Harry e Gina [EM REVISÃO]
30 Capitulo 30 - Desconfianças não são bem-vindas
Notas iniciais
Capitulo XXX — Desconfianças não são bem-vindas
A ruiva estava uma pilha, andava para lá e para cá no Beco Diagonal e não sabia o que comprar. As lojas eram convidativas e nunca estiveram mais cheias de artigos do naquele dia, mas isso só deixava a decisão ainda mais difícil. Talvez fosse melhor ela levar os filhos, para eles mesmo escolherem o presente do pai, como aconteceu ano passado, mas não. Ela queria dá um presente só dela para ele, um presente especial.
Gina Potter procurou tanto o presente perfeito pro seu marido que acabou entrando nas Geminialidades Weasleys, já que a busca não estava tendo muito sucesso.
A loja, como sempre, estava cheia de gente das mais variadas idades, principalmente agora, pois era época de começo de ano letivo e a maioria das pessoas sempre tinha a mania de deixar as compras para última hora.
Gina se sentou em um dos banquinhos que foram instalado à pouco tempo perto do balcão do caixa, o local mais tranquilo da loja.
– Olá, maninha! – George exclamou abraçando a irmã por trás.
– Olá – ela respondeu, enquanto o irmão a soltava e se dirigia para de trás do balcão – Você não devia deixar esse caixa sozinho, principalmente nessa loucura.
– Ah! Não se preocupe, tenho um feitiço maneiro para proteger essa gaveta!
Gina riu.
– É, aposto que tem, mano!
No grande balcão, havia vários bonecos engraçados, algumas pilhas de papeis e artigos estranhos que Gina preferiu não tocar, para evitar qualquer desastre.
– Então, preciso da sua ajuda – ela disse olhando para George, enquanto este mexia no caixa.
Os gêmeos e a casula dos Weasleys sempre tiveram uma intimidade muito grande, comparada a dos outros irmãos. Então tudo que Gina precisa-se, ela recorria a eles e vice-versa.
– Pode falar.
– Hoje é aniversário de Harry – Gina explicou – Já rodei o Beco umas zilhões de vezes e não consigo achar nada.
– Talvez você tenha que ir naqueles centros de lojas trouxas – George sugeriu, agora prestando atenção na irmã – Ei, onde estão os meus sobrinhos?
– Eles estão na Toca e bem... Eu já fui a shoppings e dei presentes trouxas pro Harry ano passado, mas hoje é diferente, quero algo especial.
– Por que especial?
– Sei lá – Gina respondeu – Só acho que seria bom.
George assumiu uma expressão pensativa, o ruivo olhava para o nada. Gina tinha certeza que ele estava bem concentrado na causa, então passou a olhar para o irmão com mais intensidade, estava ficando muito ansiosa.
– Espera aqui – o ruivo pediu se retirando para o meio da loja.
Gina seguiu com os olhos o passo do irmão, mas o perdeu na multidão de gente. Bufando ela apoiou os cotovelos no balcão e queixo nas mãos. Enquanto esperava, tentava decifrar cada objeto que havia em ali, era cada coisa estranha que Gina desistiu dez segundos depois.
– Gina! – uma voz grossa á chamou.
Quando a ruiva se virou, encarou um moreno alto com um sorriso de orelha a orelha e seus olhos castanhos tinham um brilho familiar.
– Dino! – Gina exclamou se levantando e dando um abraço caloroso no amigo.
– Caramba! Ha quanto tempo!
– De fato – a ruiva riu se afastando.
– Nossa! – Dino disse olhando Gina de cima a baixo – Você mudou! Esta sempre linda.
Gina sorriu um pouco desconfortável.
– Você também mudou – ela comentou – Ainda esta jogando muito?
Dino parou um pouco, parecia pensar na resposta.
– Estou em transição. Um time novo quer me contratar... Bem, mas caramba! Você está fabulosa!
Gina não perguntou qual era o time, porque ela queria sair o mais rápido possível dali. Ela percebeu que o sorriso bobo e familiar estampado no rosto de Dino não iria sumir tão cedo.
– Bem, eu tenho que ir, hoje é aniversário de Harry...
– Ah, o Harry – Dino a interrompeu claramente desconfortável – Achei que o casamento de vocês tinha acabado.
– Como é? – Gina quase gritou.
– É o que Chang anda espalhando pra todo mundo, ultimamente – o moreno explicou – E como você não aparece no Ministério e... Enfim.
– Vadia! – Gina murmurou, mas alto o bastante para Dino ouvir.
– Então não é verdade?
– É claro que não, Dino Thomas!
– É, é claro que não, Thomas – um Harry disse aparecendo do nada, já colocando um dos braços nas costas da mulher e trazendo mais pra perto.
Dino sorriu meio sem jeito, ao ver Harry Potter a sua frente com uma cara nada amigável. Gina riu timidamente quando um alívio percorrer o seu corpo, quando sentiu o calor do marido ao seu lado.
– Bom dia, Dino – Harry disse ainda com uma voz ríspida e segurando um pouco com força a cintura de Gina, como se sua vida dependesse disso, o que não era mentira.
– Eram só boatos – foi o que o moreno conseguiu dizer.
– Acho melhor você ir agora, Dino – Gina pediu – E diga para a Chang arrumar o que fazer, por favor.
Sem dizer mais nada Dino sumiu entre as pessoas que ocupavam os espaços da Geminialidades Weasleys. Harry se posicionou em frente a Gina, olhando bravo para ela.
– O que? – ela quis saber irritada.
– Ele estava quase engolindo você com os olhos.
– Você quer que eu arranque os olhos dele e de todos os outros caras que olharem para mim? – Gina bufou.
Harry riu sem um pingo de vontade.
– Não me venha com ciúmes, Harry Potter – a ruiva o repreendeu.
– Dino Thomas, seu ex-namorado te abraça como se nunca tivessem se separado e eu, seu marido, não posso dizer nada?
– Você disse muito bem! Ele é meu ex–namorado e se bem me lembro faz séculos que terminamos – a ruiva rebateu – Não vejo o por que do ciúmes, já que você é que é o meu marido!
Harry calou-se. Se encontrava sem argumento.
– Olha o clima, pessoal – George disse aparecendo do nada – Sem casalsinho brigando na minha loja!
Gina cruzou os braços e bufou, olhando agora para o monte de criança que se movimentava lá dentro. Harry ainda a fitava com os olhos faiscando, isso porque não era nada legal você entrar em um local qualquer e encontrar sua esposa muito abraça ou conversando feliz com um ex-namorado.
Sem que o moreno percebe. George, antes de passar para detrás do balcão, depositou uma pequena caixinha em uma das mãos da irmã, esta por sua vez, deixou raiva de lado e tratou de esconder bem o objeto. Mas isso não queria dizer que ela podia brincar mais um pouco com o pobre Harry.
– Ei criançada! – Gina gritou, roubando toda a atenção da loja – Querem um altrografo de um bruxo famoso?
As cabecinhas olharam ansiosas para ruiva a frente delas e assentiram em sincronia. Harry com consciência do que Gina estava fazendo, virou-se para o cunhado devagar, dando as costas para as crianças.
– Gina, não faça isso – ele suplicava em sussurro sem olha-la.
A ruiva soltou uma risada, acompanhada pelo irmão.
– Com certeza irei contratar você para garoto propaganda depois dessa — George brincou.
– Estou com Harry Potter ao meu lado! – Gina exclamou, mas nem uma criança se mexeu – Esse homem de costas é Harry Potter! É sim! E ele esta louquinho para conhecer vocês!
Neste momento, todos do recinto cercaram o Menino-que-sobreviveu. As crianças gritavam o nome de Harry ao reconhecê-lo. Pediam autografo e fazia milhões de perguntas. O moreno não teve saída, se não fizesse tudo que aqueles pingos de gente pediam, seria comido vivo.
– Nós vemos em casa, amorzinho – Gina deu um último sorriso bastante travesso para o marido e conseguiu com um pouco de esforço sair da loja. Seguiu para o ponto de aparatação e segundos depois se encontrou rindo sozinha na sala da sua própria casa.
Ela podia sentir ciúmes e fazer de tudo para mostrar que Harry era só dela. Mas no caso dele, só ciúmes era o bastante e aquele chilique dele nas loja do irmão não estava no contrato. Gina tinha que castigá-lo e se ele achasse que ficar até algumas longas e cansativas horas dando atenção aos seus fãs, ele estava muito enganado. Aquilo era o de menos. Além do mais, era a ocasião perfeita para começar uma comemoração.
Quem mandou ele desconfiar da própria esposa? Quem mandou ele desconfiar de Gina Potter? Logo no próprio aniversário?
Continua...
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