Harry e...plantas

3 Cassie e John... plantas


Notas iniciais
Espero que gostem do capítulo.

— Por que você não fica? Eu não quero ficar sozinho nesse cocô de casa, ficaaaa Clara – a garota estava indo embora.

— Eu já disse que meu pai está me chamando! Ele chamou gente da família e quer que eu me junte ao jantar, me desculpe Harry, mas eu tenho que ir – fez-se silêncio – Agora solta o meu pé – disse a garota sorrindo – Ou então eu te chuto, seria mais fácil, não?

— Tá, tchau.

— Clara, querida! – chamou Vívia – Não se esqueça de vir amanhã para o aniversário de Harry, vai ser as 18:00.

— Tudo bem – disse ela, segurando gargalhadas.

— Vai fazer aniversário para mim?

— Vou, por que?

— Mãe, eu vou fazer 17 anos e você vai fazer uma festa de aniversário, só falta ter os chapeuzinhos e os brinquedos para todos se divertirem.

— Vai ser uma festa privada, eu chamei apenas Madeleine e a filha dela de intrusos, de resto vão vir apenas meu namorado – inventou ela, se referindo a seu outro filho – E Clara e Lucas.

— Lucas não vem.

— O que foi? Ele percebeu que o lugar dele não é perto de você?

— Ele apenas não aguenta você, assim como eu não estou aguentando – ele fez uma pausa- Namorado né? Primeiro você fala de Lucas, para não trazer ou sequer ver ele, e você me traz um namorado? Não acredito que você é a mesma mulher que estava com meu pai quando ele morreu.

— Lucas, querido, eu...

— Apenas cala a boca e tenta não falar comigo – Harry entrou no corredor e fechou a porta de seu quarto.

Vívia andou até a sala e sentou-se no sofá. Ela fechou os olhos e tentou não chorar, mas ainda assim as lágrimas vieram. Ela não queria prejudicar ao perturbar a vida de seu filho, não queria ver ele odiá-la. Tinha que ser desse jeito, o sofrimento que ela estava causando a ele é bem menor do que a verdade o causaria. E é a verdade que está causando isso à ela. É a verdade que a faz fingir estar sempre feliz, ou com raiva. Tudo o que queria era o bem de seu filho.

Ela pegou o retrato próximo à televisão, na estante. Ela o observou. Ela estava abraçada ao seu marido. Não era Tássio. E Harry estava ali, agarrado a perna do pai, todos os três sorridentes. Ela passou a mão no vidro, limpando-o das lágrimas que caiam nele.

— Como eu queria que estivesse aqui.

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— Não! Não! Não! – Harry pegou umm pote cheio de canetas e lápis e jogou contra a parede de seu quarto, estava com raiva.

Ele jogou-se na cama e colocou o travesseiro sobre o rosto. Pensava. E pensava. Por que sua mãe não queria Lucas perto dele? Por que havia esquecido tão facilmente de seu pai? Seu pai. O homem bom que brincou com ele enquanto viveu. O homem bom que deixou tudo que tinha para seu filho. Apenas queria excluir todo o passado e começar uma vida nova. Sem sua mãe por perto, com Lucas e Clara ao seu lado. Queria ser livre de sofrimento, que muitas vezes insistia em aparecer em sua vida.

Queria se livrar de tudo e se acalmar naquele momento. Queria se esquecer do que ouvira nesse dia, o que saiu da boca de sua mãe. Ele levantou-se e fechou a janela de seu quarto. Andou até seu computador e o ligou. Ele sentou-se e abaixou as calças. Segurou seu membro e começou a movê-lo, para baixo e para cima. Tudo isso enquanto via a imagem das mulheres na tela de seu computador. Ele começou a suspirar, segurava tudo para acabar logo de uma vez. Ele acelerou seus movimentos, e logo sua mão já estava suja, pegajosa junta de seu sêmen. Ele pegou um pequeno lenço e limpou sua mão, e depois de colocar seu membro de volta em seu calção, ele voltara para a cama, se esparramando nos lençóis. Logo dormiu, com sua cabeça vazia, sem nada que o perturbasse.

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— Sente-se filha – Clara havia chegado em sua casa, suas roupas já haviam sido trocadas, estava com um vestido vermelho, e o cabelo preso em um coque, e os óculos não estavam lá.

— A filha de vocês está linda – falou um senhor, com um pedaço de carne em seu garfo.

— Muito obrigado, Sr. Dulf – falou a mãe de Clara, a mulher estava vestida de preto, seus cabelos loiros estavam derramados sobre os ombros – Seu filho está igualmente belo – o garoto jovem e bonito sorriu, mas nem sequer olhou para as pessoas, talvez estaria envergonhado.

— Obrigada, Valerie – disse a mãe do garoto.

— Marcos e Crassus virão? – perguntou o pai de Clara, a garota estava entediada.

— Virão, provavelmente estão pegando um pequeno trânsito – falou o pai do garoto.

— Quando estávamos vindo para cá, quase não saíamos de uma avenida – falou a mulher, olhando para Valerie, a mãe de Clara, e logo após para a garota – Ele já possui algum pretendente?

— Pretendente? – a garota ousou em se intrometer na conversa.

— Não – disse a mãe de Clara, colocando um pedaço do frango através do garfo, em sua boca.

— Oh, querido, que oportunidade perfeita – falou a mulher ao homem ao seu lado.

— Nós queríamos oferecer o nosso filho a sua filha, se lhes é permitido — falou Sr. Dulf.

— Claro, não é, querido? – o pai de Clara olhou para a garota, e depois de alguns segundos aprovou tal coisa.

— Eu não acredito que estão fazendo isso! – falou Clara, levantando-se – Eu não tenho mais direito? – ela desamarrou o coque e jogou a presilha no chão, ele correu e subiu as escadas, indo até seu quarto.

— Vamos, você já pode começar assim Jaime, pode ir ao quarto dela, no momento está sem as chaves, então não deve estar trancado, vá – disse Claire.

O garoto levantou-se e foi normalmente até as escadas. Ele subiu os degraus e logo chegara a porta do quarto de Clara. Ele segurou a maçaneta e enfim abriu o objeto de madeira. Clara estava parada em frente a porta com um livro em mãos.

— Se não quiser levar uma livrada, pode sair daqui!

— Pois então me dê uma – Jaime entrou no quarto e foi até a cama, sentando-se.

— Cara de pau você, quer levar um murro?

— Eu sei que usa óculos, então dificilmente conseguiria me acertar.

— Eu pego eles e os coloco, deixe-me apenas acha-los.

— São esses aqui? – Jaime segurava os óculos.

— Seu puto, me dê meus óculos – Jaime jogou então os óculos e Clara os pegou – Nunca mais faça isso de novo.

— E não vou mesmo, você acha que eu iria me casar com você? Eu tenho mais o que fazer.

— Você não vai ficar comigo? P-Por que?

— Eu sou gay – Clara ficou surpresa, o garoto era tão belo — E vamos confessar que aquela mesa lá embaixo tem apenas um bando de velhos caducando, não sei de onde tiraram esse modo de prometer um ao outro.

— Então você é burro, pois no passado a maioria dos casamentos ocorriam por uma promessa entre os pais das famílias, que acabavam prometendo os filhos um ao outro.

— Isso mostra o quão velho eles são – Jaime levantou-se – Você vai voltar para a mesa?

— Acho que não – Clara sorriu e agarrou o braço forte do garoto – Já que é gay, ande cá – Clara abriu uma pequena caixa cheia de fotos e pegou uma, Harry e Lucas estavam na foto – Você acha este garoto bonito?

— Ele é sim, não muito, mas dá para levar, você gosta dele?

— Sim.

— E qual o nome dele?

— É Harry.

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Ele acordou-se com um pequeno barulho. Olhou para o relógio e já eram 00:46. Ele levantou-se e saiu do quarto. Foi até a cozinha e pegou uma faca. Poderia ser um ladrão, ou um assassino. Ele abriu a porta de vidro com a chave, e logo a arrastou. Ele tremeu-se, não de medo, mas de frio, sair no meio da noite apenas com uma cueca não era legal. Ele olhou para os lados, procurando por algum sinal de vida. Não havia nada. Ele iria voltar, mas uma terrível dor de cabeça o atingiu. A faca caíra no chão e ele se ajoelhara. Quando abriu os olhos, viu que se cortou, mas seu sangue não estava ali. Ele caminhara até a terra.

Eram as sementes. O sangue de Harry se juntou a elas, fazendo com que as mesmas ficassem do tamanho de uma melancia. Ele olhou enojado para aquela cena. Elas aumentavam mais e mais, e logo ficaram do tamanho equivalente a três melancias. Ambas começaram a rachar, soltando um líquido pegajoso verde escuro. Harry aproximou-se, mas ao sair de uma mão de um dos casulos, ele recuara. Logo as pernas de ambos estavam para fora, e um dos braços que permanecia dentro quebrou o resto. Terra saíra de resto com a gosma verde. E ao ambas quebrarem por completo, dois corpos haviam aparecido.

Um era uma garota, cabelo marrom e olhos verdes. Seios grandes e desnudos, assim como todo o seu corpo, inteiramente sujo de terra. O outro era um garoto, olhos também verdes, assim como seu cabelo, também estava sem roupas e sujo de terra.

— Você é o nosso mestre? – perguntou o garoto.

— É um garoto – a garota virou-se para o seu companheiro – É um garoto John! – ela segurou as mãos de John – Estamos encarregados de um garoto!

— O-O que são vocês? – perguntou Harry, surpreso.

— Nós? – perguntou a garota – Não sabemos – ela sorria.

— Mentirosa – disse o garoto – Nós somos plantas, não vê – o garoto apontou para os pés dele e de sua companheira – Tem algumas raízes saindo de nossas pernas.

— Mas – Harry ia falar, mas escutou o gritar de um gato, provavelmente viu alguém – Entrem, rápido.

— Oooooh, o que é isso em mim? – a garota segurou nos próprios seios e os lambeu – Uuuuuh, faz cócegas, olhe John, você também tem! Meu Deus! Você tem dois! Olhe, olhe.

— Pra que serve isso? – disse John, segurando no próprio membro.

— Acho que é para respirar, não é garoto?

— Calem a boca e vão para o meu quarto – disse Harry, fechando novamente a porta.

— Bem, onde fica isso? – perguntou a garota, olhando para todos os lados.

— Andem – chamou Harry.

— Ele está nos dando ordens Cassie – falou John – Eu estou tão feliz – Harry segurou na mão de ambos e os levou para o seu quarto, e logo fechou a porta.

— É aqui que ele vai nos usar John, mal posso esperar – disse a garota, jogando-se na cama.

— Pronto, agora me falem, o que vocês querem para eu poder me livrar de vocês?

— Não sei, mas nossos mestres nos disseram algo, o que era mesmo? – se perguntou Cassie.

— Cuidar de nós, e se possível nos engravidar – disse John, sorrindo.

— O-O que?

— Sim, sim, isso mesmo, a partir de hoje nós estamos ligados um ao outro por sangue!