Harry e Gina: a vida após as batalhas
13 O futuro
Notas iniciais
Harry e Gina passeavam pelo jardim. A garota completava agora seus 19 anos e Harry, 20. Ele havia tomado uma decisão, que esperava sinceramente que Gina concordasse, e também a quisesse. Eles haviam aparatado da cidade aquela manhã, após um passeio juntos, e passariam ali todo o dia, com a família da moça, que, após tanto tempo e tanta história era a família dele também.
Harry levou Gina para um passeio no mesmo local em que haviam sido pegos pelos Weasley, quase três anos atrás, foi ali que Harry disse para ela o que havia planejado:
— Gi. – disse – Eu queria te falar algo.
— O que? – ela se virou para o namorado, que, visivelmente nervoso, tirava algo de seu bolso. Fazendo o coração da garota palpitar. – Harry, o que...?
— Sei que somos muito novos. Também sei que sua carreira acabou de começar e que tem um futuro brilhante pela frente. De nenhuma maneira eu quero que desista disso, mas, gostaria muito de poder estar com você, pra te apoiar e ser apoiado, quero viver todos os dias da minha vida com você, porque, o pouco que nos vemos não é mais o suficiente pra mim e se há algo que aprendi em minha vida é que não se deve perder tempo. – disse sorrindo – Quero estar com você todos os dias quando acordar poder dormir todos os dias ao seu lado. Quero construir uma vida com você. – a garota tinha lágrimas nos olhos e um sorriso no rosto. — Eu te amo Ginevra Molly Weasley, eu sei que faremos isso dar certo, assim como sei que é a mulher perfeita pra mim. Então – ele abriu a caixinha, ajoelhando-se, e lá estava o anel de Lilian Potter – você aceitaria se tornar minha esposa?
— Ah, Harry. – disse Gina abraçando o namorado. – Claro que sim.
Os dois se beijaram e finalmente Harry colocou o anel no dedo de Gina, o local que ele sempre quis que ele estivesse, desde que o havia descoberto.
— É lindo! – disse ela examinando o anel mais atentamente.
— Eu sei que é um costume trouxa, mas, ele era da minha mãe.
— É lindo Harry. Obrigada! – a garota estava emocionada com o gesto.
— Agora só tenho que enfrentar a sua família. – disse ele já rindo.
— É, mas você está quase um mestre em enfrentar os Weasley.
***
— Pai, mãe? – chamou Gina à mesa, após a sobremesa, todos tomavam café. – Harry precisa falar algo com vocês.
— Sim Harry querido. – disse Moly, sempre com aquele sorriso no rosto.
Harry ficou nervoso, pois todos ficaram quietos o olhando, ele tinha a impressão que o problema não seria seus sogros, seria seus cunhados.
— Bem. – “ah Deus, minha voz poderia soar um pouquinho mais firme!”, pensou – Acho que vou pegá-los de surpresa, mas, eu e Gina tomamos uma decisão a cerca de nosso futuro, e eu espero de todo coração que nos apoiem nessa decisão. – o silêncio era tanto que se podia ouvir os gnomos de jardim blasfemando contra as árvores. – Nós queremos nos casar.
A reação de todos foi a que Harry esperava, as garotas: Hermione, Angelina e Fleur se levantaram e correram para abraçar Gina; Arthur e Molly se olharam sorrindo, apesar de parecerem um pouco apreensivos; e os irmãos de Gina estavam boquiabertos, Gui estava pálido como um fantasma.
— Mas Gina é muito nova. – disse Gui.
— Porrque diz isse Gui? — disse Fleur — Eu me casei com você com poco mais do que Gina tem de idad, não vejo como isse pode serr um problema.
— Sim. – disse Molly – Eles são muito novos, mas não creio que seja uma decisão equivocada.
— Claro que gostaríamos que esperasse mais um pouquinho pra levar nossa garotinha embora Harry, — disse Arthur – mas sabemos que serão muito felizes.
— Mal vejo a hora de ter outros netos. – disse Moly com um sorriso enorme. Desde que Victorie, filha de Fleur e Gui; e Molly, filha de Percy e Audrey nasceram ela era toda sorrisos para as garotinhas e não pensava em outra coisa.
— Mamãe. – disse Jorge ultrajado. – Como assim você quer dizer... Gina... grávida... Está louca?
— Respeite sua mãe Jorge. – disse Arthur.
— Achei que você soubesse de onde os bebês vem Jorge. – disse Rony sorrindo – Afinal, você e Angelina acabaram de fazer um não é?
Molly e Arthur riram da cara do filho. Afinal, Rony acabara de dizer uma verdade: Jorge e Angelina esperavam seu primeiro filho, que nasceria no próximo ano.
— Mas... – começou Jorge.
— Quando é a irmã dos outros não tem problema certo? – disse Angelina sorrindo para o marido. – Meus pais e irmãos também não gostaram da ideia de me ver grávida.
— Não fale assim. – disse Gui. – Parece que Gina já está grávida.
— Pelo amor de Deus – disse Gina, embora sorrisse – eu ainda nem me casei e já querem que eu tenha filhos. Falando em casamento, olhem só o que Harry me deu. – disse Gina mostrando o anel para as cunhadas e a amiga.
Muitos ‘ahs’ e ‘ohs’ foram ouvidos e os homens reviraram os olhos, inclusive Harry.
— Obrigado colega. – disse Rony sussurrando – Como vou pedir a mão de Hermione agora, se você elevou o nível de pedidos a anéis de ouro.
— E diamantes! – disse Harry sorrindo
— Harry, você não tem coração. – disse Rony sorrindo também.
— É um lindo anel Harry. – disse Molly — Parece ser bem antigo.
— E é. – disse Harry – não posso dizer exatamente de quando, mas sei que foi com ele que meu pai pediu minha mãe em casamento. Eu os recebi de herança, junto com as alianças deles.
— Que provavelmente serão usadas por vocês dois. – disse Arthur.
— Esse é o plano. – disse Harry – Não vejo ninguém utilizando o anel de minha mãe que não a sua filha.
— Eu usarei com muito orgulho. – disse Gina abraçando o, agora, noivo. – Eu te amo! – sussurrou-lhe no ouvido.
— Não mais que eu! – disse Harry. – Quando estiver sozinha tire o anel e olhe o aro por dentro, tem uma surpresa para você! O que meu pai sentia por minha mãe é incrivelmente igual ao que sinto por você.
Gina mal pode esperar para subir até o quarto com uma desculpa qualquer para poder tirar o anel. E, apesar de os olhos encherem de lágrimas diante da gravação ela sorriu com aquela previsão. Ela amaria o marido e, tinha certeza, seria amada por ele, assim como a primeira dona do anel “Nessa vida e além.”.
***
(1 mês depois)
— Weasley! – outro repórter levantava a mão para fazer uma pergunta enquanto Gina suspirava. “Droga!”, pensou a garota “Rita Skeeter justo agora?”.
— Sim! – ela sabia o que viria, afinal, todos os repórteres ali queriam saber a respeito de sua vida pessoal, e não sobre o campeonato inglês de Quadribol que iria iniciar naquela semana – Pode perguntar.
— Então é verdade que a senhorita está em um relacionamento com Harry Potter? – a voz de Rita parecia ainda mais odiosa, na opinião de Gina. – Então ele superou todas as antigas namoradas?
Todas as companheiras de Gina trincaram os dentes, assim como a garota. Todos estavam perguntando a Gina coisas pessoais, ofuscando o Harpias de Hollyhead, a maioria delas não se importava, mas, o tom insolente de Rita fez com que todas ficassem nervosas pela amiga.
— Pelo que sei, e, creio que sou bem mais informada da vida de Harry que você. – disse Gina, faiscando o olhar – eu sou a primeira namorada de Harry. Começamos a namorar quando eu estava no quinto ano. Quanto às outras, estas que imaginou, bem, não posso dizer nada sobre elas.
— Me perdoe – disse Rita Skeeter – mas me refiro, percebo agora que pode estar sendo enganada pelo seu namorado – disse Rita com um sorriso debochado – à Hermione Granger – ela cuspiu o nome — e à Cho Chang.
— Não creio que seja de bom tom falar da vida de Harry assim para todos Sta. Skeeter, mas esclarecerei algo, para finalizar este assunto e possamos voltar à razão desta coletiva de imprensa. Harry e Chang nunca tiveram nada além de um namorico de alguns meses, não foram realmente namorados e quanto à Hermione, se refere à namorada de meu irmão, minha futura cunhada e uma de nossas melhores amigas. Minha e de meu noivo quero dizer...
— Noivo, mas... – disse Rita
— Como eu disse, — interrompeu Gina – essa era a última pergunta sobre este assunto a qual responderia. Sinta-se a vontade para escrever algum artigo alucinógeno sobre mim. – disse sorrindo – Eu não me importo nem um pouco. Próxima pergunta. – disse a garota virando-se para os outros repórteres.
— A senhorita disse que está noiva, não pode deixar essa informação solta assim? – perguntou novamente Skeeter. Gina não respondeu.
— Próximo! – disse. Os cliques das fotos ficaram ainda mais fortes.
— Você é uma celebridade. – disse uma das repórteres – as pessoas querem saber o que acontece em sua vida. Sei que é incomodo as vezes mas é assim que as coisas acontecem. Você é uma jogadora promissora, em um dos mais importantes times do país, e, além de tudo, namorada de Harry Potter.
— Noiva. – disse Gina.
— Claro que todos ficarão doidos pra saber o que está acontecendo na vida de vocês. – disse a repórter sorrindo – Acostume-se, pois vai piorar.
— Eu sei. – respondeu a garota – Não tenho problemas com isso, o meu problema é outro.
— Basta. – disse a treinadora, já farta de tudo — Voltaremos a responder as perguntas de vocês, — revirou os olhos – Skeeter, você já fez suas perguntas. Por hoje, você terminou.
— Mas...
— Próximo! – disse firme a treinadora.
Após várias perguntas direcionadas – enfim – aos jogos do campeonato, novamente a mesma repórter de antes teve coragem de dizer:
— Sta Weasley, sei que estamos em um momento esportivo, mas, então é verdade que você e o senhor Potter estão noivos?
— Sim é verdade! – respondeu Gina, recebendo um olhar furioso de Skeeter que estava com os lábios repuxados de raiva por ter que ficar calada. – Nós ficamos noivos, mas ainda não sabemos a data do casamento. Entretanto, nossos torcedores podem ficar despreocupados, pois isso não irá interferir em meu desempenho, afinal, estamos entrando em um campeonato importante e estou focada nos treinos
— Obrigada Sta.
— Não por isso. – respondeu solicita.
Todos deram graças a Deus por tudo ter acabado aquela coletiva. Ao fim, a treinadora, com o aval de todas as jogadoras da equipe, proibiu a participação de Rita Skeeter nas futuras coletivas.
— Então você está noiva? – perguntou Teresa Fornell, a melhor amiga de Gina no time e a jogadora mais antiga e competente que tinham. – E não pensou em contar para sua capitã?
— Claro que pensei – disse – Mas estamos treinando tanto que acabei me esquecendo. Fico focada em marcar mais pontos que você!
— Como se fosse conseguir. – debochou — Então é esse o motivo desse anel cintilante não sair do seu dedo? – disse ela sorrindo sinceramente para Gina.
— Sim, é esse o motivo. – disse Gina abanando os dedos.
— Parabéns! – disse – Espero que sejam muito felizes juntos.
Todas as jogadoras abraçaram Gina do mesmo modo, felicitando-a, apesar de nem todas estarem muito contentes com a atenção que a jogadora despertava na imprensa e nos torcedores. Ela era uma Weasley afinal, e o mundo bruxo devia muito àquela família, além de tudo, era bonita, talentosa, inteligente e, não se podia esquecer, a futura senhora Potter.
— Cuidado com os invejosos querida. – disse Teresa baixinho enquanto saíam do local para poderem aparatar – eles se escondem por toda parte.
— Eu tomarei cuidado, já que eles não estão tão escondidos assim – elas sorriram, confidentes – Obrigada Tess, por tudo!
— De nada garota. – respondeu – Até amanhã.
***
Gina aparatou no Largo Grimmauld, precisava conversar com Harry sobre aquela coletiva absurda e sobre Rita, eles dariam boas risadas imaginando a cara dela ao saber que foi banida das coletivas do Harpias.
— Minha Senhora! — disse Monstro — Entre e se sinta a vontade. Meu senhor Harry ainda não chegou, mas pelo horário já deve estar a caminho, ou se atrasou por algum motivo. Posso servi-la em algo?
— Obrigada Monstro, — respondeu a garota se sentando no sofá — Não preciso de nada.
Era sempre assim, se Harry se atrasava Gina já ficava preocupada, sabia que não havia motivos para preocupação, mas ainda assim não conseguia sossegar até vê-lo novamente.
— Prepararei um belo jantar para vocês minha senhora. — disse Monstro — Com licença.
— Sim Monstro, eu agradeço.
A garota permaneceu sentada esperando por Harry, e, cada minuto que passava se sentia mais tensa, como se pressentisse que algo estava para acontecer.
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