Harry e Gina [EM REVISÃO]
1 Capítulo 1 - Reconciliação
Notas iniciais
Harry & Gina
Capitulo I – A reconciliação
Gina Weasley estava sentada debaixo de uma árvore, um pouco distante da Toca. Hermione não parava de fala sobre Rony desde meia-hora atrás. Isso já estava fazendo Gina pegar no sono. Já era finzinho de tarde e as duas sempre escolhiam aquela arvore para conversar. Mas ultimamente Gina viu que passar mais tempo ali evitaria qualquer contato com ele.
— Mocinha? Você esta me ouvindo? – Quis saber Hermione.
— Com certeza! – Respondeu Gina, deixando claro o contrário.
— Desculpe – começou Hermione – Mas você não me deixa falar sobre Harry e a maioria dos meus outros assuntos sempre são sobre minha carreira ou Rony, eu me empolgo e...
— Ok, Hermione. Já intendi. Você cai em profunda paixão me fazendo escutar sobre o quanto meu irmão é nojento te beijando.
— Ele não é nojento. É fofo e delicioso – sussurrou Hermione, provocando-a.
— Por Merlin! Cuidado para não pegar o mal de não estudar de Ronald Weasley — Gina disse revirando os olhos.
— Gina! – Hermione a repreendeu, mas não continuou. Algo havia mudado, um frio tomou conta das duas, uma sensação de infelicidade invadiu as ambas no mesmo tempo. Aquela sensação que só...
— Dementadores! – Gritou Hermione quando as estruturas obscuras a cercaram na árvore.
Gina empunhou sua varinha quando um Dementador atacou Hermione, mas não conseguiu conjurar um patrono porque foi atacada logo em seguida. A sensação de vazio tomava conta das duas, já no chão, a cada beijo que recebiam. Estavam longe demais da Toca e já não tinham mais energia para se defenderem, nem para pedir socorro. Começaram a ouvir gritos, Hermione reconheceu as vozes, eram seus pais. Já Gina escutava o grito do irmão morto. As duas se olharam, buscando abrigo uma na outra enquanto recebiam mais e mais beijos dos Dementadores. A última coisa que Hermione viu foi uma forte luz, mas Gina viu mais, antes de cair na escuridão ela conseguiu ver um grande cavalo cercado de luz...
***
Haviam três Weasleys sentados, um deles de pé andando para lá e para cá ao lado de um nervoso Potter. Estavam na sala de espera do Hospital St. Mungus esperando notícias de duas adolescentes que já tinha dado entrada no hospital há duas horas.
— Vocês já não estão tontos? – George foi o primeiro a quebrar o silêncio.
— Cale a boca, George – Rony parou de andar e olhou feio para o irmão – É sua irmã que esta lá dentro.
— Meninos – repreendeu a Sra. Weasley – Quietos!
— Elas vão ficar bem – garantiu o Sr. Wealeys se levantando para colocar a mão no ombro do filho – Sente-se, Ron e você também, Harry. Fiquem calmos.
Então ficaram os cinco sentados. Mas Harry ainda não conseguia parar de se mexer tentando procurar uma posição confortável na cadeira, não havia, afinal era a mulher da sua vida e sua melhor amiga que tinham sido atacadas e agora estavam feridas. Rony, coitado, se ainda tivesse unhas... Sua irmã... Sua namorada...
— Vão me dizer o que houve, quando vocês as encontraram? – perguntou a Sra. Weasley tentando matar o tempo. Molly também estava muito angustiada, mas conseguia manter a calma.
— Harry e eu fomos chamá-las para jantar como a senhora pediu – começou Rony – Elas estavam distantes e quando estávamos no meio do caminho vimos alguns Dementadores aproximando-se de onde conversavam.
— As duas estavam sendo atacadas, já no chão. Quase sem vida – continuou Harry com dor ao lembrar da cena – Corremos com as varinhas já prontas. Rony foi o primeiro a lançar o patrono, mas não foi suficiente... Nunca vi tantos Dementadores desde... desde... Sírius.
Harry não conseguiu continuar. Eram lembranças muito fortes. Eram três pessoas mais que importantes para ele, uma já havia ido embora. Ninguém questionou tal angustia da parte dele. Os Weasleys, exceto por Rony, achavam que tal comportamento era por causa da melhor amiga e da lembrança do padrinho.
— Harry conjurou o patrono que os derrotou. Quando finalmente chegamos a elas – disse Rony – Elas já estavam profundamente inconscientes.
— Não sei o que teria acontecido se vocês não estivessem chegado logo... – disse George. Ele não queria pensar no teria acontecido, nem ninguém daquela sala queria abrigar tal hipótese.
Todos ficaram em silêncio. Não havia mais nada para se dizer ou fazer, a não ser esperar, sentados e impotentes, com sede por notícias.
— Hermione Granger e Ginevra Weasley – chamou um homem alto e moreno atrás das cadeiras da sala de espera.
Todos que estavam sentados se levantaram e encararam o curandeiro.
— Como elas estão? – os cinco familiares disseram em couro.
— Bem. Estão fracas e precisam passar uma noite aqui, mas fora de perigo.
A família foi guiada até ao quarto onde as duas estavam, para a agonia de todos, Hermione ainda não tinha acordado, mas Gina estava com seus olhos cor de chocolate bem abertos. Ela estava tentando entender o que tinha visto antes de desmaiar.
— Olá, filha! – disse o Sr. e a Sra. Weasley chegando mais perto da cama de Gina – Está se sentindo bem?
Todos olharam para Gina, inclusive Harry e Rony que se encontravam bem mais perto da cama de Hermione. Gina não respondeu, mas balançou a cabeça devagar em sinal positivo. Harry suspirou baixinho de alívio. Gina estava bem, graças a Merlin.
Neste momento Hermione abriu seus olhos bem devagar, Rony se apoiou de leve em Harry para não cair de alívio também. Todos sorriram por ver que ambas estavam bem.
— Então. Beijo legal, não é? – George quebrou o silêncio, novamente. Olharam com cara feia para ele, menos Gina e Hermione que sorriram para o ruivo, que olhou pro resto da família – Há! Elas sorriram! Não me olhem com essa cara, era pra elas sorrirem, não vocês.
Todos riram de leve, estavam ainda mais aliviados por George esta se recuperando tão bem em relação a morte do irmão.
— Queria ficar um pouco só com Rony e Harry – disse Hermione, olhando para a Sra. Weasley.
— Vamos comer alguma coisa, meninos – disse Molly, chamando o marido e George.
Quando saíram Gina começou a entender o que Hermione queria com aquilo.
Harry sentou em uma poltrona por ali e Rony achou um cantinho na cama de Hermione. As coisas não estavam boas entre Harry e Gina desde a batalha e mesmo com a presença de Rony, Hermione queria mudar o rumo das coisas.
— Foram vocês? – ela quis saber.
— Fomos – respondeu Harry, olhando para a melhor amiga.
— O patrono de Harry foi... – Rony começou, mas foi interrompido pelo amigo.
— Fomos nós, Hermione. Rony e eu.
Rony viu o patrono da irmã saindo da varinha de Harry, naquele momento ele soube que seu amigo não mentia quando dizia que amava Gina e antes de toda a família entrar no quarto das duas, ela comentou com Hermione que também tinha o seu patrono.
— Quem conjurou o cavalo? – perguntou Hermione, assustando a todos. Harry e Gina se entreolharam muito rápido.
— Foi o Harry – Rony respondeu.
A confirmação fez uma explosão de sentimentos acontecer no corpo de Gina. Harry só tinha um motivo para conjurar o patrono dela, ele a amava.
— Isso é verdade? – perguntou Gina, deixando Hermione triunfante.
Harry baixou a cabeça. Era difícil demais lembrar do que aconteceu horas atrás. Hermione fechou os olhos de satisfação, finalmente tinha encontrado um jeito de mostrar a cunhada o tempo que ela estava perdendo com toda essa insegurança boba, que não combinava nem um pouco com ela. Rony olhou para todos na sala, engoliu o ciúme e ficou calado. E finalmente Gina congelou quando percebeu que todo aquele silêncio era a confirmação.
— Mas isso só pode acontecer quando há sentimentos muito fortes em jogo – comentou Gina mais para si mesma do que para os outros.
— E você acha que o medo de perde mais alguém que eu amo... O medo de perder Hermione... O medo de perde você já não é forte o bastante? – questionou Harry, surpreendendo a todos com o tom de voz elevando, mas sem gritar. Parecia tão cansado naquele momento.
Gina se encolheu, com vergonha e raiva de si mesma por ter sido tão tola, agora ela finalmente deixou o pensamento de que Harry só queria protege-la quando terminou tudo com ela entrar na sua cabeça, ela finalmente aceitou que aquela proteção era bem-vinda, ainda que desncessária.
Hermione apertou a mão de Rony. O ruivo lhe lançou um olhar apaixonado e um sorriso que dizia “Vou ficar quieto, prometo”.
— Não foi tão ruim assim, foi? – A morena perguntou a Gina, fazendo Harry finalmente ter coragem para olhá-la.
Gina não conseguiu responder e Harry não aguentava mais o desconforto. Ele levantou da poltrona e seguiu para porta.
— Harry James Potter, se você sair por essa porta eu vou atrás de você e te trago de volta, puxando sua orelha até você sentar nessa maldita poltrona de novo – rosnou Rony quando viu o amigo com a mão na maçaneta – E você Ginevra Weasley, trate de abrir a boca. Termine logo com isso. Meu amigo parece um morto-vivo e você parece um cadáver ambulante. Então engula seu orgulho assim como eu estou engolindo o meu ciúme e fale logo alguma coisa!
Harry já estava muito bem sentado na cadeira boquiaberto assim como Hermione e Gina.
— Uau – disse Hermione.
Rony relaxou, mas continuava com os olhos grudados na irmã. Era de fato, muito triste ver a situação do melhor amigo e da irmã mais nova, isso precisava de um fim, ou de um novo começo.
— Eu fui egoísta, só pensava em mim no momento em que me deixou e agora vejo o quanto estúpido isso foi – disse Gina, depois de um momento em silêncio. Ela não olhava para ninguém em especial, apenas focava a parede em sua frente. Harry, por outro lado, olhava para a ruiva com curiosidade.
— Não peça desculpas, Gina – ele disse – Eu... Eu faria e farei qualquer coisa para te proteger e se para isso eu precise me afastar de você, então que assim seja.
— Harry – disse ela, agora olhando bem dentro de seus olhos verdes – Eu não preciso de sua proteção. Mas se você quiser, que seja bem pertinho de mim, quero você comigo. Quero você do meu lado, sempre.
Harry não se segurou, levantou e quebrou a distância entre eles com um beijo apaixonado, tranquilo e lento, que Gina correspondeu. Desculpe Rony e Hermione, mas eu precisava dessa boca, pensou. O contato demorou segundos, minutos ou horas, não se sabia ao certo. Acabou quando Rony não suportou mais e foi lá pessoalmente separar a cabeça dos dois. Todos riram por um tempo até o Sr. e a Sra. Weasley voltarem com George. Naquele mesmo dia, Gina contou tudo sobre o retorno do seu relacionamento para os pais, que reagiram normalmente, a Sra. Weasley mais do que o normal.
Fale com o autor