Harry e Gina [EM REVISÃO]
44 Capitulo 44 - Os dias
Notas iniciais
Capitulo XXXXIV — Os dias
As semanas de recuperação no St. Mungus foram extremamente tediosas. Gina foi a primeira a receber alta, mas quase toda hora ela estava no hospital ao lado do irmão ou do marido. Quatro dias depois da alta da esposa, Harry recebeu sua de todos os setores, tanto físico como psicológico. Já Rony ficou mais alguns dias para se recuperar dos ferimentos mais profundos, mas quando o Dr. Draco disse que ele estava liberado, a festa foi geral na família toda.
Houve uma reunião de família na Toca no final de semana seguinte e todos os Weasleys estavam presentes. As crianças não poderiam estar mais felizes pela movimentação e a liberdade que ganharam, brincavam de tudo e em todo lugar. Os adultos tiraram uma folga dos seus trabalhos e naqueles dois dias, nunca se encontraram tão relaxados e em paz. As conversas eram sempre prazerosas, afastadas de qualquer assunto dos problemas do mundo bruxo. Todos ali contribuíam consideravelmente para criação de uma bolha que envolvia apenas os terrenos da Toca. A paz, a felicidade e o amor reinaram em todo o ambiente.
Na terça-feira anoite, enquanto cinco crianças dormiam no andar de cima, quatro adultos conversavam na sala de estar no andar de baixo na casa dos Potters.
– Mamãe falou pra mim esse fim de semana que nós quatro somos um bando de irresponsáveis – Gina comentou risonha, sentada no sofá, com o braço de Harry em seus ombros.
– Oque? Por que? – Hermione perguntou preocupada sentanda no colo de Rony. Os dois estavam bem confortáveis na poltrona.
Harry riu da cara da amiga, afinal ser chamada de irresponsável poderia causar um choque fortíssimo em Hermione.
– Os nossos filhos ainda não tem padrinhos – a ruiva respondeu – A major Molly disse que o normal é os padrinhos serem escolhidos antes do nascimento do bebê e não depois que ele já é um pai de família com filhos. Exagerada...
– Bem, a gente já tinha até conversado sobre isso, quando Gina estava grávida de James – Harry disse – Claro que a gente quer que vocês dois, Rony e Hermione, sejam os padrinhos dele.
Mione abriu um grande sorriso e bateu palminhas. Rony revirou os olhos.
– Como se você já não soubesse disso, amor – o ruivo disse – E se não fosse assim, acho que uma batalha seria travada. Quem melhor do que eu para ser o padrinho de James?
– Tão convencido você, irmãozinho – Gina estreitou os olhos.
– Obrigado, mana. Mas é porque eu me garanto – Rony sorriu safado – E é claro que os padrinhos de Rose serão vocês!
Agora quem começou a bater palminhas foi Gina. A ruiva estava com um sorriso enorme no rosto e Harry assentia feliz para os amigos.
– E Albus? – Hermione quis saber.
Gina e Harry pararam para pensar um pouco, se entreolhando. O fato de nunca terem parado para pensar seriamente em assunto de padrinhos, complicava a decisão em uma conversa casual, mas eles também já tinha uma base de quem seriam.
– Falamos muito pouco sobre isso, também – Gina murmurou – Mas estávamos pensando em George e Angelina.
– Acredito que eles vão adorar a ideia – falou Rony.
– Sem falar que Albus adora o tio George – Hermione sorriu.
– Quem não gosta do cara que te dá coisas muito legais e perigosas, que deixam os seus pais sem sono? – Harry perguntou fazendo graça.
Os quatro caíram na gargalhada, mas logo tiveram que para, pois estavam abusando demais da bondade dos seus filhos de dormirem profundamente no andar de cima.
– Adoraria ter meu pai e minha mãe como padrinhos de Hugo – a morena continuou sonhadora – Seria bem legal.
– Eu acho ótimo – comentou o ruivo.
– É maravilhoso, Mione – Gina e Harry disseram logo em seguida.
– E a pequena Lily?
– Ah! Bom, acho que já sabemos dos padrinhos da minha princesa desde o dia que ela nasceu – o moreno respondeu ao amigo – Serão Luna e Rolf, até porque se não fosse, a loirinha iria nos azara...
E assim foi a conversa pelo resto da noite. Os quatro amigos, depois de tudo que aconteceu decidiram que ou Rony levava sua família para dormi na casa de Harry, ou Harry levava sua família para dormi na casa de Rony. Voltar para rotina estava complicado e essa era uma forma que os quatro arranjaram para que o trauma fosse sumindo ao longo dos dias e esta estratégia estava funcionando, pois ambas as família estavam mais felizes e mais próximas. Sempre havia diversos assuntos nas refeições e diversas brincadeiras nas tarde no quintal.
Voltar ao trabalho também não foi nada fácil para Harry e Rony, mas nada que juntos não pudessem resolver. Hermione e Gina pediram um tempinho para seus empregos, elas queriam passar mais tempo com os filhos, para fazerem aqueles típicos programas de família. Desde juntar todos os pequenos na cozinha para experimentarem pasta de amendoim do pote, até os piqueniques no parque e foi em um desses piqueniques que Rose e Albus mostraram sua magia. Os dois começaram a fazer os copos de plástico dançarem timidamente em cima da toalha xadrez. James até começou a brincar também, deixando Lily e Hugo encantados, mas logo a brincadeira com magia acabou, já que apesar de Hermione e Gina estarem admiradas e emocionadas, elas tiveram que se lembrar que estavam em um parque lotado de trouxas.
Em uma das noites que passaram na casa de Rony, Harry e Gina conversavam sobre assuntos variados no quarto de hospedes. Depois de um jantar muito animado e uma batalha muita grande para colocarem todas as crianças para dormi, Gina já estava exausta e dormiu rapidinho nos braços do marido, mas ele não teve a mesma sorte que ela.
O moreno ficou perdido nos seu próprios pensamentos. As coisas estavam em paz novamente, estava tudo tão calmo que até lhe dava um pouquinho de medo de ser só uma peça que o destino queria pregar nele. A sua rotina nunca foi tão prazerosa de se viver. Ir trabalhar em algo, que apesar de perigoso, era uma das grandes paixões de sua vida; chegar em casa e encontrar sua esposa e seus filhos bem, sem nunca estar cansado demais para passar mais algumas horinhas no quarto de brinquedo com eles; comer algo feito com amor no jantar; de vez em quando colocar seus pequeninos para dormirem e no fim de todo o dia ir deitar do lado da mulher que sempre amou e sempre vai amar, não tinha preço.
Harry tinha que agradecer muita gente por isso, por ter o que ele tem hoje, mas há uma pessoa muito importante que precisa urgentemente receber esse agradecimento. Sem Gina, seu grande amor, nada disso seria possível. Talvez com outra pessoa, ele não fosse assim tão feliz. Harry não conseguia nem se imaginar com outra pessoa. Foi com ela que ele teve os filhos mais perfeitos do mundo e sem sua Gina, ele talvez nunca fosse feliz.
Seu coração se apertou ao lembrar do tempo de adolescente, onde quase a deixou escapar por entre seus dedos. Ele poderia tê-la perdido para qualquer um se não estivesse visto o que sempre esteve debaixo do seu nariz, mas talvez fosse o momento certo de se perceber. E se ele estivesse visto Gina um pouco mais cedo? Poderia dá tudo errado ou tudo certo? E se...
– Ainda acordado? – Gina sussurrou preguiçosa com a cabeça apoiada no peito do marido, puxando-o de seus devaneios.
– Só estou pensando – Harry sussurrou cansado – E você?
– Acho que cochilei no meu da nossa conversa – a ruiva riu um pouco – No que estava pensando.
– Em tudo – a resposta foi simples, mas complexa. Gina permaneceu de olhos fechado, sem se mexer e em silêncio, incentivando Harry a continuar – Estava pensando em nós e onde chegamos e o que nós temos. É tudo tão bom...
– E só tem essa conclusão – ela insistiu com a voz pesada de sono – De que tudo é muito bom?
– Na verdade não – ele respondeu beijando os cabelos dela – Concluir que vamos viajar. Só eu e você. Por dois dias.
Gina ergueu a cabeça com pressa e olhou para o marido com curiosidade e surpresa na expressão.
– O que?
– Isso mesmo que a senhora ouviu. Quero levar você a um lugar neste fim de semana.
– E onde nós vamos, posso saber, Sr. Potter?
– É uma surpresa – ele respondeu com um sorriso maroto de matar qualquer ser humano.
Gina bufou. Ela não arrancaria nada dele, teria que passar pela tortura de esperar.
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