Harry e Gina [EM REVISÃO]

33 Capitulo 33 - É só confiar


Notas iniciais
Adiantando logo o capitulo para vocês! Mas Antes queria agradecer sobre os comentários! Vocês são demais! Obrigado pelo carinho e pelas ideias... Bem, aproveitem a leitura e um beijão! Nos vemos lá em baixo ;-D

Capitulo XXXIII — É só confiar

Foram exatamente quatro semanas e dois dias de coma para Harry Potter. Mas antes de contar-lhes como ele acordou, vamos aos fatos que se passaram nesses longos dias.

Malfoy fez todos os exames e testes necessários para saber o que causou o inconsciência profunda de Ginevra Potter, ele já sabia o resultado, mas ainda sim ficou muito surpreso e preocupado em ver gravidez positiva no final da folha do exame de sangue. Ótimo, agora temos dois Potter mortos, pesou o ruivo ironicamente.

A notícia foi dada a Gina na mesma noite depois dela acordar, ela estava acompanhada por Hermione. A morena se encarregou de escutar todas as restrições médicas para ajudar a cunhada. Se a ruiva quize-se sobreviver, teria que seguir a fio tudo o que Dr. Malfoy lhe dissera, mas estava quase impossível. Já que na lista de coisas que teriam que ser cortadas era o nervosismo, ansiedade e o estresse e com o homem que ela amava a beira da morte, não sentir isso era um absurdo.

James e Albus eram os únicos que faziam Gina sorrir de verdade. Eles e o novo bebê eram a razão de ela ainda estar viva.

Rony recebeu alta uma semana depois, foi encaminhando para repouso absoluto em casa e Hermione, além de muito trabalho tinha que cuidar do marido e da filha. Ela se desesperou quando percebeu que não teria tempo o suficiente para Gina e Harry, então recorreu a loirinha Luna.

Sim, Luna passou a morar no St. Mungus de livre e espontânea vontade e tenho que dizer que o bem-estar de Gina aumentou consideravelmente.

Acredito que eu já tenha dado as novidades. Agora vamos para o momento em que Harry Potter decide mostrar suas íris verdes para quem quer que seja.

Era fim de tarde e o sol iluminava o quarto de Harry com uma luz muito alaranjada. Draco Malfoy estava na frente da cama do moreno, assinando e atualizando o quadro clinico dele. O menino-que-sobreviveu já não usava mais tubos para a respiração e das feridas só restaram cicatrizes. Estava indo bem, a não ser pelo fato dele não responder a nenhum teste de reflexo.

– Vamos, Potter – Draco sussurrou parra si mesmo, agora olhando para Harry – Você derrota o maior bruxo das trevas para depois se entregar a um coma eternamente?

Ao fechar a boca o equipamento trouxa que verificava os batimentos dos paciente começou a apitar freneticamente indicando pela quarta vez, uma parada cardíaca.

– Ah! Não Potter! – Malfoy exclamou sacando a varinha e conjurando um feitiço que agia como aquele aparelho trouxa de reanimação. No terceiro choque Harry abriu vorazmente os olhos. Draco teve que se segurar em alguma coisa, suas pernas falharam – Oh! Graças a Merlin! Você voltou!

Harry olhou para todo o quarto tentando entender por que Draco Malfoy estava a sua frente sorrindo com sinceridade. Ai lembrou que paredes brancas e um armário no canto da parede significavam um quarto de hospital e o Malfoy era um medibruxo.

– Como eu vim parar aqui? – ele perguntou com muita dificuldade.

– Por favor, não fale – Draco pediu – Explicarei tudo com calma, mas preciso que mecha seus dedos dos pés.

No momento em que o loiro tirou o lençol de cima dos pés de Harry, os dedos deste mexeram.

– As mãos – o medibruxo disse e Harry conseguiu ergue-las uns únicos centímetros do colchão – Ótimo, Potter. Agora vamos as informações. Mas antes tem que me garantir que vai ficar calado, não quero você dizendo uma palavra. Combinado?

Harry assentia enquanto Draco se sentava em uma poltrona. Naquele cena, ninguém era inimigo mortal.

– Bem... – Malfoy começou – É interessante isso, pois você passa sete anos lutando contra o Lorde das Trevas e nunca chega nem perto do que passou nesses últimos dias. Sim, foram um pouco mais de quatro semanas desacordado, Potter. E aconteceram muitas coisas nesses últimos dias – pausa – Em relação ao seu quadro, já estávamos sem esperança, mas você mostrou melhoras há uma semana, acho que sua amiga Luna aqui todos os dias tem um dom especial de deixar todo mundo bem – pausa. Harry passou a prestar mais atenção. O que Luna fazia ali todo dia? – Seu coração parou quatro vezes, a última foi ha poucos minutos...

Draco foi contando tudo a Harry. Mas tomou cuidado de não falar de Gina, esse assunto era muito delicado e ele não sabia como o paciente iria reagir. O tranquilizou falando dos filhos e das melhoras de Ronald. Desejou que o papo nunca acabasse, para que pudesse aproveitar mais a disposição de Harry. Mas chegou a hora de fazer uma longa pausa, respirar fundo e começar a falar de uma certa ruiva internada no quarto ao lado.

– Você deve esta se perguntando sobre sua esposa, não é? – Draco fez a pergunta retórica – É claro que está – o loiro fez um pausa e antes de falar alguma coisa, olhou bem para Harry – Potter, sua esposa está grávida.

Ao terminar de ouvir isso, Harry quis se sentar e gritar um ‘o que’ e até descolou as costa da cama um pouco, mas foi impedido de terminar o percurso por uma forte dor que agia em todo canto.

– Hãm? – foi o que o moreno conseguiu pronunciar depois de se reencostar na cama.

– Descobrimos na mesma noite que você foi operado. Desde então ela está internada aqui também, o estado de saúde não vai nada bem. Sem sombra de dúvidas a notícia de que você acordou deve melhorar significativamente a saúde dela – Malfoy explicou – Harry você vai ter que triplicar sua vontade de se recuperar se quiser que sua esposa e seu filho sobrevivam durante e até depois dessa gestação. Ela precisa de você, muito mais do que nas outras vezes.

– Eu preciso vê-la – Harry pediu com a voz rouca.

– Não pode. Você não esta em condições nem de falar. Acabou de acorda e deve descansar e nada de ‘nãos’ para mim. Você me ouviu: para cuidar dela, cuide de você primeiro.

Harry não disse mais nenhuma palavra. Suspirou e enterrou a cabeça no travesseiro, encarando o teto e tentando ingerir tudo que tinha acabado de ouvir. Gina estava grávida novamente, isso era ótimo e ao mesmo tempo perigoso. Ele não queria pensar no pior, mas seu coração se apertava quando imaginava seus filhos sem uma mãe e em si mesmo sem o amor da sua vida. Era terrível. Aquilo era culpa dele, era o que pensava. Colocou na sua cabeça que iria melhorar o mais rápido possível, teria que cuidar dela.

O Dr. Malfoy adicionou alguma poções ao soro de Harry, para aliviarem a dor no corpo e na cabeça que ainda podiam incomoda-lo. Os remédios estavam tendo sucesso.

– Vou ver como esta a Sra. Potter – o medibruxo avisou antes de sair do quarto – Trago sua família no fim da noite para vê-lo. Enquanto isso, apenas descanse.

A porta se fechou, Harry acho que ela não fosse abrir novamente por um longo e cansativo tempo. Mas pra sua surpresa Luna passou por ela minutos depois de Draco sair.

– Harry! – a loirinha exclamou se aproximando do amigo e depositando um beijinho na testa dele – Que ótimo ver esses seus olhos verdes de novo! Mas é estranho sem o óculos.

O moreno deu uma leve risada com a felicidade contagiante de Luna, mas até rir doía um pouco. Luna seguiu para o armário procurando alguma coisa, depois voltou para Harry e encaixou o óculos de lentes redondas no rosto dele.

– Olá, Luna e obrigado – Harry saudou com dificuldade, só percebendo agora que estava vendo tudo embaçado depois de acorda e que falar também doía, mas ele se esforçou pra fazer a próxima pergunta – Como eles estão?

– Já sei de quem você quer saber – ela sorriu se sentando na beirada da camada dele – Bom, Malfoy está lá dizendo pra ela que você acordou, eu sai dizendo que ia na cantina, mas ai sua porta estava tão chamativa que eu não resistir e entrei. Fiz mal? – ela perguntou travessa, Harry negou com um movimento lento de cabeça – Nas primeiras semanas ela estava definhando, não queria comer nem nada, estava complicado. Todos os Weasleys estão muito ocupados: Hermione esta lotada de trabalho, Rony está cobrindo a sua parte e a dele no departamento e a Sra. Weasley está cuidado das crianças. Fui encaminhada pra vigiar vocês dois nessas últimas semanas e acho que isso fez Gina melhorar um pouco – uma pausa pra respirar – Ela passa a maioria do tempo dormindo, só acorda para comer e fazer os exames diários que são necessários. Ela tem melhorado muito nesses últimos dias. Os seus filhos são um amor e estão ajudando bastante.

Harry riu mais um pouco com as duas últimas frases, mas a preocupação não sumia e nem deveria.

– Tenho que ficar bom, Luna – ele dizia mais pra si mesmo do que para a amiga.

– Se o cara que derrotou Você-sabe-quem não sair dessa cama em dois dias, perco minha fé nele – ela brincou — Fique calmo.

– Eles precisam de mim, minha família precisa de mim.

– Harry Potter! – Luna aumentou o tom de voz – Você vai sair dessa cama em 48 horas ou eu não me chamo D’Lua! E pare com isso! Seja otimista, vai todo mundo ficar bem, essas coisas acontecem em qualquer família. Eu volto a repetir: Vai todo mundo rir disso no final!

Harry não se atreveu a dizer nenhuma palavra depois da explosão da amiga. Ele riu, mas se calou logo depois.

Os dois ficaram conversando por muito tempo depois do sol se por. Luna atualizou Harry de tudo sobre o mundo trouxa e bruxo, falou para ele sobre a esperteza dos filhos gêmeos também. Eles teria ido muito mais além, se a loirinha não tivesse sido praticamente expulsa por Malfoy do quarto de Harry, para que este descansasse quieto.

– Vocês vão ficar bem, é só confiar – Luna disse a Harry antes de se retirar.

E quando o moreno se encontrou sozinho novamente, ele acreditava piamente naquelas palavras.

Notas finais
E ai? Ainda ta tenso né? Tem ideias para o próximo cap? Garanto que a emoção do encontro do nosso casal preferido vai ser grande... E a recuperação de ambos? Tá uma turbulência só, mas continuem acompanhando pra vê o que acontece! Beijão e até o próximo cap!