Harry e Gina [EM REVISÃO]
8 Capitulo 8 - O Grande Jogo
Notas iniciais
Capitulo VIII – O Grande Jogo
Era final de temporada. O jogo já tinha começado há horas e nada do Pomo de Ouro aparecer, mas Harpias de Holyhead estavam ganhando dos Pegas mesmo assim, o que era um bom sinal.
Rony e Hermione estavam vibrando junto de Harry quando o time de Gina marcava ponto. Gui tinha deixado Fleur na Toca com a Sra. Weasley e acompanhou o pai para o jogo da irmã. George fez o mesmo em relação a Angelina e estava agora tentando comprar pipocas para todos.
– Alguém ai achou o Pomo? – perguntou Gui esticando a cabeça para procurar algum sinal do objeto dourado. As arquibancadas estavam lotadas e balançando com a vibração. Aquela final prometia.
– Só vi ele no começo do jogo – disse Rony claramente empolgado e nervoso – Aquele idiota do apanhador dos Pegas tinha que atrapalhar Gina! Merda! Agora estão os dois procurando aquela coisa minúscula, feito duas baratas tontas.
– Pega leve, mano – disse George se aproximando com um monte de sacos de pipocas gigantes no braço. Ele distribuiu pipocas para todos. Harry estava tão nervoso que não conseguia falar, ele sempre ficava nervoso nos jogos que assistia de Gina.
– E eles acharam o Pomo de Ouro! – a voz do narrador ecoou pela arena.
Os olhos de Hermione, Rony, Harry, George, Gui e Arthur seguiram para a direção que Gina corria. Ela estava um pouco a frente do apanhador do outro time, Pegas, mas ainda distante do Pomo. Foi um momento de tensão quando o apanhador adversário barroou em Gina fazendo-a desequilibrar e quase cair, mas a ruiva era ágio, nunca que ia cair em um momento deste.
Harry, os Weasley e toda a torcida das Harpias gritaram e pularam quando o Pomo de Ouro se encaixou perfeitamente na mão de Gina.
– E a Taça de Campeão é das Harpias de Holyhead – comemorou o narrador – Que briga difícil. Mas nada que Gina Potter não pudesse resolver.
Os aplausos se multiplicaram para a grande estrela do momento. Gina era muito boa, ela era ótima! Todos do time das Harpias cercaram a vassoura de Gina e comemoraram ali no ar, enquanto o time adversário tentava se conformar com a derrota. Logo depois abriram caminho para Gina voar até o centro da arena e rodar com sua vassoura devagar empunhando o Pomo e mostrando um largo sorriso para as centenas de espectadores. Ela finalmente parou em uma direção que pudesse olhar para sua família ali presente. Sorriu para cada um deles a distancia e depois focou em Harry.
O sorriso de Gina sumiu e o seu braço abaixou-se lentamente apoiando-se na vassoura. Harry percebeu a falta de expressão da esposa e congelou. Gina não estava bem.
Ele olhou bem para ela buscando respostas do que estava acontecendo. Foi quando tudo ficou em silêncio e só o grito de Harry conjurando um feitiço em direção a ruiva podia ser ouvido em todo o campo quando ela, de repente, despencou da vassoura.
***
A Sra. Weasley chegou no St. Mungus alguns minutos depois que Gina foi levada para o setor de exames. Ela vinha sozinha, Fleur e Angelina tiveram que ficar em casa cuidando das crianças, mas estavam muito preocupadas pela cunhada.
Os ruivos estavam todos sentados, mas Harry e Hermione não. Ele estava encostado em uma parede na sala de espera passando a mão direita na testa, ela estava tentando acalmar o amigo.
– Harry, tenha paciência. Talvez tenha sido só um mal-estar – disse Hermione – Você a segurou no ar com o feitiço, com certeza não há nenhum dano físico e bem... ela...
– Ela o quê, Hermione? – Harry quis saber.
– Ela estava se sentido mal há dias.
– O quê? Há dias, Hermione? – Harry olhou bem para amiga com olhos molhados – Ela despencou, desmaiou. E ninguém me diz nada? E se ninguém a tivesse segurado? E se eu não estivesse lá?
– Mas você estava, Harry. Você sempre está.
– Hermione tem razão, querido – disse a Sra. Weasley se aproximando dos dois – Minha filha teve muita sorte. Ela vai ficar bem, querido. Sente-se e se acalme.
Harry envolveu a sogra e a amiga em um só abraço procurando consolo. Depois enxugou as lágrimas e sentou com os outros na sala de espera. Os Weasleys conversavam aos cochichos sobre assuntos que pudessem distrai-los. Harry ficou calado e se isolou com seus pensamentos. Gina estava doente, estava mal. Ele não conseguia esquecer a expressão da esposa antes de cair da vassoura, uma agonia que ele nunca tinha visto naquele rosto cheio de sardas.
– Ginevra Potter? – chamou um curandeiro que em um piscar de olhos se colocou no meio da sala.
Harry, Sr. e Sra. Weasley, Rony, Hermione, Gui e George se levantaram, não necessariamente nessa ordem, e focaram no curandeiro na porta da sala de espera.
– A Sra. Potter sofreu um forte uma queda de pressão. Provavelmente por falta de sono, alimentação irregular e muito estresse – disse o curandeiro – Coisas que podem ser normal para uma jogadora como ela.
– Onde ela esta? – Harry disparou.
– Me acompanhem, por favor.
A família de Gina acompanhou o curandeiro, conforme ele pediu até o quarto onde ela estava. Gina estava acordada quando todos entraram. Os ruivos se colocaram ao redor da cama da garota e Harry se colocou na frente da cama da esposa, para que pudesse olhar bem para ela. Ele não disse nada, a forma como os dois se comunicavam era através de expressões e agora Gina estava tranquila, o que acalmou Harry.
– Oh, filhinha, como você esta? – a Sra. Weasley foi a primeira a fala enquanto beijava a filha sem parar.
– Bem, mamãe.
– Você nos deu um baita susto, garota – comentou o Sr. Weasley depositando um beijinho na testa da filha.
– Nunca mais faça isso – disse George — Garota, você fez uma arena inteira ficar em silêncio, tirando seu marido.
– Estou bem agora, George. Fico feliz por ter causado esse efeito todo – comentou Gina, tirando um sorrisinho de alivio do rosto de Harry que só ela conseguiu ver.
Hermione estava entre o amigo e o marido, ela não disse nada, só estava com um belo sorriso para a cunhada. Era a única pessoa naquela sala que suspeitava o que poderia estar acontecendo, uma coisa que Gina só veio confirmar quando falou com o curandeiro antes da invasão da família.
– Já que você esta bem, mana – disse Rony levantando os braços – Nós ganhamos! Uhuuuu! – gritou.
O quarto explodiu em risos e gritinhos de vitória. As Harpias ganharam dos Pegas, isso era muito bom. Era maravilhoso!
– Ei, tô com fome – comentou Gui quando o volume da comemoração abaixou – Maninha, estou vendo a clareza da sua melhora. Vou comer alguma coisa, mas antes de ir eu passo aqui – e sumiu, Gui estava realmente com muita fome, pipoca não é um alimento com muita força e a dele tinha se derramado toda no chão quando ele viu a irmã cair.
– Rony, acho que ele pegou seu mal de comilão – riu Gina.
– Ou Rony pegou o mal de comilão dele – riu Harry levando uma mãozada nas costas do amigo – Ai, cara, foi mau.
– Posso ficar sozinha com Harry? – perguntou Gina de repente. Todos se entreolharam e de repente assumirão uma forma preocupada – Eu estou bem, gente. Juro que estou bem.
Foi o suficiente para a Sra. Weasley expulsar todo mundo do quarto, mas antes de sair Hermione ficou mais perto de Gina e se inclinou no ouvido da amiga.
– Boa sorte e parabéns – sussurrou Hermione.
Gina apenas sorriu de volta e observou ela saindo as pressas por causa da Sra. Weasley. Quando finalmente estavam sozinhos, Harry sentou na beirada da cama dela e se inclinou para beija-la de leve, mas um beijo demorado.
– Temos que parar de frequentar esse lugar – murmurou Harry descolando-se da boca de Gina – Principalmente como hospede.
Gina riu alto.
– Não posso prometer.
Harry congelou e começou a tremer. Gina estava doente e estava rindo disso, que graça tinha?
– Calminha ai, amor...
– Gina, por que não me contou que estava se sentindo mal esses dias?
– Harry, você estava muito ocupado, eu já estava satisfeita por você aparecer no jogo e eu achei que era só o estresse – ela sorriu para o marido.
– Não me venha com esse papo de estresse e falta de tempo por causa da temporada – avisou Harry – Conheço você bem demais para saber que nunca foi isso, tem algo mais. O que você tem?
– Harry...
– Gina, se eu não estivesse lá para ter sido rápido o bastante para te segurar com um feitiço que mal consegui pronunciar o encantamento. E se eu estivesse trabalhando achando que não deveria me preocupar? E se eu não tivesse ido assistir o jogo achando que com certeza você ia vencer e ia fica tudo bem?
– Harry...
– Você não devia ter nem jogado – interrompeu Harry de novo, nervoso. Era uma tática de não escutar o pior. Gina estava doente, com certeza – Devia ter me dito, eu cuidaria de você, abandonaria tudo por você e...
– Harry Potter cale a boca – Gina pediu – Acredite em mim quando digo que não estou doente.
Harry não se convenceu. Precisaria de vários prontuários para e mais uma pilha de papeis para provar que sua esposa estava bem.
– Como não me preocupar, como não...
– Harry, eu estou grávida – Gina disse deixando o marido sem expressão.
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