixar de ser uma criança mimada, marrenta e convencida? Se você não quer ajuda, tudo bem. Mas não fique sentada esperando que quando você precisar, a ajuda vai cair do céu. — Soltei-lhe o braço e saí dali, fui em direção á cozinha sem nem ao menos me importar em olhar seu rosto. Estava com raiva, sem saber o porquê. Nesse momento nada me importava.Abri a geladeira e peguei um pote de chocolate. Peguei uma panela, joguei todo o conteúdo do pote e derreti o chocolate.
Depois coloquei em um prato, peguei uma colher e comecei a comer. Colherada vai, colherada vem e o prato estava vazio.Joguei tudo na pia e fui em direção ao meu quarto.
Quando abri a porta não tinha ninguém lá. Fui em direção ao armário e peguei uma bermuda surrada e rasgada. Fui em direção ao banheiro e assim que entrei no box, quando liguei o chuveiro, a amargura de minhas palavras ardeu em minha língua. Como eu pude descontar a minha raiva sem motivo em uma pessoa, que apesar de não ter o meu afeto, que não tem nada a ver com a situação? Na verdade, eu não sei ao certo se ela tem algo a ver com a situação. Primeiramente eu nem sei qual é a situação!
Deixei todos os pensamentos infernizantes de lado e tomei meu banho. Assim que saí, me vesti e fui para o quintal.
Todos estavam lá, mas ninguém estava deitado. TOP e Bom estavam abraçados apreciando as estrelas no chão. Seungri, Daesung e Minzy estavam rindo de alguma coisa. Taeyang e Dara estavam como sempre no meio de seus joguinhos com beijos no meio, e CL... esta estava em uma ponta escontada na parede, sozinha, olhando para o mar negro, e as ondas levemente esbranquiçadas. Fui em direção á ela e sentei á seu lado. Ela não se incomodou em me olhar e continuou fazendo o que estava fazendo antes.
–Chaerin... eu sei que você deve estar com muita raiva de mim. Deve estar magoada. Mas... me desculpe. Eu não tive a intenção de dizer aquilo. Eu estava nervoso e acabei descontando minha raiva em você. — Olhei diretamente para ela, que permanecia com a cabeça virada para o mar. — CL, não seja tão dura comigo. Eu nãos fiz por mal.
–Como você me pede para não ser dura com você, se suas palavras não foram exatamente doces comigo? — Ela disse sem me olhar. — Eu sei, que você não me suporta. Eu também não morro de amores por você. Mas eu nunca te tratei assim. Não, não nego que já lhe tratei mal, mas nunca com uma intensidade da qual você usou comigo. Eu não me importo que você tenha me chamado de marrenta, mimada ou convencida. Isso realmente não me importa. Agora, você tem que tomar mais cuidado com suas palavras, pois por mais simples que sejam... elas machucam. — Nessa última frase ela finalmente virou-se para me encarar e assim, tive um vislumbre de uma lágrima escapando de seu olho direito. Me senti péssimo por dentro e tenho certeza que deixei transparecer.
–Eu... não queria... — Minha voz estava embargada por conta do choro preso na garganta.- Lhe fazer chorar. — Não aguentei e desabei ali mesmo. Lágrimas escorriam sem permissão, mas também não fiz menção de pará-las. Olhei para seu rosto com a visão embaçada, mas pude notar que ela também chorava silenciosamente. Abri os braços, ela me olhou e vagarosamente se aproximou, correspondendo o abraço. Choramos abraçados, algo incomum para nós.
–Eu te odeio. — Por uma mera coincidência, dissemos ao mesmo tempo. Apertei os olhos e vi um sorriso em meus lábios. Nos separamos e olhamos diretamente em nossos olhos. Sorri, fazendo-a sorrir também.
–Não é por quê eu te abracei, que eu vou começar a gostar de você. — Ela disse divertida, mas ainda com algumas lágrimas presas.
–O mesmo vale para mim. — Rimos de nossa situação.
–Então vocês finalmente se resolveram? — Bom perguntou aproximando-se de nós.
–O que você quer dizer com se resolver? — Kitty perguntou irônica.
–Finalmente dizerem que se ama e trocarem beijos a luz do luar? — Ela perguntou confusa.
–Se é isso que você quer dizer... — Nos entreolhamos.- NÃO! -Respondemos em unissono. Rimos disso também. Estavamos parecendo bêbados.
–Eu ainda odeio ela. — Declarei.
–E eu ainda odeio ele. — Kitty disse ainda rindo. Bom nos olhou com um misto de confusão e medo, afastando-se lentamente.
–VAMO DORMIR NEGADA, QUE MAIS TARDE O DIA VAI SER LEGALZÃO E LONGO! — Seungri gritou, fazendo o velho de mais cedo aparecer na janela.
–Ô seu porra, cala a boca, e deixa eu dormi im paiz! — O velhote grito com um sotaque caipira até agora desconhecido por mim. Seungri em resposta mostrou-lhe o dedo médio. O velho revidou com o mesmo ato infantil. Revirei os olhos e fui em direção a Seungri. Joguei-o para o lado.
–Olha senhor, desculpe por ele ter gritado e desrrespeitado o senhor. Ele não sabe o que faz. — Disse para o velho.
–Ocê também cala a boca seu gayzinho de meia tígela de aroz! — Aroz?Tígela? Gayzinho? A esse velho tá cavando a cova dele.
–Olha aqui seu caipirazinho de 5ª — Comecei e todos pararam para olhar.- primeiramente, nem eu nem meus amigos somos obrigados á escutar as asneiras que saem da sua boca imunda. Segundo, você tem que se colocar em seu lugar, que no caso não é em uma ilha para pessoas JOVENS ou seja, vá para um azilo. Terceiro, Gayzinho de meia tigela de arroz é você! E em quarto, vá aprender a falar como gente e depois, vá para a puta que o pariu. — Finalizei mostrando o dedo do meio para ele, que ficou horrorizado com o meu ato e imediatamente saiu dali, batendo a janela com força. Todos a minha volta riram, inclusive CL.
–Agora, depois desse show, vamos dormir senão, adeus concurso, jurados, construção de esculturas na areia e tals. — Minzy declarou em um leve bocejo.
Eu, Seungri, Daesung e TOP nos entreolhamos e imediatamente corremos para o único colchão de casal que tinha ali. Me joguei e Seungri se jogou em cima de mim. Lutei para que ele saísse, mas o mesmo declarou que ele dormiria ali e não eu.
–Mas eu sou casado! Tenho que ficar com a cama de casal! — Exclamei ainda lutando com Seungri.
–Mas eu é que tenho problema de coluna! Eu tenho que dormir aqui! — Ele praticamente gritou.
–Nenhum dos dois vai dormir aí!E você não tem problema de coluna! — Top gritou enquanto lutava com Daesung, que estava tentando afastá-lo do colchão.
–Você também não vai! -Daesung gritou e foi de encontro ao chão, se atracando com TOP.
–Eu vou dormir aqui! Eu tenho uma mulher, sou casado, sou o mais compromissado de todos aqui, então quem fica com o colchão de casal sou eeu! — Gritei irado conseguindo tirar Seungri de cima de mim.
–CALEM A BOCA! — Bom de um de seus gritos estéricos, que fez todos nós congelarmos e olharmos para ela. Kitty dava risada da nossa infantilidade encontada na mesma parede de minutos atrás, Minzy estava sentada na pequena mureta de mármore, Dara estava abraçada a Younbae que não prestava atenção em nós e Bom estava ao lado de um TOP totalmente triste e dolorido, já que ela lhe destribuiu tapas por toda extensão do corpo.
–Quem vai dormir no colchão de casal é Dara e Tae. — Ela disse agora mais calma.
–Por quê eles? — Eu perguntei triste.
–Por quê foram o único casal merecedor, ou seja, que não se atracaram feito crianças! — Ela nos mandou um olhar de repreensão.
Todos nos deitamos, em casais. CL estava calada e eu também. Meu olhar estava direcionado ao céu limpo, sem nuvens e repleto de estrelas.
–Desculpe mais uma vez pelo que fiz. — Disse num sussurro.
–Tudo bem. Só não faça isso de novo. — Seu tom era baixo e calmo. Abracei-a e coloquei a cabeça em sua barriga lisa e macia.
–Yah, eu ainda não te dei o direito de me usar como travesseiro. — Ri de suas palavras.
–Mas eu não estou nem aí. Gatos são ótimos travesseiros.- Murmurei olhando-a nos olhos. Ela me deu língua e sorriu. -Gata filhote...
–Eu já lhe pedi para parar de me comparar á gatos.
–Eu paro se você me deixar usá-la como travesseiro! — Ela pensou um pouco.
–Fechado. — Continuei ali deitado e abraçado á ela, que para descontrair o clima, ficou por um bom tempo passando a mão por meus cabelos. Lentamente ela foi parando e quando subi o olhar percebi que ela havia dormido. Olhei em volta e todos estavam dormindo, apenas eu estava acordado. Resolvi para de ser diferente e procurei o sono até encontrá-lo.
Notas finais
Kissus e boa noite!
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