Harry e...plantas
8 Aniversário 2
— Você não vai pro aniversário do seu amigo? – Taila estava em frente a sua casa.
— Talvez não, talvez sim, mas depois dessa noite eu acho que esqueço ele – disse Lucas, sorrindo.
— Ele não quer mais esse garoto! – gritou Ricardo, com um sorriso no rosto.
— Até mais Taila – gritou Lucas.
Sem perceber, o carro de Lucas já estava longe e Taila estava novamente sozinha. Ela andou até sua casa e abriu a porta. Seus pais não estavam ali. Estava realmente sozinha, sem ninguém. Ela andou até o telefone, que ficava próximo a televisão. Ela o pegou e apertou devagar nos números, estava ligando para alguém, afinal, não queria ficar sozinha em uma casa razoavelmente grande em plena noite de um domingo. O telefone chiou e enfim a pessoa atendeu. Era a voz de um homem.
— Você pode vir até aqui? Mamãe e papai não estão, acabei vindo cedo demais do compromisso.
— Eu já estou indo.
— Tudo bem, tchau – a garota sorriu e colocou o telefone novamente em seu lugar.
Ela subiu e foi até o seu quarto. Ela tirou o seu vestido preto e o jogou na cama. Ela suspirou. Nunca havia vestido algo tão apertado assim em sua vida. A garota pegou um pequeno short jeans, ia vesti-lo, mas acabara escutando algo no andar de baixo. Ela ignorou. Provavelmente era seu gato. Ela vestiu sua blusa branca e jogou-se na cama. Ela pegou seu celular. Procurou pelo fone, e enfim o achou. Ela ia colocá-lo, mas novamente escutou outra coisa. Dessa vez fora mais forte. Ela colocou o celular sobre a escrivaninha e saiu de seu quarto. Abrira a porta devagar, para o que quer que estivesse ali não a escutasse. Ela fechou as luzes do andar de baixo. Se houvesse alguém ali, não iria encontrá-la.
Ela ouvia apenas o vento que entrava pelas grades da janela aberta. Ela passou pelo sofá e fechou a janela. Ela ia voltar para seu quarto. Cada passo mais silencioso que o outro. Onde estava seu irmão? Ela foi até a escada e sentira algo nos pés. Algo molhado. Ela fechou os olhos e ligou a luz novamente. Ao abri-los novamente, viu em o que pisou. Era sangue. Era o sangue de seu gato, que fora morto brutalmente. Ao ver os pedaços do animal jogados pela casa, ela correu, correu desesperadamente até o seu quarto. Ela entrara e fechara a porta. Ela continuou olhando para o objeto de madeira. Estava com medo.
Ela deu mais um passo para trás. A cada vez que a calma vinha ela dava outro passo. Estava tudo escuro. Ela não percebeu, mas havia algo saindo de baixo de sua cama. Uma mão. Mão essa que se esticou e saiu da cama. Era um homem. Ela ouviu outro barulho. Vinha do andar de baixo. Ela dera outro passo para trás e o homem a agarrou. Ela ia gritar, mas ele levara sua mão a boca de Taila, e sem esperas, a mordeu. Ela soltou um grito. Grito este que fora abafado pela mão, que dessa vez a segurou e a jogou na cama.
Suas roupas foram rasgadas. E seus cabelos eram puxados a cada vez que tentava gritar. O homem abriu as pernas de Taila. A garota tentava se soltar mais e mais. Até que sentira outro pedaço sendo arrancado de si. Dessa vez fora seu braço esquerdo. Ela gritou novamente. Mas já não saia nada se não o sangue, que insistia em sair por sua boca. Estava morrendo. E, enquanto morria, sentia o membro do homem dentro de si. Sentia ele estocar e morde-lhe ao mesmo tempo. Seus olhos fecharam até ela ouvir a porta ser aberta. O que ela temeu se tornara realidade. A pessoa que estava no andar de baixo também não era amigo. Ela foi jogada no chão. Ela sentiu a madeira rachar e um de seus ossos quebrar. Um dos homens se colocou sobre ela e a penetrou. O outro se colocou por baixo e também o fez. O que se encontrava por debaixo dela, a mordeu novamente no pescoço. Ela podia ouvir o mastigar de sua pele na boca dele. Ela podia ouvir o som de cada estocada que sentia de ambos.
Os dois aceleraram. Ela não ouvia gritos ou gemidos de prazer. Ela não ouvia nada. Estava sendo morta por duas sombras. Ela sentiu os jatos aleatórios dentro de si. Ela sentiu o líquido escorrer entre suas pernas. Era uma quantidade anormal. Não havia como aquilo ser possível. Ela pensou que eles a deixariam em paz após se satisfazerem, mas aquilo não era o suficiente. Eles continuaram. Seu cérebro havia desligado, e ao voltar a realidade, pôde sentir toda a gosma que sujava o chão. Suas feridas ardiam. Estava enfim morrendo. Sua respiração estava parando. E após receber outra mordida em seu pescoço, ela morrera. As criaturas continuaram, e, ao perceberem que a garota não mais se mexia, ou gritava, a jogaram na parede e arrancaram-na a cabeça. Taila estava morta.
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— Minha mãe não está em casa, vamos – Lucas puxou Ricardo, e o levou até as escadas, os dois subiram até o quarto de Lucas, e ao chegaram, o loiro fechara a porta e ira em direção a Ricardo, que permanecia sentado na cama.
— Qual o seu nome? – perguntou novamente Ricardo, o garoto já começara a beijar Lucas.
— Meu nome é Lucas – os dois beijavam-se, as duas línguas se misturavam.
— Quantos… anos – Ricardo foi jogado na cama — Você tem?
— 18, e você? – Lucas abrira o botão da calça de Ricardo, que foi puxada para baixo após tal feito.
— Eu? Eu tenho… 19.
— Primeira vez? – Lucas segurara o membro de Ricardo e o colocara na boca.
— Sim, e você?
— Não, mas com um homem, sim – Lucas sorriu e colocou Ricardo de quatro.
— Aaaah.
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— Q-Qual o seu nome? – Harry segurava na cintura da garota, que pulava e gritava loucamente em cima dele.
— Aaaaai, eu já disse, Eva, Evaaaaa – a garota começara a fazer movimentos mais rápidos, Harry em vez de estar sentido prazer, estava assustado.
— E-Eu não acho u-uma boa ideia – as calças do garoto estavam no chão, ele tentava pegá-las.
— O que? Aaaaaaah, aaaaah meu Deus!
— Você fa-fazer isso… eu… eu, você, você fazer isso s-sem um preser-preservativo – as mãos de Harry na cintura da garota acompanhavam os movimentos.
— Quem se importa com preservatiiiivos, você se importa? Aaaaah! E-Eu não me importo, nãããão, não mesmo, aaaaah!
— Que bom, pois e-eu não a-aguento mais, mais, a, aah…
— Aaaah.
— Harry? – o garoto, ao ouvir, jogara Eva para longe, e logo se levantara — O que está havendo? – era Clara.
— E-Eu estou no computador! – mentiu ele, estava vestindo novamente suas calças.
— Sua mãe está te chamando, chegou a hora do parabéns, vamos.
— Você – falou ele baixinho, apontava para Eva, a garota havia batido a cabeça na parede e estava tonta — Não fale sobre isso a ninguém, está ouvindo?
— Eu sei que quer manter a nossa bela transa em segredo, hu, hu, hu, eu deixo, eu deixo, pode ir, eu saio logo depois.
Harry abrira a porta do quarto, não por inteiro, para não revelar a Clara que Eva estava ali. Ele sorriu para a garota e andou o corredor até chegar na sala. As pessoas estavam em pé ao redor do bolo. Típico aniversário de alguma criança. Eles batiam palmas e sorriam. Eles batiam palma, enquanto cantavam a famosa música. Alguns até mesmo batiam palmas e olhavam para o bolo, podia-se ver até mesmo a saliva escorrer por sua boca. A mãe de Eva, Madeleine, estava assim. Harry olhou para Clara, que estava ao seu lado, e logo após olhara para todos os outros. Ele sorriu, e ao ver que a música havia acabado, sentiu algo lhe apertar, sentiu os braços envoltos de si, e ele pôde ver, que aquela pessoa era a única que realmente gostava dele em meio aquelas poucas pessoas que se encontravam ali. Era Clara. A garota havia abraçado ele, e a surpresa ficara por parte do pequeno beijo em sua bochecha, que ela dera.
Ao olhar bem. Clara era sim uma garota bonita. Com óculos, ou sem óculos. E ele gostava dela. Por que simplesmente não a beijar naquele momento? A resposta lhe veio a cabeça na mesma hora. As pessoas os olhando. E Lucas tagarelando em sua cabeça. A garota afastou-se e gritou. Era a hora de cortar o bolo. Clara andou até o grande bolo e cortara um dos pedaços. Ela entregou para Harry, e neste momento, pôde ver um corpo sair da escuridão do corredor. Eva aparecera. No mesmo momento lembrou-se dos gritos que ouviu ao se aproximar do quarto de Harry. Ela quase derrubara o pedaço do bolo. Disse não estar bem, e o entregara para Vívia. Clara deixou o lugar e fora até o jardim, ela sentou-se na grama e levou as mãos até a cabeça.
Algumas lágrimas caíram. E ela não queria que isso ocorresse, não queria chorar por uma besteira. Ela ouviu alguns passos e rapidamente limpou seus olhos. Ao olhar para o ser que se aproximara, ela vira Cassie e John. Provavelmente Harry havia mandado eles até Clara, que sorriu com a presença dos dois. Ela levou seu cabelo castanho claro para atrás de sua orelha e olhou os dois sentarem-se ao seu lado.
— Vocês não vão comer o bolo? Eu acredito que ele realmente está bom.
— Harry mandou nós até aqui – disse Cassie, a suposição de Clara se comprovara.
— Sério? Nem percebi – ela sorriu novamente, tentava esconder sua tristeza.
— O que houve? – perguntou Cassie.
— Bem, você não me conhece muito, mas pelo pouco que conversamos no jardim, creio eu que você sabe que eu não sou disso.
— Chorar? Você não chora? Que eu saiba todos os humanos fazem isso.
— Sim, sim, fazem Cass, mas eu não costumo fazer muito isso, eu sou uma garota “dura de roer”.
— E por que chorou?
— Foi apenas por ver que garotos são garotos, não importa qual garoto seja. Um nerd, um jogador de futebol, um trabalhador, um apaixonado. Eles sempre vão ter a mesma bosta na cabeça. Apesar de alguns demonstrarem menos a bosta, eles sempre a terão – Clara levantou-se — Bem, eu tenho que comer e ir embora, afinal, não vim aqui para fazer nada, vamos, vocês também tem que comer.
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A garota ruiva andava até um grande estabelecimento. Não apenas ela, mas todos do reino andavam até ele. Algo grande estava para ocorrer. Layla segurou o braço de Gyel. Estava animada para o que estava para vir. Os dois entraram no lugar. Haviam várias pessoas sentadas nos bancos de madeira. No topo, em uma bancada de plantas e madeira, haviam homens, Leno estava entre eles. A garota olhou para o seu pai seriamente. Estava na hora de saber do que ele seria capaz. Estava na hora de ver se ele realmente era digno de ser o Rei daquele reino. A garota sentou-se do lado de Gyel e esperou seu pai, que estava na bancada, se pronunciar. Após ele o fazer vários guardas entraram no lugar, carregavam um corpo de um senhor, que foi levado até o meio a força. Todos pararam de falar e xingar o velho, e escutaram o que seu Rei tinha para falar.
— Eis que neste momento, o interrogatório, e julgamento de Yviel, o vendedor, e ladrão de sementes, começará.
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