Harry e Gina [EM REVISÃO]

22 Capitulo 22 - A segunda gravidez parte 2


Notas iniciais
Oi, galera. Desculpe a demora, mas já esta ai o cap. Espero que Gostem Aproveitem! Amo vocês, boa leitura!

Capitulo XXII – A segunda gravidez parte 2

Harry Potter estaria fora de casa por no mínimo três semanas, ele tinha sido recrutado para uma missão na Austrália, junto com Ron e Hermione, mas na verdade Hermione os acompanhou apenas por um motivo pessoal. A questão é que agora estando grávida, a morena decidiu reencontrar os pais e reverter o feitiço, ela queria que seus filhos tivessem os avós maternos. Quem a convenceu disso foi Harry, baseado no sonho e na emoção diferente que o medo lhe ofereceu no dia em que Gina quase perdeu James.

Com tudo, Gina não tinha companhia, além do pequeno James e com a gestação avançada – afinal com sete meses fica muito mais difícil de se mexer – a ruiva tinha que ficar o tempo da missão toda na Toca e claro que ela não gostou nem um pouco de ficar confinada sem Harry por perto.

A terceira semana de missão já havia passado. Era fim de tarde e James estava correndo e brincando acompanhado do pequeno Fred. Gina estava tirando uma soneca na sua antiga cama. George conversava com o pai sobre as mudanças de cargo que estavam acontecendo no ministério, enquanto Angelina ajudava Sra. Weasley no jantar.

George fazia essas visitas a Toca todos os dias, as vezes tomava café, as vezes almoçava e as vezes jantava. Ele tinha o objetivo de visitar os pais e deixar que seu filho ficasse bem próximo dos avós, mas havia também o objetivo de se sentir bem em relação a falta que o irmão fazia. Antes de ir embora com sua pequena família, ele sempre visitava seu antigo quarto e levava o filho com sigo para que o ruivinho nunca se esqueça de seu tio que infelizmente nunca conheceu.

Os bebês se divertiam com os brinquedos que trouxeram consigo, Fred era mais de um ano mais velho que James, mas ele tinha a maior paciência com o primo que as vezes não entendia o sentido da nova brincadeira. No outro cômodo, Angelina adorava todas as visitas que fazia aos sogros por que sempre aprendia uma receita nova e que George adorava. A relação que ela tinha com a sogra é de dar inveja a muitas outras esposas.

O sol começava a se por no horizonte, mas sua luz ainda estava forte. Um dos raios solares estava incomodando Gina e a fez acordar. A ruiva se espreguiçou e tentou se sentar, com um pouco de dificuldade conseguiu. O raio de sol agora estava sobre sua barriga e Gina começou a acaricia-la levemente, a ruiva estava encantada com a luz reservada apenas para sua barriga, parecia até cena de filme. Gina sentiu uma necessidade imensa de ter seu segundo filho nos braços e saber se era menino ou menina, mas acalmou-se. Consolou-se com a ideia de sentir a mesma sensação radiante de surpresa que sentiu quando James nasceu.

Infelizmente aquela luz alaranjada sumiu de uma vez e com ela toda sensação de felicidade. Gina saltou e tentou descer a escada em uma velocidade segura, ela sabia o que tinha lá fora e ela só queria que James estivessem embaixo da sua asa. Quando chegou perto dos últimos degraus encontrou George os subindo.

– Já ia atrás de você – e disse em um tom bem preocupado ajudando a irmã a terminar de descer as escadas.

Automaticamente todos ali presente fizeram um circulo no meio da sala em volta das crianças com as costas viradas para elas. As varinhas dos adultos já estavam postas e prontas para o que pudesse vir.

– Gina, coloque-se atrás de mim – Arthur pediu, ele estava de frente para porta.

– Estou bem, papai – a ruiva era teimosa – O que eles querem aqui?

– Ora, Gina... Essas coisas fazem o que querem, não tem motivo especifico – Moly falava com uma voz tremula, ela esta de frente para um janela, apenas esperando.

Os Dementadores se aproximaram da Toca e ficaram rodeando ela brutalmente, passando como raio nas frentes da janelas que estavam opacas. Os dois menininhos perceberam o clima e ambos se agarraram as penas das mães. Um arrepio invadiu Gina quando James começou a tremer agarrado a ela, seu filho olhava fixamente para um Dementador que parou na frente da janela em que Gina estava posicionada.

O Dementador flutuava através do vidro e Gina teve a impressão que a atenção da estrutura negra era direcionada ao seu primogênito. Ela tinha que fazer alguma coisa, já que todos os outros estavam ocupados demais protegendo a sua guarda.

A ruiva tratou de lembrar da sua memória mais feliz. Lembrou no dia do seu casamento, no dia em que construía uma família com o homem que amava. Deixou essa lembrança se espalhar pelo seu corpo e sem que percebe um cavalo cheio de luz saiu de sua varinha e passou pelas paredes da Toca.

O cavalo de Gina espantou tanto o Dementador a sua frente como alguns por ali no jardim, mas não foi o suficiente. Eram muitos, muitos mesmo. Angelina conjurou o seu, seguido por George e o Sr. e a Sra. Weasley. Todas a formas saíram da toca em direção ao jardim, mas, por incrível que pareça, não foi o suficiente.

– Pai, o que esta acontecendo? – Gina perguntou desesperada.

– Não sei, Gina. Não sei!

James começou a puxar a barra do vestido da mãe e buscando pelos braços dela. A ruiva não podia pegá-lo.

– Vamos ter que descobrir! – disse George saindo da posição.

– Você não pode ir lá fora! –gritou Angelina e Moly de uma vez só.

Gina se virou para ver a cena, já que ela estava de costas para todo.

– George, enquanto eles só estiverem lá fora vai ficar tudo bem – ela disse olhando bem para o irmão – Nem pense em ir lá fora!

Quando Gina fechou a boca, uma forte luz invadiu o cômodo, elas viam de fora e adentrava ali através das janelas. Gina se sentiu mais leve, assim como todos ali. Pegou o filho nos braços, James escondeu sua cabeça entre os cabelos longos da mãe.

A luz ficava forte e fraca, depois forte e fraca de novo. Como uma pulsação. George pegou o filho nos braços e se aproximou da janela mais próxima e tentou olhar o que acontecia lá fora em meio a alta claridade. Gina fez o mesmo, assim como o pai, se colocando ao lado do ruivo enquanto Angelina e Moly se abraçavam.

Os três estreitaram os olhos e os bebês os copiaram. A luz ia sumindo devagar e quando o fez por completo, pode-se perceber que não havia mais nenhuma estrutura negra lá fora. Apenas três pessoas posicionadas com as varinhas prontas, estavam na entrada do terreno.

Gina os reconheceu de imediato: Harry, Ron e Hermione.

Viu Hermione um pouco atrás de Harry e Ron como uma forma de proteção, mas sua varinha erguida. Harry olhava para todo o ambiente procurando algum vestígio de Dementador.

– Foram embora, Harry – disse Ron levemente aliviado. Mas ainda preocupado com o que poderia encontrar dentro da casa dos pais.

Harry não disse nada e foi o primeiro a correr em direção a Toca, feito um desesperado, ele não sabia se os Dementadores entraram ou não ali. Um pouco antes de chegar a frente da casa, uma ruiva com um bebê nos braços saiu um pouco sorridente e claramente aliviada. Atrás de Gina vinha George com a varinha ainda posta, Arthur, Moly e Angelina com Fred nos braços.

– Vocês estão bem? – Harry perguntou alto enquanto abraçava a esposa e o filho para deixar claro que a pergunta era para todos.

– Estamos, querido – Moly respondeu.

– Harry, o que esta acontecendo? – Gina quis saber.

– É uma boa pergunta – falou Rony chegando mais perto do grupo, Hermione atrás dele.

– Por que toda essa loucura, por Merlin, por que havia tantos deles aqui? – Era a vez de Angelina.

– Talvez o caos no Ministério pode esta deixando eles desocupados – Arthur tentava achar uma explicação – Eles não são amigos de ninguém.

O silêncio reinou... Todos ali procuravam saber o por que de tudo aquilo. A verdade era que eles nunca esqueceram Harry Potter e a felicidade que ele carregava e mantinha até nos piores momentos da sua vida. Não que isso fosse motivo, mas era difícil entender um Dementador.

– Vamos queridos! – chamou a Sra. Weasley tentando quebrar o clima com sucesso – Todos para dentro, o jantar sai daqui a pouco!

A comida de Moly era, como sempre, a mais deliciosa que qualquer um naquela mesa já pode provar. George e Angelina decidiram ficar até o outro dia, sendo assim James e Fred brincaram um pouco mais depois do jantar até serem pegos pelo sono. Foi um dia cansativo para todos. Hermione estava exausta, assim com Gina, estar grávida era complicado.

George e Angelina foram dormi no antigo quarto que o ruivo dividia com o irmão gêmeo, Fred foi colocado em um dos berços que agora fazia parte da mobilha dos Weasleys como precaução para os netos que dormiam na Toca.

Sr. e Sra. Weasley seguiram para seu quarto assim que o jantar acabou, dando boa noite a todos. Foram seguidos por Ron e Hermione que se acomodaram no quarto dele. Ron ficou até tarde acariciando a barriga da mulher e cantarolando para ela dormi, reencontrar os pais não tinha sido nada fácil para morena.

Depois de colocar James em um berço no quarto de Gina, Harry desceu as escadas para buscar a esposa. Não queria de jeito nenhum que depois dessa tarde ela subisse aquele meio-mundo de degraus.

– Como chegaram aqui tão rápido? – Gina perguntou enquanto Harry a pegava nos braços.

– Já tínhamos acabado a missão há dois dias, só faltava alguns papeis para assinar e Hermione se despedir dos pais, sem falar no voo que pegamos, já que não é legal a Mione aparatar – explicou Harry enquanto subia as escadas – Enfim, quando chegamos por um carro do Ministério vimos todo o cerco.

A esse ponto, Harry já havia entrado no quarto de Gina silenciosamente e colocado a esposa na cama, deitando logo em seguida e ficando de conchinha com ela.

– Você esta bem? – Harry perguntou.

– Estou, foi só um susto.

– E o bebê? – Harry passou as mãos pela barriga da mulher.

– Esta bem, dormindo eu acho.

– Já é tarde, é isso que ele tem que fazer...

Gina sorriu um pouco, mas depois se tornou em lágrimas descontroladas.

– Ah, amor. E se você não viesse? E se não tivéssemos dado conta?

Harry beijou Gina de uma forma demorada em seus lábios. Foi o modo que ele achou para matar a saudade e ao mesmo tempo tira-la de seus pensamentos.

– Chegamos a tempo, tudo bem? – ele sussurrou – Você esta aqui, comigo e com nossos dois bebês. Estamos bem, acalme-se.

– Ah, Harry. Desculpe, estou tão cansada – a ruiva passou as mãos nos olhos para limpar as lágrimas.

– Eu sei, eu sei – ela a beijou novamente – Vamos dormi, tá bem?

– Eu te amo – ela disse assentindo e fechando os olhos.

– Eu também, amor – Harry disse fechando os seus olhos.

Os dois dormiram sobre a melodia favorita de ambos. O som da respiração pesada do filho no berço ao lado.

O que aconteceu mais cedo foi apenas um susto, não vai se repetir e se acontecer, o Trio de Ouro estará lá, como sempre está.

Notas finais
E ai? O que acharam, mandem reviews e respondam. Até o proximo cap. beijão!