Harry e Gina [EM REVISÃO]
37 Capitulo 37 - A terceira gravidez parte 4
Notas iniciais
Capitulo XXXVII — A terceira gravidez (parte 4)
A Toca estava bastante movimentava. Havia muita gente agitada ali dentro. Mulheres correndo para lá e para cá retocando o que falta no vestido ou na maquiagem de uma da outra. Os homens já se ajudavam com as gravatas e as crianças, já arrumadas, corriam para lá e para cá.
Enquanto a bagunça rolava solta na sala. Lá em cima, no antigo quarto de Gina, a ruiva trabalhava na gravata borboleta do marido.
– Eu deveria ficar com você – Harry começou uma discução antiga.
– Não – Gina foi dura – Você vai. Nossa família inteira está lá embaixo, enlouquecendo para se vestir a altura de um evento deste. Além do mais, você merece isso, apesar de ser o mínimo que o mundo bruxo pode fazer por você.
– Querida, você não pode ficar sozinha...
– Não irei ficar sozinha, Teddy faz questão em me fazer companhia e Luna vai aparatar de quinze em quinze minutos para me ver.
– Ótimo plano – Harry ironizou – Em quinze minutos acontecem tantas coisas.
Gina terminou de arrumar a gravata de Harry, deixando-a perfeitamente alinhada, coisa que poucos conseguem sem magia. A ruiva passou a olhar fundo nos olhos do moreno.
– Eu me sinto ótima esse último mês e tenho certeza que nossa garota vai se comporta – Gina disse – Pois ela sabe que seu pai está prestes a se tonar o General dos Aurores e que seu tio será homenageado diante todo o Ministério devido ao seu desempenho, como uma boa menina que ela é, ficará quieta durante a noite toda – a ruiva finalizou acariciando a barriga de quase nove meses.
Harry bufou e revirou os olhos.
– Gina...
– Harry, falta algumas semanas ainda – replicou.
– Dá ultima vez que confiamos nesses números você quase morreu – dessa vez Harry foi mais severo na frase.
Gina suspirou.
– Está ouvindo a algazarra lá embaixo? – ela perguntou e ele assentiu ainda com a expressão dura – Todos estão tentando ficar mais elegantes possiveis para ver você brilhar mais uma vez e isso é porque eles nem sabem a surpresa que o Quartel General preparou pra Rony. Eu ficarei em casa jogando xadrez com Teddy, enquanto você leva nossos filhos e nossa família para se divertirem.
– Mas eu queria que você estivesse lá também...
– Sabe que lá a chances de eu estragar tudo são maiores, ficarei segura e descançando aqui na Toca e fim de discussão.
Homens sabem desde que se entendem por homens que discutir com uma mulher grávida é perder na certa e Harry sabia que discutir com uma Weasley grávida — em especial Gina — era burrice, perda de tempo e humilhação. Sendo assim, preferiu não aumentar suas objeções.
– Comprei aquele aparelho portátil de ligação trouxa. Seu pai tem um também e eu pedi para que ele leva-se o dele para o evento. Qualquer coisa você liga, okey?
Gina assentiu e logo em seguida apertou seus lábios no do marido. Os dois desceram as escadas devagar, ela no colo dele protestando que isso poderia amassar seu terno, mas ele nem ligou. Harry a colocou no grande sofá dos Weasleys e depositou um beijo em sua testa.
– Vamos, todo mundo para os carros! – a Sra. Weasley gritou da porta principal da Toca. Vestia um vestido vermelho longo assim como as mangas. Era rodado em toda sua estrutura, apertava apenas no busto. Os cabelos ruivos estavam presos em um coque frouxo e elegante, com apenas finos fios de cabelo escapando na testa. A maquiagem era leve e apesar dos fortes traços da idade, Molly estava linda.
O grupo de gente ruiva, loira e morena saiu em fila até os vários carros voadores estacionados no gramado. Harry, Rony, Hermione e Luna ficaram por último, posicionados perto de Gina, que agora dividia o sofá com Teddy.
– O telefone está na mesinha de centro – lembrou Harry a esposa, apontando para o objeto trouxa em cima de uma pequena mesinha ao lado do sofá – Qualquer coisa vocês me ligam.
– Sim, Senhor Potter – Gina brincou batendo continência – Agora vá. Que eu saiba seu carro é o primeiro a sair.
Com essa ordem, o moreno depositou um selinho rápido na ruiva e um abraço apertado em Teddy e saiu.
– Fique bem amiga, vou voltar o mais cedo possível pra te fazer companhia – disse Hermione, que usava um vestido verde escuro tomara que caia de seda. O modelo longo e solto desde abaixo dos seios até o pé, caiu muito bem para seu corpo de grávida. Os cabelos soltos e ondulados desciam como cascata por suas costas.
– Você está linda, Mione. Não se preocupe comigo, divirta-se o quanto puder – Gina sorriu e depois enlaçou Teddy nos braços – Esse garoto aqui vai cuidar de mim enquanto eu o derroto no xadrez.
– Mãe, faz seis jogos que a senhora não ganha de mim – Teddy comentou triunfante se referindo a uma de suas mães, Gina.
– Cuidado neste sétimo jogo, garoto – Rony sorriu – Essa ruiva ai adora um número sete.
Gina deu uma risadinha e Teddy, coitado, ficou confuso. Buzinas soaram lá fora.
– Acho melhor vocês irem.
Hermione e Rony sorriram e se retiraram de braços dados.
– Estarei aqui em 15 minutos – Luna piscou o olho. Ela estava magnífica no seu vestido azul marinho, o modelo apertava todo o seu corpo e por ser longo havia uma fenda que ia da metade da sua colcha esquerda até o seu pé para ajudar na locomoção. Os cabelos loiros e rebeldes, estavam bem organizados em uma trança embutida lateral e alem das camadas grossas de tecido azul que enlaçava seu pescoço, havia também um colar discreto com um diamante como pingente – Fiquem bem ate lá.
E saiu.
Gina suspirou com o silêncio absoluto que se estendeu pela Toca e depois olhou para Teddy.
– Ora, filhote. O que está esperando para ir buscar o tabuleiro do tio Rony?
O pequeno Teddy deixou seus cabelos assumirem um amarelo vivo e seguiu em disparada escada acima. Ao voltar ele não parava de sorrir e Gina adorava vê-lo assim.
A primeira partida da noite durou aproximadamente uns 20 minutos. Luna até apareceu, checou se estava tudo bem e se foi de novo. Gina venceu esta e mais três seguidas, equivalente a quatro visitas de Luna, que até comentou que ia tudo bem no evento. Teddy passou a se concentrar ainda mais e foi levando uma após a outra. O garoto poderia ser novo, mas parecia ter muitos anos de experiência quando jogava xadrez.
Na décima nona partida, os dois ouviram um freio brusco vindo do gramado, logo em seguida uma leve batida, provavelmente no balcão de vassouras. Gina se levantou e pescou sua varinha no bolso do vestido que usava.
– Fique atrás de mim, querido – ela pediu e Teddy obedeceu.
A ruiva apontou sua varinha para porta da frente e ficou esperando alguém adentrá-la para atacar. Mas a figura de Luna com um olhar assustando passando pela porta, fez Gina abaixar o braço. O vestido da loira estava amarrotado e sujo, seus cabelos não estavam mais em uma trança. Parecia uma juba de leão.
Gina inclinou a cabeça para direita e estreitou os olhos, estava com medo da pergunta que ia fazer.
– O que houve? – gaguejou.
– Um ataque – Luna respondeu – Bruxos das trevas atacaram o Ministério... Acho que era um plano, não sei.
– Onde estão os meus filhos? – Gina estava com o coração apertado.
– Harry e Rony levaram todos nós para sala dele e nos trancou lá dentro. Isso nos deu tempo para aparatar com as crianças até minha casa. A sra. Weasley, Hermione, Ange e Fleur estão lá também. Os homens estão no Ministério lutando. Eu vim te buscar, para te levar para minha casa, mas o carro quebrou. Ele não quer funcionar e eu não sei o que fazer, porque eu tenho que te manter segura e...
– Luna, vamos respirar – disse Gina tentando manter a própria calma, apertando Teddy com seu braço livre – Podemos aparatar e...
– Não dá. Você não pode aparatar assim – Luna respondeu andando de um lado para o outro – Nem o pó é seguro também.
Gina tornou a se sentar e Teddy ao seu lado tremia de medo, ele sabia que a palavra "ataque" não queria dizer boa coisa.
– Vamos ficar bem, filho – a ruiva sussurrou olhando para ele, que possuía cabelos vermelhos e olhos escuros agora – Por que não veio todo mundo para cá?
– Porque aqui também não é seguro – Luna disse olhando pela janela – São muitos bruxos das trevas, era como um exame de abelha que vinha de todo lugar e não duvido nada que tenha uns da época de Voldemort.
Silêncio no mundo exterior. Guerra na mente delas.
– Sei que não é seguro ficar aqui, mas também não há segurança em sair. O jeito é ficar e torce para que tudo se resolva – Gina suspirou controlando sua respiração – Era um evento com um grande número de soldados e isso vai acabar logo e vai ficar tudo bem.
– Acho melhor fechar todas as luzes, janelas e portas da casa – comentou Luna tentando confiar nessa estrategia.
– Concordo.
A loira então puxou sua varinha e conjurou feitiços não verbais. Uma a uma, as janelas fora se fechando, logo depois as portas e por último as luzes. A Toca foi entregue as trevas da noite e Teddy se apertou ainda mais em Gina.
– Você está bem, Gina? – Luna assumiu seu tom doce novamente.
– Sim. Um pouco nervosa, mas estou bem – a ruiva respondeu apertando o filho em um abraço, passando segurança a ele.
Luna sorriu no escuro e deu as costas para Gina para se aproximar de mais uma janela e observar o movimento lá fora, estava tudo calmo. A luz das estrelas iluminava o ambiente, o único movimento era o do vento no jardim.
Então veio o primeiro chute, extremamente forte. Gina tremeu, gemendo baixinho. Teddy se afastou e apesar do escuro, focou o rosto assustado da ruiva.
– O que está havendo mamãe? — o menino perguntou aflito, sabia que ela sentia dor.
– Por que os meus filhos sempre procuram a hora mais inconveniente para nascer?
Fale com o autor