Harry e Gina [EM REVISÃO]
45 Capitulo 45 - Harry & Gina
Notas iniciais
Capítulo XXXXV — Harry & Gina
– Para onde você vai me levar, Sr. Potter? – Gina perguntou marota enquanto deixava o marido por uma venda em seus olhos – Estou ficando realmente assustada com esse mistério...
– Ginevra Potter? Assustada? – Harry brincou, passando a língua nos dentes enquanto amarrava bem o nó da venda – Isso chega a ser possível?
– Não sei de nada quando se trata de você e isso me deixa com muita raiva – ela pronunciou as palavras pausadamente em uma voz melosa, cruzando os braços e fazendo biquinho.
Harry jogou a cabeça para trás e soltou uma gargalhada gostosa, depois voltou ao normal e depositou um selinho demorado no pescoço de sua ruiva, que teve todos os pelos do seu corpo arrepiados.
– Não precisa se preocupar ruiva – o moreno disse terminando o laço e em um movimento girou Gina para que ela ficasse de frente para ele, a apertando com força contra o seu corpo.
As respirações se misturaram, o peito Gina subia e descia e Harry tinha um olhar de águia sobre a boca vermelha e semiaberta dela. Os dois pareciam adolescente que estavam preste a dar o primeiro beijo, os lábios separados por apenas alguns centímetros.
– Harry... – a ruiva sussurrou ofegante, o fato de não poder enxergar e apenas sentir a deixa completamente louca.
– Shhhhh... Não sabe o quanto está lida assim.
Gina tirou a venda com brutalidade e abocanhou a boca do marido, não aguentando esperar mais nenhum segundo. Harry não se surpreendeu com a atitude e correspondeu ao beijo como um leão faminto. Se os dois pudessem se fundir completamente, eles tinha feito.
Estavam no escritório dele, iria aparatar dali para onde quer que Harry tinha planejado. Já tinham deixado os filhos com os avós maternos. A única coisa que faltava era a venda de Gina, mas naquele momento, naquele beijo os planos mudaram. O mais importante agora para Harry não era mais surpreender a esposa, agora o objetivo era derrubar tudo que havia em cima da mesa do seu escritório no chão e apoiar as costas da sua amada ali.
Foi o que fizeram. Sem interromper o beijo, Gina se deitou em cima do gabinete do marido, o beijo ia perdendo o gás devagar, mas apenas porque a concentração de ambos estava em se livrar do que era necessário. Logo que já estavam sem nada no corpo que os separassem, o beijo voltou a se intensificar e até mais do que antes.
Ninguém se lembrou de trancar a porta ou conjurar um feitiço para que nada pudesse ser ouvido pelo lado de fora, mas que se dane! Os dois se amaram como nunca naquele escritório. Os gemidos de prazer ecoavam pelo ambiente, sendo a própria música do momento. Os movimentos delicados, prazerosos ou até um pouco brutos preencheram aquele finalzinho de manhã no Ministério. O ápice dos amantes aconteceu em um único momento, marcando-os. Ele uivou e ela não conseguia nem falar com tanto prazer. Ele ficou de pé, a mantendo grudada nos seus braços. Arfaram com o cansaço e uma camada de suor descia por suas peles.
Ela fechou os olhos com toda energia que ainda lhe sobrara e se encolheu nos braços dele, os dois tinham o mesmo pensamento. Nunca se cansariam de estarem juntos, sempre seria assim, se amando de todas as formas e em todos os lugares que fossem. Jamais se deixariam abalar por um simples feitiço mal direcionado. E quando tudo estivesse um caos, eles não cederiam ao pânico, pois ambos estariam sempre juntos.
– Você está bem? – Harry perguntou ainda tentando normalizar sua respiração. Ele queria se sentar, mas não conseguia se mexer. Seu corpo tremia e talvez um passo o fizesse cair com tudo no chão.
– Acho que não consigo me mexer – ela riu no peito dele.
– Somos dois, então.
– Deveríamos nos vesti, alguém pode entrar e nos pegar aqui.
– Você está quase dormindo – o moreno comentou percebendo a voz pesada da ruiva – Acho que vou arriscar em tentar anda.
Ele ainda cambaleou para alguns centímetros longe de Gina. Riu um pouco, pois sua ruivinha realmente não conseguia se mexer. A pegou no colo concentrado e a carregou para o lavabo que anexou ao seu escritório. Gina apenas o observava enquanto ele se limpava e logo em seguida a limpava. Deixando-a sozinha por só alguns segundos para recolher suas roupas, voltando logo em seguida para cuidar dela novamente.
– Precisamos nos vestir – Harry avisou com um sorriso para a esposa.
– Não sei se quero – Gina resmungou sentada no balcão de mármore da pia – Acho que vendo você andar nu, todo cuidadoso comigo, está me deixando com gostinho de bis agora...
– Você vai nos matar?
– Oh, baby... Estou tentando brincar, não sei se conseguirei ficar de pé depois dessa, imagine se houver bis – ela riu, mas ele fechou a cara em preocupação.
– Você se machucou? – a voz de Harry era rouca.
– Você pirou? – Gina arregalou os olhos, agora bem acordada – Foi um dos melhores que já tivemos na vida!
O moreno soltou o ar dos pulmões e se aproximou da ruiva, se encaixando no meio da suas pernas nuas.
– Podemos repetir se quiser... – ele disse sedutor, erguendo uma sobrancelha.
– Hoje nós estamos incontroláveis – ela rugiu feito uma gatinha – Mas não dá, sabe? Ainda tem aquela surpresa que você ia fazer para mim.
– Quase me esqueço desse detalhe... Podemos deixar para depois, não acha?
Gina riu alto da tentativa do marido, quase funcionara. Ela viu nos olhos dele a noite que poderia passar trancados naquele escritório se quisessem, mas ela queria brincar um pouco mais. Sussurrou um ‘não’ demorado nos lábios dele e pulou para fora do lavabo, pegado suas roupas e as vestindo, conjurando um feitiço aqui e ali para consertar os rasgos.
– Você é muito má – Harry resmungou do batente da porta, observando a ruiva rodar pelo escritório tentando se fazer apresentável.
– E você ainda está nu – Gina disse rindo como quem não quer nada.
O moreno corou violentamente se trancando no espaço atrás de si para se trocar, enquanto sua esposa ainda ria dele e procurando alguma coisa que refletisse sua imagem. Achou um espelho na porta de entrada dos escritório. Enquanto tentava arrumar o cabelo, tendo até bastante sucesso, a porta foi aberta sem nem ao menos ter sido batida revelando Cho Chang.
– Primeiro a gente faz ‘toc toc’ antes de entrar – foi o que Gina disse rispidamente.
– Desculpe – Cho sussurrou, claramente assustada. Ela não esperava encontrar Gina ali, certo?
– O que faz aqui?
A morena começou a gaguejar e fez isso por breves segundos, tentando achar uma desculpa plausível e quando achou não pode pronunciar porque seus olhos focaram em um Harry Potter só de cueca com uma calça na mão parado no batente da porta do lavabo. Gina olhou para trás para ver que deixou Cho Chang de queijo caído e estreitou os olhos para o marido. Harry por sua vez, sentiu suas pernas tremerem por um momento quando viu o rosto da esposa ficar vermelho tais como os próprios cabelos dela.
Oh droga! Aconteceu alguma coisa! Me ferrei, mas espere... O que Chang faz aqui? Puta merda! Agora estou realmente ferrado, pesou o moreno.
– Se você não entrar nesse banheirinho agora e se vesti, eu faço você engolir suas roupas, Harry Potter! – Gina rosnou.
Enquanto ele demorava a digerir a situação e retornar de onde tinha saído, Cho analisou a cena ao seu redor. Era a última chance dela e talvez desse certo. Gina parecia bem arrumada, com certeza acabau de chegar e Harry estava seminu e bastante assustado, ainda tinha também um gabinete bagunçado... Por que não tentar?
– Eu perguntei o que faz aqui, Chang?
– Eu... Eu vim pegar minha meia calça que acabei esquecendo há pouco tempo – a morena respondeu com convicção, acreditando piamente na própria mentira.
Gina inclinou a cabeça e olhou incrédula para a mulher a sua frente. Por um momento a ruiva demorou a intender tudo aquilo, mas ai as luzes se acenderam com o poder de milhões de fogos de artificio em sua cabeça. Cho Chang não tinha mais jeito.
– Como você ousa usar o escritório do seu próprio superior? Fazendo deste ambiente seríssimo de trabalho um lugar para satisfazer seus clientes? — a ruiva resolveu fazer um pouco de piada.
– Se você não sabe, Sra. Potter... – Cho riu nervosa – Mas foi seu marido quem tirou minha meia calça.
Gina riu fechando os olhos com força para se controlar em não pular no pescoço daquela mentirosa de uma figa.
– Escuta aqui, sua vadia – a ruiva rosnou baixinho, para que só Cho ouvisse. Ela não queria mesmo falar da sua intimidade para uma vaquinha qualquer, mas era necessário – Está vendo aquela mesa ali, sem nada em cima? Eu passei a manhã nua apoiada nela, com o MEU MARIDO em cima de mim. Eu queria muito te bater agora para te ensinar pela última vez que HARRY POTTER É MEU! Mas estou de saída para ter mais momentos de prazer com O MEU MARIDO em outros lugares bem mais legais do que aqui, então dá um passinho pra trás e sai da minha frente!
Cho obedeceu no automático aquela ordem. As palavras de Ginevra Potter se repetiam cada vez mais alto em sua mente, seu corpo começou a tremer e a porta foi fechada com tanta força na sua cara, que pequenas rachaduras se formaram nas extremidades da madeira. Toda a população bruxa que andava feito formiguinhas no hall daquele departamento parou para ver Cho Chang ser humilhada, de certa forma, por ela mesma. Uns sentiam pena, outros riam.
– Que barulho foi esse? O que Chang queria? – Harry perguntou, saindo finalmente vestido do lavabo.
– Só pega na minha mãe a aparata para onde quer que tenha a me levar – Gina murmurou de cabeça baixa, suas mãos tremiam de ódio.
– Baby, o que houve? – Harry passou a sussurrar se aproximando devagar da esposa.
– Harry, não me faça estragar tudo. Só pegue na minha mão e aparate!
O moreno não fez mais nenhuma pergunta, apenas obedeceu. Ele não ouviu claramente a confusão, mas pode ouvir a intensidade das vozes femininas ecoando sobre seu escritório. Gina estava muito nervosa, ele pode sentir isso quando segurou a mão dela, então apenas a apertou um pouco contra si e aparatou. Assim que eles chegassem onde deveriam, iriam esquecer das coisas ruis e lembrar apenas das boas, Harry tinha certeza.
***
– Estamos em Gramado?
– Sim – Harry sussurrou – No mesmo quarto da nossa lua de mel para sermos exatos.
– Você só pode estar brincando comigo? – Gina pulou no pescoço dele. A raiva de minutos atrás já estavam sumindo, pro alivio de Harry.
– Não estou – ele respondeu a beijando rapidamente.
– Eu sempre quis voltar aqui em algum tempo!
– E aqui estamos.
Gina parecia não acreditar. Aquilo realmente tinha surpreendido por completo. Os momentos que passou aqui nas suas primeiras semanas de casada jamais seriam esquecidos e se puder, que sempre fossem relembrados. A ruiva beijou o marido ardentemente e enlaçou suas pernas na cintura dele. Harry a segurou, mas parou de corresponder o beijo.
– O que? – ela intrigou-se.
– Só queria dizer uma coisa – ele respondeu sentando com ela na cama.
– Diga.
– Obrigado – Harry sussurrou, simplesmente.
Gina sorriu, sabendo o que aquilo significava.
– Eu é que tenho que agradecer – ela disse passiva, olhando dentro dos olhos dele – Por ser esse homem maravilhoso que você é. Por ser esse marido e amante perfeito para mim. Por ser o pai mais fabuloso para nossos filhos. Por ter me dado o que eu sempre sonhei... Por ser o tudo que eu sempre sonhei. Por ser meu e somente meu... Obrigada!
Os olhos do moreno marejaram com a emoção que sua esposa colocava naquelas palavras simples, porém tão poderosas quanto um grande bruxo. Ele colocou uma mecha do cabelo ruivo atrás da orelha dela e começou a falar:
– Trouxe você aqui porque queria que tivéssemos algo só nosso no meio de tanta coisa que anda acontecendo. Queria deixar bem claro que amo você mais que minha própria vida. Amo os nossos filhos exatamente do mesmo jeito, com isso eu daria tudo, até a mim mesmo para vê-los sempre seguros e felizes. Agora, mais do que nunca, eu entendo tudo o que meus pais fizeram por mim. Porque se fosse eu no lugar deles, faria ainda mais para dar a vocês a segurança de uma vida feliz – ele fez uma pausa, fazendo uma breve comunicação visual com Gina, que o escutava atentamente – Eu quero te agradecer por tudo, Gina! Boa parte do homem que me tornei, devo a você. Quase tudo que tenho hoje, eu devo a você. As minha três joias mais valiosas vieram do nosso amor, que não existiria sem você... Então, obrigado por estar comigo... Por me amar... Por me fazer feliz...
Ele não conseguiu continuar porque foi interrompido por um beijo apaixonado da mulher da sua vida. Naquele beijo eles trocaram tudo que palavras jamais conseguiriam dizer; o amor que jamais poderia ser expresso em simples frases; o agradecimento que jamais poderia ser feito nem pelos mais longos discursos.
Naquele beijo as emoções rolaram soltas, fazendo a festa nos corações de Harry e Gina.
A tempestade poderia vir a qualquer hora sem recado. Uma nova guerra poderia explodir a qualquer momento. O caos podia se espelhar feito peste do dia para noite. O mal poderia tentar reinar, mas não importaria. Nada importaria. Nem o mais poderoso feitiço poderia quebrar aquele sentimento, tão intenso e tão verdadeiro.
Enquanto Harry e Gina estivessem juntos, tudo estava bem.
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