Harry e Gina [EM REVISÃO]
7 Capitulo 7 - O perdão
Notas iniciais
Capitulo VII – O perdão
Era um noite comum de visitas na Toca quando tudo aconteceu. Para entender o que houve é necessário acompanhar este dia desde o seu começo até o fim.
O Sr. e a Sra. Weasley ficavam muito sozinhos depois que todos os seus filhos casaram, mas naquela manhã eles receberam uma visita maravilhosa, Harry e Gina decidiram passar dois dias com eles. Gina estava feliz com o casamento e com o seu desempenho no time e apesar de alguns jogos perdidos ela era sempre paparicada pela imprensa e queria compartilhar essa felicidade com os pais. Harry estava tranquilo com a paz temporária no departamento de Aurores, sendo assim, não tinha nada para fazer se não acompanhar a esposa desse programa. Molly estava sempre sorridente e Arthur aproveitou a visita para jogar papo de homem fora com o genro.
– Gina, querida! Como você esta, meu bebê? – perguntou a matriarca abraçando a filha bem apertado.
– Estou bem, mamãe – disse Gina revirando os olhos pensado ainda no ‘meu bebê’. Ela não era mais um bebê – Oi, pai!
Pai e filha se abraçaram de leve, mas demorado, enquanto Harry era estrangulado pela sogra.
– Oh, Harry! Que saudade, querido! – disse Molly apertando o garoto nos braços.
E foi uma felicidade só o dia inteiro. Os quatro ocupantes daquela residência estavam sempre felizes ali. A noite Harry foi para o antigo quarto de Rony e Gina foi para o seu, em uma forma de respeito a Molly e Arthur. Mas quando os pais já tinham se retirado para dormi, Gina caminhou na pontinha dos pés e se deitou ao lado de Harry, o surpreendendo.
– Você já estava dormindo? – ela perguntou.
– Não – ele disse bocejando – Só cochilando, enquanto você não aparecia.
– Como sabe que eu viria?
– Se eu não te conhecesse, baby – Harry pigarreou.
Ela sorriu para ele e o beijou, invadindo a sua boca com a língua. Um beijo calmo e, como sempre, cheio de amor.
– Aqui não – Harry interrompeu.
– Só quero te beijar, Sr. Potter. Só isso – Gina sussurrou, mas não voltou seus lábios para os dele por que uma forte luz invadiu o quarto e depois se foi. A luz vinha de fora e Harry teve uma leve impressão que não era bom sinal.
– Shhh – ele colocou o dedo indicador na boca de Gina e ficou sobre ela, alcançou seu óculos e se inclinou até o cantinho da janela. Lá fora ele viu uma sombra preta parada em frente ao quarto, a sombra olhava para janela, mas não conseguia ver Harry a observando.
– O que é? – Gina perguntou baixinho.
– Merda! – Harry disse – Um Comensal.
Harry se colocou de pé e caminhou devagar até a porta. Gina se pôs atrás dele e o segurou pelos braços.
– Você não pode ir lá fora, Harry. Você esta sozinho...
– Fique aqui – ele pediu baixinho.
– Mas, Harry...
– Fique aqui, Gina. Por favor, não saia da Toca – ele pediu e antes de sair depositou um beijo na testa da esposa – Eu cuido disso.
Harry desceu as escadas silenciosamente, atravessou a sala já com sua varinha na mão, abriu a porta e caminhou até o lado de fora da janela do quarto de Rony. Lá estava a estrutura de capa negra usando uma mascara prateada, o Comensal se virou para Harry.
– Ora, ora. Potter! – cumprimentou a sombra com uma voz rouca. A iluminação do local vinha da lua que estava sempre alta e cheia, o homem por traz da mascara se moveu em direção a Harry, mas parou, quando este empunhou a varinha.
– Quem é você e o que você quer? – Harry rosnou.
– Calma, não sou quem pensa que é – o homem tirou o capuz da capa e a mascara prateada, por debaixo dos trajes, havia alguém pálido e de cabelos impecavelmente loiros. Harry abaixou a varinha devagar – Se eu fosse um Comensal que se metesse a besta de vir aqui sozinho já teria chegado com uma bola de fogo no meio da sala dos Weasleys.
– O que faz aqui, Malfoy? – quis saber Harry.
Draco olhou para o ambiente ao seu redor antes de responder a pergunta.
– Conheci uma pessoa – ele disse – Vim aqui por ela.
– Não intendi – falou Harry. E não intendia mesmo. Por que diabos Draco Malfoy veio a Toca vestido de Comensal da Morte? – Vestido assim? Se batesse na minha porta seria menos estranho.
– Deixe-me falar, Potter – ele pediu – Ela me fez pensar no que fiz todo esse tempo e me fez ver que não era tarde para pedi desculpas para quem eu fiz mal. É o que estou fazendo agora. Fui na sua casa, mas você não estava, imaginei que estivesse aqui.
Precisa explicar o quão embaraçoso era aquela situação?
– E as roupas?
– Seriam mais discretas.
Harry riu alto. Ah claro! Por que sair por ai fantasiado como Comensal da Morte seria mais discreto!
– Vá embora, Malfoy – Harry ordenou.
– Não sem o que eu vim busca – ele disse friamente.
– O perdão? O meu perdão? – Harry apontou o dedo no próprio peito – Esta perdoado, Malfoy. Vá embora.
De repente o loiro começou a chorar.
– Você não entende, não é?! – ele gritou – Estou fazendo isso por ela!
Harry caminhou a passos duros até Draco e ficou bem perto dele.
– Não há nada do mundo que eu intenda mais do que isso – Harry cuspiu – Eu também tenho alguém por quem eu faria tudo, por quem eu faria o que você esta fazendo. E fico feliz por você sentir essa sensação. Você já tem o que queria aqui, agora vá embora! Volte para sua ela e eu vou voltar para a minha!
Malfoy aparatou quando Harry fechou a boca, para o alívio dele. Ele guardou sua varinha em um bolso da calça do pijama e entrou na Toca, trancando a porta atrás dele. Subiu as escadas e segui para o antigo quarto do amigo tentando intender o que tinha acabado de acontecer. Quando abriu a porta uma ruiva pulou em cima dele. Harry sentiu os batimentos do coração de Gina acelerados e as lagrimas caindo na sua camisa.
– Esta tudo bem – ele disse passando as mãos nos cabelos dela. Gina o soltou e olhou bem nos olhos de Harry. Quando ele saiu ela se deitou na cama e ficou em transe, com medo do que podia acontecer lá fora, com medo de ver aquilo que poderia acontecer. Ela queria ajudar, mas tinham que aceitar a proteção de Harry. E quando ele voltou ela queria ter certeza que ele estava mesmo ali.
– E o Comensal? – ela quis saber enxugando as lágrimas.
– Bom – Harry começou colocando Gina no colo e carregando-a para a sua antiga cama estreita e deitando-se com ela em seus braços – Se eu disser a você que era Malfoy lá fora?
– Como é? – Gina se mexeu para olhar melhor para o marido, a luz da lua que ocupava o quarto era muito fraquinha – Draco Malfoy?
Harry apenas assentiu.
– O que ele queria aqui? E ainda mais, vestido de Comensal da Morte?
– Não sei. Veio pedir desculpas.
Gina riu em deboche.
– Aquele canalha me causa um enfarto só para pedir desculpas, já não é tarde de mais para isso? – Gina disse para se mesma em voz alta.
Harry estava cansado do dia e do momento anterior, ele só queria dormi tranquilo com o seu mundo nos braços. Ele tinha que dá um jeito de deixar Gina mais leve.
– Sra. Potter? Você, preocupada comigo? – ele brincou.
– Sempre me preocupo com você!
– Você se preocupa com o meu sono? – ele quis saber. Gina assentiu – então vamos dormir.
Ele beijou Gina de leve, ela se ajeitou para que os dois ficassem na posição de conchinha e logo pegaram no sono. Harry um pouco antes de capotar, se perguntou porque o Draco foi vê-lo esta noite e daquele jeito, mas logo deixou de se preocupar. Se Draco precisa-se do seu perdão para ser feliz com alguém, ele o tinha.
Naquela mesma noite, o loiro chorou no colo da amada feito um bebê. Ele estava tentando ser feliz, mas para isso ele assumiria todas as dores de uma criação egoísta. Draco queria ser feliz, ele faria isso por seu amor. Afinal, nunca é tarde para amar ou se redimir.
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